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Sábado foi dia de Circo, foi sim senhor! E dia de Alegría, assim mesmo, com acento. O espetáculo do Cirque du Soleil é encantador. Elegante, delicado, divertido, mágico! E nem tem espetáculo de magia. Elementos simples ganham cores e brilhos pelos efeitos de luz e som. Coreografia em todos os movimentos, o palco ganha moldura com seus personagens que ora brilham, ora trabalham para que os outros se apresentem.

Na primeira fila deu para sentir o calor do fogo no Fire-Knife Dance, vi o suor pingando do artista do Hand Balancing e senti o vento no rosto quando o palhaço doce e melancólico faz nevar. E dei minha pequena contribuição segurando um dos cabos para a montagem da rede dos trapezistas. Mas estava ao lado, faltou ver a simetria de todos os movimentos.

As palhaçadas, que para os adultos podia não ter muita graça,  nas gargalhadas do meu irmão eu via que elas faziam todo sentido. Mas nenhum de nós deixou de lado o receio de estar tão perto daquelas criaturas e o risco iminente de ser chamado no palco. Saímos os três ilesos! Uma vez fiz fiasco num circo, quando pequena.

O atendimento para nós foi 10, só deixou a desejar a tática de salgar muito a pipoca para que as pessoas comprem bebida. Técnica de circo pobre (sei disso porque trabalhei num circo de um amigo na escola e dividia o palco com a pipoqueira). E olha que a pipoca custava R$ 13. Mas levei o pote de souvenir.

E como não poderia deixar de ser, o momento mais esperado por mim, ficou para o final, quando a cantora branca anuncia: Alegría!

Mas daí, o encanto já estava chegando ao fim…

  

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My Blueberry Nights

Já comentamos aqui que Norah Jones sempre parece trilha de filme. Mas dessa vez ela foi parar dentro do filme e eu não via a hora de assistir Um beijo roubado. Acreditem, não era por causa do Jude Law, embora ele estava lindo (não tanto quando em O amor não tira férias). E a Norah se saiu bem! Tá certo, quando comentei isso logo depois do filme me disse que ela era mais espectadora, mas mesmo assim não decepcionou.

O filme é meio parado sim, como ficam as pessoas de coração partido. Mas mostra aquele clichê que o fim pode ser sempre um novo começo. O dela estava pertinho, em noites de blueberry quando ela se sentia como a torta que nunca é escolhida, mas que guarda um belo recheio. Ao se afastar conseguiu, num lance de sorte, o que queria. E a vida é assim, as coisas só acontecem por causa de outra e além do mais, na volta, tinha mais frio na barriga, ou zazazu como diria a Carrie.

E por falar em Carrie! Quando fui assistir Um beijo… passou o trailer de Sex and the City. Não! Não! Eu não queria saber nada até o dia 6 de junho quando verei o filme!

Ah e voltando aos blueberrys, a Marta Medeiros conseguiu colocar numa crônica o que eu não consegui dizer sobre o filme. Lê aqui. Tenho que ir atrás da trilha!

Cassandra’s Dream

Desde de Match Point que Woody Allen me deixa sem palavras no final. Surpreendente, mas há muito já vou ver filme sem esperar muito para não me decepcionar, nada “oh”. Trágico. Um bom final para os dramas da consciência. 

A felicidade engorda na mesma proporção que a tristeza emagrece.

Sábado passado fui na FeiArte, a Feira Internacional de Artesanato que estava rolando em Poa. Ganhei um convite e não precisei enfrentar a quilométrica fila.

Daí estou olhando as blusas e batas num estande da Índia, procuro o preço e dou de cara com a etiquera da peça: MADE IN CHINA!

Apesar dessa, achei a Feira bem legal, embora não tenha comprado muito… tinha muita coisa de decoração e ainda não sei que estilo quero para o dia que eu decorar meu apê. Comprei uma blusa da Amazônia, eu acho, um pingente de Veneza e um caderno para escrever memórias da Indonésia, porque a capa era mais bonita que dos álbuns de fotografias… e quem imprime, para não dizer revela, fotografia? Já meus pensamentos estão sempre querendo ser scaneados, digitados… terei um espaço para colocá-los em punho também.

Depois de mais de duas horas na fila, consegui os ingressos! Isso que ela não estava muito grande… E por um preço bem acessível, ficarei na primeira fila do setor vip. Nada mal, né?

Pela primeira vez bateram no meu carro! Foi domingo, eu saí dormindo em pé da redação, pois trabalhei na madrugada de sábado para domingo, fui no casamento sábado e domingo às 8h eu estava no trabalho. Saí depois das 17h, passei no super e na locadora e aí me dei mal. Peguei a saída do jogo. Resolvi ir pela Silverio para cortar parte da Pe. Cacique. A rua que precisava entrar havia sido fechada por causa do jogo. Um policial com um fuzil na mão me mandava seguir quando ouvi o som de um carro em alta velocidade. Olhei para trás e esperei pela batida, isso mesmo, vi que ia bater e fiquei sem reação, mas acho que foi segundos, nem daria tempo mesmo de arrancar.

Desci, pronta para o pior. Só a placa amassada. O carro do velho apressadinho: farol e sinaleiras qubradas e pára-choque todo torto. Aí um dos vários policiais que estavam ali disse assim: só vou dizer duas coisas, a senhora segue em frente que a torcida está vindo aí e o senhor encosta, porque a culpa foi toda sua. Aí o cara quis argumentar, dizendo: “mas ela estava parada na rua!” Assim e aí a gente passa por cima, né? Por acaso freio foi feito só para quando a gente quer parar?

Apressada pelo fuzil a um pequeno palmo de distância segui meu rumo e nem sei o que foi feito do apressado. Pelo menos ele errou, mas também levou o prejuízo.

Passou batido, talvez porque eu ande caindo pelas tabelas… Estou trabalhando de manhã agora, quer dizer, de madrugada. Entro às 7h. Quando eu chego na redação ainda está dando o Bom Dia Rio Grande… em compensação, se saio no horário, chego em casa e ainda está dando a Sessão da Tarde.

Trabalhei durante sete anos na tarde/noite/madrugada. No segundo grau fiz magistério e estudava de tarde. Tirando as aulas de manhã da facul que eu chegava hiper atrasada por trabalhar na madruga, faz muito tempo que não preciso acordar tão cedo. Ainda não consigo ir para cama antes das 23h e não durmo antes da meia-noite, rolo na cama. Mas tenho aproveitado muito melhor os dias.

Estou há dois episódios de terminar oficialmente de ver todas as seis tempordas de Sex and the City em ordem, episódio por episódio. Já vi os dois último e sei que o príncipe que realiza sonhos pode decepcionar e o príncipe que muitas vezes fora mau pode te buscar em Paris… E isso só me faz pensar, pensar mais, como a Carrie no episódio Splat!, quando foi convidada pelo namorado a morar em Paris, tendo que deixar sua vida para trás. Mas até quando viver sozinha é ter uma vida? É o que ela questiona. Às vezes acho que já cheguei nesse limite sendo 11 anos mais nova que ela, porém não tem ninguém me chamando para ir a Paris, prefiro ficar com aquele que me buscaria e que por conseqüência, como o Big, não está pronto para isso, não faria esse convite. Não agora…

So.. why? Por que nos fazer sofrer tanto antes?! Para ter recompensa? Se é que ele vai recompensar… eu ainda estou esperando.

Dizem que a vida sem pensar não vale a pena ser vivida mas e se sua vida for só pensar? Isso é viver ou protelar a vida? E todos aqueles almoços e conversas ao telefone com amigas foram só conversa fiada em vez de ação? É hora de parar de pensar? (aqui ela troca o ponto de interrogação por ponto final).

É isso. É ponto final: É hora de parar de pensar.

Talvez eu vivesse uma fantasia mas encontrei um homem que a tornava realidade. E eu não queria questionar nada.

Quem está mais certo? O que realiza a fantasia e decepciona? Ou o que decepciona e depois surpreende? Mas só surpreende no fim… e o recheio, que é a melhor parte?

O que está mais certo é primeiro eu pensar em mim. E depois parar de pensar.

 

Foi linda a festa ontem. Ver duas pessoas unindo suas vidas e declarando seu amor é sempre algo emocionante.

Eu estava começando a chorar quando o noivo desmaiou… Não suportou a emoção. Sei que ele é romântico, a noiva me contou e foi por isso que lá estavam eles, ao pé do altar, segurando um a mão do outro, os olhos nos olhos… o amor é lindo!

Mas nem sempre é fácil. O importante é tirar de letra, como a Mari fez, e cair no samba, como caímos na festa. Felicidade aos noivos!

Na cena do post abaixo, logo após imaginar o Nino na sua vida ele bate na porta… Meu sonho não se realizou. Eu pedi demais? Não!

Dei todas as dicas (como a Amelie fez com as setas no parque de Montmartre), disse exatamente como eu gostaria que fosse, fiz um pedido mais do que justo, mas do qual sou merecedora e tudo isso só tornou a frustração maior. Primeiro acabou a esperança, depois a expectativa e por fim a sensação de que se um simples pedido não pode ser cumprido, o que mais pode ser? Ah! E eu quero grandes coisas! Eu mereço, disso tenho certeza. E digo isso sem arrogância, sem pedantismo.

E agora? Eu sei algumas coisas, me assusta algo que até decidi como certo. Mas não sei… Vale a pena tolerar? Sei que tem coisas piores, mas era só uma coisinha que eu queria. E o que eu quero tem que contar, não tem?

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