livro.jpgTerminei de ler no final de semana Paris é uma festa. Fazia tempo que não lia um livro tão rápido (nem tão rápido assim, mas do jeito que minha leitura anda atrasada…). Depois de andar com o Hemingway para cima e para baixo levei 20 dias para devorar as 236 páginas da obra.

A atmosfera da cidade luz nos anos 20 é algo encantador. Já tinha um carinho por essa época, devido aos acontecimentos artísiticos, mas ao ler com que paixão Ernest escreve sobre sua vida na cidade, é mais surpreendente ainda. Um tempo em que as pessoas deixavam de comprar roupas para comprar quadros (hoje em dia nem que eu vendesse todos os meus bens e trabalhasse pelos próximos 30 anos poderia comprar as obras daquela época, nem ganhando na Mega-Sena!). Um tempo que mesmo sendo muito pobres, aproveitavam a vida pelos cafés ou em viagens pela Europa. Uma tempo em que o idealismo de viver de escrever era real, mesmo que o preço fosse passar fome. Acho que é por isso que nada mais se torna clássico, hoje em dia se escreve comercialmente.

Apesar de descobrir que F. Scott Fitzgerald era um chato e até paranóico, adorei ler sobre a convivência de Hem com o autor logo depois dele ter escrito O Grande Gatsby, um livro que me prendeu tanto, que na época que o li, certa vez, estava numa festa e fiquei com vontade de tê-lo comigo para continuar lendo.

E além desse trecho que postei, destaco outras frases de Paris é uma festa:

“Tudo aquilo em que se precisa apostar para ter emoções não vale a pena de se ver”.

“Nunca se deve viajar com uma pessoa a quem não se ame.”

E acho que Paris é o que é porque essa frase escrita nos anos 20 ainda deve fazer sentido para quem conhesse a cidade:  “Paris vale sempre a pena e retribui tudo aquilo que você lhe dê”.

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