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J’aime prendre la route avec la bande sonore parfaite, très élevé. Ce que j’ai fait aujourd’hui

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Não, dessa vez não,”life goes easy on me, most of the time” como na música do Damien Rice. Momentos como tive agora há pouco fazem meu coração ficar tão apertado que só lágrimas ajudam a aliviar, mas não resolvem.

Não sei se é só na ficção, nos filmes, para criar suspense, mas quando nem o amor resolve, nem quando duas pessoas se amando conseguem ficar juntas, o que nos sobra para a vida real? Aqui qualquer suspense é sofrimento. O fim de tudo. Não tem o aviso de cenas do próximo capítulo e os finais nem sempre são felizes. Mas é só deles que quero escapar. Chega de finais.

Je suis fatigué des finale…

… et aussi des débuts.

 

Sweet, sweet forever
I’ll comfort myself in my next life…

Foto que tirei em Saint-Germain-des-Prés, Paris, setembro de 2010

Paris, Regina Spektor

I could’ve settled down in Paris
But the man who came for me
Took me by the hand
And said it was time to leave
Margaret atwood, she could not stop him
Virginia woolf, she could not stop him
The truth is I wanted to go
He is all I know, he is all I know…

I got back home from Paris
And he told me what I’d done was wrong
And though his speech was rather long
I listened like an obedient child
The light was coming in through the windows
It was a most familiar type of night
How I loved every streetlight
And I wanted him to kiss me

Margaret atwood, she could not stop me
Virginia woolf, she could not stop me
The truth is I wanted to go
He is all I know, he is all I know…

Sweet, sweet forever
I’ll comfort myself in my next life…

He told me that he couldn’t live without me
And I told him the same thing too
And though we knew it wasn’t true
We both knew it wasn’t a lie
The light was coming in through the window
It was a most familiar type of night
How I loved every streetlight
And I wanted him to kiss me

Margaret atwood, she could not stop me
Virginia woolf, she could not stop me
The truth is I wanted to go
He is all I know, he is all I know…

Sweet, sweet forever

I’ll comfort myself in my next life…


Eu assisti ao filme Il y a Longtemps que Jet’aime e me identifiquei muito com Juliette. Recomeçando a vida, sem se importar muito com ela ou tendo que ser muito paciente para suportar cada minuto, cada desafio, sem reclamar, tendo que aceitar o que é independente do que se quer. Mas o pior, não se quer nada, ou o que se quer não se pode ter de volta. E sobretudo, introspectiva, pois ninguém sabe o que se passa dentro de mim e eu não tenho nem vontade de extravasar. Coisas do tipo que não se podem explicar com palavras. Quero guardar em mim, pois essa é a única maneira de manter vivo algo que já foi. Et de souffrir pour ce qui est perdu.

E a música do filme, que dit tout!

Dis quand reviendras-tu?
(Jean-Louis Aubert)

Voilà combien de jours, voilà combien de nuits,
Voilà combien de temps que tu es reparti
Tu m’as dit: “Cette fois, c’est le dernier voyage”
Pour nos coeurs déchirés, c’est le dernier naufrage

Tu m’as dit : Au printemps, je serai de retour
Le printemps, c’est joli pour se parler d’amour
Nous irons voir ensemble les jardins refleuris
Et déambulerons dans les rues de Paris!”

Dis, quand reviendras-tu?
Dis, au moins le sais-tu
Que tout le temps qui passe
Ne se rattrape guère…
Que tout le temps perdu
Ne se rattrape plus!

Le printemps s’est enfui depuis longtemps déjà
Craquent les feuilles mortes, brûlent les feux de bois
À voir Paris si beau en cette fin d’automne
Soudain je m’alanguis, je rêve, je frissonne
Je tangue, je chavire, et comme la rengaine
Je vais, je viens, je vire, je tourne, je me traîne
Ton image me hante, je te parle tout bas
Et j’ai le mal d’amour, et j’ai le mal de toi

J’ai beau t’aimer encore, j’ai beau t’aimer toujours
J’ai beau n’aimer que toi, j’ai beau t’aimer d’amour

Si tu ne comprends pas qu’il te faut revenir
Je ferai de nous deux mes plus beaux souvenirs
Je reprendrai la route, le monde m’émerveille
J’irai me réchauffer à un autre soleil
Je ne suis pas de ceux qui meurent de chagrin
Je n’ai pas la vertu des femmes de marins

Lovely! Never is too late!

But don’t forget to enjoy the present. It’s a gift in your life, it can be hard, but have the same flavor that will have in  60 years. I think and I belive is more exciting to enjoy 60 years by his side, after all, than to lose this opportunity…

Estava escutando There Goes The Fear Again, do Doves, trilha de (500) Days of Summer. All about… E resolvi entrar no myspace da banda. Além de escutar as músicas, o myspace tem outra utilidade agora que estou no velho mundo: ver datas de shows. E os caras vão fazer um show em Londres no próximo dia 6! Essa é das coisas amazing de estar aqui.

Busco mais informações, o local do concerto é perto da minha casa…

… mas os ingressos estão esgotados.

O lado ruim de uma cidade cosmopolita.

Mas daí dessas coincidências e coisas nada a ver, procurando no meu blog se tinha a citação do Paulo Coelho que coloquei no post abaixo, caí nesse post aqui. Sobre o medo, como a música.  Mais engraçado ou irônico, ou sei lá o quê, é o comentário…

A verdade é que sempre temos medo, mas a paixão não deixa ele paralisar nossas ações e a gente se atira sem rede de proteção e feliz. O medo nos protege. Mas quem quer ser protegido do amor? É por isso que arriscamos e assumimos as consequências e os riscos… No momento, o medo acaba sendo só mais uma adrenalina. Quando ele tinha razão de ser, vira sofrimento. E quando já é passado, vira lição, aprendizado, experiência.

A música do Doves…

There is a light that never goes out

… mine is lit!

Essa imagem me lembrou aquilo que o Paulo Coelho escreveu em Brida:

“As pessoas dão flores de presente porque nas flores está o verdadeiro sentido do amor: quem tentar possuir uma flor, verá a sua beleza murchar. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. Porque ela combina com a tarde, com o pôr do Sol, com o cheiro da terra molhada e com as nuvens do horizonte”.

I’m the hero of the story
Don’t need to be saved
I’m the hero of the story
Don’t need to be saved
I’m the hero of the story
Don’t need to be saved
I’m the hero of the story
Don’t need to be saved
It’s alright…

No one’s got it all
No one’s got it all
No one’s got it all

An we’re trying to be faithful but we’re
Cheating, cheating, cheating

Want to cry, but that life has hardened me with a few tears…

“Won’t stop to surrender…”

Take me out tonight
Where there’s music and there’s people
Who are young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven’t got one
Anymore

Take me out tonight
Because I want to see people
And I want to see lights
Driving in your car
Oh please don’t drop me home
Because it’s not my home
It’s their home

500 Days of Summer

Is possible feel miss of somebody what you no lives together?

I don’t know, but I feel…

Na quarta passada eu assisti novamente (500) Days of Summer, e sei lá, dessa vez achei ela meio filha da puta. Acho que é porque estou em outro momento agora, há uma luz que nunca se apaga…

Eu sempre amei trilhas de filmes. As músicas tem outro significado para mim depois que fazem parte de uma história. Com a facilidade de ter músicas hoje em dia, tenho as trilhas de todos filmes que gosto e quando revejo presto atenção nas cenas em que a música se encaixa. Adoro todas desse filme… You make my dreams uhuhuhu oh yeah!

Mas dessa vez prestei atenção na cena do elevador que ela destaca o seguinte trecho da música There is a light that never goes out, dos Smiths:

To die by your side, such a heavenly way to die

Já eu destaco essa:

I never never want go home
because I haven’t got one
anymore

E essa música tocou na festa da última sexta, que é assunto para outro post… a seu tempo.

A Loraine Luz publicou no seu b.LO.g um texto que conseguiu colocar em palavras definitivas algo que já quis dizer aqui várias vezes e não consegui com essa clareza: 

“Eu não tenho medo de ficar sozinha. Do que chamam de solidão. Quer dizer, tenho, mas meu medo maior, meu desconforto maior é provocado pelo vazio. Entre a solidão e o vazio, prefiro ficar sozinha. Prefiro a sozinhez à companhia vazia, feita de aparências, de interesses. Prefiro a independência a ter de fazer de conta.

Mas só conhece o vazio quem já experimentou o cheio. Quem experimentou o cheio, nunca mais tolera o vazio. Nunca mais permite o vazio. E luta, luta, luta pra evitá-lo, nem que para isso fique, aos olhos dos outros, sozinho. O vazio é pior do que estar sozinho – mas essa é só a minha opinião. (Não, não é só a minha opinião. É o que eu sinto – embora ao olhar em volta, os outros, algumas coisas que vejo me confundam.)

Porque vazio é fome. Aparências, status, fazer escolhas priorizando essas agradáveis mas evaporantes sensações, é como comer papel. Tomar sopa de papelão. É coisa de mendigo. Engana a fome e não alimenta de fato.”

Para ler o post completo, clica aqui

Hoje lembrei das minhas conversas com o Nelson Rodrigues em 2005… sempre atual, as minhas palavras e as dele.

Isso porque li no twitter do @rodriguesnelson:

A pior forma de ódio é o ex-amor. Ninguém perdoa aquele ou aquela que deixou de ser amado.

Ai, isso tudo é tão complicado que prefiro nem pensar.  É tão boa a vida com só o que ela tem de bom. É passageira, efêmera, instável, mas pulsa mais em minhas veias.

É como estar numa montanha russa, o frio na barriga é mais constante, mas também passa rápido. Não há a sensação do fim, estou sempre em loopings e com a eterna expectativa dos começos.

Estou olhando Um Lugar Chamado Notting Hill, acho que é a primeira vez que assisto desde o começo e somente a segunda vez que vejo este filme. A música She, da abertura, me lembra  um domingo de março de 2006, quando alguém acordou, viu o sol lá fora de um dia lindo, lembrou de mim e me escreveu um e-mail com a letra dessa música.

Naquele dia eu não sabia que isso seria o começo de algo que mudaria minha vida, mas não para sempre.

Lembrar de um momento como esse com carinho é a prova de que o que nasceu ali  já morreu.

E já que estou nostálgica, vou postar parte de um texto que escrevi um mês depois para postar aqui e nunca foi postado… São conceitos que tenho que relembrar, pois eu deveria sentir isso sempre, principalmente agora que não tenho a mínima ideia do meu futuro. Acho que até quem eu sou é algo que está meio confuso na minha psiquê. E também porque tudo nessa vida é volátil até que a gente encontre aquele lugar onde queremos ficar para sempre. Até lá, o jeito é viver muitas vidas.

Nas últimas 720 horas da minha existência o tempo ganhou um significado novo para mim. Eu não sei se ele esteve desde sempre comigo, se chegou agorinha e nem quanto tempo vai ficar. Eu não faço mais distinção entre presente e futuro. Eu vivo os momentos, os instantes, o dia, a semana e o mês. E neste curto e longo período de tempo já vivi uma vida!

Finalmente consegui compreender que o presente e o futuro são hoje. Agora, já foi e já é. E dentro de cada dia cabem planos e sonhos do mesmo jeito, mas de uma forma leve. Sem a velha preocupação que me tomava o tempo que eu deveria estar vivendo o que eu estava planejando para amanhã.

Faz um mês que eu sou eu. Até um eu que nem eu mesmo conhecia. Eu faço as coisas que sempre quis fazer, eu ajo da maneira que eu sempre achei que deveria ser. Eu não represento papéis, eu não estou tentando agradar ninguém. E ele está ali do meu lado, do mesmo jeito.

*Agora que o filme terminou consegui concluir o post… fiquei lembrando de onde conhecia a trilha, ela embalou o tal mês. A gente pode não fazer distinção entre presente e futuro, mas sabe muito bem onde fica o passado.

Comecei a ver hoje a 6ª temporada de Grey’s Anatomy e uma frase me mercou no final do segundo episódio:

Quando dói até mesmo para respirar, aí você sobrevive.

Nossa, já senti isso. Tanta dor que parecia que não ia suportar… e hoje estou aqui, consciente de que tudo nessa vida passa, que a gente sempre consegue superar tudo e que a esperança sempre volta.
E aí falaram outra frase, que complementa a outra:
O pior de tudo que quando você acha que já passou, começa tudo de novo…

Mas quando a gente está disposto a querer que comece tudo, para então ver no que vai dar, acho que já passamos do estágio de sobreviver. É então que novamente queremos viver a vida, com o peito carregado do otimismo de que o pior já passou e ainda não chegamos aquilo que nos espera.

artista blogHoje por um momento senti a força esvair, o cansaço de ser sempre forte bater mais alto e algumas lágrimas rolarem. Nossa há quanto tempo não chorava… tanto que nem lembro.

Meu mundo está caótico, tudo parece estar evaporando, desvanecendo, desmoronando… e eu estou completamente paralisada, assistindo a tudo isso derreter diante dos meus olhos e simplesmente não consigo fazer nada. Desisti.

Durou alguns minutos essa sensação. Cheguei em casa e resolvi arregaçar as mangas e começar fazer alguma coisa que amenizasse um pouco do caos e manter uma das poucas coisas sólidas que ainda me resta. No mais, é engolir os suspiros e acreditar que tudo passa e que tudo faz parte de um plano maior e que ainda vou agradecer por isso estar acontecendo porque o melhor virá. De certa forma já aconteceu uma vez e veio o melhor. Vai ver ainda não cheguei onde devo estar.

Assisti na segunda-feira a entrevista do William Bonner (@realwbonner) na Marília Gabriela e ele terminou com trechos finais da poesia Quero, do Carlos Drummond Andrade:

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

Adorei os versos finais. Só quem já se precipitou no caos pode se identificar, é o que eu costumava chamar de “eu não sou eu”. Eu chamava os objetos de não-amor de amores mais ou menos (esse post explica tudo).

Mas o que preciso é acreditar que esse amor existe, não preciso que me digas de 5 em 5 minutos que me ama, mas que me ame em todos os 5 minutos da sua vida e em nome disso me respeite e respeite a nossa história. E quando se tem isso, o amor é tranquilo, não é essa angustia de ficar esperando ser verbalizado para acreditar. Nunca vivi isso, algo como no filme Marley & Eu, em que eles brigam e o amigo já está falando em separação e ele disse: “ei, foi só uma briga, eu amo a minha mulher”. Acho que esse compromisso é o mais difícil de todos. Eu sou um pouco assim, se estou com aquela pessoa me comprometo com a nossa história, por isso que quando vejo que a recíproca não é verdadeira, acabo sofrendo demais. E o Bonner também falou algo nesse sentido em relação a Fátima, e achei lindo.

Talvez isso seja a ética do amor, o verdadeiro compromisso e respeito por aquele que dizemos amar. Isso é o amor, nas atitudes, muito além das palavras. Quando se trata de família tem um laço maior que te une para toda vida. Mas quando tu resolve formar uma família com alguém, aí precisa dessa entrega, de criar esse laço por livre e espontânea vontade, e mantê-lo. Incluir alguém na sua vida é a coisa mais séria desse mundo, pena que tem pouca gente praticando isso com a solenidade que merece. Não acredito que amor acabe, acredito em quem desiste de mantê-lo.

O poema completo:

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

Passar um feriadão na praia… há quanto tempo não faço isso! Tô me sentindo uma pessoa tri normal e que consegue fazer as coisas que gosta e que planeja. E isso não é porque trabalho na maioria dos feriados. Até que andei tendo umas folgas em alguns, mas eu estava aprisionada.

Engraçado, só eu podia me livrar das amarras, mas cada vez me prendia mais a elas e esperava que elas me libertassem, que elas me ajudassem a realizar tudo que eu estava já tão cansada de sonhar porque sabia que eram só sonhos. E o mais engraçado é que eram coisas bobas como essa: passar um final de semana ou um feriadão na praia.

Por que será que eu achava que aquilo tudo podia ser maior que as coisas mais simples e banais da vida? Eu achava que o inalcançável é que traria felicidade, mas o que nos deixam felizes são as coisas comezinhas do dia a dia. É no dia a dia que se constrói a tal felicidade, assim como uma entidade. Percebendo aos poucos para no fim se dar conta e olhar para trás e enxergá-la como algo grande, porque esteve presente todos os dias, ainda que disfarçada de um abraço, de um colo numa noite de tempestade, de ficar protegida a noite toda sentindo outra respiração na nuca, de um arrepio, uma dança, uma ajuda para levar o lixo para fora, de um ombro que fica molhado pelas lágrimas, de apenas deixar-se ficar, permanecer, estar…

http://www.willekedeboer.web-log.nl/

Pelas ruas, flores e amigos,
Me encontram vestindo meu melhor sorriso,

Eu passei um tempo andando no escuro,
Procurando não achar as respostas,
Eu era a causa e a saída de tudo,
E eu cavei como um túnel meu caminho de volta.

E quando ouvir alguém falar no meu nome,
Eu te juro que pode acreditar nos rumores.

Temporada das Flores, Leoni

Às vezes a gente vira a página, outras fecha o livro.

Admitir que acabou, para você, e não para o outro, é mais difícil. Principalmente para quem não quer desistir e por teimosia fica insistindo naquele capítulo. Pensei que jamais ia perdoar por deixar que eu parasse de sentir. Na verdade, só tenho que agradecer. Só assim pude abrir um livro novo.

E uma história nova, com todo mistério e expectativa que tem, é sempre bem mais interessante que uma história que você já conhece. E nenhuma narrativa muda só porque você parou de ler no meio, o final será sempre o mesmo.

Nada nem ninguém muda sem que também mudem as circunstâncias.

PRIMAVERAdegliuominiAssim é com as estações…

Eu ando tão bem e de coração tão tranquilo que tenho até medo de vir aqui escrever… Sem divagações, sem nuvens cinzas sobre minha cabeça. Vivendo, sentindo… Apenas. E isso já é bastante coisa.

Mirando-la-luna-baja

bicimapa

Desde 10 de junho que eu não ia no psicólogo, andei muito relapsa, e Freud diria que o cochilo que tirei ontem antes de ir seria meu subconsciente querendo me sabotar para perder a consulta. Acordei eram 20h e minha consulta às 20h30min, no Moinhos de Vento. E eu precisava abastecer. O posto perto de casa e no caminho estava fechado. Aí fiquei parada na sinaleira,  na lomba da Pinheiro Borda, e o tanque parecia estar mais cheio. Desisti de abastecer no posto perto do Beira-Rio. Cheguei no Bom Fim e ligou o alerta da reserva. Então tive que parar no posto mais próximo e me atrasar para a consulta.

Cheguei quase 20h40min, o colega do meu terapeuta estava terminando de atender e foi embora. Fiquei sozinha. Puxa eu já ando me sentindo tão sozinha… E tocava no rádio: “E aí, será que você volta, tudo a minha volta é triste…” Ainda bem que não vivi esse cenário semana passada, que estava bem mais sensível. Pensei: “será que vou ficar traumatizada na ante-sala da terapia?”.

Liguei para o Lúcio e ele estava chegando. Meia-hora de espera. Saí do consultório às 22h, mas nossa, saí renovada! Como é bom entender certas coisas que ficam entre a razão e o coração nos deixando em dúvidas e gerando sofrimento. Era algo que eu já sabia, mas que claro, vivo bloqueando. E aí levei o puxão de orelha por ficar tanto tempo sem ir nas consultas.

E hoje tive a prova de que minha descoberta de ontem faz sentido. Não tive nenhum sobressalto no coração pela manhã. E uma outra bobagenzinha no fim da tarde me deixou bem felizinha.

Pensando no que escrevi aqui, cheguei a conclusão que eu ainda não encontrei a minha morada definitiva e ela pode ser muito melhor, muito mais saudável, daquelas em que a brisa balança a cortina e o sol de calor ameno invade o espaço.

E o meu sonho não morreu. Está adormecido pois eu vou com certeza a Paris, um dia, ainda não sei quando, em 2011 talvez, talvez leve mais tempo, mas ele vai se realizar e tenho certeza que num momento em que todas as lembranças que eu viver lá serão levadas para sempre. Eu andei cuidando da minha casa e ainda tenho coisas para terminar, pois é para cá que eu sempre vou voltar fisicamente e é onde eu vou compartilhar momentos e descobrir talvez esse novo lar.

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Hoje faz 12 anos que a Princesa Diana morreu e um ano, sete meses e 14 dias que eu comecei a deixar esse sonho morrer. O
sonho de conhecer o lugar onde Amélie viveu seu fabuloso destino após descobrir uma caixa de lembranças no dia em que Diana
morreu em Paris.
No dia 17 de janeiro de 2008 uma promessa de quem sabe poder viver a cena final de Amélie Poulain ao invés de subir sozinha as
colinas de Montmartre me fez mudar aquele sonho. Eram palavras, como sempre são palavras, mas que eu dou um crédito a mais
do que traços que formam ideias. Foram meses até tudo se acertar e depois muitos outros de paciência, tolerância e amor.
Algumas felicidades e muitos, muitos outros sonhos. Confesso que coloquei esse desejo de ir à França, e agora não mais sozinha,
em segundo plano. Ele viria como consequência de outros que eu tinha na minha mente e no meu coração.
Esses sonhos começavam com o trivial. Mas quando o trivial já é um sonho, alcançar os demais parecia impossível e angustiante.
E até que chegou a um ponto que fiquei impotente. Não havia mais nada que eu pudesse fazer para alcançar meus próprios
sonhos. Que sensação sufocante é a impotência diante de seus próprios desejos e obstinações. E mais, no meu exército estava
um homem só. Eu acreditava que pelo menos iríamos juntos até o fim da batalha. Para mim esse ponto era pacífico, sequer seria
discutido. Amor e lealdade andam juntos e não nos fazem desistir simplesmente. Eu não contava que podia haver um desertor. E
houve. E no final das contas eu já estava tão cansada de só sonhar que toda aquela fantasia agora me parecia como os dias finais
de uma guerra em que se sai derrotado: exaustivo, frustrante e com um desejo enorme de voltar para casa.
E eu ainda não consegui voltar.

Hoje faz 12 anos que a Princesa Diana morreu e um ano, sete meses e 14 dias que eu comecei a deixar esse sonho morrer. O sonho de conhecer o lugar onde Amélie viveu seu fabuloso destino após descobrir uma caixa de lembranças no dia em que Diana morreu em Paris.

No dia 17 de janeiro de 2008 uma promessa de quem sabe poder viver a cena final de Amélie Poulain, ao invés de subir sozinha as colinas de Montmartre, me fez mudar aquele sonho. Eram palavras, como sempre são palavras, mas que eu dou um crédito a mais do que traços que formam ideias. Foram meses até tudo se acertar e depois muitos outros de paciência, tolerância e amor.

Algumas felicidades e muitos, muitos outros sonhos. Confesso que coloquei esse desejo de ir à França, e agora não mais sozinha, em segundo plano. Ele viria como consequência de outros que eu tinha na minha mente e no meu coração.

Esses sonhos começavam com o trivial. Mas quando o trivial já é um sonho, alcançar os demais parecia impossível e angustiante. E até que chegou a um ponto que fiquei impotente. Não havia mais nada que eu pudesse fazer para alcançar meus próprios sonhos. Que sensação sufocante é a impotência diante de seus próprios desejos e obstinações. E mais, no meu exército estava um homem só. Eu acreditava que pelo menos iríamos juntos até o fim da batalha. Para mim esse ponto era pacífico, sequer seria discutido. Amor e lealdade andam juntos e não nos fazem desistir simplesmente. Eu não contava que podia haver um desertor. E houve. E no final das contas eu já estava tão cansada de só sonhar que toda aquela fantasia agora me parecia como os dias finais de uma guerra em que se sai derrotado: exaustivo, frustrante e com um desejo enorme de voltar para casa.

E eu ainda não consegui voltar.

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ep66_big_carrieSaí do trabalho, fui na academia e cheguei em casa a tempo de pegar o episódio de Sex and The City que toca Moon River, do Henry Mancini. Como só vi Bonequinha de Luxo no mês passado, a música me marcou pelo episódio I Heart NY.

A música foi trilha de um episódio triste para mim, mas ela sempre me emociona, consegue ser maior que aquela tristeza.

Por que será que quando estamos infelizes a gente faz mudanças que não necessariamente nos tornará felizes?

luna2

Diego Torres siempre!

Quiero que escuches bien
Tú debes saber
Que yo me iré

Será muy lejos para volver
Nos volveremos a encontrar
Tarde o temprano así será

Te dejaré sólo aquí
Todo lo que tú sabes de mí

Búscame en un lugar
Donde duerme las estrellas
Donde el sol va a descansar

Por eso
Búscame en un lugar
Búscame cuando estés triste
Y no te quieras levantar
No te quieras levantar

Yo sé que todo fue muy fugaz
De repente esta vida
Nos tuvo que separar

Nos dimos tiempo, nos dimos fé,
Nos dimos tantas cosas
Que nos hicieron tanto bien

Te dejaré sólo aquí
Todo lo que tú sabes de mí

Por eso
Búscame en un lugar
Donde crecerán las flores
Donde pueda ver el mar

Por eso
Búscame en un lugar
Donde se acuestan los dolores
De ese amor que no se va
De ese amor que no se va

Viajando hacia el pasado
Pude recordar
Las cosas que vivimos
En mí van a quedar

Estaré siempre a tu lado
Para cuando estés mal
Pendiente de tu vida
Y de todo lo demás

Por eso
Búscame en un lugar
No, no
Donde se acuestan los dolores
De ese amor que no se va

Ese amor que no se vaÂ…

Por eso
Búscame en un lugar
Donde crecerán las flores
Donde pueda ver el mar

O vídeo dessa música não está muito bom, mas é do mesmo show que fui em Buenos Aires, só que fui um dia antes!

Tenho me sentido tão isolada.

Não se trata da família (inclusive agorinha enquanto escrevo minha mãe ligou) e nem dos amigos. Me sinto assim no dia a dia.

Uma ilha pelo menos é cercada de água por todos os lados.

Olha que linda essa história de amor: Carta perdida reúne casal depois de dez anos

É por isso que acredito em três coisas: em coisas do amor, sempre dizer tudo que se deve dizer, principalmente por cartas que guardam essa dádiva de se perder ou se achar no tempo; tudo acontece ao seu tempo; e quando é para ser não tem jeito.

E essa é que sempre escuto da minha mãe e já nem sei se acredito ou não: o que é teu está guardado (bah, mas não precisava encontrar só dez anos depois, né?)

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