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O assalto vem depois.

Já notou que quando somos assaltados, às vezes temos pouco dinheiro na carteira, mas o que gastamos para fazer 2ª via de documentos e cartões de banco (sim, eles cobram) custa muito mais do que aquilo que lhe roubaram?

Essa teoria eu criei há tempos, quando fui no banco pedir a segunda via de um cartão de banco após ser assaltada. Quando me informaram que eu tinha que pagar, disparei a frase. Só hoje me dei conta que é uma teoria depois que um colega disse que no banco dele tem limite de saque no caixa eletrônico, aí lembrei que no meu, quando se faz saque no caixa “humano” se paga uma taxa, que me cobraram nesta vez que me assaltaram e eles atrasaram a entrega do cartão. Reclamei e recebi o valor de volta, afinal, eles ficaram de me entregar o cartão em uma semana e levou duas. Às vezes, a gente tem a sensação que o dinheiro no banco acaba ficando tão seguro que até a gente tem dificuldades para resgatá-los.

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Ai, ai. Ando com pouca inspiração para escrever aqui… acho que é a malemolência das férias e férias de verão é praia, sol, pernas para o ar e nada na cabeça. Bem diferente de fazer um passeio por uma cidade nova, programas culturais, se abastecer de novos conhecimentos. Sinto falta disso… mas não adianta, descanso no verão é só sombra e água fresca mesmo.

Em Garopaba tem uma livraria bem bacana onde comprei A Hora da Estrela, da Clarice Lispector. Nunca li nada dela e achei que era um bom momento para começar, já que esta edição estava baratinha e é um livro fininho, bom para as férias. E como já disse, sempre há tempo para ler os clássicos.

Mas acabei não lendo nada debaixo do guarda-sol. No máximo umas duas páginas antes de dormir a bombordo numa das cabines da pousada que fiquei que era toda inspirada em um navio.

Mas enfim, este post era para dizer que as férias acabaram com “água de ouro”. Troquei as rasterinhas por um saltinho, coloquei uma roupa mais urbana, um pouco de maquiagem, enfim, aquele galmour que por mais que a gente tenta acaba ficando de fora na praia e fui jantar ontem na cachaçaria Água Doce, a nova aqui da Zona Sul. Lugar legal, desses com deck ao ar livre, muitas opções de comida e meia porção que é grande até para duas pessoas e claro, cachaça! Meu martelinho durou a janta toda e só desceu com um pouco de refri. Ahhh abanei o hálito que nem a Fiiiirma em Memorial de Maria Moura e estremeci (esse por minha conta mesmo). As opções são diversas, de todas regiões do Brasil e as folclóricas, com nomes engraçadíssimos. Eu recomendo, nem que seja para fazer cara feia.

Versão de verão da foto do topo do blog 

Então eu resolvi trocar os sonhos de lugar, esperar que ele possa ser diferente e mudar os planos. Com isso consegui dez dias para aproveitar o restinho do verão. E olha que dei sorte e só peguei tempo bom! Duas pancadas de chuva, na verdade, que não atrapalharam nada. Ainda estou de férias. Agora para resolver coisas e começar a colocar aqueles planos do ano em prática.

Foram alguns dias no nosso litoral, um ótimo fim de semana em Capão da Canoa e outros em Garopaba, onde me aventurei nas dunas e aproveitei para conhecer a Ferrugem e o Rosa.

Eu ainda penso muito, mas tenho falado um pouco menos e verbalizado menos por aqui. Estou deixando acontecer, sem pressões, sem expectativas, um pouco de receio e pensando (ops) se não posso me tornar fria demais. Mas sei lá, azar, as férias foram ótimas e jamais pensei que este ano novamente passasse um verão assim. Vou olhar os créditos e aproveitar o bônus. Eu sei que é preciso cuidado, mas chega uma hora que não tem como separar, só resta aproveitar os momentos e torcer para que não venha o ônus. Eu ainda não perdi a fé nas pessoas e acredito em recompensa e tenho certeza que se não for agora, pode ser o caminho para que ela venha, de um jeito ou de outro.

Então de repente, não mais que de repente, eu saí de férias ainda no verão 2008. Não tem mais o horário de verão, mas depois de três findis trabalhando consecutivamente, eu ganhei uma hora a mais e emendei as férias. Hoje é uma pausa estrátegica. Voltei do litoral norte rumo a Santa Catarina. Eu volto para contar mais.

Depois de uma certa idade não é mais aconselhável beber enquanto se está sentado!

“Cada minuto que passa é uma chance de começar de novo.”

Do filme Vanilla Sky

Saiu hoje no ZH Zona Sul um texto que fiz para a seção Eu e Meu Bairro:

Um vizinho especial

O Cristal é o segundo bairro que me acolheu em Porto Alegre. Quando vim de Sapucaia do Sul, morei no Centro, na Bento Martins com a Andradas. Dois anos depois, eu deixava a segurança dos quartéis, as facilidades do Centro, a torta de morango da padaria Andradas – difícil de encontrar em fevereiro, quando faço aniversário – , a Casa de Cultura, onde voltava a pé mesmo das sessões à noite, e o quarto do poeta, onde me refugiava em momentos de tristeza, para vir ao Cristal, onde vi o sol brilhar mais forte na primeira visita que fiz.

Mas trouxe um companheiro: o Guaíba continuaria sendo meu vizinho e parecia mais perto, já que o vislumbro do condomínio e só não tenho sua vista na janela porque moro no térreo.

No começo, foi difícil. Antes eu tinha tudo na porta de casa: bancos, farmácias, supermercado, padaria, shopping e praça. No Cristal, há contradições: ao mesmo tempo em que chego a pé num hipermercado, também convivo com armazéns, padaria de pão quentinho, locadora, o que lembra minha cidade. Na praça em frente às paradas de ônibus, um campinho embala o sonho dos moleques que querem jogar futebol e acolhe jovens que matam aula para namorar.

Se antes eu abria a janela e dava de cara com um estacionamento, hoje a paisagem são os gatos nas janelas e as árvores que dão medo em dias de temporal. E o único som que rompe a madrugada é do galo da casa ao lado.

Não há mais as exposições e o cinema da Casa de Cultura, mas logo teremos a Fundação Iberê Camargo, que para mim será uma segunda casa. Não tem o terraço da Usina do Gasômetro, mas um lugarzinho ali onde alguém fez uma passarela rio adentro onde sento de vez em quando para pensar na vida.

O Guaíba por essas bandas de cá é emoldurado por árvores, e não prédios. E quando a gente desce com o Icaraí pela rua, dá até poesia feita no ônibus: “Descendo a Pinheiro Borda / Gosto de ver o rio pela janela / inundado / como se não tivesse / rua do outro lado”.

Foi nesse bairro que vivi felicidades, obtive conquistas, montei pela primeira vez a minha árvore de Natal e passei a considerar que eu não moro sozinha, mas de fato tenho um lar. E foi aqui que o Guaíba passou a fazer parte do meu cotidiano. No Centro, eu estava mais perto dele, mas separada por um muro. Aqui ele é caminho, passagem e paisagem.

Agora fica explicado porque eu queria comer tal torta no meu aniversário!

bolo1.jpg

O meu aniversário foi ótimo, comemorei no Punta del Diablo. Adoro o lugar, mas o atendimento não é lá essas coisas e me aprontaram uma que na hora não reclamei para não estragar o clima da festa, mas emplaquei essa notinha no Informe Especial da Zero Hora de hoje. Boicotem as sobremesas do Punta del Diablo!

Bolo superfaturado
Aniversariante levou sua torta preferida para servir aos amigos na comemoração que fez em uma pizzaria no bairro Petrópolis. Como a casa tem sobremesas, aceitou servir o doce desde que se pagassem R$ 6,90, valor cobrado pelas tortas da casa. Resultado: a turma de seis pessoas gastou R$ 41,40 por algo que não consumiu. E o bolo de morangos da aniversariante tinha custado só R$ 29.

caipa1.jpgNão sei porque sempre tive simpatia por esse número, é ímpar e era a idade que minhas Barbies casavam! E eu estou seriamente pensando em comprar uma bicicleta. A dos meus sonhos de infância, pois nunca ganhei uma bicicleta nova.
Foi o dia que levei um susto, achei que ia ser tia, mas minha irmã só queria comunicar que resolveu ter um filhote e não um filho (ufa!).

O dia 6 de fevereiro foi um dia especial.

Estive cercada de poucas pessoas, mas que gostam muito de mim. O saldo foi uma garrafa de vinho no almoço, uma de espumante de tarde e duas caipirinhas de morango de saquê na janta. Ah que dia agradável…

Celebrei não apenas os meus 27 anos bem vividos, mas também algo muito importante para alguém que é importante para mim. Podia ser quarta-feira de cinzas no Brasil, mas para mim foi um dia bem colorido.

pearl.jpgAssisti ao filme A Mighty Heart, baseado no livro Coração Valoroso, que Mariane Pearl escreveu sobre o seqüestro do seu marido, o jornalista Daniel Pearl que foi morto no Paquistão por terroristas que colocaram o vídeo de sua execução na internet. Tudo aconteceu em 2002, Mariane estava grávida e a agonia durou cinco semanas.

Eu li o livro lá por julho do ano passado, num período conturbado. Enquanto eu lia sobre a paixão, o amor e o companheirismo dos dois e me identificava com suas promessas e os ideais dele que ela tomou para si em uma busca pela verdade que ultrapassou as do jornalismo, mas uma busca pela paz no mundo, sem idealismo, embora com um preço alto, eu vivia um momento parecido. Quando entrei nos capítulos das investigações difícieis e confusas na busca por Danny, algo havia se perdido de mim também. Foi o telefone que não tocou mais, verdades descobertas na internet, uma pessoa que desapareceu e eu fiquei perdida. Foi quase insuportável ir até o fim do livro pois a solidão que ela se impõe no momento de ter o filho é brutal e da qual eu queria fugir. Tanto que nem escrevi sobre o livro aqui.

Quando soube que a Angelina Jolie faria o papel de Mariane me decepcionei um pouco, pois sua aparência em nada lembrava essa francesa descendente de cubanos. Meses atrás vi um making of e aí vi no quanto ela se transformou nessa personagem real. E Angelina conseguiu passar a força dessa mulher, que mesmo grávida e num momento de desespero, conseguiu manter a lucidez, e mais que isso, ajudar na busca pelo marido baseada naquilo que ela conhecia de seu companheiro e no que acreditavam, sem perder o otimismo e a esperança de um mundo de paz como ele queria, mesmo quando seu mundo desmoronou. É uma mulher inspiradora.

Posso dizer que vivi um pouquinho de seu desespero ao ter alguém na guerra que também sumiu num dia. Mas chequei os e-mails e investiguei seus relatos a ponto de me tranquilizar e confiar que tudo estava bem, enquanto os outros pensavam em me proteger. Foi algo infinitamente menor, mas dá para compreender um pouco mais as suas atitudes.

 É uma pena que o filme se concentra mais nas investigações, mostrando pouco a ligação dos dois. Mas a cena em que ela recebe a notícia que ele está morto é forte, impossível de imaginar só lendo o livro. É uma cena que só se identifica quem já passou pela dor de perder alguém que se ama…

Mas se o livro foi um divisor na minha vida, o filme também foi visto num momento muito simbólico. Ambos estarão para sempre em meu coração.

Mais um feriadão que eu passo trabalhando em Porto Alegre alone. Além de não ter escala de feriadão, seria meu final de semana de folga e acabei dobrando… Mas agora já passaram as duas madrugadas que trabalhei, tive uma folga no meio da semana e não vou trabalhar no dia do meu aniversário. Aproveitei para fazer o que comecei nos outros feriadõe: olhar séries! Saí sábado bem na hora da pancada de chuva. Foi assim o dia todo, enquanto eu dormia chovia, quando acordei parecia que nunca havia chovido. Saí no meio da tempestade para ir na locadora (enfim uma boa com tudo que quero, mas claro, preciso pegar o carro para ir até ela) e quando voltei e me enclausurei em casa: sol e um dia lindo. Vai entender? Pelo menos se estivesse na praia estaria frustrada, não fiquei veraneando na 101 e nem enfrentando enchentes! Mas claro que haveria punição: tive que acompanhar as duas noites dos desfiles de Carnaval de Porto Alegre. Acreditem, cantei alguns versos previsíveis.

Bom, voltanto as séries, comecei a segunda temporada de Desperate Housewives e vi todinha a quinta temporada de Sex and the City. Só falta olhar a última na seqüência inteira. Já anotei frases e temas para futuros posts.

Pelo menos dessa vez não ficarei o feriadão todo sozinha. Foi só um fim de semana que todo mundo foi para praia e eu fiquei trabalhando. Amanhã, tudo volta um pouco mais ao normal. Se bem que não é lá muito normal considerando os últimos tempos. Mas é bem melhor. É como estar em casa novamente. Ainda não voltei completamente a morar em mim. Digamos que estou pagando aluguel. Mas quem sabe…

O meu meme foi parar no blog do Jacaré Banguela, graças a uma indicação do Fábio. E em um único dia tive 1589 visitas! Era o último dia de janeiro e aí bateu o recorde mensal de 6136 visitas. Na última vez que os números me impressionaram foi em novembro (5.241), e nesta vez que citei aqui. A média de visitas diárias é de 150, chega até 200 e poucas visitas, no máximo. E agora num único dia o gráfico colocou o resto dos números lá para baixo. Até me motivou, porque nessas épocas de férias tem caído o número de acessos, se bem que eu não tenho blogado tanto… Logo passa o Carnaval, na quarta-feira de cinzas o ano começa no Brasil e eu fico mais velha. Um novo ano e uma idade nova, no mesmo dia.

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