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Paul Klee, 1937

“Ocasionalmente precisamos descansar de nós mesmos, olhando-nos de cima e de longe e, de uma artística distância, rindo de nós ou chorando por nós; precisamos descobrir o herói e também o tolo que há em nossa paixão do conhecimento, precisamos nos alegrar com a nossa estupidez de vez em quando, para poder continuar nos alegrando com a nossa sabedoria!

E justamente por sermos, no fundo, homens pesados e sérios, e antes pesos do que homens, nada nos faz tanto bem como o chapéu de bobo: necessitamos dele diante de nós mesmos – necessitamos de toda arte exuberante, flutuante, dançante, zombeteira, infantil e venturosa, para não perdermos a liberdade de pairar acima das coisas , que o nosso ideal exige de nós”.

Friedrich Nietzsche, A Gaia Ciência,  107, Livro II

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candido.jpgLi no Cultura que o historiador americano Robert Darnton que fez sua palestra hoje no Fronteiras do Pensamento ia discutir na conferência Voltaire, Rousseau e nós, o livro Cândido, de Voltaire. Ele considera a obra “um dos melhores textos, que qualquer estudante de Ensino Médio pode ler”. Diz que lê o livro todos os anos e dá aulas para seus alunos sobre ele. Outra realidade. Aqui os professores precisam empurrar um Machado de Assis para os adolescentes, que muitas vezes acabam só lendo quando cai na leitura obrigatória do vestibular. E quantos presentes no Salão de Atos da UFRGS devem ter lido tal obra?

Eu li Cândido quando estava no ensino médio, e por iniciativa própria. A aula de filosofia que tive no colégio foi baseada em O Mundo de Sofia, facilitando a coisa para a gurizada, mais ou menos o que propõe o Luc Ferry, que palestrou na semana passada. Mas como sempre gostei de filosofia, encontrei o livro de Voltaire numa banca perto de casa, comprei e comecei a ler. Não me perguntem nada sobre ele. Li até o fim por princípio e a única coisa que me lembro é que por fome extrema comeram nádegas de mulheres.

A edição que tenho é tão pobrinha, que não lembro de ter o nome completo: Cândido ou o Otimismo. E ao me deparar com esse título, nunca consegui entendê-lo, visto que só lembro da passagem citada acima. Acho que eu precisava de um pouco mais de orientação para ter lido Voltaire. Quem sabe um dia eu não retorne ao livro, ao menos para poder entender o que há de otimismo nele.

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