You are currently browsing the monthly archive for junho 2006.

Daqui do cativeiro assistimos todos os dias o Jornal Nacional. Desde que Fátima Bernardes foi para a Alemanha cobrir a Copa, vire e mexe Willian Bonner faz uma gracinha quando lhe dá boa noite. Às vezes, limita-se ao cumprimento mais esticado: Booooa Nooooite, Fátima Bernardes. Outras surgem frases de duplo sentido, mas inteligentemente tem a ver com a notícia. Como na véspera da campanha de vacinação em que ele perguntou se ela tinha algum recado para as crianças (dá impressão que se trata de uma mensagem para os trigêmeos, filhos do casal). E ela respondeu que era para não esquecerem da vacinação.

A galera na redação vai ao delírio. Grita, assobia, quase faz uma hola, como nos estádios. E agorinha, quando mais uma vez o noticiário mais famoso do Brasil foi ao ar, Bonner questionou:

– Fátima, ontem você entrevistou três jogadores da Seleção e atrás, no castelo que é o hotel da Seleção, rolava um pagode. Até que horas foi essa festa? (questionando enciumado: hein, hein?)

Gritedo coletivo aqui no cativeiro. Acho que a maioria, e nesta me incluo, se identifica com o casal de jornalistas. Mais um que se reproduziu em cativeiro. (Para aqueles que não são da área: existe uma máxima de que “jornalistas, ao contrário dos ursos pandas, se reproduzem em cativeiro”, devido a rotina de nossa profissão). No caso deles, reprodução ao cubo. Não significa que todo mundo tenha, literalmente, se reproduzido. Mas tem muitos casais na redação: namorados, noivos, enrolados, casados e também com filhos (em 2005 quatro casais aqui da Zero tiveram seus rebentos). Além daqueles que formam casal com jornalistas que não trabalham aqui.

Eu acho legal, engraçado e fofo. Para quem namora com um jornalista que também viaja de vez em quando, dá para entender a saudade. Hoje a despedida do Bonner teve até um ar tristonho. Mas eles ainda têm a chance de se verem na telinha e continuarem trabalhando lado a lado, apesar da distância.

E já que não há outro remédio (a gente reclama, mas gosta), estas pequenas coisas que por aqui acontecem só refletem que a gente também se diverte no cativeiro.

Anúncios

Um russinho desses eu queria para mim

Essa fofurinha é o protagonista de Kolya – Uma lição de amor, filme que assisti de novo essa semana.

Também acho lindinhas as crianças vietnamitas.
Essas aí foram clicadas pelo Rodrigo.

Há pouco tempo eu virei uma Net. Tive que apelar para o pacote mais básico para ter, ao menos, TV aberta, pois onde moro não há sinal e a imagem é um borrão. No máximo, dava para ouvir a Globo, às vezes, quando não chiava.

Não dá para acreditar que eu, uma viciada em tevê, fiquei um ano e um mês praticamente sem televisão. Nos últimos quatro meses eu não tinha mais saco nem para ficar ouvindo ou tentando decifrar as imagens. Juntando com o trabalho noturno, eu perdi o hábito de ver novelas também. Meu último vínculo noveleiro foi Alma Gêmea, que eu acompanhava pelos resumos e as fotonovelas no site da Globo. Quem diria, hein, que as fotonovelas voltariam! E pela mídia mais nova de todos os tempos.

Pois agora vem aí Páginas da Vida, mais uma novela do Manoel Carlos que terá a Regina Duarte pela terceira vez como uma das Helenas do escritor. Ela que, na minha opinião, sempre foi a melhor das Helenas.

Uma noveleira que se preze sabe que novelas do Maneco são imperdíveis, e só ter o sábado para assistir, tendo que comprometer a programação do findi não dá! Já estou requisitando o obsoleto vídeo cassete da minha mãe para poder gravar essas páginas de vidas contadas pela ótica carioca de Manoel Carlos.

Ao lado de um time de Luluzinhas que entende, e muito, de futebol, andei dando meus pitacos aqui no Clube da Bolinha

Entre as diversas dificuldades que um ser que mora sozinho pode passar como esquecer a toalha de banho e se engasgar com um caroço de fruta e não ter quem lhe dê uma batidinha nas costas – como já aconteceu comigo – nunca havia pensando nesta possibilidade:

Blogueiro passa meia hora em cativeiro

Foi ontem à tarde. Bati a porta do banheiro (a corrente de ar estava atrapalhando o aquecedor), cuja maçaneta está solta, a peça havia caído do outro lado, quando vi estava preso, sozinho, em casa. Empregada só viria hoje, sexta, o celular também estava do outro lado, a janelinha do chuveiro dá no exíguo espaço avarandado, se eu pulasse caía direto lá embaixo, quinto andar mais três de garagem e play, arrombar parece impossível, a porta abre para dentro. Tento de todas as formas girar os dois barretes de ferro que restam no buraco do trinco, com toalha, sem toalha, impossível, os dedos já ralados, se insistir vai sangrar. Apago a chama do aquecedor e analiso a situação friamente (hahaha, essa foi boa): a empregada só vem amanhã, onze da matina, são 14:30 de hoje, água não faltará, posso sobreviver umas trinta horas aqui, no pequeno banheiro, poderia sobreviver até uma semana se fosse necessário, comeria pasta de dente. Mas não quero. Tenho que ir para o jornal, fechar a coluna. Sequer tenho como avisar o que se passa. Bom, se não conseguiir sair hoje, por outro lado, terei um excelente assunto para a coluna da semana seguinte, isso se o pessoal acreditar que gazeteei a desta semana por ter ficado preso no banheiro… peraí… como provar que fiquei preso no banheiro? Putz, tenho que dar um jeito. Os dentes? Não, os dentes no barrete seriam um desastre dental e hemorrágico. Improvisar um instrumento? Sim, um instrumento. Objetos circulares ou cilíndricos com orifícios, consistentes o bastante para encaixar-se nos barretes, e vejo o vidro de kölnishe wasser 1411 de 750ml, a abertura do frasco sem a tampa é generosa, cabem ali os barretes, até sobram, é esse o problema, é preciso preencher a sobra, calçar a boca do grande frasco, elásticos, elásticos de cabelo, bem socados eles preenchem o gap, o frasco encaixa-se nos barretes, e com um pouco só de esforço a torção é suficiente para abrir a porta. Do que o ser-humano é capaz quando defrontado com o perigo! McGiver que o diga…
Então, voltei para o banho, relaxei e gozei, no sentido figurado, claro.

O mundo pode até ser plano, mas não é linear.

Esqueci de colocar aqui o resultado da jornada dupla.

Fiz, com outra colega, a diagramação do caderno especial O Melhor do Rio Grande, que circulou no dia 12 de junho. Pena que na internet não dá para ver o resultado gráfico desses meus dois meses de labuta. Mas o caderno, quase um livro, teve muita repercussão entre os leitores. E já que nosso trabalho é para eles, é deles também que vêm o melhor retorno do nosso trabalho.


Saiu hoje no caderno Viagem, da Zero Hora a matéria que fiz sobre a Ilha de Comandatuba, na Bahia.

Esta não foi só a minha primeira viagem pelo jornal, foi a minha primeira matéria assinada, a primeira matéria num grande veículo e a primeira matéria depois de formada.

Apesar de estar “enferrujada” como repórter e as experiências anteriores serem bem mais amadoras, acho até que rendeu. E valeu muito como experiência para uma jornalista que não escreve além do blog, como costumo me intitular, já que sou diagramadora.

No nosso primeiro Dia dos Namorados, a nossa primeira música:

Déjame Estar
Diego Torres

Déjame estar en tu alma,
déjame entar en tu vida,
déjame estar en las cosas
buenas y malas que tiene tu mundo.
Déjame que te acompañe a lo mejor
a deshogar esa pena en el corazón
y que el nudo en tu garganta
se vaya por la mañana.

Déjame entrar en tus dudas
y que jueguen con las mías
déjame entrar en tus sombras
que se fundan con las mías.
Déjame que te lo diga en soledad
yo muero cuando te veo a ti llorar
y que si tu alma está triste,
muy triste estará la mía.

Quisiera que te lleves de mi vida lo mejor
la brisa que a ti te acaricia
esa me la guardo yo.

Déjame ser la voz que grita
cuando los traidores callan
déjame estar a tus orillas
ser la silla que te aguanta
déjame ser de tus sonrisas
cuando miras la que brilla
déjame ser, déjame estar, déjame entrar.

Déjame entrar en tu miedo
déjame ser tu confianza
déjame ser la balanza
que equilibra tus angustias.
Déjame ser tu guarida frente al mar
déjame ser la tristeza que se va
déjame ser la alegría que ponga luz a tu vida.

Quisiera que te lleves de mi vida lo mejor
la brisa que te acaricia esa me la guardo yo.

Aunque cambien los tiempos y
pierdan el tiempo yo seguiré pensando igual
porque sueño que un día tu vida y la mía
se encuentren en algún lugar.
Sentir que el amor que va
por dentro es fuerte y de verdad.

Esto es para la gente que dice que siente y miente,
y nunca está presente aunque no se cuenta que el mundo da vueltas
y gira que gira pero sin mirar atrás
Aunque cambien los tiempos y pierdan el tiempo yo seguiré pensando igual
y aunque yo sé primero muy bien lo que quiero y pierda el camino voy a vivirlo.
Aunque no se den cuenta,aunque el mundo da vueltas,aunque no se lamentan…

Goleo, mascote da Copa 2006 foi um fracasso de vendas e levou à falência a empresa que o produziu.

Vamos combinar que um leão de chapinha não podia fazer muito sucesso, né?

Em tempos de Copa do Mundo:

• Depois do fenômeno da gripe das aves, agora é a vez da gripe do Fenômeno.

• Que bundalelê por causa de uma bunda!

• Ninguém avisou a seleção que salto alto dá bolhas?

Há no mundo
coisa mais doce
que dançar com
os lábios colados
numa tarde de dia útil
ensolarado?

A vida tem me inspirado, e muito. Mas ando em marcha lenta. Estou retomando a minha rotina, agora que terminei a jornada dupla e tenho coisas da viagem para organizar.

No dia 21 de maio fez um ano que moro na minha casa. Em agosto, vai fazer três que moro sozinha, e ando um pouco cansada da tal administração do lar. Ah, que saudade da minha mãe! Está difícil de conseguir uma diarista que faça uma faxina, para resolver todas as minhas tapeações do último ano. Tapeações essas que me custaram muitos dias de folga, diga-se de passagem. Sinto falta do cheiro de roupa lavada de mãe. De uma cama macia que não tenha sido preparada por mim. De não ter que me preocupar com a previsão do tempo para lavar roupas, porque minha mãe sabia até quando eu precisava apenas sair carregando o guarda-chuva.

Isso tudo, claro, não é difícil de resolver. Basta pagar: empregada, lavanderia… mas implica abrir mão de comprar outras coisas para mim. E se eu faço, implica em abrir mão de um tempo que eu teria para mim. Meu único consolo é que o conforto de não depender mais dos coletivos eu resolvi.

Eita! Não é que é mesmo dura essa tal vida adulta?!

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 24 outros seguidores

Twitter

Top Clicks

  • Nenhum

Blog Stats

  • 253.019 hits
junho 2006
S T Q Q S S D
« maio   jul »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  
Anúncios