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A sensação é de vazio, abismo, para onde vou? O que está acontecendo comigo? Eu não sei mais de mim, nem o que quero. Só sei que quero chorar… ops, as lágrimas já estão caindo, e são incontroláveis.

O alívio só vem mesmo quando me dou conta de que pode ser a TPM.

Será que esse dia podia acabar logo para eu chorar as minhas lágrimas de TPM em casa?

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Taí mais uma área da minha profissão que eu acho interessante:  projeto gráfico de livros. No Donna deste domingo saiu uma matéria com a designer Clô Barcellos.  

Fiquei com vontade de comprar alguns livros só pelo visual deles!

empty.jpgDonowatoso

 Mais uma da série Vivendo no cativeiro:

É aqui que assistimos aos jogos de futebol, e é bem melhor do que estar em casa sozinha, porque não consigo gritar para as paredes. Aqui vibramos juntos, como hoje, com a vitória que levou o Grêmio a semifinal da Libertadores.

Mas o estádio está ali pertinho, dá até para ouvir os gritos da torcida tricolor…

Enquanto não posto nada mais útil aqui, alguém pode me explicar o que é que tem a ver aquela irritante música de uma propagada que diz assim: “não tem cara de tiozão, mas acelerou meu coração”?

 E pior que gruda! E dá toda hora!

Estou muito suscetível a irritação. Estou tendo que trabalhar dobrado, e o que é pior, de manhã e mais meu horário normal (tarde e noite). E mais as pilhas de roupas que tenho para lavar em casa (lerê, lerê).

E por isso, ainda não pude gozar de uma folga por ter trabalhado até às 5h da manhã esses tempos aí…Vou ver se marco logo os 20 dias que me restam de férias, porque em agosto terei direito a mais 30! Acho que mereço e preciso!

homem-aranha-3-poster01.jpgFui assistir no cinema Homem-Aranha 3. O primeiro da trilogia que vi na tela grande, porque demorei a descobrir o herói. Foi o que menos gostei. O filme é essencial na continuidade da história, porém as cenas de lutas são muito rápidas, meio uma câmera na mão (que nem programa para “jovem” na tevê), não gostei do surgimento exponencial de vilões e alguns motivos bobos pelos quais se travam as batalhas.

Por outro lado, gostei do lado bad boy do Peter Parker, falando a verdade na lata, sem ser o eterno mocinho bonzinho que abaixa a cabeça para tudo. Bem melhor que essa versão com o ego inflado como ele está, já que agora é amado pelo povo. Mas aquela franjinha em V igual um colega meu da 7ª série tinha (o “bom cabelo”, como foi apelidado por um professor) é de última. O terno todo preto até tá legal, mas delineador no olho não, né? Até parece kajal! Lembra do kajal? Por outro lado, é o seu lado humano, a sua essência falando mais alto. É até compreensível. Já a Mary Jane me irritou um pouco por ser tão volúvel. Embora, seja impossível não se identificar e dar razão a ela em alguns momentos.

A contar pelos resmungos de pipocas, os chutes nos bancos e adolescentes com as madeixas oleosas, pseudo-cabeludos, o Aranha é mesmo uma trama mais juvenil. Não sei se sou eu que estou ficando velha, ou o descobri tarde demais, mas neste quesito, fico com o Superman com seus problemas mais adultos e seu porte de homem, não de menino.

“Não tenho dinheiro pra pagar a minha ioga
Não tenho dinheiro pra bancar a minha droga
Eu não tenho renda pra descolar a merenda
Cansei de ser duro vou botar minh’alma à venda
Eu não tenho grana pra sair com o meu broto
Eu não compro roupa por isso que eu ando roto
Nada vem de graça nem o pão nem a cachaça
Quero ser o caçador, ando cansado de ser caça”

Quero ir para babylon

As minhas calças estão largas, caindo na cintura, mas eu estou acima do peso, me sentindo gorda.

Eu estou mesmo. E não, não estou neurótica.

e-325.jpg

Paul Klee, 1937

“Ocasionalmente precisamos descansar de nós mesmos, olhando-nos de cima e de longe e, de uma artística distância, rindo de nós ou chorando por nós; precisamos descobrir o herói e também o tolo que há em nossa paixão do conhecimento, precisamos nos alegrar com a nossa estupidez de vez em quando, para poder continuar nos alegrando com a nossa sabedoria!

E justamente por sermos, no fundo, homens pesados e sérios, e antes pesos do que homens, nada nos faz tanto bem como o chapéu de bobo: necessitamos dele diante de nós mesmos – necessitamos de toda arte exuberante, flutuante, dançante, zombeteira, infantil e venturosa, para não perdermos a liberdade de pairar acima das coisas , que o nosso ideal exige de nós”.

Friedrich Nietzsche, A Gaia Ciência,  107, Livro II

Scarf for Two Print

Scarf for Two Print

Hoje me sinto novamente mais inteira, mais plena.
Foi-se embora o cansaço e o desânimo que nada mais eram sintomas daquele pesar de apaixonados quando privados dos beijos e abraços.

Os dias voltaram ao seu ritmo normal. Acabou-se o tempo que se rastejava em ausências. Os dias cinzas são coisa do passado. Sinto pulsar algo que se esvaía nos dias solitários.

Descobri que sou movida a amor.

Todos os filhos, por mais que não demonstrem, no fundo acham suas mães súpers. Eu acho a minha. Só que eu me tornei a heroína dela. Tenho orgulho, mas também fico constrangida com o título.

Diante da mulher forte e batalhadora que ela é, ouvir isso supera todas as corujices. Como para ela, as coisas nem sempre vieram da forma mais fácil para mim e eu tento batalhar e seguir. Mas as minhas conquistas, que podem ter tido certo grau de dificuldade para mim, são banais diante das dela que criou duas filhas praticamente sozinhas, pois quando eram casados, meu pai era caminhoneiro e depois eles se separaram quando eu e minha irmã éramos pequenas. Ele sempre esteve presente, mas só quem vive o dia-a-dia é que sabe… E aí quando eu tinha 15 anos e minha irmã 13, veio meu irmão, com todo o cuidado especial que ele precisa. E isso é só um resumo da história. Mas me orgulho muito do seu exemplo, da sua coragem e do seu otimismo diante da vida, que sempre me dá forças para seguir em frente.

Comecei a organizar meu armário. Vai levar tempo. Porque não significa apenas realocar as coisas e arrumar aquelas que estavam fora do lugar. Significa remexer em papéis, ler coisas guardadas, descobrir o sentido de alguns jornais velhos e porque estão ali. É olhar fotos antigas e viajar no tempo. Amassar papéis e se desprender de coisas que talvez um dia possa fazer falta. Abandonar pensamentos que foram transcritos por algum motivo.

Quando eu era adolescente, eu vivia arrumando a minha escrivaninha, relendo minhas poesias, folheando minha pasta de papéis de carta, organizando os cadernos da escola. Adorava fazer isso. Agora, adiei por muito tempo esse encontro com as minhas reminiscências. E estou fazendo em partes. Deve haver um motivo para isto: ou me tornei indiferente com os meus guardados ou o coração balança ao se desprender do que há de mim em folhas soltas.

wear red shoes

wear red shoes

dollhouse1.jpg
Inside a Black Apple

eu preciso arrumar os armários
organizar minhas coisas
amassar e jogar fora os papéis

eu tenho vontade de mudar minha casa
trocar os móveis de lugares
comprar uma cama nova
mas sonhar os mesmos sonhos

quero colocar numa prateleira
os livros que já não tem mais lugar
arrumar os sapatos e deixar os casacos respirarem

quero ter mais espaço
liberar os cantos e as frestas
me desprender de coisas úteis e inúteis
aprender a dar finitude a certas coisas que moram comigo.

cinema e pipocaChegou o frio! E a chuva! Depois da grande jornada de sexta e mais trabalho no domingo, hoje deu uma vontade de ficar em casa! Ia ser uma tarde muito gostosa, vendo Lisbela e o Prisioneiro na Sessão da Tarde e comendo pipoca embaixo do edredom.

Me prometeram uma folga. Tomara que esteja um dia assim para eu aproveitar. E de preferência depois que o námor voltar de São Paulo para onde ele viaja amanhã para a cobertura da visita do Papa.

Capa de Zero Hora de 6/5/2007Acho que desde que o Papa João Paulo II morreu que eu não trabalhava mais de 12h. Nem quando o avião da Gol caiu, em plena sexta-feira, na hora do fechamento da edição de sábado e com todo o jornal de domingo para fazer.

Pois nesta última sexta trabalhei das 16h às 5h. Atravessamos madrugada a dentro para mostrar “Por que se mata no RS”. O resultado você pode ver na reportagem da Zero dominical aqui, mas meu trabalho mesmo só dá para ver nas páginas impressas.

logo_fundabienal.gifAh, quer saber, não acho nenhum absurdo que não tenha nenhum artista gaúcho na próxima Bienal do Mercosul aqui em Porto Alegre. A lista divulgada na última quarta tem gerado controvérsia por isso.

A mostra reúne artistas do Mercosul, portanto o Brasil tem que ter representação como PAÍS, e não como ESTADO. E oito brasileiros estarão participando. Tá certo que poderiam prestigiar algum gaúcho já que nossa Capital sedia o evento, mas vamos combinar que temos o ano inteiro, ou melhor, dois anos inteiros para ver artistas gaúchos. E eles tem recebido, merecidamente, nossos espaços nobres para suas exposições. A exemplo de Miriam Topolar que neste fim de semana encerra sua posição no Margs e Vera Chaves Barcellos que começa uma antologia no Santander Cultural. E a gaúcha Elaine Tedesco estará com suas guaritas na Bienal de Veneza. Ora, se Veneza ficasse preocupada em expor seus artistas, talvez não houvesse espaço para Elaine.

Além do mais, inventaram a tal de Bienal B, paralela a Bienal do Mercosul vai expor obras de artistas que ficaram de fora. Espero que eles tenham o mínimo de critério e essa organização possa se tornar respeitada, pois é sempre bem-vindo quem queira somar.

E no mais, vamos receber os artistas de fora, que provavelmente não teremos outra chance de ver seus trabalhos.

Acredite se quiser, isso é Picasso na fase de retorno do perodo clássico entre 1917-24Não que eu estivesse esperando, mas finalmente começamos estudar Picasso na aula de Vanguardas Históricas da Arte. Digo isso, porque vem sendo adiado desde o final do último semestre e já era para ter começado na aula passada. Hoje assistimos duas partes do documentário Picasso Meu Amor. Na próxima aula veremos a última e começaremos com uma centena de slides de sua vasta obra.

É inegável a grandiosidade de seu trabalho e a marca maior que deixou com o Cubismo (que nem foi uma fase tão longa assim). Precoce ele começou muito cedo, e portanto, produziu muito, em diversas fases, inclusive surrealista.

O filme mostrou a sua arte através de sua vida e seus amores. E foram muitos. Sobretudo as mulheres de amigos. Como quem acende um cigarro no outro, ele engatava casos com mulheres. Depois de várias amantes, o seu primeiro amor, mas longe de ser o último, foi Fernande Olivier, que inspirou a fase rosa. Fiquei surpresa pois jamais ouvira meu nome que não fosse em português.

Particularmente, não é o tipo de pintura que eu gosto. Considero várias coisas importantes em seu trabalho, aquele papo que já falei que depois que a gente estuda os artistas, começa a gostar de todos pois cada um tem sua particularidade. Mas se fosse para ter em casa, eu só queria um Picasso pelo valor monetário, já que assim, eu nem poderia colocá-lo na parede mesmo. Mas talvez eu mude de idéia, quando estudarmos quadro a quadro.

E mesmo Picasso sendo consenso, não dá para esquecer de minimizar sua genialidade já que o cubismo começou com as pinceladas geometrizadas de Cézzane.

dscn2767.JPGEu tinha grande expectativa em conhecer a livraria El Ateneo Grand Splendid. Instalada dentro de um antigo teatro, tem no palco um café e alguns camarotes com poltronas onde se pode sentar e ler à vontade. Em volta disso tudo, livros, livros e mais livros. Esplêndida mesmo.

Veja o interior da El Ateneo

Aí é que se vê o nível cultural de Buenos Aires, pois esse antigo teatro é bem peracido com o nosso São Pedro. E o teatro deles, o Cólon é maravilhoso. Fiquei boquiaberta quando fiz a visita guiada. Apesar de não ser free para jornalista, vale a pena gastar 12 pesos para conhecê-lo. É o teatro lírico mais importante da América Latina e um dos cinco mais famosos do mundo por sua acústica. Devido ao seu centenário estava fechado para reformas, mas eu gostaria muito de um dia poder voltar lá numa noite de ópera. Em 2008 ele reabre com Aída, de Giuseppe Verdi, a mesma da inauguração em 1908.

Mas voltando à livraria e porque foi um capítulo a parte. Inicialmente pensei que só daria uma olhadela, afinal os livros são todos em espanhol, embora quisesse adquirir Toda Mafalda. Mas ao chegar na seção de Diseño enlouqueci. Muitos livros sobre desing gráfico, diagramação e comunicação visual. Coisa que aqui não se encontra. Separei logo uns cinco. Aí vou ver os preços: decepção. A maioria custava entre 100 e 200 pesos. Fiquei com o único dentro do meu orçamento que custava 38 pesos: El diseño de comunicación, Jorge Frascara. Mas levei também a Mafalda, que é um clássico. Só ficou faltando tomar o café no palco!

Buenos Aires – Capítulos a parte IV
Buenos Aires – Capítulos a parte III
Buenos Aires – Capítulos a parte II
Buenos Aires – Capítulos a parte I
Surpresa da viagem

joesorren.com 

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Trabalhar no dia do trabalhador.

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