Sempre tive a sensação que nasci na época errada. Houve um tempo em que eram os Beatles, depois a má época da profissão de jornalista (como descrevi nesse post), depois quando li Paris é uma Festa, de Hemingway, a sensação era de  época e lugar errado.

E então hoje finalmente assisti Minuit à Paris e lá eu me encontro com um personagem que tem essa mesma sensação! Não sei onde andei que jamais li a sinopse do filme. Estava na lista para ver há tempos pois sempre vejo os filmes atuais do Woody Allen. Não priorizei muito porque pensei que seria algo meio clichê, Paríííí, ah Paríííí, o lance da Carla Bruni. Depois saiu do cinema, depois tentei baixar e vários tinham problemas e finalmente consegui uma versão original em inglês com legendas em francês. Enfim, as horas passaram voando enquanto vi o filme e invejei muito o personagem Gil, como eu queria flanar na Paris de “cette époque là”.

Adoro a moda, os vestidos, as bandanas na cabeça, o brilho e o charme de uma época plena, onde tudo ainda era original, uma geração inteira que podia explorar a arte, a literatura, a música, sem a sensação do “já foi feito”, onde qualquer coisa ordinária se tornava arte, pois foram os primeiros a ter essa ideia. Uma época onde o idealismo e a paixão eram maiores que as coisas cotidianas da vida, mesmo que essas coisas fosse o essencial para sobreviver.

E em falando desta época, assunto para o próximo post é a bande dessinée Pablo, sobre Picasso antes de se tornar Picasso. Estou encantada com o livro e não vejo a hora de sair o próximo volume.

Anúncios