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noticias_19052009121339Eu já esperava que no episódio de hoje de Grey’s Anatomy, quando finalmente Meredith e Derek, o McDreamy, iam se casar, depois de cinco anos de idas e vindas, altos e baixos, o casamento deles não aconteceria, pois eles dariam a vez para Izzie que preparou tudo perfeito, como se fosse seu próprio casamento, em cima de uma cama devido ao câncer. Eu já esperava, só não contava que ia me emocionar tanto. E chorei como não chorava há muito tempo.

O episódio começa com Izzie dizendo que a gente nunca sabe qual vai ser o dia mais importante da nossa vida. O dia que a gente acha que é especial nunca é como a gente imagina. Os dias normais que começam igual a qualquer outro no final são os mais importantes.

É tudo de mentirinha, eu sei, embora essas coisas aconteçam na vida real. Mas é uma metáfora, uma metáfora para que a gente não realize as coisas só quando está chegando no fim, que a gente não perceba o quanto era importante só quando perdeu. É clichê, é. Mas pode ser hoje como pode ser daqui há 50 anos e a gente sempre vai lastimar o que deixou de fazer e a vida que está próxima do fim. Nunca haverá tempo para tudo. Embora Izzie tenha tido dois amores. O primeiro morreu e o segundo apareceu quando ela estava morrendo. O primeiro era um homem determinado. Já Alex se tornou homem ao lado dela.

izzieMeredith não era muito de casamento mesmo, e só aquele pedido do Derek, no jeito mais McDreamy de ser, já valeu, tudo a ver com eles. Esse foi o seu dia especial, quando ela menos esperava. Eles enfim assumiram ficar juntos, não esperaram a vida passar para se arrepender ou ela ser encurtada para se dar conta. Eu penso no tempo que está passando, eu perco tempo me preocupando com o que virá, mas sobretudo eu vivo e me dedico aquele que amo não pensando que terei uma longa vida pela frente e muitas oportunidades, mas como alguém que está morrendo a cada dia. Não importa o que vem pela frente. Se poderia ou posso ter outros amores. Uma certeza existe. Importa o que é. O presente é um presente. O futuro é dádiva, bônus, ou até maldição. Quem sabe? Ninguém, por isso só me arrependo do que deixei de fazer no agora pensando no que seria do amanhã. É o mal dos ansiosos, viver e sofrer por aquilo que nem chegou.

E o mal de quem pensa como eu é que nem sempre bate com o pensamento dos outros. Algumas pessoas precisam que tudo esteja perdido para se dar conta, mas daí também me dói pensar no passado, quando tudo podia ser diferente. É o tipo de coisa que determina entre ser feliz para o resto da vida ao lado de quem se ama ou ser feliz e amar somente no tempo que resta.

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“Não reconhece o dia mais especial da tua vida até que esteja dentro dele. O dia que te entregas a algo ou a alguém. O dia em que teu coração está em pedaço. O dia que encontra tua alma gêmea. O dia que se dá conta de que o tempo nunca é suficiente, porque se quer viver para sempre. São estes os dias mais bonitos, os dias mais perfeitos”.

E eu terminei o meu dia sem fazer a diferença que eu gostaria. Talvez eu tornasse o dia qualquer de alguém especial. Mas eu acho que é a minha vez de ter um dia especial quando eu menos esperar. Um deles eu já tive. Não se trata de uma grande surpresa, nem de casamentos, mas sim de amor…

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Eu preciso mudar de vida. Eu leio cada vez menos, não faço mais nenhum curso, não estudo mais nenhum idioma, nunca voltei a estudar desde que me formei… O difícil para mim é entender que uma mudança total acontece aos poucos. Eu preciso de foco e fazer uma coisa de cada vez. Já perdi muito tempo querendo tudo e não fazendo nada.

Mas até para ter o foco eu preciso mudar uma parte da minha vida…

“Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante.”

Carlos Drummond de Andrade

Desde que reformei a casa tenho uma proposta: nada de motivos florais. Daí que meus panos de prato viraram pano de chão durante a reforma e precisei comprar novos. E como é díficil encontrar panos de copa que não tenha flores ou frutinhas!

Não cheguei a ver em lojas como a Brickell e a Camicado, sempre esqueço, mas olhei no site dessas lojas e não encontrei, Cada vez que vou ao supermercado eu compro um ou outro pano quando encontro algum que seja liso ou listrado, ou algum desenho que me pareça retrô. Hoje até encontrei um com uma estampa meio hippie. Em tempos de decorações legais para cozinha, não sei por que é tão difícil encontrar panos de pratos modernos.

Leva um tempo para começar a falar sozinho dentro de casa, depois tu já nem sabe se está mesmo falando ou pensando. Eu já perdi a noção. Tanto que esses dias vi alguma coisa numa loja que falei sozinha como faço em casa, dando gritinhos por ter encontrado tal coisa, mas não sei se falei mesmo em voz alta ou foi em pensamento.

Agora dei para rir sozinha dentro de casa. Sempre fui do tipo que quando via algo engraçado num filme ou programa de tevê precisava de um estímulo externo para rir. Normalmente era a minha mãe que por qualquer besteirinha já estava às gargalhadas.

Sabe, rir sozinha é muito bom, quase tão bom quanto ter alguém que te faça rir.

Normalmente eu escuto “só tu mesmo”. Mas agora estou reconhecendo, só eu para voltar para a academia depois de 54 dias parada, justamente no primeiro dia frio de inverno e ainda por cima um dia chuvoso. A parada foi por causa da obra, férias e depois uma gripe. Mas consegui recuperar os dias.

Bem, no dia em finalmente resolvi encarar a sério a academia também fazia muito frio e chovia. E apesar de algumas “paradas estratégicas”, pela primeira vez tenho mantido uma frequencia e um vínculo maior que apenas pagar a mensalidade. Acho que o clima do dia é um bom sinal.

A professora de Pilates mudou de novo e novamente uma série de exercícios que não conhecia. Meus pés chegaram a suar por dentro de tanta cãimbra, mas fui até o fim. E como cheguei cedo, ainda caminhei na esteira até a aula começar. Amanhã tenho que ir de novo! De volta à ativa.

Desta vez foi um recorde. Esqueci de postar aqui, mas no primeiro dia que os pedreiros começaram a obra aqui em casa, no dia 13 de abril, o gás acabou. Dessa vez durou 2 anos e 8 dias, e juro, uso mais o fogão do que antes. A última troca foi em abril de 2007.

Como eu mudei! Esse pensamento me veio a cabeça hoje durante o almoço enquanto eu comia brócolis. Sim, brócolis. Eu, uma chata para comer confessa.

Bem, eu já passei a gostar e até adorar comida chinesa e japonesa. Passei a comer feijão de vez em quando e agora que tenho freezer penso até em congelar o da mãe. Sem contar a salada que é protagonista no meu prato.

Queijo que eu só comia derretido, ontem numa jantinha com vinho e queijos provei vários sabores e hoje até comprei um pedaço de queijo minas, e já comi. Não vou deixar estragar na geladeira. Sem contar que aprendi mais um prato prático e delicioso para quem mora sozinho. Já comprei os temperos! Será que vou me aventurar na cozinha nesse fim de semana?

Uma coisa é certa, só o amor é capaz de me levar para pilotar um fogão.

E quanto as mudanças: nossa já foram tantas… quando criança eu dizia que nunca ia me maquiar, usar salto ou fazer a cutícula – achava isso algo desnecessário e absurdo. Não me importo de mudar, aliás, eu tô sempre mudando, mudando até o que eu faço.

Mas agora eu estou mesmo precisando é me reinventar.

Não dá nem vontade de comentar, mas desde que estava na faculdade eu convivi com esse fantasma da não obirgatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista, a profissão que escolhi para mim.

Na época em que várias liminares saíram o motivo era que o diploma foi instituído na época da ditadura, mas agora um argumento mais ridículo ainda: a liberdade de expressão. Em tempos de internet, blogs e afins, quem é que não consegue se expressar. Pelo contrário, as pessoas chegam até estar saturadas de tanta opinião. E o pior é que não é para especialistas em economia, política e diversas áreas que isso vai abrir portas, mas para pampaquetes da vida, modelo, manequim e jornalista…

Eu cheguei a fazer o registro precário, quando estava valendo uma das liminares, mas claro, porque eu não iria abandonar a faculdade de jornalismo e poderia fazer algum freela de diagramação. Na verdade nunca cheguei a usar, mas o mais espantoso é que na época, se quer precisei provar que era alfabetizada, nada. Não foi pedido nenhum comprovante de escolaridade, nada. Eu podia ser uma jornalista e analfabeta. Espero que pelo menos isso tenha mudado. Isso é o mais ridículo e claro, as empresas que contratam profissionais sem formação. E olha que tem, das grandes. Normalmente são estudantes de comunicação (pelo menos isso).

Mas eu já andava desanimada e ontem quando acordei e vi a notícia na tevê eu senti que tinha colocado dinheiro e anos no lixo. Sim, porque eu fiz uma faculdade que não é preciso fazer! Já pensei várias vezes em fazer outra graduação e estava achando que era perda de tempo, que era melhor fazer uma pós, mas em comunicação? Agora acho que voltar para a faculdade não é mais andar para trás. Os ministros do STF me mostraram que andei para trás no dia que saí da faculdade!

E se não consideram nossa profissão como risco à vida, por exemplo, esperem para ver a catástrofe mundial que pode gerar uma notícia falsa… o mercado financeiro sabe bem o que especulações provoca… e as coisas podem ganhar sim proporções mais graves.

Filhos, quanto mais velho, mais trabalho dá.

* Senti isso durante minha reforma. Eu tô com quase 30 anos e como dei trabalho para meu pai… Agora fui escrever e lembrei que tem um ditado que diz: filho criado, trabalho dobrado. Agora é que tô entendendo isso. Não é só na fase da adolescência que os filhos dão dor de cabeça aos pais… Eu já estou bem amadurecida, moro sozinha, sou independente… mas como incomodo meus pais!

Não dá para dizer que Obama é do tipo que não mata nem uma mosca…

Deixei de chorar, na verdade. Aquela manteiga derretida que chorava vendo até reportagem do jegue biblioteca se foi.

Aí estava assistindo a novela Paraíso, a freira amiga da Santinha falava que gostava de trabalhar com crianças abandonadas, mas que era muito triste quando um bebê deixava de chorar no berçário. E explicou: é porque ele perdeu a esperança de ser cuidado.

E completou: deixar de chorar é ter consciência do próprio abandono.

E sabe que nem chorei? O tempo passa e a casca só fica mais grossa.

Foram 46 dias desde o início da obra até a volta oficial para casa, uns 3,3 mil quilômetros percorridos indo e vindo de Sapucaia até Porto Alegre. Na última semana da parte dos pedreiros entrei em férias e nesses quase 25 dias que estão acabando só corri em função do apê. Mas está quase tudo pronto, sempre ficam detalhes e mais detalhes que parecem que não vão acabar nunca. Mas finalmente cresci e agora tenho um apartamento de adulta, mas ou menos como a Carrie no filme. Acontece após o mesmo momento. Os espaços estão maiores e não vejo a hora de poder projetar os ambientes que faltaram. Mas o que está pronto está lindo e estou adorando minha nova casa, meu novo lar. Agora vou encher de alegria, receber mais minha família, que me ajudou tanto a realizar esse sonho e brindar com os amigos.

Perto da minha volta para casa, meu avô materno faleceu e pelo menos eu estava mais próxima da minha família neste momento tão difícil. Desde que teve o primeiro infarto, eu era pequena ainda, ele ia e voltava de hospitais. Ironicamente, quando fomos chamados ao hospital para a derradeira despedida, apenas era aguardado que seu coração parasse de bater, já tinha tido falência múltipla dos órgãos. Acho que no final das contas, ele tinha um coração bem forte.  Uma cena triste dele lutando a cada respiração, essa movimento que a gente nem sente, mas que mantem o brilho nos nossos olhos e a esperança de realizar grandes coisas. 

Uma nova etapa começa paa mim. Espero que seja tudo novo, uma nova vida. Espero viver muitas em uma só ou encontrar aquela que quero viver até o último suspiro.

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