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Um tragoléu, por favor!

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O escritor Fabrício Carpinejar fez um horóscopo para uma publicação em uma revista e colocou no blog dele.

Destaco com o que me identifiquei no meu signo:

AQUÁRIO
21/1 a 18/2

* Música é dar voltas na mesma frase.
* Eu vivo o que não consegui imaginar.
* Ninguém nasce para não perturbar.
* Ao receber excremento de aves, chamo a sujeira de sorte.
* A brasa dorme sempre com a chave do lado de fora.
* Não fui avisado que estava vivo. Como uma corrida que começou e não ouvi a contagem.

Veja também o seu

Sempre achei que quem sabe mais, sofre mais. Acabo de ler Apologia de Sócrates , texto de Platão que contém o discurso de defesa que Sócrates fez ao tribunal que o condenou. E o filósofo foi punido com a morte justamente por dizer que sabia que nada sabia!

Eu também sei que não sei de muitas coisas. Mas o pouco que sei já me fez sofrer. Primeiro pelos percalços da vida que me fizeram amadurecer antes do tempo, e com isto me sentir uma incompreendida em diversas fases da vida, principalmente na adolescência. E como defendia Freud, a gente cresce com o sofrimento.

Agora, nesta altura da vida, me pergunto porque diabos eu tenho que ler Platão? Porque eu não perco o meu tempo de leitura no orkut, mandando recados idiotas nos scraps dos amigos? Não que eu não perca algum tempo nisso. Mas é infinitamente pequeno. Porque eu fico gastando meu tempo aqui escrevendo, e simplesmente não transformo meu blog num fotolog? Assim eu não preciso pensar, assim eu acabo não sabendo, assim eu não perco as pessoas. Porque sei que algumas se afastam por não suportar algumas coisas que eu conheço. E falo isso sem pretensão nenhuma. Não tem nada a ver com querer se aparecer ou ser presunçosa. Não é nada disso. Mas quem sabe mais acaba fazendo as pessoas se defrontarem com coisas das quais elas não querem saber, estão fugindo ou ainda não se deram conta. E então, preferem viver num mundo de ilusões, se enganando e convivendo com pessoas fúteis, que nunca vão fazê-las encarar certas coisas.

A gente paga mais por saber algumas coisas, inclusive por me dar conta disso eu sofro, porque valorizo cada pessoa como um único ser especial, que não existe outro igual. Mas também ter conhecimento disso me torna mais forte. E eu quero crer que um dia isso ainda pode me ajudar, se é que já não me ajuda e eu nem sei o quanto.

As academias não tem mais o que inventar. Passando de ônibus por uma ali da José de Alencar, vi que o pessoal está fazendo os exercícios agora como se estivesse numa danceteria. Luzes coloridas e até um globo de luz! Só faltou uma pista estilo Os Embalos de Sábado à Noite e o canhão de fumaça. Se é que não tem e eu apenas não consegui ver. Não sei que modalidade nova é essa. São tantas hoje… body combat, power jump, jump fit, aero jump. Tudo grego para mim. Sou do tempo da aeróbica. Estes dias comentei isso durante a ginástica laboral no trabalho. Parecia que eu estava falando sobre algo do tempo dos meus avós, mas isso foi nos anos 80 e acho que na década de 90 também… tinha até umas competições que passavam na tevê.

Sei lá, eu sou supeita para falar. Nunca suportei esse ambiente de culto ao corpo. Fiquei um mês numa academia, só para não desperdiçar a mensalidade que paguei adiantada. O único exercício que gosto é a natação. E por falar nisso, que saudades da natação! Semestre que vem preciso retomar. Infelizmente terei que ter forças para suportar todos os micos que terei que pagar novamente. Como não sou exímia nadadora, perdendo até para a terceira idade mais treinada, ficar um tempo afastada é fatal. Na primeira aula, com certeza, não nadarei 25m sem parar no meio da piscina. Mas pode ser que não… meu desempenho até que tinha melhorado, mesmo com algumas paradas. Veremos.

Veja se este texto não pode ser dito em relação ao governo Lula e toda esperança que nele se depositou:

“(…) mas confessava crer que mesmo um governo perfeito seria também instável, e que, como os anteriores, seria envolvido no círculo fatal das revoluções, visto que a imperfeição é inerente à humanidade”.

E este, para Bush:

” … os perigos oferecidos pela formação de uma casta militar (mercenária), como conseqüência do longo estado bélico que ameaçava levar a.. como um todo a condição que assolava…”

Pois são textos de a República, de Platão, que viveu entre 427 a 348/347 aC.

Ainda estou feliz e até tenho motivos para estar mais ainda depois de uma conversa que tive hoje.

Escolhas são difícieis. Sempre são.

Principalmente porque o que ouvi contribui para aquilo que eu acredito. Mas às vezes, precisamos dar crédito para um sonho quando ele está para se realizar.

Estou hiper contente com uma coisa que aconteceu hoje.
Já está oficializada de um lado, mas de outro não. Então assim que puder, conto o que é.

É preciso saber diferenciar quando é a pessoa certa na hora errada. E quando é a hora certa para descobrir que é a pessoa errada.

Essa música do Maná é linda!

Dese que te perdí
La luz se ha puesto muy mojada
mirada triste esta nublada
Y en mis ojos no ha parado de llover

Solo y ya sin ti
Me tienes como un perro herido
Me tienes como un ave sin su nido
Estoy solo como arena sin su mar

Quien detendra la lluvia en mí
Oh no, no
Se me ha inundado el corazón
Quien detendra la lluvia en mi, oh mi amor
Solo tú puedes pararla

Sigue lloviendo, le sigue lloviendo al corazón
Dime que diablos voy a hacer
Sigue lloviendo, le sigue lloviendo al corazón
Y en mis ojos no ha parado de llover

No te comprendo, no entiendo que paso
Si te di todo, quizás te di de mas
Dime que falto, dime que sobro, dime que paso
Pero dime algo, que me estoy muriendo

Eu tenho que parar de dormir 12 horas por dia, todos os dias.

Ando, literalmente, para poucos amigos. Estou num momento de olhar para mim. Mais difícil do que o encontro com o outro, é encarar-se a si mesmo. Mas é necessário. Preciso ser feliz sozinha primeiro, para não sair por aí jogando esta responsabilidade para os outros. Mas não é fácil, e com certeza, não vou aprender o suficiente.

Poeminha Fora da Estação II – Coragem É Isso, Bicho!
Eu sofro de mimfobia
Tenho medo de mim mesmo
Mas me enfrento todo dia.

(Millôr Fernandes)

Tomei deste vinho no fim de semana.
Apesar do gosto de última vez, me trouxe boas lembranças.

Da Leitura

• A primeira pessoa a ler um exemplar de livro, jornal ou revista que eu adquira tem que ser eu, detesto que alguém leia antes de mim, principalmente se fica fazendo comentários a respeito (fiquei sabendo que na Cultura os funcionários podem levar para casa todo e qualquer exemplar disponível na loja e devolver depois. Como compro a maioria dos meus livros lá, me desagrada saber que posso estar comprando um exemplar já lido).

• Após a leitura meus livros continuam com a aparência de novos. Não faço dobras nas páginas, não esgaço ele ao meio.

• Leio orelha e contra capa antes de iniciar a leitura.

• O marcador de página ou é o que veio da loja ou escolho um de acordo com o livro (eu coleciono marcadores de páginas).

• Sempre que possível, só paro a leitura quando a página de número ímpar (ou seja, da direita) termina com ponto final.

• E nunca, nunca viro a página sem antes olhar o seu número para ver se a próxima é exatamente o número seqüente.

Se uma imagem vale por mil palavras, um símbolo vale por mil imagens.

Só eu sei o que estava sentindo quando tirei essa foto e todo simbolismo que há nela.

“Ela ficava num quarto de hotel contando dinheiro o dia inteiro. Era um entra e sai de homem que ela ficava muito casanda.”

Fernanda Karina Somaggio em depoimento a CPI dos Correios falando de Simone Vasconcelos, gerente financeira da SMP&B, agência do Marcos Valério.

Escutei no Jornal Nacional ontem. Dá o que pensar…

Uma vez passando pela vitrine de uma livraria vi o seguinte livro:

Vai ser específico assim lá não sei aonde!

E você? Qual a coisa mais segmentada que já viu? Deixe aí nos comentários…

Acabei hoje de ler Se um Viajante numa noite de inverno e Italo Calvino me pegou pelo pé. Se conforme a minha teoria os finais não valem grande coisa, foi justamente isso que ele fez.

“O senhor acredita que toda história precisa ter princípio e fim? Antigamente, a narrativa tinha só dois jeitos de acabar: superadas todas as provações, o herói e a heróina se casavam ou morriam. O sentido último ao qual remetiam todos os relatos tinha duas faces: a continuidade da vida, a inevitabilidade da morte.”

Mas a minha implicância com o livro é porque o meio também não me foi agradável. Mais de uma vez senti sufocamento e acho que criei expectativas demais pois, quem me recomendou o livro disse que era muuuito bom, um leitor aqui do blog também comentou e na contracapa diz o seguinte: “É um daqueles livros quem mantêm viva a expectativa criada desde o início e obriga o leitor a continuar a leitura, na busca da satisfação plena do fim”. Não senti nada disso! O Grande Gatsby me deu muito mais essa euforia de voltar a leitura do que Se um viajante… Sem contar que o final é totalmente previsível. Calvino quis fazer uma coisa nova e termina com uma narrativa antiga, como descrita por ele mesmo no trecho acima.

O que diz na orelha consegue definir um pouco o que eu senti: “Calvino recupera, assim, o prazer máximo da leitura, semelhante ao angustiante prazer do orgasmo anunciado e sempre adiado, prenúncio de um prazer maior”. Só que no meu caso, seguindo na metáfora, o cara brochou.

No fim de semana que fui para praia, descobri, já estando lá, que a peça Toda Nudez Será Castigada, do Nelson Rodrigues estava em cartaz no Theatro São Pedro. Perdi! Que pena. Ontem assistindo ao programa do Jô, um cara que organizou um livro sobre teatro no Brasil afirmou que o grande marco foi a estréia de Vestido de Noiva do mestre. Sinto que é urgente que eu termine de ler a obra literária do Anjo Pornográfico e me inicie no seu teatro. Até hoje só vi remontarem Toda Nudez… nunca ouvi falar das outras, desde que eu passei a conhecê-las. Quando li suas memórias fiquei curiosíssima pela peça Perdoa-me Por Te Traíres. Poutz que situação!!!

E diga se de passagem que o Jô Soares corrijiu uma injustiça dizendo que Nelson nunca escreveu um palavrão. O único xingamento que ele faz em uma peça é quando a filha chama o pai de “contínuo”. Uma vez fiquei revoltada com uma piada que dois caras se xingavam no trânsito e um deles citava um escritor famoso e o outro dizia: “vai tomar no cú” – Assinado Nelson Rodrigues.

Acho que A Vida como Ela é na televisão erotizou muito sua obra. Na leitura, fica tudo sugerido, se é que posso dizer isso.

Um feliz Dia dos Amigos a todos vocês que acompanham minhas alegrias, dores e ais! Seja através do blog, seja na vida…

Queria colocar várias fotinhos que eu tenho com amigos e amigas… mas seria injusto, pois sempre faltaria alguém.

A amizade é o que há de mais precioso em nossa vida (é clichê e cafona, mas é verdadeiro). A família, mal ou bem, sempre está do nosso lado. Já os amigos são porque possuem um sentimento sincero e afinidades que fizeram a gente se encontrar neste mundão.

“Amizade é uma forma de amor”(Léa Waider). Só não dá para confundir estes dois sentimentos. Ou o amor se transforma ou a amizade acaba.

Tem uma outra frase que diz que da amizade ao amor existe a distância de um beijo. Pode até ser. Mas do jeito que as coisas andam banalizadas… Beijo é bom, mas não vale a pena desperdiçar uma amizade por isso. Vai por mim. Até porque beijos por aí existem aos montes, já amizades verdadeiras…

Posts têm prazos de validade, deadline e alguns podem ser de gaveta.
Sempre trago alguns guardados na manga, ou melhor, num txt.
Hoje estou sem o meu disquete, não é momento para nada que os outros escreveram e a cabeça está vazia.

Percebi que os amigos de diferentes facções, sem combinações, resolveram colocar fim na minha solteirice.

Hoje, se fosse no show do Mundo Livre S/A, parece que teria dois para escolher. Pena!

Ela é meu treino de futebol
Ela é meu domingão de sol
Ela é meu esquema

Mas estou mais para aquele pagode:

Deixa acontecer naturalmente…

Cheguei em casa esta madrugada com aquele brilhinho no olho e uma leve tonturinha provocada pela cerveja. Com a fome habitual da pós-bebedeira fui preparar uma torrada para mim. Enquando estava no fogo fui pegar a Coca-cola na geladeira. Tudo começou porque eu não consegui pegá-la e deixei a garrafa cair no chão. Coloquei em cima da pia e com alguns neurônios perdidos na Polar, não tive capacidade de aguardar o tempo necessário e quando fui abrí-la uma bomba explodiu na minha cozinha. Tinha refrigerante por tudo, do teto ao chão! Eu tomei um banho de Coca-cola. Pingava o líquido escuro do meu armário áereo. O chão virou uma piscina. No fogão boiava a cola. Só para dar uma idéia do estrago.

Não tem bebida na cabeça que resista a realidade. A lucidez voltou e lá fui fazer faxina em plena madrugada.

Hoje ainda encontrei alguns lugares que ainda tinham coca-cola. Acho que vai levar meses até que eu me livre dela. Agora eu não fecho mais a garrafa com tanta força. Estes dias a tampa já explodiu do bocal. Faço isso para não perder o gás, já que não tomo tanto assim. Mas um amigo físico me explicou que não adianta, pois o gás inevitavelmente vai procurar os espaços vazios da garrafa.

Por que não vendem a Coca-cola light com menos de 2 litros como já tem da outra? Porque o mundo não é justo.

Falando sobre o livro do Calvino, lembrei de uma teoria que tenho: não importa o final, seja de um filme, de novela, de livro, o que conta é a história.

Se na vida o final é sempre a parte mais triste, porque a gente tem que se preocupar com os finais na ficção?

O importante é o percurso, o meio, o recheio, a trajetória…

Estou de óculos novo. Vejo o mundo enquadrado agora, tal como Wim Wenders relata no documentário Janela da Alma.

p.s.> minha câmera digital está me deixando narcisista. Vira e mexe faço um book básico de mim. Hoje, só por causa de mi nuevas gafas tirei 31 fotos!

Comecei a ler
Se um viajante numa noite de inverno, do Italo Calvino, dois dias antes da estação fria começar. Não tivemos inverno, e também até agora não li Se um viajante… O livro de Calvino é uma incessante interrupção de histórias, tecida por uma primeira que é o fio condutor, que é a do Leitor que ao ler tem as obras interrompidas e cada vez que vai em busca de sua continuação encontra outra história pela metade. E esta é, de certa forma também, a minha história e de todas as pessoas que estão lendo ou já leram o livro.

No início, uma série de recomendações e de maneiras em que a leitura pode ser realizada é descrita por Calvino. Tão comprometedoras a ponto de ter me sentido culpada de ler o livro no ônibus. Essa era a chance do italiano comigo, mas até agora, o livro não me surpreendeu e sinto que ele quer me ludibriar. Esse amontoado de enredos intermináveis me lembram muito as inúmeras localidades descritas em As Cidades Invisíveis, que não gostei nem um pouco (e agora há pouco peguei o exemplar e vi que a tradução é do Diogo Mainardi, coincidência…). Não conheço As Mil e uma Noites nem tão pouco as histórias de Marco Polo, mas me parece que Calvino tenta fazer relação com estas. A primeira seria Se um viajante… e a segunda, As Cidades Invisíveis.

Agora mesmo interrompi a leitura na página 224. Estava me sentindo sufocada. Tive uma crise de claustrofobia provocada pelo livro. Está certo que tinha baixado os vidros da janela, faz frio na minha casa. Mas a crise foi posterior ao ter aberto uma fresta. Até agora, nenhuma surpresa. Só esse sufocamento e uma pequena crise de identidade, pois o livro te trata o tempo todo como Leitor, estava convencida ser ele, mas quando ele tem uma relação sexual com a Leitora me senti uma lésbica. Um Quero ser John Malkovich da literatura, sendo eu, uma alma feminina dentro da cabeça deste Leitor masculino. Não creio ainda ser surpreendida, a não ser que Calvino me conte uma única história e que tenha coerência e sentido, juntando todas as que me fez ler até agora sem ter o gozo do final.


Finalmente, fui ver a exposição Mirabolante Miró, no Santander Cultural. Há tempos venho arquitetando de ir vê-la, quase perdi, por sorte foi prorrogada. Não queria ir sozinha, combinações que não deram certos em diversos momentos, então de veneta resolvi ir nesta sexta. Não queria ir sozinha para ter uma companhia no chocolate quente ou café que pretendia tomar depois. Tomei o chocolate com muito chantili e realmente sozinha não teve muita graça. Já a exposição, foi melhor eu ter ido apenas na minha companhia. Gosto de olhar quantas vezes eu quiser, de pensar em frente a obra. Assisti o filme umas três vezes (um pouco também pela música flamenca), escutei e questionei o monitor… enfim!

Gostei! Apesar de compreender pouco o que vi, confesso. Joan Miró tem inicialmente a minha admiração apenas por ser espanhol. Mas depois, apreciei a técnica de litogravura, processo similar a impressão offset, que conheço bem. Gostei de sua simplicidade, muito parecida com a dos funcionalistas que influenciaram movimentos como o De Stijl, idealizado pelo o grande Piet Modrian, um dos objetos de estudo da minha monografia de Conclusão de Curso. Por exceção do uso do verde nas obras de Miró e alguns tons de azuis que parecem acidentais, as outras cores são as mesmas usadas por Modrian…

Estou mais empolgada ainda para o curso de História da Arte que vou fazer neste semestre. É um curso concorrido… espero me sair bem na entrevista. Desejem-me sorte.

Bebi.
Gozei.
E chorei.

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