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I just want be for somebody this:

You’re a falling star, you’re the get away car
You’re the line in the sand when I go too far
You’re the swimming pool on an August day
And you’re the perfect thing to say

And you play it coy, but it’s kind cute
Ah, when you smile at me you know exactly what you do
Baby, don’t pretend that you don’t know it’s true
Cause you can see it when I look at you

And in this crazy life, and through these crazy times
It’s you, it’s you, you make me sing
You’re every line, you’re every word, you’re everything

You’re a carousel, you’re a wishing well
And you light me up, when you ring my bell
You’re a mystery, you’re from outerspace
You’re every minute of my everyday

And I can’t believe, uh that I’m your man
And I get to kiss you baby just because I can
Whatever comes our way, ah we’ll see it through
And you know that’s what our love can do

And in this crazy life, and through these crazy times
It’s you, it’s you, you make me sing
You’re every line, you’re every word, you’re everything

And in this crazy life and through these crazy times
It’s you, it’s you, you make me sing

You’re every line, you’re every word, you’re everything
You’re every song, and I sing along
Cause you’re my everything

Yeah, yeah

(Everything, Michael Bublé)

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Ontem eu cheguei em casa e sentei com o laptop na sala. Liguei o rádio, fiz um lanche. Igualzinho quando eu morava sozinha em Porto Alegre. A diferença é que lá eu ligava a televisão e aqui eu não moro sozinha, mas sim com mais seis pessoas. Três são gaúchos, então no meu primeiro findi teve churrasco e chimarrão. E nessa semana temos mais dois moradores, os pais de uma colega. Aos poucos o pessoal foi chegando e ficamos batendo papo. Nem sempre isso acontece, tem dias que nem vejo as pessoas. A convivência é bem pacífica e nem tem fila para tomar banho. Já me sinto bem adaptada à casa e aos poucos à cidade, essa big city que parece tão pequena com suas clássicas casinhas. Não andei muito ainda pelo meu bairro, que mais parece a Indía, tem mais lojas de saris do que de roupas ocidentais. Vou mais até a avenida principal e me limito a chegar a estação do tube ou o supermercado. Mas saio todos os dias e tirando as diferenças do Brasil, de resto é como se eu estivesse em casa. Nunca pensei que eu pudesse me adaptar tão facilmente a uma mudança tão grande. Claro que estar rodeada de brasileiros facilita e ao mesmo tempo atrapalha. E como tem brasileiro em Londres! Sempre se encontra por tudo que é lugar.

Nos primeiros dias tudo é novidade, eu mandava e-mails para a família e amigos contando detalhes de como são as coisas aqui, como os caixas eletrônicos serem na calçada, os carros poderem estacionar de ambos os lados se a rua é de mão dupla, o transporte é o que há de mais caro, mas muito eficiente, bem mais que o trânsito, por isso não sinto falta nenhuma do meu carro. No meu primeiro dia no tube era aquela tensão, em pé em frente a porta cuidando cada estação. Depois eu comecei a sentar e ler o jornal free que tem no metrô. Hoje até voltei cochilando. Eu saio bem cedo de casa para ir para aula e a central line é muito lotada, mas muito lotada, mas aqui funciona o esquema das pessoas esperarem quem está dentro sair do vagão para entrar, ficam do lado direito da escada rolante e o que mais digo é sorry, porque se alguém mal encosta em ti se desculpa. Coisas pequenas, mas é nelas que sinto grande diferença e gosto de viver aqui. Sem contar a segurança. Tem coisa melhor que poder sair de noite e voltar para casa sem se preocupar? E voltar de metrô ou ônibus…

Uma das coisas que eu achei que me deixaria muito de mau-humor é o clima. Eu não gosto do inverno e sempre odiei chuva. Pois aqui chove todos os dias, sem exceção. Já acostumei a nem usar guarda-chuva, coloco uma boina por causa do óculos e pronto. Em caso de chuva forte até uso, mas preciso logo de um casaco impermeável com capuz que daí não carrego mais o guarda-chuva mesmo. E tem lugares de roupas muito baratas aqui, comida no super também é barata e tem muita variedade de comida congelada e boa, coisas que a gente não encontra aí.

Nesses 10 dias eu vi um russinho e um chinezinho muito fofinhos no trem que me fizeram sorrir. Já vi gente vestida de tudo que é jeito e ninguém repara nos outros. Isso é outra coisa boa daqui. Nenhum inglês foi mal educado comigo, sempre tive ajuda quando precisei, coisa de até me acompanharem até a esquina para me mostrar onde fica o que eu estava procurando porque eu não entendia bem o que eles diziam. Vi no metrô umas meninas fantasiadas de animais indo para uma festa e ninguém dava bola. Até que um cara entrou e pego de surpresa começou a rir e logo pediu desculpa, mas todo mundo se divertiu com a situação. Aliás, o tube na sexta-feira é muito animado porque todo mundo está indo para a festa. Fiz amizades que ainda parece que estou lá em Poa com as gurias. Eu vi um pai puxando a filha por uma coleira, um mendingo atirado num dos corredores das estações do metrô com duas latas de cerveja em volta e rindo à toa e já consegui fazer piadinha com os ingleses.

Ainda não visitei todos os pontos principais, mas estou fazendo com calma. E no Big Ben e na Tower Bridge quero voltar de noite. O Palácio de Buckingham achei bem chinfrinho. Ainda não vi a troca da guarda. Já fui na The National Gallery e vi muitos, mas muitos dos quadros que estudava em slide na aula de História da Arte, inclusive os girassóis de Van Gogh, obra do do Degas, Cézanne, Monet, Renoir, Klimt. Tem muita obra acadêmica, que não gosto muito, mas não posso deixar de dizer que fiquei impressionada em como a pintura parece real de um jeito que a fotografia nunca vai conseguir traduzir. Também fui na exposição The Real Van Gogh, The Artist and His Letters, na Royal Academy of Arts. Impressionante! Tem obras de museus do mundo todo, inclusive do Museu Van Gogh, de Amsterdã, e algumas obras de coleção particular. Tem desenhos e mesmo neles tem uma luz que na pintura é incrível de um jeito que só Van Gogh fazia. Sem contar as pinceladas e nos tons dos azuis apaixonantes. A exposição é paga, não é muito barata, e todo dia tem filas enormes. Não sei se são só turistas ou se realmente as pessoas se importam. Mas fica todo mundo calmamente andandando praticamente em fila para ver as obras e não dá confusão. E vi algumas esculturas com os belos movimentos de Rodin no museu Victoria and Albert Museum. Ainda tenho que voltar nesses lugares porque é impossível ver tudo num dia só, sem contar outros mil lugares para visitar ainda.

Londres é multicultural e por isso é um pouco difícil ter contato com a cultura inglesa, ainda não me sinto em completa imersão. Mas passado o perído de adaptação, esse é meu próximo objetivo.

Ainda não deu tempo de escrever aqui, mas só posso dizer uma coisa: minha primeira semana em Londres foi muito intensa e ao mesmo tempo easy.

Parece que já moro aqui há um tempão, já fiz muitas amizades e estou amando viver aqui. Eu volto pra contar com mais calma.

Que o velho mundo me traga novas teorias.

É nesta sexta!

Je suis de partir sur route du vent
Je suis la jeune fille aux cheveux blancs

Na quarta passada eu assisti novamente (500) Days of Summer, e sei lá, dessa vez achei ela meio filha da puta. Acho que é porque estou em outro momento agora, há uma luz que nunca se apaga…

Eu sempre amei trilhas de filmes. As músicas tem outro significado para mim depois que fazem parte de uma história. Com a facilidade de ter músicas hoje em dia, tenho as trilhas de todos filmes que gosto e quando revejo presto atenção nas cenas em que a música se encaixa. Adoro todas desse filme… You make my dreams uhuhuhu oh yeah!

Mas dessa vez prestei atenção na cena do elevador que ela destaca o seguinte trecho da música There is a light that never goes out, dos Smiths:

To die by your side, such a heavenly way to die

Já eu destaco essa:

I never never want go home
because I haven’t got one
anymore

E essa música tocou na festa da última sexta, que é assunto para outro post… a seu tempo.

Tenho coisas para escrever, mas não está dando tempo, estou vivendo e aproveitando cada momento, até os antecedentes…

Faltam só 10 dias… o relógio marca 23h59, então são praticamente 9 dias…

Como me disse a Mônica, realizar um sonho causa emoção.

I’ll be back!
Je soutiens!

Faltam 16 dias. São só mais dois fins de semana.

Não sei se é muito ou se é pouco. Estou muito tranquila. Acho que a ficha ainda não caiu…

Eu ganhei a trilha do filme Le Fabuleux Destin D’Amelie Poulain e o DivX  com o filme de um ex-colega de trabalho. Ouvi muito aquele cdzinho gravado especialmente para esta fã que não parava de cantarolar as valsas do Yann Tiersen durante as madrugadas no offline. Depois com tantos mp3s e para não arranhar o CD no carro, acabou que as músicas ficaram esquecidas na trilha dos meus dias.

Aí agora, ouvindo algumas coisas em francês e comentando no twitter, minha amiga Gi baixou várias músicas da França e mais outras que seus colegas franceses de ONG compartilharam com ela. Como eu não tinha baixado ainda o que andava descobrindo, antes dela partir carreguei meu pen drive com essas canções e mais uma pastinha com a trilha do filme em mp3. E essa semana voltei a ouvir, no fone de ouvido, antes de dormir, porque eu não estava na minha casa para colocar em alto e bom som. Tentei achar no blog se tinha algum motivo para eu ter desistido de querer dançar a Valse d’Amelie, que para mim significa isso aqui. Não encontrei uma razão aparente, mas fiquei feliz com alguns enganos. Como ter achado que meu fabuloso destino já estava completo porque eu tinha encontrado meu Nino Quincampoix. Não era, e nem deveria ser se era para ser daquele jeito. Eu ainda não dancei a Valse d’Amelie. J’espère que merveilleux.

Les projets que je fais
Presque sans trêve
Les beaux soirs ou l’espoir
Berce mon rêve

(trecho de Si Tu N’étais Pas La, da trilha do filme. A música que o ceguinho escuta em uma vitrola na estação de trem)

Os sonhos que criei
Quase sem dar trégua
A bela noite ou esperança
Balança o meu sonho


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