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O episódio “Águas Turvas – Parte 2″, da terceira temporada de Brothers & Sisters surpreendeu pela trilha. A música Bridge Over Troubled Water na voz de uma mulher ficou emocionante, aliás, adoro versões de músicas em vozes femininas.

Lembrei que tinha essa música numa fita k7 do Simon & Garfunkel que eu pedi de dia da criança para meu pai. Precoce, antes dos 10 anos eu pedi essa fita, uma da Madonna (Like a Prayer) e Que país é esse, do Legião Urbana. Legião foi me marcar alguns anos depois. Da Madonna nem lembro que músicas tinha no k7. O que me definiria melhor hoje é mesmo a fitinha da dupla.

Eu não lembro se era o álbum Greatest Hits 1972 ou The Concert in Central Park 1982, mas além da música que me refiro ali em cima, tinha Mrs. Robinson, Sound of Silence e Boxer. Na minha remota lembrança não era nenhuma das capas desses discos, mas começava com Mrs. Robinson como esses dois.

Ah e como eu lembro dos meus porta fitas! Primeiro com caixas de papelão imporovisadas, até que meu pai mandou fazer ou ele mesmo fez – não lembro – uma caixa de madeira, envernizada e que tinha a largura certinha das fitas. E a tampa era de correr. Nossa eu andava com aquilo para cima e para baixo, levava nas viagens para a praia e submetia a família às minhas trilhas exquisitas a caminho do litoral norte.

No blog da série descobri que a música do episódio é interpretada por Quincy Coleman. Olha que linda ficou:

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… veio o pesadelo.

Na segunda comecei a ligar para as assistências técnicas da Caloi que fariam a montagem gratuita da bicicleta. O primeiro telefone, de uma pertinho do trabalho, caiu num bar. Fui seguindo a lista e as previsões das mais pessimistas: montagem só para o dia 28, para janeiro… O único lugar que faria para quarta ou quinta era em Belém e de tão longe eu não conseguiria levar antes de ir para o trabalho nesse mesmo dia.

Então fui no guia e comecei a procurar outras alternativas e consegui uma loja  perto do jornal que faria para o dia seguinte, pagando, mas o valor não era muito alto. Fiz isso e ela ficou pronta no mesmo dia! Esperaram um pouco mais para dar tempo de eu sair do trabalho e lá estava a minha bicicleta novinha montada!

Mas não dá para acreditar, já está acabando a terça-feira e eu não dei uma voltinha ainda… e pelos compromissos da semana vai ficar só para o findi mesmo. Mas ela tá ali e eu não paro de olhar, babona…

20 anos. Este é mais ou menos o tempo que levei para realizar este sonho. Um dos primeiros da minha vida, com certeza. Não sei bem se foi quando eu tinha sete anos, mas era por aí. 

Lembra da bicicleta que encontrei semana passada? Pois bem, nenhuma outra foi capaz de encher meus olhos a ponto de dizer: é esta! A bicicleta que eu sonhava, com flores, porém bem maior agora. E sem o clichê rosa. Hoje fui até o outro Carrefour, o da Plínio, para ver se tinha… e nem de mostruário. Eram todas feias. Resolvi voltar no Carrefour do Partenon, para levar a que estava exposta, se lá ainda estivesse. Tinha que estar! 

Cheguei e fingi que era a primeira vez. Disse que queria comprar aquela e o vendedor foi até o depósito, primeiro olhou o nome dela: “Caloi Ventura, Aro 26”, disse de cór. Em seguida ele voltou, para levar a plaquinha com o código e não ter erro – acho que era o mesmo cara da semana passada e daquela vez ele não olhou o nome e nem o código. Fiquei de guarda em frente à bike, pois ia levar aquela de qualquer jeito. Uma guria chegou, olhou e se apaixonou, chamou a mãe e fiquei com ciúme quando ela mexeu no espelhinho da minha bicicleta, mas também com orgulho, fiquei com vontade de dizer: eu vou levar esta!

Mais um tempo de espera e eis que o vendedor surgiu  com a caixa na mão! Mal acreditei, fiz ele abrir para ver se era mesmo a bici dos meus sonhos… e era!!! Ele explicou a demora porque ela estava bem no fundo e era a última! 

Era para ser essa, era para ser minha…

Só não entendo o destino que me fez tê-la hoje e não semana passada. Será que optar pela bicicleta quer dizer algo sobre meu futuro? Espero que não…

Particularmente preferia ter levado a semana passada, não só porque ela já estaria montada e teria sido minha companheira neste fim de semana, mas também porque poderia ter mudado o curso de algumas coisas. Ontem, por exemplo, eu estaria pegando sol sobre as duas rodas e não teria me dado conta de algumas coisas, e também porque foi mais um momento que não pude compartilhar… talvez venha muitos outros. Eu já deveria estar acostumada.

Não vejo a hora de vê-la montada e sair pedalando por aí!

Acho que agora vou conseguir ir em frente com meus outros sonhos.

Finalmente decidi pela bicicleta. Estava no Carrefour sábado, vi vários modelos e achei uma linda, perfeita! Já estava triste porque até que montassem eu não poderia andar na nova ciclovia aqui perto de casa neste fim de semana. Tudo isso enquando aguardo buscarem no depósito. Não tinha mais…

bici

Eu quero minha Caloi! Será meu presente de Natal, uma bicicleta novinha como sonhei a minha infância e minha adolescência todinha

Outros papos de bicicleta

Passada a infância o desejo da Caloi Ceci evoluiu para uma Caloi Ventura, aquela roxa com o banco verde limão. Lembro que ficava em frente da minha casa tomando chimarrão e via uma garota que passava garbosa em cima da sua, livre para circular pela cidade e paquerar os garotos. Eu tinha que esperá-los passar, se é que algum passaria pelo meu portão… Coisa de adolescente.

Foi então que anos depois, quando essa bici já estava fora de circulação, meu pai apareceu com uma usada. Mas eu queria igual, mas acho que teve um rolo até ele deixar que a bicicleta ficasse na nossa casa, coisa de pais separados… ele achava que minha mãe não cuidaria direito, sei lá. No verão eu levei a bicicleta para a praia e 10 dias antes de completar 18 anos, numa noite quente,  eu e a turma da praia saímos a percorrer as ruas de paralelepído do balneário Nordeste com nossas magrelas. Foi então que mesmo andando devagar eu levei o maior tombo da minha vida. A ferradura do freio soltou e trancou nos aros da roda, com a trava inesperada eu voei por cima do guidon e dei de cara no chão. Quando me levantaram minha camiseta estava empapada de sangue eu eu dizia ter visto um clarão. Na verdade, quando caí o aparelho dos meus dentes raspou na pedra da rua criando uma faísca.

Voltamos em procissão empurrando as bicicletas com o sangue escorrendo da minha face. Eu estava tranquila, até ver a cara de pavor dos meus avós e dos pais dos meus amigos. Quando me olhei no espelho, a coisa estava feia mesmo. O aparelho tinha descolado de todos os dentes da frente e cortei o lábio inferior por dentro. Me levaram para uma emergência em Tramandaí. No guichê a pessoa na minha frente reclamava de uma unha encravada enquanto eu ali, com a mão tapando a boca inchada. Quando a moça perguntou o que eu queria eu só tirei a mão do rosto e ela me passou para o médico imediatamente. O mais engraçado era a minha irmã, de tão nervosa ela ria e chorava ao mesmo tempo e quase a atenderam achando que o problema era com ela. Dali fui para um consultório dentário que, não sei porque cargas d’água dias antes eu passei na frente e gravei aquele lugar: dentista 24h. Ela removeu os ferros retorcidos da minha boca e passei vários dias do verão deitada na rede, com o inchaço do rosto eu não ia na praia, nem pude ir numa janta da turma, afinal eu mal podia fechar a boca e comer macarrão em público não seria algo agradável. Foi nestes dias de solidão na rede que resolvi deixar de gostar do meu primeiro amor, do mesmo jeito que um dia resolvi gostar dele. Mas sofri muito, mas nunca tinha sido correspondido…

Uma semana antes do acidente: meu pai andou na bike e na época ele estava meio gordinho. Chegamos a conclusão que essa combinação nas ruas de paralelepído afrouxou a ferradura do feio da bicicleta que causou meu tombo.

Depois disso a bicicleta ficou definitivamente na praia, sem que eu tocasse nela em vários verões. Até que meu avô mandou reformá-la, o roxo e o verde limão deram lugar ao bordô, um banco preto e adesivos aleatórios, não era mais a ventura dos meus sonhos e do meu tombo.

E está lá na praia até hoje. Desde que vim para este apartamento com área de serviço eu quero trazê-la, mas não o fiz. Acho que na real eu preciso realizar o sonho da bicicleta nova.

(falando em praia, a bici velha me ajudou a escapar várias vezes de discussões de família. eu era pequena e quando eu brigava com meu pai eu subia na magrela e fugia até a beira-da-praia).

Estava assistindo ao Camarote TVCOM e um dos blocos foi sobre brinquedos, a propósito do Dia da Criança. Eis que no cantinho apareceu aquela caixa registradora igualzinha a que minha irmã tinha. E a mulher do Museu do Brinquedo da Casa de Cultura Mario Quintana falava sobre Piaget, um cara que estudei no Magistério e aí lembrei de como os brinquedos podem influenciar a personalidade ou quem sabe prever o futuro.

Quando minha irmã ganhou a caixa registradora, eu ganhei a maquininha de escrever. Hoje eu sou jornalista e ela administradora de empresa. Não faz todo sentido?

 

Só que a minha tal maquininha com o slogan “escreve de verdade” não tinha a velocidade dos meus pensamentos. O teclado era um disco e era preciso girar para cada letra que se queria grafar num papel carbono. Isso mesmo, não havia fita, era um carbono que imprimia no papel as letras do disquinho. Foi então depois de me frustrar com o brinquedo e encher muitas folhas de caderno com minhas poesias e pretensos romances com finais piegas é que meu sonho de consumo passou a ser uma máquina de escrever. Mas eu não queria portátil, não, queria uma coisa profi. Meu pai sempre com suas idéias e sem ter como convencê-lo ao contrário, comprou uma usada, que de tão antiga só tinha letras em formato de caixa alta. Para diferenciar maiúsculas e minúsculas, oo tamanho do corpo era diferente. Tenho que guardar essa relíquia, vai que um dia eu me torne escritora… e com a onda retrô e que eu curto, vai combinar com a decoração quando eu tiver mais espaço.

Mas voltando aos brinquedos. Eu não guardei quase nada da infância, uma pena. Não que eu estragasse, eu cuidava… minha mãe que não os teve, cuidava mais ainda. Mas sei lá onde foram parar… Nem a minha Barbie que precisei numa cadeira idiota de publicidade que fiz na faculdade eu encontrei, acabei usando uma do Paraguai mesmo. Ainda tem o Banco Imobiliário que ficou na casa da praia e que meu irmão pequeno quer para brincar de assaltar (pode? influência do GTA). O Cara a Cara que eu adorava não sei onde foi. Dei de Natal para meu irmão há uns dois anos, mas eu gostava mais que ele… acabou que ele também perdeu as peças, e os personagens mudaram de nomes! A Sonia, o Henrique… ganharam nomes mais contemporâneos!

Foi então que pesquisando para achar as imagens da registradora e da maquininha de escrever que encontrei esse blog com coisas dos anos 80 e 90 e várias lembranças vieram à tona. Alguns brinquedos me marcaram, outros eu invejei apenas e alguns só brinquei porque uma prima, coleguinha ou vizinha tinha. Você se lembra?

Brick game – meu pai tinha um bazar e papelaria. Ele vendia muitas coisas made in china. Eu tinha uns 15 anos e “trabalhava” com ele. Adorava estar entre papéis e canetas. Odiava tirar xerox, suspirava pelas caixinhas de música em forma de cômoda e jogava com os brick games que estavam à venda quando não tinha clientes na loja. Ah, trabalhar era bom e eu não sabia…

Agenda eletrônica – a minha não era dessas, era uma do paraguai que meu pai também vendia no bazar. Cabia 50 telefones! E na época a maioria das pessoas em Sapucaia nem tinha telefone em casa mesmo… Celular? Só o tijolo da motorola que meu pai carregava.

Lapiseira Poly – sair do 1.6 (era assim aquela grossa?) até chegar a 0.5 era uma evolução e tanto!

Miniatura supermercado – essa minha irmã tinha para eu fazer as compras e ela registrar na sua registradora!

Pip Pop – É uma das lembranças mais antigas que tenho de um brinquedo. Vai ver por isso adoro pipoca. Não lembro de tê-la usado! Não sei se porque não funcionava mais quando já estava mais grandinha, acho que era com resistência que funcionava. Junto da pipoqueira lembro que eu tinha duas cuias de chimarrão bem pequenas e uma bomba, mas a mãe não deixava eu usá-la de jeito nenhum. O motivo (que eu não recordo): certa vez eu teria colocado talco como se fosse erva.

Mimeógrafo – lembro da primeira vez que escrevi em uma matriz. Eu estava na segunda série e baseada num livro que li nas férias, Tico vai a cidade (hahaha) criei minha primeira história. A professora gostou tanto que pediu para eu escrever na matriz para distribuir aos meus coleguinhas. No estágio do Magistério eu usei muito mimeógrafo. Lembra do cheiro das provas? Até hoje não sei como professores da 5ª série em diante davam aula sem xerox.

Boliche – com pinos de canetinha! Eu tive

Fofi Dog – o meu é igualzinho a esse aí do link. Este e o da minha irmã ainda está lá na casa da mãe… acho que perto do Natal ela ainda dá banho neles como fazia sempre com todas as nossas bonecas.

Abelhudo – nem lembrava que tinha esse nome, visto que brinquei muito pouco e logo estragou. O meu era o branco e o da minha irmã o vermelho. Tu dava corda e ele mexia as patas e o rabo. Os nossos estragou logo de cara, meu pai tentou consertar e acabou desmontando tudo e nunca mais conseguiu montar!

Papéis de carta – tenho uma pasta lotadinha até hoje! E um que mostrava uma casa apor dentro era a minha relíquia, consegui trocar uma vez e depois as meninas me invejavam e ofereciam de tudo por ele… E quando eu inventava de reorganizá-los? Uma tarde inteirinha tirando e colocando nos saquinhos da pasta.

Chuquinhas – com um ano e dez meses de diferença eu e minha irmã ganhávamos quase os mesmos brinquedos para não dar briga. Então essas chuquinhas nós tínhamos várias, só variava o acessório, mas algumas eram repetidas.

Boneca de papel – adoravaaaaa montar as roupinhas. Agora dá para fazer isso na internet. Não é incrível?

Pião – esse era igualzinho o do meu pai, sim de quando ele era criança. Quando eu era pequena os brinquedos mais interessantes não eram os meus, mas os do meu pai, que ele tinha guardado numa espécie de tonel. Nós não podíamos mexer, para não estragar. Dito e feito, quando ele liberou não sobrou muita coisa para contar história.

Brinquedo de parque de diversão – esse primeiro que aparece uma vez passei a tarde nele cheirando a lona quente. E quando alguém pulava de um lado tu caía do outro e batia com as costas nos ferros de sustentação que tinha embaixo. Por que fiquei tanto tempo dentro desse brinquedo insano? Era o único no parque que a gente podia ficar o tempo que quisesse.

Caneta maluca – acho que a minha era promocional dos pneus Michellan, meu pai ganhou. Acho. 

Meu primeiro Gradiente – o meu foi o primeiro mesmo. E lembro do dia que estava na casa de uns primos de uma colega de escola, pois eu ai posar na casa dela, e fomos na sua tia. Os guris estavam jogando bola dentro do apartamento e quebraram o suporte do meu microfone! Bem mais eficiente que a máquina de escrever, mas não me incentivou a ser uma jornalista de rádio.

Peposo – não é o urso mais feio que já existiu? Por que diabos a gente gostava disso? Lembro que o pé era de borracha gordinho, quase tão nojento quanto o bico da minha mamadeira e que o pelo ficou embolotado que nem cobertor velho. (Pior que ele só mesmo o Fofão… esse eu não tive).

Álbum Amar é – esse acho que cheguei quase a completar, o meu era em formato de coração.

Pense bem – sonho de infância não realizado!

Essa era a bicicleta da minha infância (e da infância do meu pai!) só que na minha não estava toda original como essa aí... ela tinha a cor da nossa casa, foi pintada com o mesmo verde escuro. Não é tudo que o uma menina não quer?

Caloi Ceci – essa sim, uma das maiores frustrações da infância. Nunca ganhei uma bicicleta. Meu pai reformou uma antiga, que era dele (igual essa da foto), pintou de verde escuro e nela embalei muito sonhos e fantasias de como eu poderia ter uma bicicleta nova. Eu andava nessa velha sem freio e nunca vou esquecer do dia que desci uma lomba com uns cachorros acuando nos meus pés e sem freio atravessei a encruzilhada e passei raspando por um carro que atravessava a via. Minha prima ganhou uma ceci rosa bebê e eu ralei os joelhos andando nela e me disseram: quando casar sara. Mas eu ainda nem comprei a minha bicicleta! Sério, eu não paro de olhar as propagandas em jornal, tô louca para comprar uma e andar por aí. E se bobear vai ser com cestinha e tudo. Agora o sonho é mais fácil, afinal tenho o dinheiro para pagá-la. Mas e as necessidades racionais de adulta que são colocadas sempre na frente? Parece que eu cresci, né?

Não tem só brinquedos neste blog, mas programas de tv, propagandas, discos, DinOvo, Porta dos Desesperados, móveis da Barbie, Legos, A La, Le, Li, Lo, Lu Patinadora, A Magic Face (minha irmã tinha, nessa época eu achava que nunca usaria maquiagem na vida e nem pintaria as unhas, tudo que a boneca fazia), o Pula Macaco, fita K7 Basf, Bolinha de Sabão (a boneca), Bem-me-quer (essa eu só tive uma colcha), tem materiais escolares, balas soft (quem nunca se engasgou com uma dessas?), copos da Pepsi dos Trapalhões, Redley (usei com fita tape!), aquaplay, mola maluca, ping pong e muito mais. Com certeza você vai lembrar de outros 12 de outubros bem mais divertidos.

Esses dias, conversando com meus colegas de trabalhos que são estudandes ainda, me diziam que tinham pensando em colocar a música do TV Colosso nesse vídeo. Aí começamos a cantar: “ele é um colosso, eu não largo o osso…” e um deles dispara:

– Fernanda, tu era criança nessa época?

Não contente em me sentir uma velha com essa, outras meninas estavam comentando sobre modas passadas e aqueles absurdos que usamos na adolescência, perguntei se elas pegaram a época do redley com fita taipe, me olharam incrédulas. Nem sabiam o que era isso!!!!

O tempo passa… logo, logo os 30 batem a porta… já tá batendo nas pessoas a minha volta.

(Resolvi pesquisar agora e descobri que eu tinha 12 anos quando começou o TV Colosso e 15 quando terminou… é eu não era mais criança, estava entrando na adolescência e já trabalhava quando ainda o programa se passava!)

Eu estou ficando velha 1

Acabo de ter uma grande emoção. Encontrei o mp3 da música E por isso que estou aqui, do Roberto Carlos. Também achei a letra. Essa é a mais remota memória musical que tenho. Esses tempos procurei no google e não encontrei. Cheguei a pensar que a música nem existisse. Hoje achei…

Meu pai e minha mãe cantavam essa música quando meu pai chegava de suas longas viagens na boléia de um caminhão. Não lembro muitas coisas, era bem pequena, somente um flash com essa trilha sonora e a sensação de acordar no meio da madrugada para receber meu pai em casa. Que sensação boa era aquela! E quando era no meio da madrugada era sempre melhor. Eu sempre gostei de surpresas. O flash é engraçado: vejo meu pai lavando as mãos no velho banheiro da casa de minha infância. E talvez existisse um olhar de amor entre ele e minha mãe… que nem dos personagens de O Caminho das Nuvens, quando eles cantam outra do Roberto, “Amor sem limites”, que é uma das cenas mais lindas que já vi no cinema.

Chorei agora cantando “olha dentro dos meus olhos, vê quanta tristeza de chorar por ti, por ti (..) De saudade eu chorei e até pensei que ia morrer, juro que eu não sabia, que viver sem ti, eu não poderia…

É uma das lembranças mais doces e bonitas que tenho do amor que me trouxe ao mundo, quando meus pais ainda estavam juntos.

É uma sensação para qual quero voltar. Afinal, todos buscamos o amor porque já o experimentamos uma vez, quando fomos concebidos. E justo, procurei por alguém para qual eu choro de saudade e que ainda não veio me saudar na madrugada, mas que já vi voltar de muitas batalhas. Alimento a esperança de um dia, novamente ser acordada no meio da noite com uma doce surpresa. Quem sabe até não estarei sozinha, e estarei transmitindo esse doce momento para alguém…

 

E não é que tem a música no youtube?
Lembro do Rei assim, num programa que passava sábado de tarde…

http://claudinehellmuth.blogspot.comTem coisas bem simples que me fazem perceber que eu cresci, que eu me tornei adulta e que aprendi a cuidar de mim.

Uma delas é que de vez em quando eu me obrigo a comer feijão. Minha mãe sempre dizia que é bom para saúde, que tem ferro, etc, etc. E eu relutava. Quando criança, tínhamos um acordo: eu comeria de vez em quando, mas só o caldinho e separado do resto da comida. Por isso, muitas vezes aquele gosto amargo que eu sentia do feijão estava associado ao RBS Notícias e ao Elói Zorzetto, porque eu não queria comer no almoço então era obrigada a comer no jantar.

Hoje, quando tenho oportunidade, como feijão, porque me preocupo comigo e porque como me alimento mal muitas vezes, então penso que pode dar uma compensada.

Desperdicei durante anos o feijãozinho gostoso da minha mãe para comer o do restaurante da empresa. Mas ainda assim, só o caldinho.

Comovente a Cartas do Editor deste domingo em Zero Hora. Ainda na sexta-feira, quando meu chefe nos repassou o texto, chorei com as palavras do nosso diretor de redação sobre a jornaleira que morreu atropelada durante o seu ofício. Deixou para trás uma filhinha de quatro anos e fez vir à tona sua competência, o orgulho que tinha de seu humilde e importante trabalho e o carinho que adquiriu nas sinaleiras vendendo o jornal que ajudo a produzir e que como tantos aqui dentro, seguros, com ar-condicionado, muitas vezes reclamamos de ter de fazê-lo.

O texto fala também da função do jornaleiro, mais antiga que do jornalismo e lembrei da minha infância, quando minha mãe alimentava o sonho de comprar uma estátua de jornaleiro que vendiam no armazém da esquina. Lembro que ela fez um pacote (uma espécie de crediário ou consórcio), ela foi pagando aos poucos, e quando finalmente completou o valor, levou o garboso menino com uma pilha de jornais embaixo do braço para adornar a sala.

Acho que a estátua acabou sendo quebrada pelos meus primos, que estragavam tudo o que viam pela frente. Se não me engano, minha tia até deu uma outra, mas já não tinha o mesmo valor para minha mãe.

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