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shiva Consegui ir na segunda aula de yoga da academia em quase um ano. O saco de não ter uma rotina de  horários é que tu sempre ouve nas aulas que no começo é assim mesmo, depois a gente pega o jeito, e para mim está sempre começando porque não consigo manter regularidade no que eu ainda tento fazer (porque outras coisas já desisti faz tempo).

Apesar de chegar atrasada, correndo, porque já tinha me atrasado para um compromisso que eu tinha antes, no final da aula o professor fez um puja. Ele explicou que puja (não sei como escreve, é igual o nome da dálit da novela) é tudo aquilo de bom que fazemos ou desejamos para alguém, como dar uma flor, porque só fazemos isso quando gostamos da pessoa. No caso da aula, fazemos uma mentalização de energias boas para nós mesmos e para o professor, que nos ensinou a prática e que ele tenha longa vida para continuar com seus ensinamentos. Agradecemos a Shiva, criador do yoga, enquanto minhas costas quase gritavam pela incomôda posição. Confesso que esse discurso todo me pareceu mais familiar por causa da novela Caminho das Índias.

Depois ele falou o que mais me deixou contente, que isso só é feito quando a energia está boa entre a turma, que o professor sente. Sinal de que com toda a minha correria não desestabilizei o grupo. E sabe, eu ando bem, comigo mesma. Muito puja para mim!

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Só hoje voltei à aula de Power Jump. Prestei mais atenção no tal vocabulário próprio:

tesoura, chinelo, chinelo duplo, mix de cowboy, e chuta, joelho…

e assim vai, se é que entendi direito às ordens da professora, tinha horas que faltava oxigênio… até no cérebro.

Agora me digam, se além de descordenada, sem conhecer a coreografia e esse universo próprio não fica meio difícil? E ainda tem que cuidar para não sair da caminha…

Depois dessa humilhação nunca mais voltei ao RPM (até porque os horários não fecharam muito), mas evitei mesmo. Hoje resolvi fazer o tal de power jump. É tanto jump que tive que confirmar mesmo se era o que eu estava pensando, porque aquele que tem que levantar pesos eu não me arrisco… com certeza derrubaria no pé ou derrubaria alguém com a barra.

Pois bem, foi mais uma aula que na segunda música eu comecei a olhar para o relógio e não parava mais. Só dei uma pausa na secagem dos ponteiros quando teve uma seqüência de exercícios “mais leve” para que a gente conseguisse ir até o fim.

Desde uma aula de estepe que fiz há uns 13 anos não tinha mais encarado a coreografia dessas aulas porque eu vou pra lá enquanto todo mundo vai para cá. Mas cheguei numa idade que consigo superar isso, embora no início da aula foi meio complicado. Mas a professora foi clara, eu não poderia parar no meio e me incentivou dizendo que eu estava muito bem para primeira aula. Mas por que raios não se faz um movimento 2o vezes e depois outro mais 20 e assim por diante? Quando tu pega um passinho, muda para outro e outro e aí mescla tudo e dá-lhe uma língua que eu não entendo (tentei lembrar alguma expressão mas não lembro!).

Mas sobrevivi! Afinal meu condicionamento já melhorou um pouquinho… E claro que tudo é hábito, se acostumar com o jump, decorar a coreografia. Nos anos 80 eu sabia vários passinhos!!! Resta saber se voltarei para a aula… tô reconsiderando o RPM.

Tem uma posição da aula de pilates que me levou à reflexão e não à flexão. Quando subimos em uma base e com os pés um na frente do outro e bem juntos, esticamos o braço e ficamos equilibrados. Aí o professor manda fechar os olhos e o corpo começa a pender para um lado ou para o outro, faz força para manter-se firme, olhos na direção do horizonte sem enxergá-lo.

Isso porque o equilíbrio é também uma experiência visual. Aí lembrei do livro que foi fundamental no meu trabalho de conclusão sobre linguagem visual, tinha uma parte dedicada a isto:

“A mais importante influência tanto psicológica como física sobre a percepção humana é a necessidade que o homem tem de equilíbrio, de ter os pés firmamente plantados no solo e saber que vai permanecer ereto em qualquer cirscustância, em qualquer atitude, com um certo grau de certeza. O equilíbrio é, então, a referência visual mais forte e firme do homem, sua base consciente e inconsciente para fazer avaliações visuais.  (…) O equilíbrio é tão fundamental na natureza quanto no homem. É o estado oposto ao colapso. É possível avaliar o efeito do desequilíbrio observando-se o aspecto de alarme estampado  no rosto de uma vítima que, subitamente e sem aviso prévio, leva um empurrão.” (Sintaxe da Linguagem Visual, Donis A. Dondis)

Bom e daí o texto vai explicando porque algumas formas não são usadas nas linguagens visuais, pois geram tensão e desequilíbrio. O círculo por exemplo, não é tão equilibrado como um quadrado, mas quando o vemos impomos um certo equilíbrio criando um eixo vertical e imaginando uma base horizontal. É por isso que a gente nunca vê num jornal ou numa revista uma forma de ameba, por exemplo, a não ser que tu queira chocar mesmo e não prender a atenção do espectador.

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