Uma conversa com um amigo hoje desencadeou um monte de reações e sentimentos em mim. Até porque no meio tem uma parada séria, que me fez chorar e cair muitas fichas. Mas o melhor dela foi ele ter me lembrado de algo que já tinha dito de forma tão bela em um post.

A gente se deu conta de várias coisas, como se menosprezar pelo fato de pensar e refletir demais sobre as coisas e invejar “as pessoas na sala de jantar que estão preocupadas em nascer e morrer”. Como deixamos a auto-estima oscilar e pensar que somos tão legais mas ao mesmo tempo não nos achamos porque os outros nos magoam e se afastam. No fundo, tem gente que é muito fraca e teme ser ofuscada pelo nosso brilho. Aí é mais fácil se afastar. Só que nós deixamos que os outros nos façam mal e pensamos que os fracos somos nós. No fundo é o preço que se paga por alguns valores, como não ser hipócrita e tentar ser coerente. Por ter coragem de admitir as fraquezas, quando quem parece forte não passa de pusilânime. Como diz o Poema em linha reta, do Fernando Pessoa que ele me apresentou.

E todos esses fantasamas que alimentamos com nossas mentes que não páram nunca de pensar nos transformou em Dom Quixote: “com armadura para enfrentar moinhos de ventos achando que são gigantes…”

E se a gente não aposta as fichas em nós mesmos, quem vai apostar? E nem queremos muita coisa da vida! E mesmo assim a vida já nos deu um monte de coisas! Só que nós estamos lá, insistindo no pontinho preto quando tem toda uma folha em branco esperando que a gente as encha de histórias. E a ficha que me caiu é que a gente ficar fugindo e usando um pequeno problema ou trauma para se esconder pode ser perigoso, não importa em que nível da vida, física ou emocional.

Nos perguntamos: E se Deus fosse um de nós? Como na música (What if God Was) One of Us, da Joan Osbourne. Daí questionei: mas acho que se ele tivesse se colocado no nosso lugar nos teria feito diferentes! E me decepcionei! Porque uma vez eu escutei em algum lugar ou num filme, que a gente deve se colocar no lugar dos outros para tentar compreender, e isso virou um exercício para mim. Eu sempre me coloco no lugar das pessoas, e se nem Deus fez isso, acabou-se a esperança! E acho que todo mal vem disso, das pessoas não se colocarem no lugar das outras e ainda ficarem reinvindicando para si uma razão.

E aí falei dos meus planos e nos demos conta que já faz um mês. E eu não comecei a me mexer ainda! Tudo isso foi uma sacudida, e eu fiz uma promessa e vou tentar cumprir. O que ele me disse é algo que eu fico tentando não enxergar:

“o sentido de conquistar as coisas… e ficar preocupada se tem ou não tem de verdade… e por não ter segurança… ainda que inconscientemente… acaba perdendo… não para a outra… mas para si mesmo… por não ter enxergado que já estava onde acreditava ainda precisar chegar, entende?”

E aí, o texto que ele escreveu sobre mim, que completou dois anos há dois dias, vai virar mantra:

“Ela vale mais do que parece acreditar!

É aquele tipo de pessoa humana – no sentido mais frágil e seguro da palavra -, que não se preocupa em fingir ser uma fortaleza, pois ninguém é. Momentos ruins fazem parte da vida e, por isso, saber aproveitar as coisas simples da vida é também uma grande virtude. Se eu pudesse lhe pedir algo, lhe pediria que nunca perdesse a simplicidade pois esta é, sem dúvida, a maior qualidade de um ser humano.”

E minha vida já tem sido de muitos lucros! Não espero mais recompensa e nem que ninguém valorize o que eu sou. Basta que eu acredite em mim!

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