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En 1967, lors de ses adieux à la scène, un journaliste visiblement intrigué par sa décision, demande à Jacques Brel ce qu’il fuyait. Il réfléchit quelques secondes, tête baissé, puis, du ton las de celui qui sait qu’il faut sans fin répeter les choses, il dit…

“Quand quelqu’un bouge, les immobiles disent qu’il fuit.”

(Extrait de Blast, Manu Larcenet)

Em 1967, logo após seu adeus aos palcos, um jornalista visivelmente intrigado por sua decisão, pergunta à Jacques Brel (compositor e cantor de Ne me quitte pas) do que ele fugia. Ele pensa alguns segundos, cabeça baixa, depois, num tom daqueles que sabem que tem que sem fim repetir as coisas, ele diz:

“Quando alguém se move, os imóveis dizem que ele foge”.

(Extraído do BD Blast, Manu Larcenet, uma livre tradução minha).

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“Mesmo nos piores momentos de minha vida nunca desejei deixar de ser eu mesma. Amo a minha história. Não me trocaria por ninguém. Gosto dos laços que fiz e desfiz ao longo da vida…”

Frase da psicóloga de uma amiga. Resume como me sinto. Embora muitas vezes sofra por ser eu mesma, por ser incompreendida, é isso, mesmo assim, não me trocaria por ninguém!

E amanhã volto para meu psicólogo, não sei nem por onde começar a tentar entender toda essa bagunça.

Pois não é que tem um provérbio italiano bem parecido com minha teoria nº 88?

“Um homem não está onde mora, mas onde ama”.

E tem várias ilustrações como esta abaixo. Os sintomas de quem ama são mesmo sempre os mesmos…

“You have to give up  the life you planned to find the life that awaits you. All our life we grow by giving up things by loss and move on. Big things, little things. How we deal with these losses, defines who we are.”

De um episódio de Brothers & Sisters

“Você precisa esquecer a vida que planejou para encontrar a vida que te espera. Toda nossa vida crescemos desistindo de coisas por perda e seguimos em frente. Coisas importantes, coisas pequenas. Como lidamos com essas perdas, define quem somos.”

A Loraine Luz publicou no seu b.LO.g um texto que conseguiu colocar em palavras definitivas algo que já quis dizer aqui várias vezes e não consegui com essa clareza: 

“Eu não tenho medo de ficar sozinha. Do que chamam de solidão. Quer dizer, tenho, mas meu medo maior, meu desconforto maior é provocado pelo vazio. Entre a solidão e o vazio, prefiro ficar sozinha. Prefiro a sozinhez à companhia vazia, feita de aparências, de interesses. Prefiro a independência a ter de fazer de conta.

Mas só conhece o vazio quem já experimentou o cheio. Quem experimentou o cheio, nunca mais tolera o vazio. Nunca mais permite o vazio. E luta, luta, luta pra evitá-lo, nem que para isso fique, aos olhos dos outros, sozinho. O vazio é pior do que estar sozinho – mas essa é só a minha opinião. (Não, não é só a minha opinião. É o que eu sinto – embora ao olhar em volta, os outros, algumas coisas que vejo me confundam.)

Porque vazio é fome. Aparências, status, fazer escolhas priorizando essas agradáveis mas evaporantes sensações, é como comer papel. Tomar sopa de papelão. É coisa de mendigo. Engana a fome e não alimenta de fato.”

Para ler o post completo, clica aqui

Eu queria ser a Meredith só para encontrar meu McDreamy no dia seguinte no mesmo local de trabalho…

Assisti na segunda-feira a entrevista do William Bonner (@realwbonner) na Marília Gabriela e ele terminou com trechos finais da poesia Quero, do Carlos Drummond Andrade:

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

Adorei os versos finais. Só quem já se precipitou no caos pode se identificar, é o que eu costumava chamar de “eu não sou eu”. Eu chamava os objetos de não-amor de amores mais ou menos (esse post explica tudo).

Mas o que preciso é acreditar que esse amor existe, não preciso que me digas de 5 em 5 minutos que me ama, mas que me ame em todos os 5 minutos da sua vida e em nome disso me respeite e respeite a nossa história. E quando se tem isso, o amor é tranquilo, não é essa angustia de ficar esperando ser verbalizado para acreditar. Nunca vivi isso, algo como no filme Marley & Eu, em que eles brigam e o amigo já está falando em separação e ele disse: “ei, foi só uma briga, eu amo a minha mulher”. Acho que esse compromisso é o mais difícil de todos. Eu sou um pouco assim, se estou com aquela pessoa me comprometo com a nossa história, por isso que quando vejo que a recíproca não é verdadeira, acabo sofrendo demais. E o Bonner também falou algo nesse sentido em relação a Fátima, e achei lindo.

Talvez isso seja a ética do amor, o verdadeiro compromisso e respeito por aquele que dizemos amar. Isso é o amor, nas atitudes, muito além das palavras. Quando se trata de família tem um laço maior que te une para toda vida. Mas quando tu resolve formar uma família com alguém, aí precisa dessa entrega, de criar esse laço por livre e espontânea vontade, e mantê-lo. Incluir alguém na sua vida é a coisa mais séria desse mundo, pena que tem pouca gente praticando isso com a solenidade que merece. Não acredito que amor acabe, acredito em quem desiste de mantê-lo.

O poema completo:

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

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O inconveniente da chuva e das
lágrimas são os pingos nos óculos…
uma pelo  lado de fora, outra pelo de dentro…

Pensamento é uma coisa engraçada, ou talvez isso aconteça porque eu penso demais. Hoje estava no pilates e essa professora de agora toca as mesmas músicas do Jack Johnson que o primeiro professor colocava logo que entrei na academia. Tem também aquela da abertura do programa Estilo Zen da TVCOM… meio indiana, sei lá.

Daí que eu lembro o que eu ficava pensando durante aquelas aulas lá do comecinho. Eu olho para o mesmo teto e sei exatamente o que eu sentia naquela época. Eu me sentia feliz. Às vezes ia na aula para afugentar os problemas, mas na maioria das vezes era uma tranquilidade e uma paz por certas coisas boas que tinha na vida.

A única diferença é que antes eu olhava no sentido vertical das vigas da sala e agora olho na horizontal. Eu tinha um lugar que sempre ficava naquela época e agora eu fico em outro, mas pocuro não mudar. Sempre o mesmo lugar.

Talvez seja isso. Eu preciso mudar. E principalmente, olhar em outra direção.

“Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante.”

Carlos Drummond de Andrade

Eu não quero ficar sozinha. Mas eu já estou sozinha. Então, qual a diferença?

Pela primeira vez estou sem palavras. O coração quieto e o pensamento tranqüilo.

Às vezes, não usar as palavras é mais difícil que pronunciá-las.

http://artistamuvek.blogspot.com/

A música Andando, do Diego Torres, tem várias significados para mim. A letra não se resume ao trecho que vou comentar, mas estes dias é que prestei atenção nele:

Hay gente que se pierde de tanto buscar y andar

flores.png“Quando a primavera chegava, mesmo que se tratasse de uma falsa primavera, nossos problemas desapareciam, exceto o de saber onde se poderia ser mais feliz. A única coisa capaz de nos estragar um dia eram  pessoas, mas se se pudesse evitar encontros, os dias não tinham limites. As pessoas eram sempre limitadoras da felicidade, exceto aquelas poucas que eram tão boas quanto a própria primavera”.

Paris é uma festa, Ernest Hemingway

Vire e mexe eu pesco frases de filmes e seriados. Às vezes eu nem olhei o filme, mas estava passando e ouvi algo interessante. Daí eu anoto no meu moleskine e vou ir publicando aqui. Para começar uma frase de final de filme:

“Toda história tem um final. Mas na vida, todo final tem um novo começo.”
 

Do filme Grande Menina, Pequena Mulher

Seis dias depois e passou a dor no peito. Não é preciso ir ao cardiologista. Não foi antibiótico, nem antiinflamatório. Acho que me adptei.

Como nesse texto do Lutti:

Volta e meia, me pego ainda admirado com a capacidade que a gente tem de se adaptar. O ser humano é um bichinho ruim mesmo, até no bom sentido. Oh força que vem não sei da onde e muito menos para onde vai, mas que sempre vem.

Tem também, é certo, o tal decurso do tempo. Pois é, o tempo realmente passa e não raro voa, levando e trazendo. E a gente se adapta até a esse ritmo, o tempo. É que tem isso, sabe? O tempo não melhora muito as coisas, a gente é que se adapta a elas. Ou será que o certo seria dizer que a gente se acomoda?

Não, eu não. Eu não me acomodo. Nem me conformo. Eu só me adapto. Me adapto a dor, à saudade e à imensidão da ausência. Me adaptei à falta. Me adaptei ao espaço. Me adaptei até ao tempo passar.

Ou aprendi. Aprendi que não tem nada de errado em se adaptar. Isso é, inclusive, bem inteligente. A gente se adapta desde as priscas eras darwinistas, e se não o fizéssemos, não sobreviveríamos.

Me adaptei.

Me adaptei principalmente as minhas escolhas. E já nem sei se minha coerência está em escolher conforme meus princípios ou em adaptá-los a elas. Enfim, tanto faz. Importa é que dentre as várias escolhas que me eram possíveis, optei por mim mesmo. E a isso me adaptei. Escolhi ser feliz.

Engraçado isso, até para ser feliz a gente precisa se adaptar. E a gente consegue.

Felicidade é um escolha, senão um hábito.Felicidade requer adaptação. Enxergar o lado das coisas, de si mesmo, dos outros. Ou enxergar o lado ruim e não optar por ele.

Hoje, não tenho o que dizer se não mais uma vez obrigado.

Obrigado à vida. Obrigado a quem quer que seja o tal grande senhor do Universo, ou a tal mola-mestra ou qualquer coisa que o valha. Obrigado, porque não, a mim mesmo. Obrigado a cada pessoa que passou por minha vida e me deixou algo. Obrigado a cada pessoa que passou pela minha vida e levou algo. Obrigado, sobretudo, a cada pessoa que passou por minha vida e não saiu mais dela. Obrigado, sempre, ao amor primeiro que tudo de amar me ensinou. Obrigado, todos os dias, ao amor último que me ensinou que eu pouco sabia. E que me ensinará ainda mais. Por toda a minha vida.

“A arte de viver supõe antes de tudo alguma vocação para o desencontro entre o que fomos e o que somos.”

Da coluna do Liberato Vieira da Cunha no Segundo Caderno de ZH desta terça.

É impossível ser feliz sozinho, mas é melhor ser alegre que ser triste…

Butterfly Ladies, Andy Warhol

“Somos todos paródias de nós mesmos. A gente não é nada, está sendo.”
Arnaldo Jabor, nesta entrevista

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