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Não, dessa vez não,”life goes easy on me, most of the time” como na música do Damien Rice. Momentos como tive agora há pouco fazem meu coração ficar tão apertado que só lágrimas ajudam a aliviar, mas não resolvem.

Não sei se é só na ficção, nos filmes, para criar suspense, mas quando nem o amor resolve, nem quando duas pessoas se amando conseguem ficar juntas, o que nos sobra para a vida real? Aqui qualquer suspense é sofrimento. O fim de tudo. Não tem o aviso de cenas do próximo capítulo e os finais nem sempre são felizes. Mas é só deles que quero escapar. Chega de finais.

Je suis fatigué des finale…

… et aussi des débuts.

 

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Home

Another summer day
Has come and gone away
In Paris and Rome
But I wanna go home

Maybe surrounded by
So million people I
Still feel all alone
I just wanna go home
I miss you, you know

And I’ve been keeping all the letters that I wrote to you
In each one a line or two
“I’m fine baby, how are you?”
Well I would send them but I know that it’s just not enough
My words were cold and flat
And you deserve more than that

Another airplane
Another sunny place
I’m lucky I know
But I wanna go home
I’ve got to go home

Let me go home
I’m just too far
From where you are
I wanna come home

And I feel just like I’m living someone else’s life
It’s like I just stepped outside
When everything was going right
And I know just why you could not
Come along with me
Cause this was not your dream
But you always believed in me

Another winter day has come
and gone away
And in Paris and Rome
And I wanna go home
Let me go home
And I’m surrounded by
A million people
I Still feel alone
Let me go home
Oh, I miss you, you know

Let me go home
I’ve had my run
Baby, I’m done
I gotta go home

Let me go home
It all will be alright
I’ll be home tonight
I’m coming back home

(Composição: Michael Buble, David Foster, Bill Ross)

There is a light that never goes out

… mine is lit!

Essa imagem me lembrou aquilo que o Paulo Coelho escreveu em Brida:

“As pessoas dão flores de presente porque nas flores está o verdadeiro sentido do amor: quem tentar possuir uma flor, verá a sua beleza murchar. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. Porque ela combina com a tarde, com o pôr do Sol, com o cheiro da terra molhada e com as nuvens do horizonte”.

So, I am going sleep because I tired of dream awake…

With luck, I can be awake for somebody…

Cadeia alimentar da balada

Uma noite dessas conheci um xará que tinha uma teoria que na balada as pessoas agem como os animais quando querem atrair o sexo oposto. Dançam, balançam os braços, assim como as aves batem as asas e os leões exibem sua juba.

Pois identifiquei também um outro comportamento semelhante ao dos animais. Trata-se dos amigos feios do cara bonito. Eles estabelecem uma relação conhecida na cadeia alimentar como comensalismo.

A definição para o termo é: associação em que um indivíduo aproveita restos de alimentares do outro, sem prejudicá-lo. É o que acontece entre tubarão e rêmoras. O pequeno peixe fica grudado no grande predador dos mares aprveitando as sobras desse que está no topo da cadeia.

Intensivo de nigth

Minha cabeça anda fervilhando. Ansiedade, perspectivas, incertezas e alívio só de imaginar algumas coisas…

Tem horas que dá vontade de chutar logo o balde, mas estou tentando esfriar a cabeça e tentar prever o caminho antes de me jogar nele com uma mochila nas costas.

Dizem que todos caminhos têm volta. O meu não teve. Por isso quero pensar direitinho na próxima estrada que vou seguir. Não quero que seja um atalho, ou pode ser, o importante é que eu a percorra com conforto, satisfação e felicidade.

Minha vida toma o rumo das minhas escolhas. Não sei se erradas, mas elas definiram tudo até agora e vire e mexe me colocam em novas encruzilhadas.

Estou em uma agora e quero acertar o máximo possível.

Às vezes a gente vira a página, outras fecha o livro.

Admitir que acabou, para você, e não para o outro, é mais difícil. Principalmente para quem não quer desistir e por teimosia fica insistindo naquele capítulo. Pensei que jamais ia perdoar por deixar que eu parasse de sentir. Na verdade, só tenho que agradecer. Só assim pude abrir um livro novo.

E uma história nova, com todo mistério e expectativa que tem, é sempre bem mais interessante que uma história que você já conhece. E nenhuma narrativa muda só porque você parou de ler no meio, o final será sempre o mesmo.

Nada nem ninguém muda sem que também mudem as circunstâncias.

PRIMAVERAdegliuominiAssim é com as estações…

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Hoje faz 12 anos que a Princesa Diana morreu e um ano, sete meses e 14 dias que eu comecei a deixar esse sonho morrer. O
sonho de conhecer o lugar onde Amélie viveu seu fabuloso destino após descobrir uma caixa de lembranças no dia em que Diana
morreu em Paris.
No dia 17 de janeiro de 2008 uma promessa de quem sabe poder viver a cena final de Amélie Poulain ao invés de subir sozinha as
colinas de Montmartre me fez mudar aquele sonho. Eram palavras, como sempre são palavras, mas que eu dou um crédito a mais
do que traços que formam ideias. Foram meses até tudo se acertar e depois muitos outros de paciência, tolerância e amor.
Algumas felicidades e muitos, muitos outros sonhos. Confesso que coloquei esse desejo de ir à França, e agora não mais sozinha,
em segundo plano. Ele viria como consequência de outros que eu tinha na minha mente e no meu coração.
Esses sonhos começavam com o trivial. Mas quando o trivial já é um sonho, alcançar os demais parecia impossível e angustiante.
E até que chegou a um ponto que fiquei impotente. Não havia mais nada que eu pudesse fazer para alcançar meus próprios
sonhos. Que sensação sufocante é a impotência diante de seus próprios desejos e obstinações. E mais, no meu exército estava
um homem só. Eu acreditava que pelo menos iríamos juntos até o fim da batalha. Para mim esse ponto era pacífico, sequer seria
discutido. Amor e lealdade andam juntos e não nos fazem desistir simplesmente. Eu não contava que podia haver um desertor. E
houve. E no final das contas eu já estava tão cansada de só sonhar que toda aquela fantasia agora me parecia como os dias finais
de uma guerra em que se sai derrotado: exaustivo, frustrante e com um desejo enorme de voltar para casa.
E eu ainda não consegui voltar.

Hoje faz 12 anos que a Princesa Diana morreu e um ano, sete meses e 14 dias que eu comecei a deixar esse sonho morrer. O sonho de conhecer o lugar onde Amélie viveu seu fabuloso destino após descobrir uma caixa de lembranças no dia em que Diana morreu em Paris.

No dia 17 de janeiro de 2008 uma promessa de quem sabe poder viver a cena final de Amélie Poulain, ao invés de subir sozinha as colinas de Montmartre, me fez mudar aquele sonho. Eram palavras, como sempre são palavras, mas que eu dou um crédito a mais do que traços que formam ideias. Foram meses até tudo se acertar e depois muitos outros de paciência, tolerância e amor.

Algumas felicidades e muitos, muitos outros sonhos. Confesso que coloquei esse desejo de ir à França, e agora não mais sozinha, em segundo plano. Ele viria como consequência de outros que eu tinha na minha mente e no meu coração.

Esses sonhos começavam com o trivial. Mas quando o trivial já é um sonho, alcançar os demais parecia impossível e angustiante. E até que chegou a um ponto que fiquei impotente. Não havia mais nada que eu pudesse fazer para alcançar meus próprios sonhos. Que sensação sufocante é a impotência diante de seus próprios desejos e obstinações. E mais, no meu exército estava um homem só. Eu acreditava que pelo menos iríamos juntos até o fim da batalha. Para mim esse ponto era pacífico, sequer seria discutido. Amor e lealdade andam juntos e não nos fazem desistir simplesmente. Eu não contava que podia haver um desertor. E houve. E no final das contas eu já estava tão cansada de só sonhar que toda aquela fantasia agora me parecia como os dias finais de uma guerra em que se sai derrotado: exaustivo, frustrante e com um desejo enorme de voltar para casa.

E eu ainda não consegui voltar.

001AME_Audrey_Tautou_039001AME_Mathieu_Kassovitz_035

noticias_19052009121339Eu já esperava que no episódio de hoje de Grey’s Anatomy, quando finalmente Meredith e Derek, o McDreamy, iam se casar, depois de cinco anos de idas e vindas, altos e baixos, o casamento deles não aconteceria, pois eles dariam a vez para Izzie que preparou tudo perfeito, como se fosse seu próprio casamento, em cima de uma cama devido ao câncer. Eu já esperava, só não contava que ia me emocionar tanto. E chorei como não chorava há muito tempo.

O episódio começa com Izzie dizendo que a gente nunca sabe qual vai ser o dia mais importante da nossa vida. O dia que a gente acha que é especial nunca é como a gente imagina. Os dias normais que começam igual a qualquer outro no final são os mais importantes.

É tudo de mentirinha, eu sei, embora essas coisas aconteçam na vida real. Mas é uma metáfora, uma metáfora para que a gente não realize as coisas só quando está chegando no fim, que a gente não perceba o quanto era importante só quando perdeu. É clichê, é. Mas pode ser hoje como pode ser daqui há 50 anos e a gente sempre vai lastimar o que deixou de fazer e a vida que está próxima do fim. Nunca haverá tempo para tudo. Embora Izzie tenha tido dois amores. O primeiro morreu e o segundo apareceu quando ela estava morrendo. O primeiro era um homem determinado. Já Alex se tornou homem ao lado dela.

izzieMeredith não era muito de casamento mesmo, e só aquele pedido do Derek, no jeito mais McDreamy de ser, já valeu, tudo a ver com eles. Esse foi o seu dia especial, quando ela menos esperava. Eles enfim assumiram ficar juntos, não esperaram a vida passar para se arrepender ou ela ser encurtada para se dar conta. Eu penso no tempo que está passando, eu perco tempo me preocupando com o que virá, mas sobretudo eu vivo e me dedico aquele que amo não pensando que terei uma longa vida pela frente e muitas oportunidades, mas como alguém que está morrendo a cada dia. Não importa o que vem pela frente. Se poderia ou posso ter outros amores. Uma certeza existe. Importa o que é. O presente é um presente. O futuro é dádiva, bônus, ou até maldição. Quem sabe? Ninguém, por isso só me arrependo do que deixei de fazer no agora pensando no que seria do amanhã. É o mal dos ansiosos, viver e sofrer por aquilo que nem chegou.

E o mal de quem pensa como eu é que nem sempre bate com o pensamento dos outros. Algumas pessoas precisam que tudo esteja perdido para se dar conta, mas daí também me dói pensar no passado, quando tudo podia ser diferente. É o tipo de coisa que determina entre ser feliz para o resto da vida ao lado de quem se ama ou ser feliz e amar somente no tempo que resta.

::::::::::::

“Não reconhece o dia mais especial da tua vida até que esteja dentro dele. O dia que te entregas a algo ou a alguém. O dia em que teu coração está em pedaço. O dia que encontra tua alma gêmea. O dia que se dá conta de que o tempo nunca é suficiente, porque se quer viver para sempre. São estes os dias mais bonitos, os dias mais perfeitos”.

E eu terminei o meu dia sem fazer a diferença que eu gostaria. Talvez eu tornasse o dia qualquer de alguém especial. Mas eu acho que é a minha vez de ter um dia especial quando eu menos esperar. Um deles eu já tive. Não se trata de uma grande surpresa, nem de casamentos, mas sim de amor…

Depois do momento relatado abaixo, resolvi tomar um café com media lunas. No lugar, só velhinhas solitárias. Lembrei dessa cena de Sex and the City:

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Carrie em Paris vivendo com o namorado russo e sentindo-se muito só, solidão a dois. Ela tentou seguir em frente e fazer a vida com outra pessoa que não o seu grande amor (Mr. Big). E ficou solitária… O Mr. Big levou dez anos para se decidir depois de muitas idas e vindas, mas quando é amor não tem jeito. Por mais que tenha obstáculos e dificuldades, ainda vale a pena e não deixa a alma virar pequena.

Então caminhando pelas ruas do Moinhos de Vento vi folhas de plátanos no chão e me dei conta que uma nova estação chegou. Acabou a vida em flores, a primavera das cores. O outono também é colorido, mas de um colorido nostálgico, lembra cor do passado, deixa a paisagem melancólica…

Hoje eu vinha pela estrada e no meio do caminho começou a chover. Olhei para a direita e o sol estava brilhando. “Sol e chuva, casamento de viúva”, “Chuva e sol, casamento de espanhol”. Brincadeiras a parte, pensei nisso como uma metáfora para o momento que estou vivendo na minha vida. 

Não tem mais só o sol como antes, the sky falls and you feel like it’s a beautiful day. Não. Tem as nuvens, o grisê, de vem em quando alguns pingos, às vezes, tempestades. Mas ainda tem o sol. Só que muito sol queima, prejudica a visão, quando não nos cega.  Há de se ver os benefícios dos dias cinzas e das águas que escorrem. Até para que depois do mau tempo venha a bonança e a gente saiba reconhecê-la.

Quando cheguei em Porto Alegre só havia a luz amarela e imponente da estrela do dia. As nuvens ficaram para trás e pensei: a gente sempre deve caminhar em direção ao que é melhor.

Mas só teremos todas as cores do arco-íris se
soubermos conviver com o sol e a chuva juntos.

meu aniversário de 26 anos em Floripa!

Esta foto eu tirei em Floripa no ano passado. Era o dia do meu aniversário e tinha chuva e sol quando completei 26 anos. Naquela época eu só via o sol, não havia chuvas atrapalhando e o arco-íris era um presente a mais numa vida repleta de presentes para um futuro, que acabou não saindo como planejado naquele presente, mas que nem por isso deixou de brilhar. Talvez só agora eu possa entender a contradição que faz nascer o colorido.

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