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Pero un viejo sabio
Me aconsejó no desesperar
Mirá que en la vida Diego
Gana el que sabe esperar

(Diego Torres)

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Embora, segundo a teoria da Curva das Expectativas Flutuantes, apresentado por Zeca Camrgo em seu blog, Volver já esteja no ponto de saturação, só fiquei sabendo que já chegara aos cinemas na semana passada. Fui assistir neste sábado, e claro, gostei. Não sou daquelas fãs fervorosas de Almodóvar, nem assisti a todos os seus filmes. E os que assisti são os mais atuais. Fui olhar Volver despretenciosamente, pois me parecia o melhor filme em cartaz (e só costumo ir ao cinema quando o filme vale o ingresso) e claro, por ser um Almodóvar.

Fiquei de início encantada com as cores registradas como de um pintor na voz de Adriana Calcanhoto e com a fotografia e o enquadramento de certas cenas. Quanto a história, pensei que fosse mais uma histórinha, um realismo fantástico, onde em filme tudo pode se realizar com bons toques de humor, apesar dos dramas.

Já quase no final consegui desvendar dois fios da meada. Mas o principal eu não me dei conta. E com essa narrativa, mesmo que mais simples do que Má Educação, fui envolvida, convencida e o principal, surpreendida. Mesmo para alguém que adora ficar tentando antecipar os finais dos filmes, nada como uma boa surpresa no final da sessão.

E o filme mostra que se a vida dá voltas, pode muito bem volver para um mesmo conflito. Como se o destino fosse algo hereditário. Adoro títulos que fazem todo o sentido. Filmes bons, são histórias com boas sacadas. E isso não falta em Almodóvar.

Eu já sabia que além dos catarinas, também existe uma certa contrariedade generalizada pelos argentinos. Bom, só agora tive a comprovação. E pior ainda, eles não têm educación. Na maioria dos lugares fomos mal atendidos. Na livraria El Ateneo da Florida, falamos com um funcionário que não deixou o que estava fazendo, não ergueu a cabeça, sequer sabíamos se estava escutando a informação que pedíamos. Mas haviam exceções, ainda bem!

Quando fui a Santa, me irritei com algumas coisas do tipo:
• ter abajur no hotel e não ter tomada
• nas confeitarias, ao invés de escreverem na comanda 5 cafés, eles repetima 5 vezes o valor do produto.

Pois na Argentina, o lixinho do banheiro no hotel ficava a quilômetros do alcance das mãos. Todos os dias eu trocava e no dia seguinte, insistiam no erro. Em vários lugares, não adiantava dar alguma moeda ou nota a mais para facilitar o troco. Eles simplesmente não compreendiam o que eu queria com isso! Agora saber cobrar la propina eles sabem! Ô se sabem! Aprendi na prática e 10 pesos mais pobres que não dá para dar mole!

Também já ouvi falar falta de paciência dos parisienses com os turistas. Mas acho que se fosse na minha cidade também acharia um saco. Na El Ateneo, que era um teatro e foi transformada em livraria, fiquei tirando fotos nos camarotes reservados para sentar e dar uma conferida nos livros. O cara ao meu lado, tentando se concentrar estava com cara de poucos amigos para minhas poses. No lugar dele, eu acho que também ficaria irritada.

Mas tenho que admitir o quanto são civilizados em outros aspectos. Por exemplo, nos ônibus, não há cobradores, e todos vão ali na máquina e pagam sua passagem. Por acá, com cobrador, sempre tem gente que não paga…

Dizem que Buenos Aires é maravilhosa, mas é uma pena que tenha os argentinos. Como o primeiro item supera o segundo, vou comentando aos poucos algumas coisas que me gustaram!

Sem lembrar quando foi a última vez que tinha chutado uma bola, entrei de gaiato num jogo de futebol no sábado.

Teve campeonato do trabalho: jornais x tevê x rádio. Fui para assistir e torcer pelo námor, que estava jogando no time da minha editoria. Antes da final dos marmanjos, ia ter um Gre-Nal das meninas. Faltou uma no Grêmio e tinha uma camiseta sobrando. Sobrou foi para mim. Topei participar pela diversão.

Saí de lá com um roxo na perna, as unhas do dedão rachadas e hoje as pernas estão todas doloridas. E só foram 20 minutos de jogo!

Mas saí de lá campeã! Vencemos o colorado por 4×3. Um jogo controverso, com regras esclarecidas ao longo da partida, mas ninguém tirou nossos gols. E também, quem mandou as meninas do Inter aceitaram que meu namorado, gremista, fosse o goleiro delas? Mas mesmo assim eu não marquei nenhum gol. Fui é fazer figuração, alguns passes para ninguém e quando recebi a bola de uma lateral, chutei para fora de novo.

Mas foi engraçado, ah isso foi!

Desde que eu e o námor planejamos ir a Buenos Aires juntos, a idéia era coincidir, se desse, com um show do Diego Torres. Entrei no site oficial e estava desatualizado há mais de um ano. Escrevi um e-mail, não recebi resposta. Esqueci disso.

Chegando lá, todas as loja de música e livrarias da calle Florida estampavam em suas vitrines o novo CD do Dieguito. O item entrou na lista de compras, mas a idéia de show estava esquecida mesmo.

No city tour vi um outdoor e só consegui ver a data: 10 e 11 de novembro. O show aconteceria durante a nossa estada lá!!!! A primeira informação é de que os ingressos talvez seriam vendidos na Corrientes. Voltamos a pé da Recoleta para passar em tal lugar e descobrimos que estava sendo vendido na El Ateneo da Florida, ou seja, a uma quadra do hotel! Mas conheci muitas coisas na caminhada e desde que chegando lá tivesse ingressos, tudo bem. E tinha! E sem conhecer nenhuma música do novo disco, como dois portenhos, de ônibus, fomos para o estádio do Vélez para o primeiro show de Andando na cidade natal do cantor. Depois pegamos um táxi com medo de que não desse tempo de chegar. Mas amado pelos argentinos e em toda América Latina, qualquer informação que pedíssemos já vinha chantagem: só se me derem os ingressos.

Então foi assim, que pela primeira vez coloquei meus pés num estádio. Nem Olímpico ou Bombonera, foi no do Vélez, e para ver um show, e que show! Super produzido. Num figurino lindo, Diego Torres surgiu no meio do palco caminhando em uma esteira e cantando:

Andando
voy por la vida mirando
con una canción
se puede aún morir de amor

A noite estava fria, mas o coração quente, principalmente quando tocou nossas músicas Déjame Estar e Penélope.

E terminado o show, foi emocionante a galera andando pelos corredores do estádio e cantando em uníssono (o que não conseguiram na hora do bis):

Porque sé
que no soy el mejor
tampoco el peor
tan sólo soy lo que soy
es así
no quiero fingir
no voy a mentir
tan sólo soy lo que soy es así

E voltei para o Brasil com minha camisetinha do show, despertando inveja nos funcionários do aeroporto!

Estou de volta! Ainda sob efeito da encantadora Buenos Aires, onde passei uma semana.

Finalmente conheci um lugar que desejava e enfim realizei a viagem que há tempos planejava.


Enfim… FÉRIAS!

Volto no próximo dia 16, cheia de novidades!

Prometo contar na volta!

Não deixem de me visitarem virtualmente!

Semana que vem entro em férias. É já estou em ritmo, inclusive aqui no blog. Ando com preguiça de transformar em bits os pensamentos que guardei a tinta de caneta para publicar por aqui.

Estou esperando por essas férias desde maio, junho. Mas daí veio a jornada dupla, a Copa do Mundo e as eleições, e fui adiando, para não correr o risco de não aproveitá-las como eu queria.

Na quarta eu viajo e já ando preocupada com as malas. Eu detesto fazer malas. E sou perseguida por elas.

Quando eu era menor, tinha que fazê-las num fim de semana sim, noutro não, para ir para a casa do meu pai. Nas férias de verão, eu ficava os dois meses na praia, aí levava a casa toda.

Quando passei a morar em Porto Alegre, eu precisava levar uma malinha para a faculdade porque depois eu posava na casa da minha mãe (era mais perto e no meu primeiro endereço não havia condução segura para chegar em Porto Alegre a noite). Sem contar nos primeiros tempos, quando eu ainda não tinha máquina de lavar, além da malinha, eu levava a roupa suja.

Agora com o carro, eu achei que seria fácil cada vez que posasse na casa de meus pais: era só levar tudo que eu quisesse. E eu levo. Mas escolher o que usar no dia seguinte ainda é difícil. Depende do clima, que por essas paragens pode variar nas quatro estações em um único dia e, principalmente, porque sou super indecisa sobre o que vestir e não tenho um único calçado que combine ou dê certo na altura com todas as minhas calças (só para citar as calças, sem falar em saias, vestidos, bermudinhas). E nós mulheres não temos só roupas e calçados para levar, mas maquiagens, bijuterias, bolsas e acessórios. Ô vida!

Aí quando tem uma viagem à vista, já viu o drama né? Sem contar o mico de sempre parecer que vai passar um mês em vez de uma semana e o saco que é carregar tudo isso.

Ontem cheguei a pensar no impossível, no improvável, no imponderável! Bom seria apenas embarcar e, chegando ao destino, todas as nossas coisas estivessem disponíveis, assim como estão em casa.

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