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O que as pessoas não se dão conta não é apenas que, por ser deficiente, necessita tratamento especial, vaga disponível por sua condição. Mas simplesmente não dá para um cadeirante desembarcar de um carro numa vaga comum, nem arranhando o carro que estiver à volta. Experiência própria. É necessário espaço e não raro temos que trancar o fluxo no corredor para o desembarque e só então colocar o carro numa vaga qualquer.

Já ouvi a desculpa do “volto em um minuto”. Mas cadeirante está sempre tendo que esperar por tudo. É uma mãozinha aqui para entrar em lugares sem rampa, outra lá para alcançar alguma coisa num mundo de planos “corpo inteiro”. Se vai pegar ônibus, tem que esperar por determinados horários quando passa o adaptado. Se usa o carro, tem que esperar pelos cara-de-pau que ocupam a vaga. É um mundo de espera para quem atravessar de uma calçada a outra torna-se uma maratona porque a maioria dos lugares não é adaptado.

Então, é muito mais fácil ocupar uma das trocentas vagas do estacionamento do que aquela uma para deficientes. Matemática complicada? Então sinto informar que você sofre de alguma deficiência cognitiva, ou pior, deficiência de bom senso. Essa, às vezes, incurável.

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Além de usar meias, comer feijão e brócolis, mais um item para a minha lista de coisas que me fazem ver que virei mesmo adulta e amadureci:

Minha mãe veio me visitar e eu que fiz o almoço de domingo!

Eu que não cozinho (não cozinhava), fiz uma massa carbonara e só contei com a assessoria dela para perguntar se a massa e o bacon estavam no ponto. Mas assim, nada que fizesse diferença no resultado final, porque nem na cozinha ela ficou.

O episódio “Águas Turvas – Parte 2″, da terceira temporada de Brothers & Sisters surpreendeu pela trilha. A música Bridge Over Troubled Water na voz de uma mulher ficou emocionante, aliás, adoro versões de músicas em vozes femininas.

Lembrei que tinha essa música numa fita k7 do Simon & Garfunkel que eu pedi de dia da criança para meu pai. Precoce, antes dos 10 anos eu pedi essa fita, uma da Madonna (Like a Prayer) e Que país é esse, do Legião Urbana. Legião foi me marcar alguns anos depois. Da Madonna nem lembro que músicas tinha no k7. O que me definiria melhor hoje é mesmo a fitinha da dupla.

Eu não lembro se era o álbum Greatest Hits 1972 ou The Concert in Central Park 1982, mas além da música que me refiro ali em cima, tinha Mrs. Robinson, Sound of Silence e Boxer. Na minha remota lembrança não era nenhuma das capas desses discos, mas começava com Mrs. Robinson como esses dois.

Ah e como eu lembro dos meus porta fitas! Primeiro com caixas de papelão imporovisadas, até que meu pai mandou fazer ou ele mesmo fez – não lembro – uma caixa de madeira, envernizada e que tinha a largura certinha das fitas. E a tampa era de correr. Nossa eu andava com aquilo para cima e para baixo, levava nas viagens para a praia e submetia a família às minhas trilhas exquisitas a caminho do litoral norte.

No blog da série descobri que a música do episódio é interpretada por Quincy Coleman. Olha que linda ficou:

Foram 46 dias desde o início da obra até a volta oficial para casa, uns 3,3 mil quilômetros percorridos indo e vindo de Sapucaia até Porto Alegre. Na última semana da parte dos pedreiros entrei em férias e nesses quase 25 dias que estão acabando só corri em função do apê. Mas está quase tudo pronto, sempre ficam detalhes e mais detalhes que parecem que não vão acabar nunca. Mas finalmente cresci e agora tenho um apartamento de adulta, mas ou menos como a Carrie no filme. Acontece após o mesmo momento. Os espaços estão maiores e não vejo a hora de poder projetar os ambientes que faltaram. Mas o que está pronto está lindo e estou adorando minha nova casa, meu novo lar. Agora vou encher de alegria, receber mais minha família, que me ajudou tanto a realizar esse sonho e brindar com os amigos.

Perto da minha volta para casa, meu avô materno faleceu e pelo menos eu estava mais próxima da minha família neste momento tão difícil. Desde que teve o primeiro infarto, eu era pequena ainda, ele ia e voltava de hospitais. Ironicamente, quando fomos chamados ao hospital para a derradeira despedida, apenas era aguardado que seu coração parasse de bater, já tinha tido falência múltipla dos órgãos. Acho que no final das contas, ele tinha um coração bem forte.  Uma cena triste dele lutando a cada respiração, essa movimento que a gente nem sente, mas que mantem o brilho nos nossos olhos e a esperança de realizar grandes coisas. 

Uma nova etapa começa paa mim. Espero que seja tudo novo, uma nova vida. Espero viver muitas em uma só ou encontrar aquela que quero viver até o último suspiro.

Dizem que o cúmulo da rebeldia é morar sozinho e fugir de casa. Pois bem, sou uma rebelde assumida.

Desde ontem saí de casa. Estou fazendo uma reforma que exigiu que eu desmontasse o meu apê. Estou na casa do meu pai, com quem não moro – nossa agora que me dou conta – há 20 anos! Mas vou revezar e ficar um pouco na casa da minha mãe, de onde saí há quase seis anos, e na casa dos meus avós. Corro o risco de ficar mal acostumada… Hoje acordei depois de todos da casa e a mesa do café estava posta, me aguardando.

Acabo de ter uma grande emoção. Encontrei o mp3 da música E por isso que estou aqui, do Roberto Carlos. Também achei a letra. Essa é a mais remota memória musical que tenho. Esses tempos procurei no google e não encontrei. Cheguei a pensar que a música nem existisse. Hoje achei…

Meu pai e minha mãe cantavam essa música quando meu pai chegava de suas longas viagens na boléia de um caminhão. Não lembro muitas coisas, era bem pequena, somente um flash com essa trilha sonora e a sensação de acordar no meio da madrugada para receber meu pai em casa. Que sensação boa era aquela! E quando era no meio da madrugada era sempre melhor. Eu sempre gostei de surpresas. O flash é engraçado: vejo meu pai lavando as mãos no velho banheiro da casa de minha infância. E talvez existisse um olhar de amor entre ele e minha mãe… que nem dos personagens de O Caminho das Nuvens, quando eles cantam outra do Roberto, “Amor sem limites”, que é uma das cenas mais lindas que já vi no cinema.

Chorei agora cantando “olha dentro dos meus olhos, vê quanta tristeza de chorar por ti, por ti (..) De saudade eu chorei e até pensei que ia morrer, juro que eu não sabia, que viver sem ti, eu não poderia…

É uma das lembranças mais doces e bonitas que tenho do amor que me trouxe ao mundo, quando meus pais ainda estavam juntos.

É uma sensação para qual quero voltar. Afinal, todos buscamos o amor porque já o experimentamos uma vez, quando fomos concebidos. E justo, procurei por alguém para qual eu choro de saudade e que ainda não veio me saudar na madrugada, mas que já vi voltar de muitas batalhas. Alimento a esperança de um dia, novamente ser acordada no meio da noite com uma doce surpresa. Quem sabe até não estarei sozinha, e estarei transmitindo esse doce momento para alguém…

 

E não é que tem a música no youtube?
Lembro do Rei assim, num programa que passava sábado de tarde…

Comovente a Cartas do Editor deste domingo em Zero Hora. Ainda na sexta-feira, quando meu chefe nos repassou o texto, chorei com as palavras do nosso diretor de redação sobre a jornaleira que morreu atropelada durante o seu ofício. Deixou para trás uma filhinha de quatro anos e fez vir à tona sua competência, o orgulho que tinha de seu humilde e importante trabalho e o carinho que adquiriu nas sinaleiras vendendo o jornal que ajudo a produzir e que como tantos aqui dentro, seguros, com ar-condicionado, muitas vezes reclamamos de ter de fazê-lo.

O texto fala também da função do jornaleiro, mais antiga que do jornalismo e lembrei da minha infância, quando minha mãe alimentava o sonho de comprar uma estátua de jornaleiro que vendiam no armazém da esquina. Lembro que ela fez um pacote (uma espécie de crediário ou consórcio), ela foi pagando aos poucos, e quando finalmente completou o valor, levou o garboso menino com uma pilha de jornais embaixo do braço para adornar a sala.

Acho que a estátua acabou sendo quebrada pelos meus primos, que estragavam tudo o que viam pela frente. Se não me engano, minha tia até deu uma outra, mas já não tinha o mesmo valor para minha mãe.

Todos os filhos, por mais que não demonstrem, no fundo acham suas mães súpers. Eu acho a minha. Só que eu me tornei a heroína dela. Tenho orgulho, mas também fico constrangida com o título.

Diante da mulher forte e batalhadora que ela é, ouvir isso supera todas as corujices. Como para ela, as coisas nem sempre vieram da forma mais fácil para mim e eu tento batalhar e seguir. Mas as minhas conquistas, que podem ter tido certo grau de dificuldade para mim, são banais diante das dela que criou duas filhas praticamente sozinhas, pois quando eram casados, meu pai era caminhoneiro e depois eles se separaram quando eu e minha irmã éramos pequenas. Ele sempre esteve presente, mas só quem vive o dia-a-dia é que sabe… E aí quando eu tinha 15 anos e minha irmã 13, veio meu irmão, com todo o cuidado especial que ele precisa. E isso é só um resumo da história. Mas me orgulho muito do seu exemplo, da sua coragem e do seu otimismo diante da vida, que sempre me dá forças para seguir em frente.

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Responda sem pesquisar no google: O que é dígrafo?

Chego em casa hoje, meu telefone toca. Do outro lado, a vozinha ansiosa do meu irmão que está na 4ª série. “Fê, preciso só de uma coisinha para terminar meu tema. Duas palavras com dígrafo”. Não sei, eu respondo. Enquanto ele decepcionado conta para minha mãe, eu fico pensando: que vergonha, a irmã jornalista e ele vai ir com o tema incompleto porque eu não lembro mais o que é dígrafo.

Sugiro que ele procure no dicionário ou no caderno a explicação da professora que ele, pelo jeito, não tinha copiado, e depois me ligue. Depois de desligar, lembro que comprei uma gramática e então vou pesquisar. Ligo para dar a explicação. Resolvido.

Depois fico pensando, e chego a conclusão que isso é uma baita bobagem. Se eu não lembrava mais é porque nunca me fez falta! Que não passa de nomenclatura que só serve para os bacharéis das letras classificar algo!

E penso como nosso ensino é burocrático. Perdemos tempo com essas coisas inúteis e que nos atemorizam enquanto crianças. Acabamos decorando para garantir uma nota e tantas outras coisas importantes a gente não aprende na escola. Aí vamos para a faculdade, para saber tudo de uma coisa só, mas acontece que a universidade só te aponta o quanto tu és ignorantes numa série de coisas dentro daquela área específica que você resolveu estudar. Minha professora até comentou isso na aula hoje. Se para nós ela precisa de quatro aulas para ensinar Surrealismo, na pós-graduação ela tem que dar em uma noite!

Foi por essas e outras que larguei o magistério. Foi um ato de covardia, foi sim, tenho plena consciência, porque há tanto o que mudar na educação… e aí o resto, já viu, né? Acho que não vai ter jeito mesmo. Veio a revolução industrial, as tecnologias, o computador, a internet e como naquela histórinha do professor que vem do século XVIII para nossos dias e constata que só uma coisa não mudou: os alunos continuma sentados em frente a um quadro negro ouvido e o professor falando, falando… Em tempos de playstation, não é difícil imaginar porque as crianças precisam de ritalina para se concentrar nessa chatice. Era preciso usar as habilidades que elas tem com o video game e o raciocínio dinâmico para lhes dar educação e cultura.

Ah, e pra quem também não lembra o que significa dígrafo, clica aqui na explicação da Wikipédia

Eu e a SiMinha irmã se casou no último sábado, numa festa linda e animada. Mas, o que mais me marcou foi a união da minha família.

Para quem viu os pais separados, brigando boa parte da infância e aos poucos, em ocasiões sociais poderem estar reunidos num mesmo ambiente, creio que agora, finalmente, essa relação conseguiu amadurecer e tornou-se adulta, como eu e minha irmã, que agora já tem sua própria família. Como disse o námor, foi uma grande demonstração de tolerância, respeito, carinho, amor e entendimento. Fiquei muito, muito feliz com isso.

Conti um pouco das lágrimas na cerimônia, primeiro ao ver meu pai levando ela até o altar e lhe dando um beijo na testa, como ele fez quando se casou com minha mãe. Depois, ao ver meu irmão, entrando com as alianças, lindo e compenetrado.

Conter as emoções, somado ao calor não foi bom e passei mal. Minha pressão baixou, tudo escureceu e acho que faltou pouco para desmaiar. O námor me levou para a sacristia e quando achei que já estava bem voltei ao altar para assinar o livro da igreja, já que erámos padrinhos. E mais uma vez tudo escureceu e não sei onde assinei! Mas os noivos, ainda bem, não perceberam nada e com mais um pouco de sal melhorei e fui para festa onde dançamos até às 4h da manhã, com todos os convidados na maior animação.

Na foto aí em cima, eu e a noiva, no meio do baile. Minha irmã está toda avermelhada por causa da pluma que ela usou para se divertir e a coroa da cabeça já era uma de brinquedo, com uma luzinha que ficou acesa como ela, que dançou e se divertiu muito.

 Quer ver mais fotos?

Simone, nervosa antes de ir para igreja

Os noivos: Simone e Marcelo na maior animação

Dançando disfarçada

Eu, meu irmão Gabriel e o Rodrigo

Eu e o námor

Fantasiados

Fiquei esses dias sem postar porque ainda estava sob as emoções do casamento da minha irmã. Quero colocar um post com fotos (que já estão até me pedindo), então aguardem!

http://cadernodedesenhos.blogspot.comO domingo em família foi bem ao estilo do filme Casamento Grego. Faltando uma semana para o enlace da minha irmã mais nova, que será no próximo sábado, ainda há coisas de última hora para fazer. Ajudei ela com as lembrancinhas, hoje fui fazer a prova do meu vestido acompanhada dela e aí passamos em vários lugares para resolver coisas, inclusive na casa nova onde estão dando os retoques finais, os móveis estão chegando e sendo montados, minha mãe e tias limpando. Uma muvuca total e gente pendurada por todos os lados.

Fiquei até alíviada quando voltei para casa sabendo que só volto para Sapucaia no sábado. Só não chego na hora da cerimônia porque vou me arrumar num salão de beleza de lá.

Desde criança, o comentário lá em casa a respeito da minha irmã era: “imagina quando casar!” Sempre demorada para se arrumar, foi noiva a vida toda. Arrumou um namorado tão ou mais demorado. Só quero ver qual dos dois se atrasa no sábado. E é desde pequena que digo também que neste dia eu queria estar bem longe, e só chegar para a cerimônia!

Parece que todos esses bordões e comentários acabou se tornando realidade. Como já não moro mais com minha família, mesmo antes de me casar, pois também sempre soube que esse dia chegaria primeiro para minha irmã, sou a que está mais tranqüila e longe de toda essa confusão.

Mas esse clima também é muito legal, pois apesar de alguns atritos e estresses, acaba que duas famílias se unem para o surgimento de uma nova. A casa dela ficou maravilhosa e o seu objetivo de ter tudo perfeito vai se concretizar, ainda que tenha levado sete anos de namoro e enxoval.

No sábado estarei no altar, como sua madrinha. Depois passarei pelos cumprimentos e já estou preparada para as perguntas que surgirão: e o teu, quando será? Sem contar as torcidas e o lobby que querem que eu faça para conseguir o buquê. Mas nem estou ligando para nada disso, por ora, o que me deixa feliz é saber que já encontrei um amor, o meu amor.

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