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Gisele Bündchen, uma das mulheres mais invejadas do mundo, se não a mais, quer acabar com nós pobres mortais da raça feminina com esta declaração:

“Algumas modelos se submetem a regimes cruéis que só permitem uma maçã a cada três dias. Eu como tudo o que tenho vontade. Nunca me submeti a uma dieta. Não faço nada para manter a forma”
Gisele Bündchen, a melhor de todas – 23 anos, 1m80cm, 51 quilos, 89 cm de busto, 57 cm de cintura e 89 cm de quadril -, falando à revista Gula

Foi publicada na Contracapa

Eu adorova essa frase: “Comecei uma dieta: cortei a bebida e comidas pesadas. Em quatorze dias perdi duas semanas!”. Isto até o meu metabolismo mudar.
Dieta é para toda vida. Não adianta! A não ser para algumas afortunadas, como a Gisele.

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Peguei a saída do show do Pearl Jam quando vinha do trabalho para casa. Engraçado, eu não tenho nenhum argumento, mas simplesmente não consigo ouvir os caras. Acho que é porque não gosto de Last Kiss (que escuto agora enquanto escrevo, fui confirmar o nome). Mas as outras são bem diferentes e é elas caírem para tocar no media player para eu pular.

E quase todas as pessoas que conheço estavam enlouquecidas com este show. Há tempos atrás até assinei um abaixo-assinado na internet para a banda tocar no Brasil, a pedido de um amigo. Fiz para dar uma força. Parece que deu certo.


Fui assistir numa sessão dublada e com duas crianças Harry Potter e o Cálice de Fogo. Sessão barulhenta, mas muito mais emocionante! Tem cenas que só as crianças achavam engraçadas ou se emocionavam. Quando viram o estádio da Copa do Mundo de Quadribol um óoo na platéia dos pequenos. É bom relembrar esta capacidade de se admirar com as coisas para a gente não endurecer mais do que a vida adulta já nos endurece.

Eu chorei na morte de um dos personagens. Meu irmão e o enteado da minha mãe que levei ao cinema não se emocionaram tanto assim. Sei lá se não caiu a ficha ou as crianças ainda não entendem muito o que é uma perda. E é bom que o filme fale disso para elas. Pois é inevitável na vida da gente.

Dos quatro filmes este foi o melhor! O mais emocionante, o mais cheio de desafios, efeitos especiais e claro, romance! Todas nós meninas CDFs e amadurecidas queremos ter um dia de Hermione!

No final uma vontade espontânea de aplaudir o filme. Mas as minhas travas adultas não permitiram. Quando vi, meu irmão estava soltando uma palma! Acanhado por não ser imitado parou. Criança, perdeu mais uma inocência infantil para a clichê vida adulta.

A minha emoção e garra gremista voltou! Que jogo o de hoje!!!!!
Eu falei que se o Galatto defendese o gol seria mais na raça que o Náutico perder! E foi! E o gol do Anderson foi para sacramentar a nossa volta a Série A!!!! Todo esse sofrimento só podia ser num Gre-Nau e num estádio chamado Aflitos.

Bom, sem mais comentários. Ano que vem tenho que ir finalmente a um jogo de futebol em estádio, um jogo na primeira divisão do Campeonato Brasileiro!

E taí, quando o Grêmio foi para a Série B eu disse que teríamos mais um título que o Inter não tem! Pode não interessar a eles. Mas chegamos lá, com dificuldades maiores que eles enfrentam, mas o mais importante: não morremos na praia!

Eu sempre tomo café, chá ou achocolatado com leite com a colher dentro da xícara. Exatamente como nesta foto aí abaixo (não há nada que não se encontre no Google!)

Hoje faz um mês dessa minha nova vida profissional!

Hoje é o segundo dia mais feliz da minha vida. Fui na última aula da minha graduação em jornalismo. Depois de seis anos de idas até a Unisinos.

Agora é esperar o primeiro dia mais feliz, a formatura.

O calor chegou e eu não fui num rodízio de pizza!

Fiquei chocada. Acabei de saber pelo blog da Tahi que o jornalista Marco Uchoa morreu hoje, aos 36 anos. Não é pelo fato de ser colega de profissão, mas por ser alguém que eu tinha conhecimento da existência e que morreu tão jovem. E por eu ter falado do assunto morte no post abaixo. Medo!

Nunca mais falo que não gosto de blogs jornalísticos. Fiquei fora da redação nesta noite e se não fosse o Pérolas em Off não saberia até amanhã.

Em tempo, a notícia do clic está mais completa que a do site do Jornal Nacional.

Eu não quero envelhecer, porque inevitavelmente isso me aproxima mais da morte natural. E eu não quero morrer. Não por medo. Simplesmente porque queria pagar pra ver até o fim, porque eu amo a vida.

Mas daí o único consolo da velhice é a sabedoria e vem o Woody Allen e declara isto:

“Todas as besteiras que te contam sobre alcançar a felicidade e ter um tipo de sabedoria nos anos de maturidade – é tudo lixo”, afirmou Allen, que completa 70 anos no dia 1 de dezembro. “Não ganhei sabedoria, nenhum insight, nenhuma maturidade. Eu cometeria todos os mesmos erros de novo, hoje.”

Ao mesmo tempo que isto é um alento, e me absolve de não ter que saber tudo que eu tenho vontade de aprender hoje, aos 70 anos. Nesta frase não há arrependimento, que este é o maior dos pecados, porque o que está feito está feito. Mas também é angustiante, porque virão as rugas, as dores pelo corpo, as dificuldades para os mais simples atos, a aparência diferente, vai se a vitalidade e não há nada de recompensador nisso. A morte dirão alguns, que é um descanso. Eu não sei. E taí a única coisa que não queria pagar para ver, pois de qualquer forma um dia irei ter me com ela.

Esse monte de merchandising para a “melhor idade” é tudo balela. Um jeito mais agradével de ver chegar esta fase degradativa. Pois se a humanidade pudesse optar
entre a terceira idade e a juventude eterna, aposto que ficava com a segunda opção. Eu ficava! E taí, O Allen quebrou este clichê. Jogou no ventilador: quer saber, a gente não ganha sabedoria porra nenhuma! Mais uma balela, mais um alento.

O ser humano vive encontrando desculpas para o inevitável.

Das sombras

Para mim sombra de árvore ou de coberturas (toldos, áreas, etc) são sombras falsas. A sombra verdadeira é aquela quando o sol já passou pelo lugar.

Hoje te vi
E mais do que isto
Te ouvi
E tudo em volta
Se fez silêncio

Mas o tempo não parou
E você se foi
E tudo o que restou
Foi a tua voz
Ecoando na minha lembrança
E um breve e tímido olhar
Que me desmascarou
E me revelou.

Eu vou pedir licença para a Cássia para elogiar aqui este bom texto do Márcio

Danuza Leão imortalizou a frase “ninguém me ama, ninguém me quer”. Que na hora não teve como não lembrar de uma amiga.

Mas o que mais me chamou atenção foi o fato de Danuza ter optado por viver só, no auge de seus 72 anos. Semana passada me ocorreu o pensamento de que talvez eu tenha nascido para ficar sozinha mesmo. Ultimamente tenha andado tão bem. Não sei se alguém a mais não invadiria demais. E achei que era preciso ter muita coragem para assumir isto, portanto, não a reúni em quantidade suficiente, e portanto, não estou assumindo, apenas compartilhando um pensamento meu.

Tudo isto junta-se a um conselho que dei a duas pessoas, também na última semana: para estar bem com alguém, primeiro é preciso ficar bem sozinho. E acho que essa difícil lição eu aprendi. A custas de muitos sábados em casa (hibernando, pois foi no inverno), a custa de me aturar e não suportar, até voltar a ficar em lua-de-mel comigo mesma. Agora só falta alguém para ver se este tratamento contra a mimfobia resolve mesmo.

Mas estou bem tranqüila em relação a isto também. Embora tenha lamentado a solidão nos últimos posts, há essa contradição citada acima, que a Danuza teve coragem de assumir. Claro que depois de três casamentos. Mas eu sei que quando me apaixono tudo que quero, e até exageradamente, é o objeto da minha paixão ao meu lado. Mas acho que cheguei numa encruzilhada e só os novos tempos que estão vindo aí me dirão que condutas assumir, como agir, que caminho seguir. E o principal: como amar.


Há tempos custo a acreditar que esta mulher foi modelo. Eu que tenho boca grande, no sentido físico da expressão fico preocupada.


Não posso mais viver sem mim!

Ultimamente
Ando assim
Sem versos.
Mas, confesso:
Nunca estive
Tão prosa.

(Anelise Fróes)


Para conquistar o meu Nino Quincampoix eu faria tudo o que a Amélie Poulain fez. Na nossa Porto Alegre, tão distante da França, eu poderia marcar de encontrá-lo no terraço do Gasômetro. E ficaria lá em baixo, como ela, de lenço e óculos escuros, disfarçada.

Me vestiria de Zorro e espalharia bilhetinhos pela metrô? Isso eu não sei. Mas eu queria ter uma amiga que lhe perguntasse sobre os ditados para ver se ele é boa pessoa.

Mas mesmo acreditando num príncipe encantado pós-moderno (ainda que francês e inverossímel), acho que os homens não se importam tanto com este tipo de estratagemas. São mais diretos e objetivos, não como nós mulheres que gostamos de rodeios e floreios.

Mas eu prefiro acreditar que o Nino de cada uma de nós iria ao nosso encontro… onde fosse.
Resumindo, sou uma romântica incorrigível.

Mas eu sei, que como a Amélie, isso tudo me afasta da vida real. E eu não tenho nenhum vizinho de “vidro” para me dizer isso. Mas eu sei. Só que meu coração é sonhador. Ainda acredita nos finais felizes, quando enfim irei dançar La Valse d’Amlie.

Assisti ontem o programa Re [corte] Cultural, apresentado e roteirizado pelo Michel Melamed. Babação de ovo à parte, o programa é muito legal. E claro, não depende só dele, mas toda a equipe, porque o resultado final é ótimo!

Que a MTV não os descubra.

P.S.: Viu que ele também está com a língua de fora?

Mais um post sobre banheiros de bar. O do Nega Frida é de se provar amizade hein? Lá não tem como as mulheres não entrarem juntas, que reza a lenda é para uma sacudir a outra, mas na verdade é para fofocar mesmo.

Trata-se de um único banheiro com duas privadas. Estava na fila com minha amiga e a moça que estava na minha frente ia entrando e me chamou para entrar com ela. Eu hein?! Esperei a vez pelo menos para ir com alguém que eu conheço. Este tipo de coisa exige mais concentração. Pelo menos para mim.

Como é bom viver o inesperado, o imprevísivel, o não-programado. Saímos eu e mais duas amigas ontem sem destino certo. Objetivo: aproveitar a véspera de feriado para se divertir.

Tentamos o Móveis, lotado. Fomos até o Entreato, entramos, lotado, ficar em pé tava meio saquinho. Choramos para não pagar a entrada, já que ficamos dois minutos lá dentro. Conseguimos. De volta ao trecho Lima e Silva – João Alfredo, via República. Paramos no Ossip para uma ceva. Assunto, entre outros homens, Michel Melamed. Uma delas foi embora. De volta a Lima e Silva para decidir o que fazer. Minha amiga queria dançar, extravasar. Sugeria o Opinião e achava que sabia onde ele ficava. Eu caí na besteira de indicar o caminho certo, mas consegui convencê-la de não irmos para lá. Voltando para a João Alfredo (aquele mesmo caminho, via República), quis parar na Sorveteria Jóia. Eu queria tomar um sorvete! Minha amiga me chamou de criança. Jóia, uma bola gigante e gostasa por R$ 1. Vou virar freguesa da Jóia. Tentou me chantagear. Pagava o sorvete para que eu fosse ao Opinião. Mas acabamos e se acabamos no Nega Frida. Bom lugar. Boa noite. Bom dia foi o que eu disse antes de fechar os olhos.

No estilo exquisioTeorias essa coluna do Santa’ana de terça-feira. Escancarou que a casa caiu para o Jones Lopes da Silva e o David Coimbra. Foi inevitável não ficar reparando na redação depois quem usava e quem não usava a camisa pra fora das calças. Santa’ana, Santa’ana há controvérsias.

A Cláudia Laitano escreveu sobre uma teoria que eu tenho mas que não tinha verbalizado ainda: no palco todo mundo é mais bonito. Sim, já tive interesses momentâneos por pessoas nem tão atraentes só por estarem no palco. Não vou citar nenhum exemplo para não ficar chato. Mas só para não perder a oportunidade (e a putaria) o Michel Melamed é tudo no palco e fora dele!


Regurgitofagia acabou se tornando previsível para mim porque li todo o livro de ontem para hoje. Terminei lá no Theatro São Pedro, enquanto aguardava o espetáculo começar. Quando eu li o trecho que vou transcrever aqui, achei a primeira parte linda, e a segunda verdadeira, realista. Mas a entonação da voz de Michel na peça dá um outro sentido, o de deboche. Ele faz aquela voz de quem vende vale-transporte no centro, ou melhor de quem vende alguma coisa no shop time, não sei explicar. Mas é bem isso mesmo:

“Casa comigo que te faço a pessoa mais feliz do mundo. A mais linda, a mais amada, respeitada, cuidada… A mais bem comida. E a pessoa mais namorada do mundo e a mais casada. E a mais festas, viagens, jantares… Casa comigo que te faço a pessoa mais realizada profissionalmente. E a mais grávida e a mais mãe. E a pessoa mais as primeiras discussões. A pessoa mais novas brigas e as discussões de sempre. Casa comigo que te faço a pessoa mais separada do mundo. Te faço a pessoa mais solitária com um filho pra criar do mundo. A pessoa mais foi ao fundo do poço e dá a volta por cima de todas. A mais reconstruiu sua vida. A mais conheceu uma nova pessoa, a mais se apaixonou novamente… Casa comigo que te faço a pessoa mais “casa comigo que te faço a pessoa mais feliz do mundo”. (Michel Melamed)

Fui assistir Regurgitofagia e fica a pergunta que defini a peça:

– Quem é mais masoquista: Michel Melamed ou o público?

Porque as gargalhadas do público são proporcionais ao “sofrimento” dele. E quando ele tremilicava demais com os aplausos mais efusivos, eu parava, mas a galera queria ver ele tomar mais e mais choque.


Tive o prazer de conhecer o Michel Melamed hoje. Eu e um colega conseguimos entrevistá-lo para a TV Unisinos/Canal Futura.

Comprei o livro dele, que tem o mesmo título da peça que vou ver amanhã: Regurgitofagia. Para quem não sabe ele é o a(u)tor que se liga a eletrodos e leva choques conforme as reações da platéia.

Ele é uma simpátia e no autográfo que me deu no livro recriou o meu nome de uma maneira que não vou esquecer mais: FÉ RN ANDA.

FÉ: de ter fé (e também porque ele é carioca, então para ele eu sou a Férnanda)
RN: sigla do Rio Grande do Norte, para mim ter norte, rumo ao norte
ANDA: de andar, caminhar.

Depois ele colocou: “Acreditar num caminho e ir”.

Ganhou uma fã! Quer dizer, mais uma. No orkut tem até uma comunidade chamada Eu Daria Pro Michel Melamed. Não sou a única no mundo.

Pra quem tá chegando agora, o meu perfil está lá embaixo.

Há dias tento arrumar e não sei o que ocorre!

A Coca-Cola light não precisava ter mudado de sabor. Para mim ela era time que estava ganhando!

Mas, como a minha esperança é enjoar da light como enjoei da normal, acho que agora vai ficar mais fácil.

Em tempo: voltei a ser a garota do suco de uva.

Assisti uma palestra dos chefes hoje sobre leitura de jovens no jornal impresso. Relataram que os jovens que entram nas redações muitas vezes imitam os mais antigos até porque muitas vezes são “podados” a fazer coisas novas. E com isto as matérias saem de acordo com a média de idade dos jornalistas que produzem as notícias para o jornal.

Cheguei a uma conclusão: o jornalismo está me envelhecendo!

Sim, porque eu corro atrás de leituras e cultura geral das coisas que não são da minha idade para acompanhar o ritmo da profissão, mas isto nem sempre é tão necessário assim!

Causou-me mau estar os capítulos finais do livro clássico de Machado de Assis. Não sei se trilha que coloquei ao fundo contribuiu (a música da Enya, tema do Gladiador e Conquest Of Paradise, do Vangelis). Mas em suma: fiquei chocada. Até pelo que não aconteceu, mas poderia ter acontecido. Eu já fui bem ciumenta, mas também já fui controlada. A partir de agora passo a ter medo deste sentimento.

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