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2009 termina de um jeito bem especial para mim, pois o novo ano que começa será diferente, não só porque é um ano novo. É o primeiro fim de ano com expectativas de grandes mudanças. E em 2009 já foi o ano em que tudo mudou.

Minha vida começou de um jeito e terminou diferente em todos os setores: amor, trabalho… e um  novo e importante capítulo se abriu: amigos. Não que eu não os tivesse antes e esses continuam na minha vida, porém conquistei novas e importantes amizades responsáveis pelos momentos mais divertidos desse ano. As gurias foram fundamentais para a minha “virada”.

Eu achava que sabia viver bem comigo mesma, mas só agora me sinto assim. Porque não é só sozinha em casa se aturando que a gente percebe isso. Mas também na diversão e se ocupando com as “tuas coisas”, como diria meu psicólogo. Depois de cinco anos na terapia, finalmente aprendi a me ocupar com as “minhas coisas” e não ficar em função do outro. Acho que por isso que posso dizer que vivi bastante coisas nesse 2009. Eu achava que ter alguém do meu lado e amar já era o suficiente para estar vivendo. Não é.

Foi o ano em que fui na academia com regularidade, passei a encarar a terapia com regularidade, voltei a me divertir dançando, tomei meu primeiro cosmopolitan e o ano em que cheguei a conclusão de que eu sofri muito nos relacionamentos, mas o que veio nesses intervalos… ahhhh ainda que fugazes valeram muito a pena, que o digam os franceses!

Foi o ano em que o twitter passou a fazer parte do meu cotidiano e com isso eu também me divirto e conto não só o que estou fazendo, mas agora, o que está acontecendo na minha vida. Meu apê ganhou cara nova e durante a reforma eu voltei a morar com o meu pai, VINTE ANOS depois. E minha mãe perdeu o pai dela e eu vi que não devo repetir o mesmo erro com o meu. Passei um feriadão na praia, minha melhor amiga se casou, derramei menos lágrimas, o blog sofreu uma ameaça de processo. Meu irmão teve uma convulsão e foi internado, negligência que nem relatei por aqui, mas o pior foi o susto de viver o pavor de estar com ele em hospitais novamente. Mas melhor nem falar do que é ruim.

A bicicleta, o presente que me dei no Natal passado, só estou aproveitando agora quando estou tendo o melhor fim de ano em anos!

Desde que sei onde ficou o passado, não vejo problemas em olhar para trás. Afinal é isso que nos faz não repetir erros no futuro. E em um ano repleto de coisas boas, tenho mais é que brindar não só o novo ano que começa, mas também agradecer por tudo que aconteceu em 2009 que me trouxe até aqui!

Não vou fazer listas e resoluções de ano novo. Como adoro boas surpresas, meu único objetivo é ir e deixar a vida me surpreender em 2010.

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Bunda de homem tem limite.

* Se você ainda não assistiu 500 Dias com Ela e não gosta de spoiler, melhor não ler esse post.

Fui na sessão da meia-noite e cinco assistir (500) Days of Summer. Quando cheguei no shopping estava tocando Just Like Heaven, na voz da Katie Melua, trilha do filme E se fosse verdade*. Apesar da hora e do feriadão, tinha uma fila grande no cinema, pra tudo: comprar ingresso, comprar pipoca e entrar no cinema. Menos para ver 500 Dias com Ela, claro. Éramos seis pessoas na sala e amei o filme. Tá na categoria Amélie Poulain pra mim, bem como E se fosse Verdade. Só que esse é bem mais verossímel, mas não deixa de ser cute, cute, cute.

Primeiro me identifiquei muito com a Summer. Pais separados, medo de relacionamentos. Só que ao contrário dela nunca admiti daquela forma, negando que o amor existisse. Primeiro demorei muito para me envolver com alguém. Meu primeiro beijo foi aos 17 anos, o segundo quase um ano depois. Só tive um relacionamento mesmo aos 19 anos, quase 20, e daí em diante me entreguei completamente, sofri e continuei me entregando porque acreditava que tudo de ruim que eu temia já tinha acontecido, então porque ter medo da próxima vez?

Em vez de admitir como ela, sempre afastei caras como o Tom, que quisessem de verdade ficar ao meu lado. Preferia aqueles que estavam mas não estavam… E ter medo da próxima vez seria prudente, porque o raio caiu duas vezes no mesmo lugar. Primeiro admirei a atitude dela, como diria o Marcos, “não se comprometer é bem mais difícil”. Pior são as pessoas que assumem namoro, dizem todas as coisas lindas que a gente quer ouvir e caem fora. Em relacionamentos não há consistência, como ele queria. Assumindo ou não, rotulando ou não, todo mundo pode acordar um dia e não sentir mais. Assumir isso é mais cruel, porém mais realista.

Mas como nessa área tudo é muito mais complicado, como as pessoas mudam de ideia e se o amor existe mesmo e a chega uma hora que realmente a gente sabe, e precisa de uma coincidência para isso (o outro sentir a mesma coisa), a pior coisa que pode acontecer é pessoas que não queriam compromisso se casarem depois de terminar contigo. Foi isso que aconteceu comigo duas vezes. Hoje sei que eu é que não sentia que elas eram “a pessoa com quem eu queria passar o resto da vida” e que nem estava preparada para algo sério. Mas a visão míope da paixão confunde um pouco. Depois veio uma pessoa que pela primeira vez eu achei ter certeza, era “ele”, mas eu não era. Faltou a coincidência e hoje estou meio como a Summer. Isso depois de me sentir como o Tom, quando tudo que a gente acredita não existe. Mas sei que foi mais uma pessoa que passou e que só me desviou de perceber o que estava na minha volta, como  a Autumn.

E se ele tivesse pedido? E se ao tentar não pressionar e fazer o que ela queria ele tivesse perdido a mulher da sua vida? Acho que quando “é” não há esse tipo de complicação e contradição – pelo menos ainda tenho fé que o amor seja assim, tranquilo. Primeiro preciso dar a chance a alguém de passar 500 dias comigo, de verdade.

Há muitas coisas incertas nessa vida, o amor é uma delas. Mas tem muitas coisas das quais a gente tem certeza. Uma delas é que depois do verão sempre vem o outono.

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E acredito, que por mais especial e importante que tu tenha sido na vida de alguém, você será esquecido e perderá esse status. Pois aquela pessoa com quem você vai viver a louca experiência de acreditar que é para sempre na forma de um casamento, ou com quem você terá filhos, será a mais marcante de todas. Para o bem ou para o mal.

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Adorei o visual retrô da Summer, a trilha sonora e Carla Bruni, nossa quando tocou Quelqu’ un m’ a dit (escrevi esse post ouvindo) eu viajei. Lembrei do fim do ano retrasado quando as canções dela embalavam um sonho que abandonei por alguém. Mas o sonho voltou, diferente, mas voltou.

Queria descobrir em que ano se passa o filme (ah depois de escrever isso li o texto que indico no pé do post e lembrei que eles jogam wii, então deve ser bem recente), e é em Los Angeles? Sei lá, pelas referências que tenho do cinema não parece ser Los Angeles. E deve ser legal trabalhar escrevendo mensagens em cartões. Embora o que ele diz sobre isso é bem verdade. Também adorei a expressão “abdome de Jesus” usada pela irmã do Tom, uma pré-adolescente que dá ótimos conselhos para ele. Vou adotar! Não me perguntem mais se gosto de lavar roupa, por favor. Um dos ótimos conselhos dela é que ele só está se concentrando nas coisas boas, por isso a dificuldade em esquecê-la. Sabe que quando passa a paixão, o suposto amor, a gente lembra das coisas boas e elas não machucam mais. Mas antes disso, se concentrar nas ruins como um mantra ajuda muito.

Na saída a Nessa comentou sobre a quantidade de gente que tinha no cinema, eu disse que provavelmente era para assistir Avatar. Aí ela disse que não gosta de filmes que viajam muito. Eu disse que também não, por isso que gostei de 500 Dias com Ela, tão real que termina daquele jeito.

E a verdade é que quando alguém está a fim de você, faz acontecer. É por isso que nem pego mais telefone ou ligo no dia seguinte.

Eu quero o DVD desse filme, e aí lendo sobre o que escrevi sobre E se fosse verdade*, também disse isso e até hoje não tenho…

Ah e quem nunca se sentiu assim como o Tom na cena abaixo (mais ou menos como na música Telegrama, do Zeca Baleiro)? Ele estava apaixonado e , depois de passou a primeira noite com ela. Apesar de estar adorando esse meu espírito de liberdade, desprendimento e casualidade, quero sentir isso muitas outras vezes na vida, ou pelo menos mais uma, se eu encontrar “o cara”.

Aqui tem um texto legal e com várias curiosidades sobre o filme

Uma pessoa estava com o coração partido no twitter hoje. A desesperança e a decepção do “pra sempre” ter chegado ao fim. Quando a gente gosta de alguém de verdade acredita que isso possa ser real. A paixão inverte a lógica. E mesmo quem já tenha passado por isso, na hora é difícil ver com clareza. Só quem está de fora consegue dizer que passa. E foi o que eu fiz. E tão bom quanto acreditar no amor eterno é descobrir que a gente estava enganado. É libertador descobrir que salvamos a nossa breve existência de um amor errado.

Ele respondeu:

Passa mesmo. Mas continuo acreditando no “para sempre”.Enquanto isto,o jeito é esperar, caminhar, nadar, ler e outros verbos

E eu:

O jeito é viver, esse é o melhor verbo. O resto é consequencia, inclusive o amor. E deixa ele estar para sempre em ti

Nunca tinha pensado nisso. Na hora me veio algo como: podemos ter amor para sempre, o destinatário é que não precisa ser um só. O amor precisa estar em nós e é esse amor “para sempre” que temos que cultivar.

E de vez em quando a gente compartilha com alguém, porque faz bem. Vale a pena arriscar, mesmo que possa virar dor depois, porque quando temos o amor dentro de nós, ele só multiplica quando a gente divide.

Quando faz calor, nunca parece ser tarde.

Atualizei o meu perfil aqui  no blog. Eu estou quase fazendo 29 anos e ainda estava 27. Tinha minha atividade de trabalho que também já estava ultrapassada. Dizia que eu fazia curso de  história da arte, infelizmente parei. Diz que vivo em Porto Alegre. Mas a única coisa certa nesse perfil é essa frase que eu nem lembrava que tinha escrito:

Quero e vou conhecer o mundo.

Cadeia alimentar da balada

Uma noite dessas conheci um xará que tinha uma teoria que na balada as pessoas agem como os animais quando querem atrair o sexo oposto. Dançam, balançam os braços, assim como as aves batem as asas e os leões exibem sua juba.

Pois identifiquei também um outro comportamento semelhante ao dos animais. Trata-se dos amigos feios do cara bonito. Eles estabelecem uma relação conhecida na cadeia alimentar como comensalismo.

A definição para o termo é: associação em que um indivíduo aproveita restos de alimentares do outro, sem prejudicá-lo. É o que acontece entre tubarão e rêmoras. O pequeno peixe fica grudado no grande predador dos mares aprveitando as sobras desse que está no topo da cadeia.

Intensivo de nigth

Uma grande jornada se encerra na minha vida. Agradeço muito aos amigos que fiz e que levo comigo, as oportunidades, as portas que se abriram, o aprendizado e a experiência.

Com certeza tudo que vivi e aprendi nesses seis anos serão de grande valia para o novo caminho que se abre para mim. E como diz uma das 79 teorias que tenho no meu blog, não importa o final, o que conta é a história. O importante é o percurso, o meio, o recheio, a trajetória… Não é por falta de contatos que vocês não vão me convidar para um chopp.

Foi com essas palavras que me despedi de uma vida. Não sei se escolhas certas ou erradas me levaram até elas, mas é certo que se eu não tivesse arriscado eu não saberia e poderia estar frustrada, como eu estava agora, em que nos últimos dois anos minha vida estava parada. E eu estava numa função para qual fiquei sabendo que seria a minha durante uma reunião coletiva. Sequer fui avisada antes ou consultada e deu no que deu.

Nesses últimos meses eu pensava que era melhor ter ficado nas minhas origens, mas se lá tivesse ficado não teria chegado a um lugar que sempre quis e depois deixei em nome de voos maiores. O fato é que todos que disseram que as portas estariam abertas, me fecharam quando eu quis retornar. Mas tudo bem, ainda acredito nos desígnios de Deus e do destino e tenho certeza que se abrirá um caminho maior agora.

Foi muito bom receber o carinho dos amigos, nessas horas a gente vê quem são. As pessoas que prometeram as portas, sequer tiveram coragem de mandar um “boa sorte”, mas talvez seja menos hipócrita assim… E também sou capaz de entender seus motivos.

E eu tinha deixado de ser a pessoa querida e simpática que eu era nesse ambiente, tinha virado ranzinza, com um certo “ranço”. E quando via algumas injustiças, me sentia cúmplice. Pode parecer bobagem, mas é como eu me sinto. Podia nem ser comigo, mas mesmo assim eu não conseguia deixar de me espantar. Graças a Deus não perdi essa capacidade!

E a opinião de um pequeno grupo de pessoas não é a verdade. Como disse um amigo, eu que estava precisando demitir essas pessoas da minha vida.

Eu sei que estou num momento tão bom da minha vida que isso não me abalou, pelo contrário, estou bem entusiasmada com as possibilidades. Acho que é hora de parar de ter medo dos sonhos e finalmente ir vivê-los. O mundo me espera!

Abaixo uma mensagem do Fernando Pessoa que recebi da minha querida amiga Mônica. Linda, foi a única coisa que me fez arrancar umas lágrimas, mas mais de alívio do que tristeza. Há tempos elas deixaram de ser minhas companheiras.

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final… Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu…. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora… Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida .Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.. E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.”

Eu aprendi a me desprender de pequenas coisas que me faziam sofrer caso perdesse. Também aprendi a parar de entender porque as coisas acontecem, principalmente em relação aos relacionamentos. Acho que essas duas lições é que me permitem ser feliz agora.

A gente nunca para de se surpreender com a raça humana, principalmente no que diz respeito a maldade. Fiquei sabendo de coisas que hoje não me machucam, nem magoam, só reforçam que eu tomei as decisões certas, ainda que um pouco tarde. Mas são coisas que espantam!

A gente acha que conhece uma pessoa e puft, era tudo mentira. Não entendo como alguém pode ser tão dissimulado e fazer este tipo de coisa e olhar na tua cara depois como se nada tivesse acontecido. E sabe o que é pior, há mais de dois anos te fazendo sofrer já por outros motivos e ainda isso?

Meu Deus, isso me dá uma desesperança tremenda! Não me arrependo do que passei e do que dediquei, pois só quem sabe sentir de verdade tem a dádiva do amor e só me resta sentir pena dessa pessoa que nunca soube o que era isso, tanto que nunca soube sequer reconhecer quando recebeu.

O pior tipo de pessoa no mundo é aquela que quer parecer certinha e é canalha. Antes ser malandro assumido. Pelo menos a gente sabe com quem está lidando. Uma coisa é certa, não vou mais dar credibilidade a alguém pelo tempo que a conheço, a gente nunca sabe quem é o outro e do que ele é capaz.

O exquisioTeorias virou objeto de estudo do mestrado de Comunicação da UFRGS. Uma das meninas do PPGCOM que divide apartamento com minhas amigas Gi e Mônica está fazendo sua dissertação sobre blogs. Ela teve que fazer um mini projeto e através de uma lista do professor Alex Primo, que mapeou os blogueiros de Porto Alegre, escolheu este blog.

Após fazer uma extensa pesquisa nos posts e comentários e estar com o trabalho finalizado ela encontrou essa foto aqui e pensou: acho que eu conheço essa menina. E chegou para a Gi (que também tinha várias referências nos posts) e perguntou: “A Fernanda é a Guria das Teorias?”.

Acho que nos conhecemos no meio do processo, a professora aceitou o trabalho dela mesma assim e descobri a história num almoço na casa dessas meninas que me acolhem de vez em quando.

Adorei saber que minhas exquisio teorias e ideias estão inseridas dentro de um contexto acadêmico e que faço parte do “censo” do professor Alex Primo. Só falta saber quem é você que me lê por trás das estatísticas…

Ir numa festa no sábado e na segunda ainda mal poder andar de dor na panturrilha de tanto pular e dançar. Mesmo que você tenha jogado os sapatos de salto altíssimos ao lado da mesa do DJ logo que  chegou na pista. E olha que nem fui na cama elástica que fiquei sabendo que tinha por lá…

E estar ficando velha é… pensar nesse post e esquecer na hora que foi postar e só lembrar dele quando se levantou porque a panturrilha doeu.

Update: continuou doendo na terça…

A brisa era só uma brisa. Eu nem sei porque tanto entusiasmo por algo que eu não queria.

Só espero que quando essa euforia passar… que passar que nada! Eu quero seguir o curso que tiver que seguir. Se foi assim na dor, porque não pode ser na alegria?

E tem sensação mais boa do que conseguir o que se quer e sentir o seu próprio poder?

Uma coisa é certa, não me sentia assim há anos! Ou melhor, acho que nunca estive tão feliz. Estou no auge de mim mesma. Acho que finalmente me encontrei embora ainda esteja perdida em um monte de coisa. Mas isso, isso já é muito mais da metade do caminho percorrido.

Eu só preciso parar de fazer tantas loucuras, mas sem elas não há diversão. E quer saber? Adoro ter histórias para contar e principalmente aquelas que não dá nem para contar.

Origem Etimológica: do grego EUPHORIA
EU (bem) + PHOROS (ato de portar, de carregar)

Quer ter o dom das línguas? Tome um porre!

Bêbado todo mundo se entende.

No casamento que fui sábado, até inglês eu falei (sem saber) e entendi francês.

Ele queria ver Julie & Julia porque é sobre culinária. Eu não sabia muito sobre o filme, mas daí ouvi falar que era mais sobre blogs que gastronomia. Então pensei: ou vai agradar os dois ou pelo menos um sai satisfeito. Na verdade fala sobre os dois e nos divertimos muito.

O filme é adorável, cute, engraçadíssimo e falar do talento da Meryl Streep é chover no molhado tanto quanto esta expressão, mas ela se superou. E não é todo dia que a gente vê um filme baseado em DUAS históriais reais.

Me identifiquei muito com a Julie. Perto dos 30, sem muita perspectiva em alguns aspectos da vida, com o sonho de ser escritora. Ela se propõe ao desafio de cozinhar as 524 receitas do livro de Julia Child, “Mastering the Art of French Cooking” durante um ano, 365 dias. A experiência é toda relatada em um blog, isso lá em 2002, quando a coisa tava começando. E tem todas as coisas que qualquer blogueiro já passou, como a mãe tirando conclusões a partir das coisas que você escreve, essa exposição que não se sabe bem para quem, mas quando menos se espera é para alguém que está bem perto de ti e tu nem tem muito contato. A alegria de receber comentários, a dúvida de quem são as pessoa por trás dos números das estatísticas.

Enquanto prepara as receitas, ela tem Julia como sua interlocutora. (Para quem lê meu blog há mais tempo já deve ter percebido que minhas interlocutoras são a Amélie Poulain, Celine e Carrie Bradshaw). E aí o filme conta a história dela, que foi viver com o marido na Paris dos anos 50 e aprendeu a cozinhar para ter uma ocupação, já que gostava de comer e como tinha casado aos 40 anos não teve filhos. Não sei se Julia Child era assim na vida real, mas sua personagem é uma pessoa incrível, a única pessoa que realmente não era chata nesse mundo e que encontrou na maturidade um amor tranquilo, mas não menos caliente, com um furor adolescente até. Bonito de se ver. E a declaração de amor: você é meu pão com manteiga. Adoro. Tem coisa mais gostosa e simples? É o tipo de coisa que eu penso quando estou estressada: vontade de estar em casa comento um pão com manteiga.

Enfim, eu escrevo, ainda não sei para quê. A Julie demorou para descobrir e isso veio junto com a culinária. Ela queria se tornar escritora, mas ela era uma boa cozinheira. Isso é um talento, uma arte. Encontrei alguém que tem esse dom, quem sabe a gente não faz uma ótima parceria?

Teve uma época, logo que eu vim morar sozinha em Porto Alegre (bom vendo o post sobre isso foi dois anos depois que já estava morando aqui), que o meu hino e das minhas amigas era: Vou deixar, a vida me levar… agora é I Gotta Feeling. Na última semana, praticamente levei ao pé da letra o Party every day. De quinta a domingo foi uma maratona em que dormi umas 16h no total. Segunda dei uma parada estratégica, mas fiz uma faxina na casa que valeu por uma balada.

Fazendo uma retrospectiva, foi uma festa na quinta, regada a chopp e cosmpolitan. Na sexta, o dia mais especial, dancei muito sertanejo universitário, forró, funk, dance, de tudo. Me diverti horrores movida a caipira de morango, ceva e excelente companhia. Batata frita no café da manhã, umas 6h de sono e chimarrão no parque de aquecimento para um churras onde, além de ele ter preparado uma carne pra lá de especial, tomei vinho, cerveja, espumante, marguerita e absolut de frutas vermelhas. No domingo, para não perder o costume, uma jornada de 8h de trabalho, seguida de uma ida até São Leopoldo para um aniversário de família. Aí não teve jeito, um expresso bem forte foi o meu combustível. Um colega pediu para trocar de horário na segunda e lá fui eu trabalhar às 8h, saí mais cedo, faxinão em casa e fui deitar meio zonza. Na terça, cinema seguido de chopp.  Na quarta o aniversário da Maria, que fui já bem cansada, mas não podia deixar de estar ao lado dessa mais nova amiga que foi uma grata surpresa deste ano, assim como a Nessa, a Mônica, a Camila e a Janaína. E claro que a diversão estava garantida.

Foi uma semana em que recarreguei as pilhas  com muita diversão e carinho. E como alguém disse lá no twitter, quando eu não durmo, fico hiperativa…

Ufa! Cansei. Acho que depois de todo o estresse da outra semana, quando acordei com o susto de meu irmão estar no hospital, eu estava precisando desopilar.

E acho que essa montanha-russa também me ajuda a não pensar em coisas boas que de certa forma me assustam. É uma leve brisa que surgiu numa das noites mais divertidas de todas que antecedeu essa semana maluca. É uma brisa que pode se tornar aquele vento gostoso de chuva. Prefiro ir sentido o vento bater de leve e torcendo para que não seja nenhum vendaval desastroso ou um tornado devastador.

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