Fazia tempo que eu não ria tanto numa sessão de cinema, desde os trailers que já estou aguardando para ver A Proposta e Os Normais 2 até o filme propriamente dito escolhido após alguns contratempos e nenhuma pretensão: A Mulher Invisíviel.

O filme me foi previsível, confesso que na primeira cena pensei “hum ele vai ficar com ela no final”. Mas a trajetória do filme é a melhor parte. E como o tal fim vai chegar eu não esperava e me diverti muito nesse meio tempo. E a lição principal, é claro, a gente tem que se amar e confiar em si mesmo. E outra, pelo menos no filme, resignação, e não paciência, mas resignação fez diferença. Tenho me sentido assim ultimamente.

Nas cenas de Minas Gerais finalmente entendi as cores usadas por Tarsila Amaral após sua viagem por lá, as cores caipiras que a encantou. E vi as cores de Abaporu. Não sei bem se a viagem foi antes ou depois da obra de idos de 28, mas eu as vi.

Agora até fiquei sem saber como concluir o post, então fica a dica, assista ao filme. Selton Mello e Fernanda Torres sempre valem o ingresso. E para os guris, claro, tem a Luana Piovani em cenas provocantes. Fora isso, a risada também é garantida.

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Vamos ver se consigo explicar a foto: no centro Clara (Júlia Lemmertz) e Miguel (Marco Ricca). A menina de chapéu é filha da atual esposa do primeiro ex-marido da Clara que é pai da Carol (no fundo). O pequeno no colo dela é o Léo, filho do segundo casamento de Clara. No colo do Miguel a sua filha Júlia. E no carrinho de bebê, o filho do segundo ex-marido de Clara, pai do Léo. Ufa!

Vamos ver se consigo explicar: no centro Clara (Júlia Lemmertz) e Miguel (Marco Ricca). A menina de chapéu é filha da atual esposa do primeiro ex-marido da Clara que é pai da Carol (no fundo). O pequeno no colo dela é o Léo, filho do segundo casamento de Clara. No colo do Miguel a sua filha Júlia. E no carrinho de bebê, o filho do segundo ex-marido de Clara com a nova esposa, portanto irmão do Léo. Ufa!

Há tempos que digo que o conceito de família não é mais pai, mãe e filhos. Provavelmente há uns 15 anos, desde que meu pai casou de novo, aí veio a família da mulher dele, depois minha mãe que tem nova sogra, enteado… e tem a família da família dessas pessoas. Um agregamento de gente.

Pois a televisão finalmente se deu conta e Globo fez a série Tudo novo de novo, que passou a alegrar as minhas noites de sexta-feira.

A história é de Clara (Júlia Lemmertz) uma mulher separada duas vezes e de cada casamento tem um filho. Aí ela começa a namorar Miguel (Marco Ricca) um cara separado que também tem uma filha e é uma confusão de gente, porque tem o filho do ex-marido que é irmão de um dos filhos dela, mas não é nada da outra filha. Os programas de casal com os filhos e as confusões e desajustes entre as crianças de idades diferentes… Olha bem difícil namorar assim… Fora outras confusões que aparecem com os pais deles, ex-mulher que leva golpe do namorado estrangeiro da internet e só se ajeita quando casa com uma outra mulher… Coisas da vida social atual que eu nem pensaria na época que me dei conta que família era algo além dos meus pais e irmãos e demais laços consanguínios, como insistia meu professor de sociologia. Mas é bem um retrato da família atual.

Na última sexta foi o último episódio da temporada. No final estavam todos juntos num passeio e um senhor idoso perguntou para o Léo, um menino muito fofo, se todos aqueles eram seus irmãos quando eles estavam posando para foto. E ele definiu bem: é complicado explicar, mas são todos da minha família.

Espero que venha outras temporadas por aí! O programa é muito bom!

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos

Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Eu trabalhei na madrugada em que o Michael Jackson morreu e passei a noite toda ouvindo suas músicas no programa de tevê, mas das coisas que li e escutei naquele dia, duas engraçadas:

- Sua vida não passou em branco (e olha que ele dedicou um bom tempo para deixar de ser negro).

- É uma lenda viva! (essa o Paulo Sant’Ana merece o crédito, me fala isso de manhã na rádio…)

Tem cenas, filmes e histórias que mexem com a gente como se fosse uma bebida alcóolica, nos deixa melancólicos, nos faz extrapolar as emoções e sair desabafando. Foi mais ou menos o que aconteceu aqui.

E cada vez mais entendo que nada como um dia após o outro. Não tem angústia, problema ou chateação que resista com a mesma intensidade após uma noite de sono, mesmo que seja sem dormir muito bem.

Há dias escrevi sobre um retrato da Clarice Lispector pintado por De Chirico, em Roma. O Paulo Gurgel Valente, filho da Clarice, e que tem o retrato,me lembrou que ela fala a respeito do quadro numa carta às suas irmãs Elisa e Tânia, que está no livro Correspondência editado há pouco. Na carta, Clarice comenta que as irmãs devem estar surpresas com a falta de referência ao fim da II Guerra Mudial num bilhete recente. Escreve: “Eu pensava que quando
ela acabasse eu ficaria durante alguns dias zonza.O fato é que o ambiente influiu muito nisso. Aposto que no Brasil a alegria foi maior. Aqui não houve comemorações, senão o feriado, ontem: é que veio tão lentamente esse fim, o povo está tão cansado (sem falar que a Itália foi de algum modo vencida) que ninguém se emocionou demais”. E depois: “Eu estava posando para De Chirico quando o jornaleiro gritou “È finita la guerra!” Eu também dei um
grito, o pintor parou, comentou-se a falta estranha de alegria da gente e continuou-se. Daqui a pouco eu perguntei se ele gostava de ter discípulos. Ele disse que sim e que pretendia ter quando a guerra acabasse… Eu disse: mas a guerra acabou! Em parte a frase dele vinha do hábito de repeti-la, e em parte do fato de não ter mesmo a impressão exata de um alívio”. No meio da carta, há um desabafo tipicamente claricense para as irmãs: “Sinto verdadeira sede de estar aí com vocês. A água que eu tenho encontrado por este mundo afora é muito suja, mesmo que seja champanhe. Estou preciosa, pelo que vejo…”

Clarice_por_De_ChiricoHá dias escrevi sobre um retrato da Clarice Lispector pintado por De Chirico, em Roma. O Paulo Gurgel Valente, filho da Clarice, e que tem o retrato,me lembrou que ela fala a respeito do quadro numa carta às suas irmãs Elisa e Tânia, que está no livro Correspondência editado há pouco. Na carta, Clarice comenta que as irmãs devem estar surpresas com a falta de referência ao fim da II Guerra Mudial num bilhete recente. Escreve: “Eu pensava que quando

ela acabasse eu ficaria durante alguns dias zonza.O fato é que o ambiente influiu muito nisso. Aposto que no Brasil a alegria foi maior. Aqui não houve comemorações, senão o feriado, ontem: é que veio tão lentamente esse fim, o povo está tão cansado (sem falar que a Itália foi de algum modo vencida) que ninguém se emocionou demais”. E depois: “Eu estava posando para De Chirico quando o jornaleiro gritou “È finita la guerra!” Eu também dei um

grito, o pintor parou, comentou-se a falta estranha de alegria da gente e continuou-se. Daqui a pouco eu perguntei se ele gostava de ter discípulos. Ele disse que sim e que pretendia ter quando a guerra acabasse… Eu disse: mas a guerra acabou! Em parte a frase dele vinha do hábito de repeti-la, e em parte do fato de não ter mesmo a impressão exata de um alívio”. No meio da carta, há um desabafo tipicamente claricense para as irmãs: “Sinto verdadeira sede de estar aí com vocês. A água que eu tenho encontrado por este mundo afora é muito suja, mesmo que seja champanhe. Estou preciosa, pelo que vejo…”

Esse texto foi publicado na coluna do Luis Fernando Verissimo em Zero Hora de 29 de janeiro dester ano. Quando li isso, pensei “uau”, eu queria ter vivido coisas assim como a Clarice. Claro que os anos de guerra não devem ter sido fáceis, mas falo desse convívio com artistas como De Chirico, ser pintada por ele! Acho esses nossos anos de uma pobreza intelectual e artística e ainda assim eu não tenho contato com os intelectuais e artistas de agora. Fiquei com inveja. Além de ter sido uma escritora reconhecidíssima, ainda viveu e viveu de perto coisas que são de uma época muito particular.

noticias_19052009121339Eu já esperava que no episódio de hoje de Grey’s Anatomy, quando finalmente Meredith e Derek, o McDreamy, iam se casar, depois de cinco anos de idas e vindas, altos e baixos, o casamento deles não aconteceria, pois eles dariam a vez para Izzie que preparou tudo perfeito, como se fosse seu próprio casamento, em cima de uma cama devido ao câncer. Eu já esperava, só não contava que ia me emocionar tanto. E chorei como não chorava há muito tempo.

O episódio começa com Izzie dizendo que a gente nunca sabe qual vai ser o dia mais importante da nossa vida. O dia que a gente acha que é especial nunca é como a gente imagina. Os dias normais que começam igual a qualquer outro no final são os mais importantes.

É tudo de mentirinha, eu sei, embora essas coisas aconteçam na vida real. Mas é uma metáfora, uma metáfora para que a gente não realize as coisas só quando está chegando no fim, que a gente não perceba o quanto era importante só quando perdeu. É clichê, é. Mas pode ser hoje como pode ser daqui há 50 anos e a gente sempre vai lastimar o que deixou de fazer e a vida que está próxima do fim. Nunca haverá tempo para tudo. Embora Izzie tenha tido dois amores. O primeiro morreu e o segundo apareceu quando ela estava morrendo. O primeiro era um homem determinado. Já Alex se tornou homem ao lado dela.

izzieMeredith não era muito de casamento mesmo, e só aquele pedido do Derek, no jeito mais McDreamy de ser, já valeu, tudo a ver com eles. Esse foi o seu dia especial, quando ela menos esperava. Eles enfim assumiram ficar juntos, não esperaram a vida passar para se arrepender ou ela ser encurtada para se dar conta. Eu penso no tempo que está passando, eu perco tempo me preocupando com o que virá, mas sobretudo eu vivo e me dedico aquele que amo não pensando que terei uma longa vida pela frente e muitas oportunidades, mas como alguém que está morrendo a cada dia. Não importa o que vem pela frente. Se poderia ou posso ter outros amores. Uma certeza existe. Importa o que é. O presente é um presente. O futuro é dádiva, bônus, ou até maldição. Quem sabe? Ninguém, por isso só me arrependo do que deixei de fazer no agora pensando no que seria do amanhã. É o mal dos ansiosos, viver e sofrer por aquilo que nem chegou.

E o mal de quem pensa como eu é que nem sempre bate com o pensamento dos outros. Algumas pessoas precisam que tudo esteja perdido para se dar conta, mas daí também me dói pensar no passado, quando tudo podia ser diferente. É o tipo de coisa que determina entre ser feliz para o resto da vida ao lado de quem se ama ou ser feliz e amar somente no tempo que resta.

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“Não reconhece o dia mais especial da tua vida até que esteja dentro dele. O dia que te entregas a algo ou a alguém. O dia em que teu coração está em pedaço. O dia que encontra tua alma gêmea. O dia que se dá conta de que o tempo nunca é suficiente, porque se quer viver para sempre. São estes os dias mais bonitos, os dias mais perfeitos”.

E eu terminei o meu dia sem fazer a diferença que eu gostaria. Talvez eu tornasse o dia qualquer de alguém especial. Mas eu acho que é a minha vez de ter um dia especial quando eu menos esperar. Um deles eu já tive. Não se trata de uma grande surpresa, nem de casamentos, mas sim de amor…

Eu preciso mudar de vida. Eu leio cada vez menos, não faço mais nenhum curso, não estudo mais nenhum idioma, nunca voltei a estudar desde que me formei… O difícil para mim é entender que uma mudança total acontece aos poucos. Eu preciso de foco e fazer uma coisa de cada vez. Já perdi muito tempo querendo tudo e não fazendo nada.

Mas até para ter o foco eu preciso mudar uma parte da minha vida…

“Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante.”

Carlos Drummond de Andrade

Desde que reformei a casa tenho uma proposta: nada de motivos florais. Daí que meus panos de prato viraram pano de chão durante a reforma e precisei comprar novos. E como é díficil encontrar panos de copa que não tenha flores ou frutinhas!

Não cheguei a ver em lojas como a Brickell e a Camicado, sempre esqueço, mas olhei no site dessas lojas e não encontrei, Cada vez que vou ao supermercado eu compro um ou outro pano quando encontro algum que seja liso ou listrado, ou algum desenho que me pareça retrô. Hoje até encontrei um com uma estampa meio hippie. Em tempos de decorações legais para cozinha, não sei por que é tão difícil encontrar panos de pratos modernos.

Leva um tempo para começar a falar sozinho dentro de casa, depois tu já nem sabe se está mesmo falando ou pensando. Eu já perdi a noção. Tanto que esses dias vi alguma coisa numa loja que falei sozinha como faço em casa, dando gritinhos por ter encontrado tal coisa, mas não sei se falei mesmo em voz alta ou foi em pensamento.

Agora dei para rir sozinha dentro de casa. Sempre fui do tipo que quando via algo engraçado num filme ou programa de tevê precisava de um estímulo externo para rir. Normalmente era a minha mãe que por qualquer besteirinha já estava às gargalhadas.

Sabe, rir sozinha é muito bom, quase tão bom quanto ter alguém que te faça rir.

Normalmente eu escuto “só tu mesmo”. Mas agora estou reconhecendo, só eu para voltar para a academia depois de 54 dias parada, justamente no primeiro dia frio de inverno e ainda por cima um dia chuvoso. A parada foi por causa da obra, férias e depois uma gripe. Mas consegui recuperar os dias.

Bem, no dia em finalmente resolvi encarar a sério a academia também fazia muito frio e chovia. E apesar de algumas “paradas estratégicas”, pela primeira vez tenho mantido uma frequencia e um vínculo maior que apenas pagar a mensalidade. Acho que o clima do dia é um bom sinal.

A professora de Pilates mudou de novo e novamente uma série de exercícios que não conhecia. Meus pés chegaram a suar por dentro de tanta cãimbra, mas fui até o fim. E como cheguei cedo, ainda caminhei na esteira até a aula começar. Amanhã tenho que ir de novo! De volta à ativa.

Desta vez foi um recorde. Esqueci de postar aqui, mas no primeiro dia que os pedreiros começaram a obra aqui em casa, no dia 13 de abril, o gás acabou. Dessa vez durou 2 anos e 8 dias, e juro, uso mais o fogão do que antes. A última troca foi em abril de 2007.

Como eu mudei! Esse pensamento me veio a cabeça hoje durante o almoço enquanto eu comia brócolis. Sim, brócolis. Eu, uma chata para comer confessa.

Bem, eu já passei a gostar e até adorar comida chinesa e japonesa. Passei a comer feijão de vez em quando e agora que tenho freezer penso até em congelar o da mãe. Sem contar a salada que é protagonista no meu prato.

Queijo que eu só comia derretido, ontem numa jantinha com vinho e queijos provei vários sabores e hoje até comprei um pedaço de queijo minas, e já comi. Não vou deixar estragar na geladeira. Sem contar que aprendi mais um prato prático e delicioso para quem mora sozinho. Já comprei os temperos! Será que vou me aventurar na cozinha nesse fim de semana?

Uma coisa é certa, só o amor é capaz de me levar para pilotar um fogão.

E quanto as mudanças: nossa já foram tantas… quando criança eu dizia que nunca ia me maquiar, usar salto ou fazer a cutícula – achava isso algo desnecessário e absurdo. Não me importo de mudar, aliás, eu tô sempre mudando, mudando até o que eu faço.

Mas agora eu estou mesmo precisando é me reinventar.

Não dá nem vontade de comentar, mas desde que estava na faculdade eu convivi com esse fantasma da não obirgatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista, a profissão que escolhi para mim.

Na época em que várias liminares saíram o motivo era que o diploma foi instituído na época da ditadura, mas agora um argumento mais ridículo ainda: a liberdade de expressão. Em tempos de internet, blogs e afins, quem é que não consegue se expressar. Pelo contrário, as pessoas chegam até estar saturadas de tanta opinião. E o pior é que não é para especialistas em economia, política e diversas áreas que isso vai abrir portas, mas para pampaquetes da vida, modelo, manequim e jornalista…

Eu cheguei a fazer o registro precário, quando estava valendo uma das liminares, mas claro, porque eu não iria abandonar a faculdade de jornalismo e poderia fazer algum freela de diagramação. Na verdade nunca cheguei a usar, mas o mais espantoso é que na época, se quer precisei provar que era alfabetizada, nada. Não foi pedido nenhum comprovante de escolaridade, nada. Eu podia ser uma jornalista e analfabeta. Espero que pelo menos isso tenha mudado. Isso é o mais ridículo e claro, as empresas que contratam profissionais sem formação. E olha que tem, das grandes. Normalmente são estudantes de comunicação (pelo menos isso).

Mas eu já andava desanimada e ontem quando acordei e vi a notícia na tevê eu senti que tinha colocado dinheiro e anos no lixo. Sim, porque eu fiz uma faculdade que não é preciso fazer! Já pensei várias vezes em fazer outra graduação e estava achando que era perda de tempo, que era melhor fazer uma pós, mas em comunicação? Agora acho que voltar para a faculdade não é mais andar para trás. Os ministros do STF me mostraram que andei para trás no dia que saí da faculdade!

E se não consideram nossa profissão como risco à vida, por exemplo, esperem para ver a catástrofe mundial que pode gerar uma notícia falsa… o mercado financeiro sabe bem o que especulações provoca… e as coisas podem ganhar sim proporções mais graves.

Filhos, quanto mais velho, mais trabalho dá.

* Senti isso durante minha reforma. Eu tô com quase 30 anos e como dei trabalho para meu pai… Agora fui escrever e lembrei que tem um ditado que diz: filho criado, trabalho dobrado. Agora é que tô entendendo isso. Não é só na fase da adolescência que os filhos dão dor de cabeça aos pais… Eu já estou bem amadurecida, moro sozinha, sou independente… mas como incomodo meus pais!

Não dá para dizer que Obama é do tipo que não mata nem uma mosca…

Deixei de chorar, na verdade. Aquela manteiga derretida que chorava vendo até reportagem do jegue biblioteca se foi.

Aí estava assistindo a novela Paraíso, a freira amiga da Santinha falava que gostava de trabalhar com crianças abandonadas, mas que era muito triste quando um bebê deixava de chorar no berçário. E explicou: é porque ele perdeu a esperança de ser cuidado.

E completou: deixar de chorar é ter consciência do próprio abandono.

E sabe que nem chorei? O tempo passa e a casca só fica mais grossa.

Foram 46 dias desde o início da obra até a volta oficial para casa, uns 3,3 mil quilômetros percorridos indo e vindo de Sapucaia até Porto Alegre. Na última semana da parte dos pedreiros entrei em férias e nesses quase 25 dias que estão acabando só corri em função do apê. Mas está quase tudo pronto, sempre ficam detalhes e mais detalhes que parecem que não vão acabar nunca. Mas finalmente cresci e agora tenho um apartamento de adulta, mas ou menos como a Carrie no filme. Acontece após o mesmo momento. Os espaços estão maiores e não vejo a hora de poder projetar os ambientes que faltaram. Mas o que está pronto está lindo e estou adorando minha nova casa, meu novo lar. Agora vou encher de alegria, receber mais minha família, que me ajudou tanto a realizar esse sonho e brindar com os amigos.

Perto da minha volta para casa, meu avô materno faleceu e pelo menos eu estava mais próxima da minha família neste momento tão difícil. Desde que teve o primeiro infarto, eu era pequena ainda, ele ia e voltava de hospitais. Ironicamente, quando fomos chamados ao hospital para a derradeira despedida, apenas era aguardado que seu coração parasse de bater, já tinha tido falência múltipla dos órgãos. Acho que no final das contas, ele tinha um coração bem forte.  Uma cena triste dele lutando a cada respiração, essa movimento que a gente nem sente, mas que mantem o brilho nos nossos olhos e a esperança de realizar grandes coisas. 

Uma nova etapa começa paa mim. Espero que seja tudo novo, uma nova vida. Espero viver muitas em uma só ou encontrar aquela que quero viver até o último suspiro.

Mulheres e pedreiros nunca se entendem.

livroPor enquanto, com a reforma, livros, principalmente de arte (que são mais caros) virou sonho de consumo. Até porque com as mudanças que estou fazendo, alguns livros ficarão desalojados por enquanto, até projetar a sala…

Mas está na minha lista esta preciosidade:  Arte Brasileira Contemporânea, de Paulo Sergio Duarte.

Em 2005, eu estava visitando a 5ª Bienal do Mercosul no Margs com a minha turma de História da Arte, quando o Paulo Sergio Duarte, que foi curador daquela edição, adentrou o museu com um grupo de monitores e começou a lhes dar aula ali. Larguei a vista, já que a monitora era bem fraquinha, e fiquei em volta ouvindo… nossa aprendi um monte em poucos minutos! Uma pena que tive que sair para trabalhar… era uma aula que não tinha preço.

Confere aqui a matéria e a entrevista que saiu no Segundo Caderno da ZH sobre o livro.

Será dúvida? Ou medo das certezas?

Pois tive que alterar esse post sem dar maiores explicações por aqui. Pois bem, esse blog sofreu uma ameaça de processo, tudo porque coloquei uma recalamação sobre uma clínica em que fiz um tratamento que não teve o resultado que eu esperava, simplesmente porque não teve resultado nenhum.

Foi assim, coloquei no post que fiz um tratamento de pele como forma de receber o dinheiro de volta por um serviço mal prestado na clínica tal. Me ligou a médica responsável pela clínica dizendo que se eu não modificasse entraria com um processo judicial. Tirei o nome do estabelecimento porque eles já me levaram dinheiro sem que funcionasse o tratatamento, não ia correr o risco de que me levassem mais.

Porém, vejam como as coisas funcionam na tal clínica (quem quiser pode me perguntar o nome em particular ou deixar um comentário que eu respondo de volta, afinal, não podem me privar de falar mal deles em particular e nada pior que uma mau propaganda boca a boca):

Escolhi um tratamento por minha conta, pois consultar com a médica responsável tinha um custo, cerca de R$ 100, se não me engano, não abatido do tratamento. Achei um absurdo, afinal cobrar uma consulta para me indicar um tratamento estético em sua própria clínica! Comecei o tal procedimento e não vendo resultado nas primeiras sessões, pedi que me tirassem as medidas, o que todas as vezes me enrolavam e não faziam. Sempre tinha uma desculpa, até trocaram a pessoa que me atendia. Hoje sei  que pode parecer ingênuo acreditar nesses tratamentos estéticos, mas já tinha feito um, com aparelhagem menos moderna e funcionou. Enfim, não tendo notado nenhuma dferença, na sexta sessão resolvi ver o que poderia ser feito. Eu queria o meu dinheiro de volta pelas sessões que ainda não tinha feito. Justo, não? Eu não estava pedindo por aquelas que fiz e não funcionou, mas pelo serviço que ainda não tinha sido prestado.

Como eu já esperava, não devolveriam o dinheiro e eu tinha assinado um contrato com tal cláusula. Nem com minhas reclamações a médica responsável pela clínica quis me ouvir ou me atender para ver o que tinha acontecido.

Me disseram que eu tinha feito o tratamento por conta própria, sem consultar a médica, então… ficou subtentido que o azar era meu. Perguntei se eles não tinha responsabilidade pelos tratamentos que ofereciam, aí ficaram quietos e me deixaram sem resposta.

Tempos depois me ligaram dizendo para mim aparecer por lá que a médica queria falar comigo. Pensei que tinha resolvido ver o que aconteceu que me deixou insatisfeita. Nada disso, ela me ligou para me avisar que entraria na justiça por causa da reclamação que registrei aqui no blog! Além de ter a falta de ética de jamais ter me ouvido como cliente ou paciente – essa médica nunca pôs os olhos em cima de mim – ainda me vem com uma censura dessas! Total tolimento da liberdade de expressão! Será que ela nunca ouviu falar que o cliente tem sempre razão? Não seria mais correto ter conversado na boa comigo? Pelo jeito porque realmente o negócio não funciona… 

 Olha, meu pai tem comércio e uma conversa já resgatou muitos clientes insatisfeitos. Pelo jeito ela não está preocupada, pois foi bem clara ao me dizer que tinha “dinheiro para mover a ação contra mim”.

Que absurdo! Precisava fazer esse desabafo porque nunca vi tamanha falta de respeito com um consumidor. Qualquer estabalecimento com o mínimo de bom senso faria alguma coisa para, se não resgatar o cliente, ao menos evitar que ele saísse falando mal por aí.

Dizem que o cúmulo da rebeldia é morar sozinho e fugir de casa. Pois bem, sou uma rebelde assumida.

Desde ontem saí de casa. Estou fazendo uma reforma que exigiu que eu desmontasse o meu apê. Estou na casa do meu pai, com quem não moro – nossa agora que me dou conta – há 20 anos! Mas vou revezar e ficar um pouco na casa da minha mãe, de onde saí há quase seis anos, e na casa dos meus avós. Corro o risco de ficar mal acostumada… Hoje acordei depois de todos da casa e a mesa do café estava posta, me aguardando.

Estreou Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e eu fui ao shopping, mas não para ver o filme e sim protagonizar minhas próprias dívidas no cartão de crédito. Influenciada por Stacy e Clinton do Esquadrão da Moda encarei a melhor das minhas terapias: compras. Só para ter uma ideia, comprei uma bota roxa e um peepto vermelho! Além de roupas e calçados, tamabém comprei acessórios. Acho que se eu não cuidar, minha terapêutica pode virar doença.

Mas eu tinha que ficar empolgada, afinal mesmo tendo saído um pouco da dieta por causa do casamento da Mari, entrei numa calça 36. Tá não era nem um jeans, e sim uma calça de alfaiataria. Mas que já é um baita estímulo isso é.

I wanna run, I want to hide
I wanna tear down the walls
That hold me inside.
I wanna reach out
And touch the flame
Where the streets have no name.

I wanna feel sunlight on my face.
I see the dust-cloud
Disappear without a trace.
I wanna take shelter
From the poison rain
Where the streets have no name

We’re still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It’s all I can do).

The city’s a flood, and our love turns to rust.
We’re beaten and blown by the wind
Trampled in dust.
I’ll show you a place
High on a desert plain
Where the streets have no name

forrest-gump-running-beard1

Depois do momento relatado abaixo, resolvi tomar um café com media lunas. No lugar, só velhinhas solitárias. Lembrei dessa cena de Sex and the City:

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Carrie em Paris vivendo com o namorado russo e sentindo-se muito só, solidão a dois. Ela tentou seguir em frente e fazer a vida com outra pessoa que não o seu grande amor (Mr. Big). E ficou solitária… O Mr. Big levou dez anos para se decidir depois de muitas idas e vindas, mas quando é amor não tem jeito. Por mais que tenha obstáculos e dificuldades, ainda vale a pena e não deixa a alma virar pequena.

Então caminhando pelas ruas do Moinhos de Vento vi folhas de plátanos no chão e me dei conta que uma nova estação chegou. Acabou a vida em flores, a primavera das cores. O outono também é colorido, mas de um colorido nostálgico, lembra cor do passado, deixa a paisagem melancólica…

Hoje fui fazer uma limpeza de pele (como forma de receber metade da grana de volta por um serviço mal prestado em uma clínica estética – estou tirando o nome do estabelecimento porque me ameaçaram com um processo judicial. Pode? Vou tirar porque não quero mais perder dinheiro com tal médica).

Pois bem, se fica ali deitada, rola uma massagem facial, é relaxante. Eis que ligam o som, e a trilha sonora é a seguinte:

Meu bem qualquer instante
Que eu fico sem te ver
Aumenta a saudade
Que eu sinto de você
Então eu corro demais
Sofro demais
Corro demais só pra te ver meu bem
E você ainda me pede
Para não correr assim
Meu bem eu não suporto mais
Você longe de mim

(na voz de Adriana Calcanhoto)

depois veio:

Como vai você ?
Eu preciso saber da sua vida
Peça a alguém pra me contar sobre o seu dia
Anoiteceu e eu preciso só saber
Como vai você ?
Que já modificou a minha vida
Razão de minha paz já esquecida
Nem sei se gosto mais de mim ou de você

Vem, que o tempo pode afastar nós dois
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber
Como vai você

(na voz de Daniela Mercury) 

Há muito tempo eu vivi calada mas agora resolvi falar
Chegou a hora, tem que ser agora e com você não posso 
mais ficar 
não vou ficar não
não, não
Não posso mais ficar não não não
não não
Não posso mais ficar não

Pensando bem
não vale a pena
ficar tentando em vão 
O nosso amor não tem mais condição
Não não não não não não não 

(do Kid Abelha)

Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim será melhor
Meu bem!
O retrato que eu te dei
Se ainda tens
Não sei!
Mas se tiver
Devolva-me!
Deixe-me sozinho
Porque assim
Eu viverei em paz

(de novo Adriana Calcanhoto)

Meu bem, meu bem
Você tem que acreditar em mim 
Ninguém pode destruir assim um grande amor 
Näo dê ouvidos à maldade alheia e creia 
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo

Meu bem, meu bem 
Use a inteligência uma vez só 
Quantos idiotas vivem só sem ter amor 
E você vai ficar também sozinha
Eu sei porque 
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo

Quantas vezes eu tentei falar
Que no mundo não há mais lugar
Prá quem toma decisões na vida sem pensar
Conte ao menos até três
Se precisar conte outra vez 
Mas pense outra vez
Meu bem, meu bem, meu bem 
Eu te amo 

Meu bem, meu bem 
Sua incompreensão já é demais 
Nunca vi alguém tão incapaz de compreender 
Que o meu amor é bem maior que tudo que existe
Mas sua estupidez não lhe deixa ver
Eu eu te amo

(com a Gal Costa, a campeã)

Gosto da maioria dessas músicas, mas vamos combinar que não há cutis que aguente uma seleção dessas!

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