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Eu nem abri o livro da Mafalda que eu comprei na última viagem a Buenos Aires. Não li nenhum dos livros de arte que comprei na Corrientes e nem um outro que comprei na Ateneo. Ainda não terminei de ler o catálago do Malba. Não escutei todo um CD de Tango que ganhei no city tour e nem meu hidratante de Victoria’s Secrets comprado no free shop terminou. Um chaveirinho que comprei de lembrança só encontrou destino agora para fechar a minha mala para uma nova viagem que nem achei que fosse fazer um ano e quatro meses depois que conheci mi Buenos Aires querida.

Foi tudo de repente, de férias para aproveitar o feriadão (que acabou não sendo como eu planejava) resolvi bisbilhotar e encontrei passagem e estadia muito em conta, então resolvi aproveitar. Cheguei na capital portenha domingo, lá ainda era feriado na segunda, e aproveitei muito esses quatro dias para ver coisas que não vi da outra vez, para curtir e rever lugares que me gustan mucho. E novamente não vi e nem revi tudo. Mas ter ido sozinha foi uma experiência interessante e enriquecedora. Embora díficil às vezes. Mas tudo ocorreu dentro do previsto, surpresas… só as agradáveis! Me perdi pelas ruas portenhas e não teve nenhum encontro comigo mesma. Eu sei o que sou, algumas coisas que quero e no mais eram férias! Curti muito pelos cafés, parques e restaurantes com meu companheiro A sombra do vento. Aprendi a fazer mais uma coisa sozinha…

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Eu e a Puente de la mujer, em Puerto
Madero, é difícil perceber, mas o arquiteto
espanhol Santiago Calatrava se inspirou
em um casal dançando tango (a parte
sinuosa representa a silhueta feminina)
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Acabo de ter uma grande emoção. Encontrei o mp3 da música E por isso que estou aqui, do Roberto Carlos. Também achei a letra. Essa é a mais remota memória musical que tenho. Esses tempos procurei no google e não encontrei. Cheguei a pensar que a música nem existisse. Hoje achei…

Meu pai e minha mãe cantavam essa música quando meu pai chegava de suas longas viagens na boléia de um caminhão. Não lembro muitas coisas, era bem pequena, somente um flash com essa trilha sonora e a sensação de acordar no meio da madrugada para receber meu pai em casa. Que sensação boa era aquela! E quando era no meio da madrugada era sempre melhor. Eu sempre gostei de surpresas. O flash é engraçado: vejo meu pai lavando as mãos no velho banheiro da casa de minha infância. E talvez existisse um olhar de amor entre ele e minha mãe… que nem dos personagens de O Caminho das Nuvens, quando eles cantam outra do Roberto, “Amor sem limites”, que é uma das cenas mais lindas que já vi no cinema.

Chorei agora cantando “olha dentro dos meus olhos, vê quanta tristeza de chorar por ti, por ti (..) De saudade eu chorei e até pensei que ia morrer, juro que eu não sabia, que viver sem ti, eu não poderia…

É uma das lembranças mais doces e bonitas que tenho do amor que me trouxe ao mundo, quando meus pais ainda estavam juntos.

É uma sensação para qual quero voltar. Afinal, todos buscamos o amor porque já o experimentamos uma vez, quando fomos concebidos. E justo, procurei por alguém para qual eu choro de saudade e que ainda não veio me saudar na madrugada, mas que já vi voltar de muitas batalhas. Alimento a esperança de um dia, novamente ser acordada no meio da noite com uma doce surpresa. Quem sabe até não estarei sozinha, e estarei transmitindo esse doce momento para alguém…

 

E não é que tem a música no youtube?
Lembro do Rei assim, num programa que passava sábado de tarde…

Vou viajar no domingo, quem acha que escapei do feriado… em Buenos Aires é feriado na segunda! E foi uma correria acertar tudo para uma viagem de última hora… Pois bem, enquanto isso parei para mais um post…

Vou ali em Buenos Aires e já volto.

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Sentada no meio da rua, na Corrientes!
(estava fechada para um comercial)

Melhor do que se casar com um homem rico é se divorciar dele.

Heather Mills, ex-mulher do Paul McCartney, levou a pechincha de R$ 83,84 milhões

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Ando tão vazia de ações e cheia de planos que não dão em nada. Vazia de bons sentimentos, me enchendo de ressentimentos. Ando e nem sinto o caminhar. Será para frente, para trás ou sigo parada no mesmo lugar?

Possibilidades individuais, solidão a mais. Falta do que preenche os dias de folga. Tendo. Os dois: os dias de folga e o que preenche. Mas ainda preenche?

Falta de expectativas e ainda assim me decepcionando. Dando. Mas não recebendo. Chateada, isolada, procurando o limbo que nem existe mais. Pagando alto, sem contrato. Arriscando ou perdendo tempo? Tempo… ele não pára de correr. A vida se esvaindo, o amor se indo e eu que não sei se estou indo, vindo, voltando ou ficando.

Cansada! 

Fiz minha estréia no blog coletivo da mulherada de Zero Hora: Toda Mulher

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Espraiarei minhas teorias em textos sobre o universo exquisio das mulheres por lá também. Visite, comente!

Dois anos. Foi tudo diferente, mas ainda assim, essa data existiu, consecutivamente.

Ando sumida… tenho deixado meus pensamentos mais livres e aí não guardo tudo que poderia escrever. Também me ocupei bastante na última semana. Retomei a terapia, voltei para as aulas de História da Arte  e entrei numa academia, ainda que só tenha ido em duas aulas no mesmo dia na semana passada, e essa ando com a agenda cheia e os horários de trabalho ainda oscilando. Mas hoje é só terça-feira.

Na sexta passada folguei para dobrar nas duas madrugadas do fim de semana. Aproveitei o ócio no dia útil e me dei um dia de burguesinha, como na música do Seu Jorge. Fui no esteticista, na manicure (em vez do cabelereiro)… não malhei o dia inteiro para aguentar as noites sem dormir, mas troquei o suquinho de maçã por um filé com vinho no almoço em uma calçada da Pe. Chagas, sem ter que pegar no batente depois. Ai, realmente me senti muito bem. São coisas até fúteis, claro que levo um livro para a sala de espera do salão de beleza, mas tenho pensado um pouco menos e isso é bom. Também preciso cuidar de mim, coisas que deixei de lado para estudar, trabalhar, correr atrás.

Foi a Clarice Lispector que me fez companhia no meu almoço de sexta-feira. Terminei A Hora da Estrela, mas não gostei tanto assim. Trata-se de uma mulher que não existe porque sequer pensa na sua própria existência. Por mais que eu tente me livrar desse monte de dúvidas, indagações e certezas que eu propago dentro da minha mente sem ter certeza nenhuma, mas para justificar aquilo que eu penso e não queria pensar, ainda assim não posso negar isso como condição que me faz ser o que eu sou. Para isto o livro serviu, aprender a fazer bom uso dos meus pensamentos, não dar bola para eles de vez em quando, mas jamais negar que eles é que me fazem existir.

E como gosto de tirar o melhor das coisas, tem frases que gostei na obra que colocarei aqui. Aí vai a primeira, do comecinho do livro:

“Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré-pré-história já havia os monstros apocalípticos? Se esta história não existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos – sou eu que escrevo o que estou escrevendo. Deus é o mundo. A verdade é sempre um contato interior e inexplicável. A minha vida a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique. Meu coração se esvaziou de todo desejo e reduz-se ao próprio último ou primeiro pulsar”.

Da série: Mentiras que nos contam por aí

Comprei um pacote de pão de sanduíche hoje, dia 4 de março, pelas 21h, perto da hora do supermercado fechar, e a data de distribução (o equivalente a fabricação) era 5 de março!

Ou seja, a data que eles colocam ali é uma mentira. E como moro sozinha, cato sempre o mais novinho para durar mais, já que não consumo todo pacote no prazo de validade. Mas nunca foi tão novo como este!

Outras mentiras

Eu não quero ficar sozinha. Mas eu já estou sozinha. Então, qual a diferença?

Hoje eu vinha pela estrada e no meio do caminho começou a chover. Olhei para a direita e o sol estava brilhando. “Sol e chuva, casamento de viúva”, “Chuva e sol, casamento de espanhol”. Brincadeiras a parte, pensei nisso como uma metáfora para o momento que estou vivendo na minha vida. 

Não tem mais só o sol como antes, the sky falls and you feel like it’s a beautiful day. Não. Tem as nuvens, o grisê, de vem em quando alguns pingos, às vezes, tempestades. Mas ainda tem o sol. Só que muito sol queima, prejudica a visão, quando não nos cega.  Há de se ver os benefícios dos dias cinzas e das águas que escorrem. Até para que depois do mau tempo venha a bonança e a gente saiba reconhecê-la.

Quando cheguei em Porto Alegre só havia a luz amarela e imponente da estrela do dia. As nuvens ficaram para trás e pensei: a gente sempre deve caminhar em direção ao que é melhor.

Mas só teremos todas as cores do arco-íris se
soubermos conviver com o sol e a chuva juntos.

meu aniversário de 26 anos em Floripa!

Esta foto eu tirei em Floripa no ano passado. Era o dia do meu aniversário e tinha chuva e sol quando completei 26 anos. Naquela época eu só via o sol, não havia chuvas atrapalhando e o arco-íris era um presente a mais numa vida repleta de presentes para um futuro, que acabou não saindo como planejado naquele presente, mas que nem por isso deixou de brilhar. Talvez só agora eu possa entender a contradição que faz nascer o colorido.

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