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Ter que se privar do uso de algumas peças do vestuário durante o período que você está juntando o suficiente para encher a máquina de lavar roupas.

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http://soniaesplugas.blogspot.comSempre tem uma música certa para cada momento, uma tradução do que a gente sente nas letras e melodias… 

Gosto quando uma música tem uma letra triste mas uma melodia alegre. Eu canto com a voz alta, como se pudesse estravazar esse sentimento e o som me embala, danço e fico mais feliz.

No mp3 do carro essas músicas me levam…

Big and black the clouds may be time will pass away,
If you put your trust in me I’ll make bright your day.
Look into these eyes, tell me what you see,
Don’t you realize now what you see is me.
Tell me what you see 

(Tell Me What You See, The Beatles, tradução)

Sobre todo creo que no todo está perdido             
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

(Al Otro Lado del Río, Jorge Drexler)

si todo empieza y todo tiene un final,
hay que pensar que la tristeza también

se va,
se va,
se fue…

(Se Va, Se Va, Se Fue, Jorge Drexler)

Depois de três meses, exatamente, três meses, recebi ontem os dois volumes da coleção Mestres da Pintura que tinha comprado no site da Folha de S. Paulo.

Depois dessa confusão, troquei o endereço para a portaria do condomínio, mas esqueci de autorizar o porteiro e a encomenda voltou. Então liguei e pedi que mandassem novamente por uma distribuidora que se não me encontrasse ia entrar em contato e eu saberia o endereço e poderia buscá-los. Não sei o que aconteceu, só sei que depois de alguns dias sem olhar minha caixa de correspondências, lá estavam as três tentativas do carteiro e novamente pedindo que eu buscasse a entrega na agência do Menino Deus. Desta vez liguei, o pacote estava lá e para não ter que pagar estacionamento de novo, até porque o do posto da esquina estava lotado, estacionei na calçada em frente ao Correio. Como achei que não podia, larguei o carro ali, mas tinha uma vaga realmente, só que bem apertada então deixei mesmo na porta onde chega os carros de carga e descarga. Azar!

E finalmente pude colocar na prateleira os livros de Van Gogh e Cézanne, ao lado do Da Vinci. Ainda quero comprar mais alguns volumes. Mas vou tentar na Cultura mesmo.

circus7.jpg

Claudia Degliuomini

Dia 1º de agosto. Quarta-feira. Só mais uma semana.

Vida nova, disse a pessoa que me comunicou. Acertou!

Julho foi o mês do desgosto, agora é começar de novo. Com sorte, fugir do que eu queria… Tudo indica que sim.

Quando eu digo que a vida anda em círculos… Na outra vez aconteceu a mesma coisa. Eu esperei, esperei e de repente: mudança. Bem na hora, como agora, que eu precisava fugir daquele olhar vazio.

Na primeira vez teve tragédia também. Engraçado, foi um dia depois do 11 de Setembro. Na segunda, só o tormento. E agora, uma semana depois do desastre da TAM. Grandes tragédias que marcam minhas pequenas tragédias… é a vida. E é melhor rir porque para o choro já há motivos de sobra.

De volta ao chão. Não foi fácil voltar, como previ, o cabo arrebentou e bem depressa quebrei a cara lá embaixo. Agora a descida é lenta e vai dar certo.

Estou cuidando do jardim e ele vai ficar bem florido de novo, ah vai. E o caminho vai ser novo. Mas quem disse que novo não é bom?

esefosse_01.jpg

Assisti no fim de semana o adorável E se fosse verdade. Acho que desde Como se fosse a primeira vez que eu não via um filme tão delicado, leve, fofo e especial.

Acabei com aquela impressão ruim que ficou do Mark Ruffalo em Zodíaco. Ele está novamente doce como em Minha vida sem mim. Ele tem um ar triste que qualquer mulher se identifica, por isso ele deixa a gente suspirando com os seus mocinhos…

O filme se passa em San Francisco e os protagonistas vivem num daqueles apartamentos com baywindow* que eu adoro e tem uma vista linda. É comédia romântica, portanto em vários momentos tive vontade de chorar, inclusive no final. Mas chorar por coisas boas quando a gente já chora pelas tristes…

E apesar de um enredo bem fictício, há uma esperança real e por isso é que a história fica tão linda. E a trilha sonora é maravilhosa.

Este DVD já entrou para a minha lista, é daqueles que vou colocar na prateleira ao lado de Amelie Poulain. E vi nos extras que o filme foi baseado num livro francês, que na época não tinha tradução nem em inglês, mas graças ao sucesso do cinema, o livro veio na carona. Eu quero!

Eu não queria ser tão sozinha como a Elisabeth do filme, mas é assim que tenho me sentindo. Algo horrível aconteceu para que ela se desse conta disso. Já eu tenho consciência, mas este, infelizmente, é um problema que não se resolve sozinha…

Separados pelo casamento

Também vi esse filme. Os casados devem se identificar, já eu, assim só na teoria, porque não vivi essa prática posso dizer que a solução é comprar uma lava-louças. Mas mesmo odiando balé ele deveria ir com ela… as mulheres sempre se envolvem mais com as coisas deles do que o contrário…

* Tive que pedir ajuda às minhas colegas do Casa&Cia para descobrir o nome, obrigada a Camila e a Renata.

harry-potter-5-poster09.jpgNão curti muito Harry Potter e a Ordem da Fênix. Meio que filme de continuação, necessário, mas sem muita emoção. É que o anterior, O Cálice de Fogo tinha demais, e aí comparando acaba sendo meio injusto. Talvez seja isso e também porque eu não lembrava de algumas coisas e achei outras tratadas superficialmente. Mas o Daniel Radcliffe está um colírio! Em a Ordem da Fênix aparece uma cena do primeiro filme e aí a gente nota que viu o guri crescer nas telas e está se tornando um homem e tanto. Olho para meu irmão, que levei para ver A Pedra Filosofal há sete anos e vejo que ele também mudou muito desde os quatro aninhos de idade.

Na teoria nº 19 eu falo que não importa o final e sim o percurso, o meio, o recheio, a trajetória…

Só que o final é sempre triste porque ele significa não ter mais o recheio…

É impossível ser feliz sozinho, mas é melhor ser alegre que ser triste…

Desde a tragédia com o avião da TAM (que eu nem comentei nada porque não tem palavras) tenho trabalhado bastante.

Ontem saí mais cedo, por volta da 1h da manhã. Demorei um pouco para sair do estacionamento porque fiquei procurando a música que citei no post abaixo. Saí com o rádio a todo volume. Quando entrei na Av. Erico Verissimo, que é asfaltada, diferente das outras, mesmo com o som alto notei que tinha alguma coisa errada. Na sinaleira abri a porta para ver se tinha algum plástico ou algo assim ou se o pneu estava furado. Não consegui ver nada. Resolvi fazer a volta e parar no posto de gasolina. Desci e o pneu estava no chão! Olhei para os frentistas e perguntei: o que faço agora? Se proporam a trocar para mim. Ufa! Porque uma vez precisei de um posto de gasolina para isso e ninguém ajudou. Acho que o fato de estar de saia contribuiu… Pelo menos se precisasse pedir carona ia ajudar!

My heart is drenched in wine
But you’ll be on my mind
Forever

(Don’t Know Why, Norah Jones)

Eu só tenho essa música da Norah em mp3. Talvez seja a mais conhecida, porque era tema da novela Mulheres Apaixonadas. Li ou ouvi falar do último CD dela esses dias. Fiquei com vontade de comprar este ou qualquer outro, porque dela só tenho o The Little Willis. Ontem eu ouvi a tradução num filme, e gostei dessa parte aí. Um filme que uma vez eu olhei e suspirei por também sentir aquilo que os dois sentem quando ficam juntos…

É mais difícil acreditar num sonho que deixou de ser realidade ou em uma realidade que deixou de ser sonho?

Para mim, ainda é díficil acreditar…
E esta distância tão próxima torna tudo mais triste.

Hoje está chovendo, dia cinza. Igualzinho na semana passada. Estou preferindo os dias assim aos ensolarados.

Pelo menos não está tudo negro, só cinza…

http://claudinehellmuth.blogspot.comTem coisas bem simples que me fazem perceber que eu cresci, que eu me tornei adulta e que aprendi a cuidar de mim.

Uma delas é que de vez em quando eu me obrigo a comer feijão. Minha mãe sempre dizia que é bom para saúde, que tem ferro, etc, etc. E eu relutava. Quando criança, tínhamos um acordo: eu comeria de vez em quando, mas só o caldinho e separado do resto da comida. Por isso, muitas vezes aquele gosto amargo que eu sentia do feijão estava associado ao RBS Notícias e ao Elói Zorzetto, porque eu não queria comer no almoço então era obrigada a comer no jantar.

Hoje, quando tenho oportunidade, como feijão, porque me preocupo comigo e porque como me alimento mal muitas vezes, então penso que pode dar uma compensada.

Desperdicei durante anos o feijãozinho gostoso da minha mãe para comer o do restaurante da empresa. Mas ainda assim, só o caldinho.

Comovente a Cartas do Editor deste domingo em Zero Hora. Ainda na sexta-feira, quando meu chefe nos repassou o texto, chorei com as palavras do nosso diretor de redação sobre a jornaleira que morreu atropelada durante o seu ofício. Deixou para trás uma filhinha de quatro anos e fez vir à tona sua competência, o orgulho que tinha de seu humilde e importante trabalho e o carinho que adquiriu nas sinaleiras vendendo o jornal que ajudo a produzir e que como tantos aqui dentro, seguros, com ar-condicionado, muitas vezes reclamamos de ter de fazê-lo.

O texto fala também da função do jornaleiro, mais antiga que do jornalismo e lembrei da minha infância, quando minha mãe alimentava o sonho de comprar uma estátua de jornaleiro que vendiam no armazém da esquina. Lembro que ela fez um pacote (uma espécie de crediário ou consórcio), ela foi pagando aos poucos, e quando finalmente completou o valor, levou o garboso menino com uma pilha de jornais embaixo do braço para adornar a sala.

Acho que a estátua acabou sendo quebrada pelos meus primos, que estragavam tudo o que viam pela frente. Se não me engano, minha tia até deu uma outra, mas já não tinha o mesmo valor para minha mãe.

Depois de chegar em casa na noite de quarta-feira com temperatura de 4° resolvi sair na quinta-feira de luvas, até porque a direção do carro gelada nessas noites frias é algo insuportável (mas descobri que dirigir com as que eu tenho pode ser perigoso, pois são escorregadias).

Porém, quando cheguei na empresa, de luvas, apertei o botão do elevador e nada de ele chegar. Aí notei que a luz não acendia, mas que ele estava subindo e descendo. Continuei apertando, pensando que o led estivesse queimado. Até que me dei conta: como o botão é para digital, não funcionaria com luvas! Óbvio, só que quem se daria conta de imediato?

Dia de faxina

http://tamainslie.blogspot.com/

 

http://tamainslie.blogspot.comhttp://tamainslie.blogspot.com

Aunque cambien los tiempos
y pierdan el tiempo
yo seguiré pensando igual

Porque sueño que un día tu vida
y la mía se encuentren en algún lugar

Sentir que el amor que va por dentro es fuerte y de verdad…

 (Déjame Estar, Diego Torres)

 Um post que escrevi há quase três anos retrata o mesmo sentimento que sinto hoje. Tudo igual. As coisas que eu achava que tinham melhorado na época, evoluíram, ou seja, a vida até foi melhor, porém o desfecho foi o mesmo e eu estou, de novo, parada no mesmo lugar. Mas o tempo, esse invencível, continua passando…

 Acho que é por isso que as pessoas chegam a uma determinada idade e se perguntam: o que eu fiz da minha vida? Tudo que eu posso dizer é que eu tentei. Mas acho que insistir na tentativa pode contribuir para essa vida cíclica. Se eu desistir e me conformar daqui alguns anos eu possa ver que as coisas não são sempre iguais.

Para o bem ou para o mal.

Não pense que a cabeça agüenta se você parar
Não, não, não, não…

http://beatricebillard.blogspot.com/http://beatricebillard.blogspot.com/http://beatricebillard.blogspot.com/hidden.jpg

Beatrice Billard

Essa história da viagem eu não tinha contado aqui no blog ainda. Saiu no Caderno Viagem da Zero Hora, no dia 12 de junho.

Buenos Aires – Capítulos a parte V
Buenos Aires – Capítulos a parte IV
Buenos Aires – Capítulos a parte III
Buenos Aires – Capítulos a parte II
Buenos Aires – Capítulos a parte I
Surpresa da viagem

Andava por um gramado verdinho e florido. Algumas flores que estavam murchas já haviam sido regadas e estavam ganhando uma nova chance. De repente, zupt! Foi sugada, alçada e tudo ficou suspenso.

Sua vida, parada no ar.

Ao mesmo tempo que podia ver além do horizonte, também tinha aquela sensação de perder o chão. Não haviam mais certezas.

Lá longe até via mudanças se aproximando, mas e essa falta de ar?

Em algumas coisas, há previsões, tem até data para descer desse guindaste que tornou tudo tão incerto. Em outras, tem a impressão que o cabo vai soltar e ela vai quebrar a cara, vai se espatifar lá embaixo, nesse gramado que tá meio descuidado agora.

Decide que vai ter que aprender a conviver com o sobressalto, com a falta de ar e o soluço que ficou preso, pois não tem idéia de quando vai pisar no chão novamente, quando vai cuidar da grama outra vez e seguir em frente nos caminhos que se abrem. Mas tudo o que ela quer é o seu, o seu caminho de volta.

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