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Férias a gente sempre come mais do que o habitual, certo? No Interior, sempre se come mais do que na cidade, certo? Agora imagine férias no interior, só que na França, onde bien manger faz parte da cultura! Aqui o ritual de apéro, entrada, prato principal, salada, queijo, sobremesa e café com chocolate é seguido à risca todos os dias, no almoço e no jantar. Porém na última sexta-feira deu-se o acaso de haver um almoço com os tios da minha família francesa e sermos convidados para jantar na casa de uma das primas. Encontro de família no interior pede refeição especial e eis a minha maratona à mesa:

Tudo começou com um café da manhã normal em Poitiers: baguete de cereais, brioche, manteiga, geléia de morango feita na fazenda, um bolo tradicional de queijo da região de Vienne que sobrou do apéro da noite anterior, café e suco de laranja. Chegamos na casa da família perto das 13h onde os tios já esperavam e começamos o apéro: salgadinhos, amendoim, frutas secas, cubos de queijo ao sabor de frutos do mar, tudo regado a pineau, bebida típica de Charentes, bem como o cognac, pastis (a bebida típica de Marseille) e outras bebidas não alcóolicas como Schweppes e sucos. Cada um faz sua escolha. Eu optei pelo pineau para variar.

Após os aperitivos, melão de entrada. O primeiro prato principal (sim, teve dois, pois era uma ocasião especial) uma folha de alface com um pedaço de peixe e tomates, regado a maionese feita em casa, como para a salada de batata no Brasil. As porções francesas tem tradição de serem pequenas, mas ainda bem! Mesmo quando alguma comida é muito boa eu não repito, pois sei que se eu o fizer, não vou aguentar chegar até o fim da refeição. E muitas vezes já é servido empratado, então tem que comer até o fim. Para acompanhar a carne branca, vinho rosé. E o pão, claro, que acompanha toda a refeição, mas mesmo amando pão, tenho deixado somente para limpar o prato a cada tipo de comida diferente, pois se não fico ainda mais empanturrada.

O segundo prato, carne de vitela com abobrinhas refogadas e feijão verde, uma espécie de vagem mais fininha. Nem tinha terminado minha taça de rosé e para acompanhar a carne vermelha, vinho tinto. Um Bordeaux de 1995. Há 16 anos na minha vida eu nem pensava em beber…

Hora da salada verde. Alface acompanhada de uma travessa com quatro tipos de queijos diferentes (isso é normal todos os dias). Não sou muito fã de queijo, mas uma vez na França, estou tentando abrir um pouco meu paladar, então provei os de vaca, tirei a casca que normalmente é a parte onde tem os fungos e sei lá o quê que deixam famosos aquele tipo de queijo. Já queijo de cabra não descem de jeito nenhum. E aí a hora mais esperada: sobremesa! Uma porção bem generosa de compota de pêssego vermelho com um biscoito ou cookie para acompanhar, já que a compota é um pouco ácida. Para beber? Champagne, bien sûre.

Terminado o almoço, quase 3h após ter sentado à mesa, hora do café acompanhado de barras de chocolate meio-amargo.

Saí pesada da mesa e preocupada se o jantar naquele mesmo dia também seria assim. Já eram 16h, não teria tempo para a digestão! Mas no final da tarde, um lanchinho, sorvete (cornetto e magnum) e bebidas (cerveja, ice tea, sucos).

Depois das 20h seguimos para o jantar. De aperitivo, amendoins e fatias de baguete com patê de coelho. Dessa vez bebi meu tradicional pastis, pois o pineau é adocicado e o cognac um pouco forte para mim.

Começa o jantar, de entrada melão com presunto defumado. O verão é a época da fruta e eles são tão docinhos que às vezes como na entrada e na sobremesa. Com o presunto, que vale lembrar que aqui não é como os fatiados no Brasil que parecem de plástico, o sabor adocicado do melão com o salgado do presunto tem um gosto particular e muito bom. O prato principal (ufa dessa vez era só um!): fatias de pato assado, bem mal passado, ao natural e marinados em mel e figo (delícia), suflê de cenoura e batata refogada/frita. Para beber, vinho tinto de 2004. De sobremesa Torta Charlotte, que é feita com a tradicional bolacha champagne, de morango e chocolate. A noite pulamos a parte do café para bem dormir, mas depois de toda essa comilança a noite não foi tão plácida.

E agora me pergunto: como os franceses são tão magros???

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Eu comecei a escrever um post e antão me dei conta que eu deveria escrever esse primeiro para explicar um pouquinho. Na última segunda voltei de uma viagem de 12 dias pelo sul da França. Esse é um dos principais motivos do blog ter ficado tão abandonado. Mas foi de lá que atualizei o texto do meu perfil no blog. Além da idade estar ultrapassada, relembrei que tinha essa frase: “Quero e vou conhecer o mundo”. Bem, eu comecei…

Vi paisagens incríveis em lugares que precisei caminhar e subir montanhas até perder o folêgo. Quando eu avistava aquele azul esverdeado do Mediterrâneo eu precisava de ajuda para olhar, que nem naquela historinha do Galeano. E então eu descobri porque essa é a minha cor preferida.

Além de tanta beleza natural em Marseille, L’Estaque e  Cassis, curti o clima de cidades onde viveram Van Gogh e Cézanne, o luxo de Cannes em pleno Festival de Cinema e visitei cidadezinhas pequenas, de interior, que devem ficar de fora da maioria dos roteiros turísticos mas que me levaram ao real estilo de vida francês com apéros, almoços, jantares e churrascos entre amigos franceses… Não foi dessa vez que fui para Paris, porque daqui de Londres acaba sendo mais perto, mas vi tanta coisa linda que minha única ansiedade agora para conhecer a cidade luz é poder curtir um pouco mais os ares da França e suas comidas maravilhosas.

Marseille

L'Estaque

Cassis

Îles du Frioul

Depois de passar uma semana com a família antes do Natal e quase duas semanas na praia, hoje cheguei a conclusão que meio que desacostumei a morar sozinha. Pela primeira vez não tive aquela vontade de “estar só eu no meu canto fazendo minhas coisas”. Talvez eu já esteja me preparando para uma nova fase que vem por aí.

É madrugada de quinta-feira, volto hoje para Porto Alegre e vamos ver como vou me sentir. Já estou lamentando as festas que vou deixar de fazer no fim de semana, a cantoria na varanda, o chimarrão no final da tarde e as conversas na rede… Sem falar no banho de mar que ainda não tomei este ano, o agito na areia, as pedaladas no calçadão a beira-mar, os banhos de piscina e a brisa que bate aqui.

Mas ainda tenho o dia de hoje para aproveitar. Espero que o sol apareça mais cedo e eu levante mais cedo do que nos últimos dois dias.

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