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Adoro o Zeca romântico, adoro a poesia do Zeca, seja de amor ou de crueza. A solidão de quase todo o álbum Baladas do Asfalto & Outros Blues que me fez companhia numa fase que eu estava  so alone e quis ir para  Babylon… au revoir ralé.

Adoro a originalidade de Bienal, o escracho de Samba do Approach. Quantas vezes suspirei por alguém de que eu não sabia Quase Nada e quantos Bichos de Sete Cabeças se criaram.

E quantas não foram as incontáveis vezes que quis ir no show dele, opa, contáveis, tá aqui no blog. Só consegui vê-lo uma vez, no Bailão do Baleiro, não teve o brilho de sua trajetória musical, mas foi divertido…

… mas nesta sexta eu vou! Finalmente, vou ver um show inteirinho, dessa vez não será proibido para mim

Mas tudo começou com essa música aqui, adoro esse havy metal debochado das guitarras com o regionalismo nordestino das cordas do violão:

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Antes eu dormia para esquecer.
Agora eu durmo para sonhar.

Avant, j’ai dormi pour oublier
Maintenant, je dors pour rêver

It’s 8:08 a.m right now in France. The day has dawned there. I’m going sleep now more convinced, I’m Celine. I just see again Benfore Sunrise. Young and more old Celine still live inside of me.

Minha dor reside na minha falta de covardia.

J’ai fini de rêver. Pas d’illusions, pas de rêves. Pas de vie.

Sans rêver, je ne suis pas.

Quando se estava disposto a fazer o impossível, fica difícil fazer só o possível.

Para quem busca o extraordinário, para quem encontra o extraordinário, é difícil viver o ordinário.

Para quem se alimentava de sonhos, perdê-los faz com que a alma morra à míngua.

Na estrada retornando da praia e pensando no que escrevi aqui sobre não estar com saudades da minha casa, me dei conta de uma coisa: eu moro em mim mesma, não pertenço a nenhum lugar.

Quando cheguei em casa e pensei nos compromissos da semana, percebi que ainda estou carregando a agenda do ano passado na bolsa. E então me dei conta de outra coisa: minha vida este ano não tem planos pré-estabelecidos. Minha vida está imprevisível.

E gostei das duas constatações, pois ambas são benéficas para o planejamento maior que está regendo o meu momento e a palavra do ano para mim: desprendimento.

Sempre fui de raízes, de ter o meu cantinho bem definido, com minhas coisas bem separadas, mesmo quando dividia o quarto com minha irmã. Depois que passei a ter minha própria casa então!

Sempre adorei comprar agenda e eu mesma é que tinha que escolher, nunca gostei de ganhar de presente. Todo fim de ano era o mesmo ritual: olhava várias até escolher a perfeita, comprava uma caneta nova, preenchia os dados e os primeiros compromissos do ano.

Agora tudo está diferente. Eu já nem sei muito que valores e regras eu sigo. Está tudo mutável, dependendo do momento, do que está por vir. Cada dia uma surpresa e mesmo assim não tenho ansiedade ou expectativas. Só sei que tudo pode ser diferente e eu sigo a correnteza. Me sinto de alma leve e espírito livre, mas  ao mesmo tempo cuidando de mim. E apesar de toda essa aparente confusão, pela primeira vez eu tenho foco.

E enquanto desfazia as malas fiquei escutando Jorge Drexler. Fazia tempo que não ouvia, foi a trilha dessa mesma época de janeiro em 2008. E então veio:

Esto que estás oyendo
ya no soy yo,
es el eco, del eco, del eco
de un sentimiento;
su luz fugaz
alumbrando desde otro tiempo,
una hoja lejana que lleva y que trae el viento.

2009 termina de um jeito bem especial para mim, pois o novo ano que começa será diferente, não só porque é um ano novo. É o primeiro fim de ano com expectativas de grandes mudanças. E em 2009 já foi o ano em que tudo mudou.

Minha vida começou de um jeito e terminou diferente em todos os setores: amor, trabalho… e um  novo e importante capítulo se abriu: amigos. Não que eu não os tivesse antes e esses continuam na minha vida, porém conquistei novas e importantes amizades responsáveis pelos momentos mais divertidos desse ano. As gurias foram fundamentais para a minha “virada”.

Eu achava que sabia viver bem comigo mesma, mas só agora me sinto assim. Porque não é só sozinha em casa se aturando que a gente percebe isso. Mas também na diversão e se ocupando com as “tuas coisas”, como diria meu psicólogo. Depois de cinco anos na terapia, finalmente aprendi a me ocupar com as “minhas coisas” e não ficar em função do outro. Acho que por isso que posso dizer que vivi bastante coisas nesse 2009. Eu achava que ter alguém do meu lado e amar já era o suficiente para estar vivendo. Não é.

Foi o ano em que fui na academia com regularidade, passei a encarar a terapia com regularidade, voltei a me divertir dançando, tomei meu primeiro cosmopolitan e o ano em que cheguei a conclusão de que eu sofri muito nos relacionamentos, mas o que veio nesses intervalos… ahhhh ainda que fugazes valeram muito a pena, que o digam os franceses!

Foi o ano em que o twitter passou a fazer parte do meu cotidiano e com isso eu também me divirto e conto não só o que estou fazendo, mas agora, o que está acontecendo na minha vida. Meu apê ganhou cara nova e durante a reforma eu voltei a morar com o meu pai, VINTE ANOS depois. E minha mãe perdeu o pai dela e eu vi que não devo repetir o mesmo erro com o meu. Passei um feriadão na praia, minha melhor amiga se casou, derramei menos lágrimas, o blog sofreu uma ameaça de processo. Meu irmão teve uma convulsão e foi internado, negligência que nem relatei por aqui, mas o pior foi o susto de viver o pavor de estar com ele em hospitais novamente. Mas melhor nem falar do que é ruim.

A bicicleta, o presente que me dei no Natal passado, só estou aproveitando agora quando estou tendo o melhor fim de ano em anos!

Desde que sei onde ficou o passado, não vejo problemas em olhar para trás. Afinal é isso que nos faz não repetir erros no futuro. E em um ano repleto de coisas boas, tenho mais é que brindar não só o novo ano que começa, mas também agradecer por tudo que aconteceu em 2009 que me trouxe até aqui!

Não vou fazer listas e resoluções de ano novo. Como adoro boas surpresas, meu único objetivo é ir e deixar a vida me surpreender em 2010.

[cafe_segredo.jpg]

A brisa era só uma brisa. Eu nem sei porque tanto entusiasmo por algo que eu não queria.

Só espero que quando essa euforia passar… que passar que nada! Eu quero seguir o curso que tiver que seguir. Se foi assim na dor, porque não pode ser na alegria?

E tem sensação mais boa do que conseguir o que se quer e sentir o seu próprio poder?

Uma coisa é certa, não me sentia assim há anos! Ou melhor, acho que nunca estive tão feliz. Estou no auge de mim mesma. Acho que finalmente me encontrei embora ainda esteja perdida em um monte de coisa. Mas isso, isso já é muito mais da metade do caminho percorrido.

Eu só preciso parar de fazer tantas loucuras, mas sem elas não há diversão. E quer saber? Adoro ter histórias para contar e principalmente aquelas que não dá nem para contar.

Origem Etimológica: do grego EUPHORIA
EU (bem) + PHOROS (ato de portar, de carregar)

Como minha alma faceira e meu espírito livre se deixou aprisionar tantas vezes.

É como diz a frase do Jacques Derrida que gosto de usar para me definir:

“Nunca conheci um homem capaz de tamanha alegria e intensidade. Nunca conheci, tampouco, ninguém tão irremediavelmente triste, abatido e melancólico.

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