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Ando sem vontade de fazer qualquer coisa nesta semana, até mesmo de escrever aqui. É um período que fica no ar, no limbo. O ano já foi, mas o outro ainda não chegou. Tenho coisas que quero providenciar, mudar… mas ah, deixa para o ano que vem!

E este é um ano que não tenho pressa em me despedir. Muita, mas muita coisa boa aconteceu. E quero que 2007 venha, mas só para dar continuidade aos meus despretensiosos planos que nunca me levaram por caminhos tão bons. Não há ansiedade, só sonhos possíveis e que acontecem até mesmo quando estou de olhos abertos. E claro, outros mais difícieis que nos motivam a seguir em frente.

Puxa, e eu nem ia escrever nada. Vim aqui mesmo foi para reproduzir este trecho da coluna da Diana Corso que achei interessante:

“Antes de prometer que você será ‘outro’ no ano que vem, descubra o que é que dá para fazer de interessante a partir dos males que lhe afligem e feliz ano-novo!”

Aos meus 13 leitores, um maravilhoso 2007!


All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love

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“Existe um único antídoto para a falta de tempo. Um único. Estar apaixonado. Esquecer de si para inventar o desejo. O desejo transforma-se no próprio tempo. Tudo é adiado. A dispersão nos leva a reparar nas janelas, nos interruptores, nos sapatos dos colegas. As córneas se abaixam. Nada mais tem tanto significado do que se aprontar, ensaiar e aguardar perfumado o encontro. Passar as roupas é uma necessidade. Os vincos são desafiados com inusitada paciência. Depilamos a agenda. Compromissos sérios pulam de casas e horários. Antes imutáveis, as reuniões trocam de vôo de modo nervoso. O trabalho passa violentamente rápido. Não há o medo de ser demitido, o medo de se proteger, o medo de repetir as relações passadas, a segurança de prever. Cada um assume uma condição noturna, intermitente, o olhar abobado e a vontade excessiva. A imaginação pára a escrita em um só nome.”

Trecho de Falta de tempo, do Fabricio Carpinejar


The Persistence of Memory, Salvador Dali

Solidão é ter que preparar a própria água com açúcar.

Casa com essa aqui.

Eu quero!

Vogue, May 15, 1941

Mesmo sendo gremista, eu nem estava aí para esse timinho que foi pro outro lado do mundo com um pato e um saci.

Mas depois de saber que vou ter que trabalhar na força-tarefa do Esporte no domingo, às 7h da manhã, e ainda ter que vir cumprir a jornada normal das 15h às 22h30min, eu quero mais é que o Inter leve cinco gols nos 10 primeiros minutos e assim talvez eu possa ter algumas horinhas livres no dia que deveria ser de meio descanso.

Como se não bastasse, no mesmo dia que fiquei sabendo disso, também descobri que a equipe em que trabalho não terá escala de final de ano. Todos vamos trabalhar no Natal e no Ano-Novo.

O pior de tudo, é que sequer consigo pensar em porque não escolhi outra profissão. Prefiro o “faz parte”. Mas esta das festas de finais de ano, como diriam os toureiros: me caiu a capa!

Aconteceu no dia 30 de novembro. Eu escrevi para postar aqui no blog, mas acabei oferecendo para o ZH Menino Deus, o jornal do bairro e saiu hoje.

Crônica de uma vida

Segunda-feira de noite eu voltei para casa e a guirlanda de Natal da minha porta havia sido roubada. Era pequena, bem simples, mas levaram. Tinha uma pilha de guias telefônicos no bloco, talvez aconteceu por essa presença de estranhos. Prefiro acreditar que não foi nenhum vizinho.

Na hora lembrei da coluna que a Rosane Tremea escreveu como interina no lugar do Sant’ana, falando sobre a insegurança dos nossos dias e que quando morava em Anta Gorda, sua cidade natal era atormentada por um ladrão de guirlandas. E constata que bons tempos eram esses em que o único tormento era um crime desta natureza.

No dia seguinte vou de lotação para a aula que foi numa galeria de arte. Um passageiro e o motorista só falam em assaltos, roubos. Bons tempos em que sol e chuva motivavam os relacionamentos interpessoais e os papos clichês.

Quando estou voltando da aula, sofro uma tentativa de assalto. Quase em frente ao meu condomínio. Era meio-dia e 45 minutos. 12h45min! Sol alto! Eu subindo a lomba e o vagabundo descendo. Como eu poderia imaginar? Por quantos vizinhos já cruzei nesse percurso?

Eu tento esquecer a cena, talvez agora escrevendo, me livre disso. Nem vou contabilizar os outros assaltos. Mas é a segunda vez que reago. Ele acabou desistindo. Gritei e me agarrei na bolsa. Ficou um arranhão no braço. Ele sai com uma das alças na mão, chicoteando-se por ter sido infeliz no seu ato criminoso.

Entro em casa chorando e fico sem ar. Me preocupo mais com a minha reação. Sei que não deveria ter feito isso. Tenho uma nota de R$ 2,00 na bolsa e mais algumas moedas, quase R$ 5,00, mais o celular e meu óculos, pois estava usando o de sol. Sei que se perdesse os cartões e documentos, seria assaltada novamente, pois sai mais de R$ 100,00 para tirar segunda via de tudo.

Eu não vejo outra saida a não ser ter medo constantemente e duvidar de todas as pessoas que eu ver pela rua. Todas, sem exceção. Se vieram na minha direção, ou estiverem seguindo, vou ficar espiando, vou atravessar a rua. Eu já desconfio até de quem corre para pegar ônibus, mas vou ter que aumentar a vigilância. E o bandido, nem saiu correndo. Desceu a rua calmamente. Com a impunidade que existe, o cara simplesmente está passando e se vê que tem oportunidade, resolve assaltar e pronto. E azar o nosso.

Mas o que mais me marcou nessa tentativa, foi o fato de ser a luz do dia (eu não tenho justificativas como da outra vez que me assaltaram em frente a minha casa em Sapucaia, que era 1h da manhã, mas eu voltava do trabalho) e ser num local que eu não possa evitar, nem só passar de vem em quando.

“Eu pretendo um dia escrever um tratado sobre o pranto movido pela alegria.

É muito curioso e estranho que a forma mais expressiva e veemente do contentamento sejam as lágrimas.”

Paulo Sant’ana, nesta coluna aqui

Na noite de terça, eu assisti pela segunda vez, somente o final do filme Simplesmente Amor. Bem naquela parte em que há um pedido de casamento e um menino corre para se despedir de seu primeiro amor. Chorei. São tão lindas essas cenas, bem como se propõe o título do filme.

Eu gosto de Simplesmente Amor porque são diversas histórias de amor e elas acontecem no Natal. Este sentimento tão bonito é o que nos move nesta época do ano, nos faz compartilhar momentos e presentear as pessoas que são importantes para nós. Afinal, o símbolo do Natal é o nascimento de Jesus, um gesto de amor que o Criador teve para com a humanidade. É bem verdade que não foi correspondido, mas essa é uma história para a Páscoa.

E eu sempre gostei muito desta data, mas por mais amor que receba da minha família, depois que deixei de ser criança, ela sempre me entristecia. A famosa depressão de fim de ano. Aos poucos fui sentindo cada vez menos o espírito natalino, parecia tudo tão shopping em vez de sentimento.

Mas este ano é diferente. Este ano eu sinto amor, tenho amor e sinto o Natal. E essas duas coisas juntas é mágica, como nos tempos em que eu esperava o Papai Noel.

Voltando ao filme, depois das cenas citadas, os personagens todos aparecem no aeroporto se reencontrando com as pessoas que amam. Esta semana em que meu amor está longe, a cena foi mais tocante ainda. No fundo uma música, que sem prestar atenção na letra, ia embalando minhas lágrimas. Mas na outra vez que assisti anotei alguns de seus versos e o refrão: “Só Deus sabe o que sinto sem você”.

Sou fã do programa Ponto Pê, da MTV. Adoro o jeito natural, descontraído e desbocado com que a Penélope Nova responde as dúvidas sobre sexo dos telespectadores. Dou boas risadas. Pois, neste domingo fui assistir a reprise e a MTV mudou a programação para mostrar um programa sobre Aids.

Sem a única distração dominical após uma jornada de trabalho, fiquei zapeado e descubro no SBT o programa Aprendendo sobre sexo, com a sexóloga Carla Cecarello. Atrás de uma bancada, a doutora pretende ajudar os telespectadores que fazem perguntas por telefone, e-mail ou enquetes nas ruas. E o programa é temático. O assunto de ontem era orgasmos múltiplos.

Mas está longe de ser o programa descontraído que pretende ser. A começar pelo cenário completamente formal, parecido com de um telejornal. Não fosse as paredes vermelhas… se bem que o SBT já teve noticiários com esse ambiente. E o Ponto Pê, apesar de ser um programa mais, digamos assim, picante, tem um cenário bem clean, com fundo branco. O lado erótico fica por conta de algumas almofadas sugestivas.

Não bastasse isso, a tal apresentadora do SBT responde as dúvidas igual uma pediatra falando com crianças. “Eu sempre digo para colocar o dedinho no umbingo e ir descendo, descendo, até chegar em uma bolinha, ali é o clitóris”. Foi mais ou menos assim que ela explicou. Em nenhum momento em que assisti ao programa ela falou em vulva ou vagina. Pênis foi a palavra mais ousada de todo o programa. Não que precise de baixaria para falar sobre sexo. Mas com certeza, os palavrões (que nada mais são os apelidos que todo mundo usa por aí) que a Penélope fala ajudam, e muito, a galera se descontrair e falar de coisas que nem com o médico tivessem coragem. E as histórias mais malucas e hilárias aparecem por lá. E a galera ainda leva puxão de orelha. Já no “Aprendendo sobre sexo”, do jeito que a coisa é conduzida, não me espanta que alguém com curso superior pergunte se é normal uma mulher fingir orgasmo!

Enquanto estive na capital argentina tive a oportunidade de ver a edição 2006 do World Press Photo, que estava em exposição no Centro Cultural Borges, das Galerías Pacífico.

Cenas chocantes e belas, rostos expresivos e enigmáticos estão entre as melhores fotografias de imprensa de 2005 em diversas categorias. Essa aí acima foi a grande vencedora. É do fotógrafo canadense Finbarr O’Reilly, da agência Reuters.

Mas mesmo tendo algumas em que pousar o olhar era quase insuportável, a que mais me chamou a atenção pelo registro instântaneo foi a que ganhou o 1º prêmio em Esportes.

Dá para ver as fotos aqui

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