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Estava conversando com um amigo sobre as metas da vida. Temos uma ex-colega dos tempos que éramos estudantes de jornalismo e trabalhavámos num grupo de comunicação importante em Porto Alegre. Ela tinha sonhos bem ousados e quase ninguém lhe dava crédito, muito menos os chefes. Mas o mais importante, ela nunca deixou de acreditar em si própria. Hoje ela* é uma repórter especialista em operações especiais e acaba de publicar um livro.

Aí comentei com meu amigo que fiz metas mais modestas, fui alcançando as coisas aos poucos, com os pés no chão e nunca teve um “chegar lá” e talvez por isso até hoje não vislumbrei um topo. Ou vislumbrei vários, menos altos, ou foram altos o suficiente para mim, sei lá. Daí ele disse que eu ter vindo para cá pode não ser considerando bem pés no chão por alguns. Aí lhe disse que o mais importante nessa vida é no regrets! E abaixo a transcrição do que enviei para ele:

Sei que Paulo Coelho não é lá bom exemplo, mas um dia, eu devia ter uns 15 anos, e eu li uma frase dele que dizia que o
maior pecado é o arrependimento. Demorei um pouco para entender, mas depois que entendi virou um lema. O que tá feito, tá feito e não consigo viver com o “e se?”, sou mais de pagar pra ver.

Essa sou eu, o golpe pode ser duro às vezes, mas depois que passa sempre olho o lado bom e me encontro num lugar melhor agradecendo pelas coisas que aconteceram e me permitiram estar onde estou. Já cresci tanto nessa jornada e conheci e vi tantas coisas que ninguém pode tirar de mim e sei que são as únicas coisas que vou levar comigo no fim do caminho. Talvez esse seja o melhor e maior topo do mundo, não é o do sucesso profissional nem da da montanha de bens que poderia adquirir, mas o topo de mim mesmo, de estar em paz com meu passado, de tirar o melhor das piores situações e de ter todas essas pessoas queridas que continuam comigo nessa escalada.

*Enquanto escrevia o post aproveitei para retomar o contato com essa ex-colega e amiga. O tempo passa e algumas pessoas vão ficando, na correria não retomamos os contatos…
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Londres está me fazendo mudar. Estou olhando uns posts de 2007 (logo explico porque) e vejo que essa cidade já tornou uma mentira em verdade, verão não é mais argumento e mudou algumas das minhas manias.

Aos 29 anos você já sabe quem são os amigos de verdade e é preciso que eles sejam de fé para ajudar a colocar todas as velinhas no bolo e depois tirar…

Durante muitos anos reclamei dos amigos e da família não estarem presentes no meu aniversário, então resolvi fazer uma festa na praia para tentar reunir todos que são muito importantes na minha vida. Não deu para ser todos, mas enfim… o dia foi muito bem celebrado.

O dia 6 de fevereiro de 2010 estava lindo, bem quente, mas nada que o mar calmo e de águas límpidas (estava bandeira verde!) não recompensasse.

E até alguém que está longe e esteve presente através do pensamento conseguiu me surpreender de uma maneira muito especial!

Prête pour les 30 ans!

Na estrada retornando da praia e pensando no que escrevi aqui sobre não estar com saudades da minha casa, me dei conta de uma coisa: eu moro em mim mesma, não pertenço a nenhum lugar.

Quando cheguei em casa e pensei nos compromissos da semana, percebi que ainda estou carregando a agenda do ano passado na bolsa. E então me dei conta de outra coisa: minha vida este ano não tem planos pré-estabelecidos. Minha vida está imprevisível.

E gostei das duas constatações, pois ambas são benéficas para o planejamento maior que está regendo o meu momento e a palavra do ano para mim: desprendimento.

Sempre fui de raízes, de ter o meu cantinho bem definido, com minhas coisas bem separadas, mesmo quando dividia o quarto com minha irmã. Depois que passei a ter minha própria casa então!

Sempre adorei comprar agenda e eu mesma é que tinha que escolher, nunca gostei de ganhar de presente. Todo fim de ano era o mesmo ritual: olhava várias até escolher a perfeita, comprava uma caneta nova, preenchia os dados e os primeiros compromissos do ano.

Agora tudo está diferente. Eu já nem sei muito que valores e regras eu sigo. Está tudo mutável, dependendo do momento, do que está por vir. Cada dia uma surpresa e mesmo assim não tenho ansiedade ou expectativas. Só sei que tudo pode ser diferente e eu sigo a correnteza. Me sinto de alma leve e espírito livre, mas  ao mesmo tempo cuidando de mim. E apesar de toda essa aparente confusão, pela primeira vez eu tenho foco.

E enquanto desfazia as malas fiquei escutando Jorge Drexler. Fazia tempo que não ouvia, foi a trilha dessa mesma época de janeiro em 2008. E então veio:

Esto que estás oyendo
ya no soy yo,
es el eco, del eco, del eco
de un sentimiento;
su luz fugaz
alumbrando desde otro tiempo,
una hoja lejana que lleva y que trae el viento.

Atualizei o meu perfil aqui  no blog. Eu estou quase fazendo 29 anos e ainda estava 27. Tinha minha atividade de trabalho que também já estava ultrapassada. Dizia que eu fazia curso de  história da arte, infelizmente parei. Diz que vivo em Porto Alegre. Mas a única coisa certa nesse perfil é essa frase que eu nem lembrava que tinha escrito:

Quero e vou conhecer o mundo.

Já que eu decidi pela bicicleta, agora me falta alguém com quem compartilhar pedaladas.

Quando a comprei eu tinha, mas veja que coisa, nunca pedalamos juntos.

Aquela minha antiga teoria* de que estar solteira não significa estar sozinha, está valendo mais do que nunca.

E o inverso também pode ser proporcionalmente verdadeiro: estar namorando não significa não estar solitária.

* não sei porque não postei por aqui, pelo menos não achei pela busca

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Escrevi também no blog Toda Mulher, um post que confessei que queria casar, desde que fosse com alguém que preenchesse certos requisitos (confere lá).

Terminei o post assim:

“Depois de admitir isso e ainda publicamente, só falta eu me livrar de uma coisa: minhas reflexões. Não dizem que quem pensa não casa? E eu ando doidinha para comprar uma bicicleta.”

Na época eu achava que tinha reencontrado essa pessoa, mas como ainda não encontrei, pedalar sentindo o vento fresco que vem do Guaíba percorrendo todo meu corpo, emoldurada pelo pôr-do-sol é tudo que quero agora. Com sorte, com uma boa companhia, nem que seja a dos meus pensamentos.

Muitas vezes é melhor mesmo pensar e comprar uma bicicleta, até ter alguém que se encaixe na tua carona, porque por mais amor que possa existir, duas pessoas só ficam juntas quando se quer pedalar para a mesma direção.

Bicicletas na minha vida

Normalmente eu escuto “só tu mesmo”. Mas agora estou reconhecendo, só eu para voltar para a academia depois de 54 dias parada, justamente no primeiro dia frio de inverno e ainda por cima um dia chuvoso. A parada foi por causa da obra, férias e depois uma gripe. Mas consegui recuperar os dias.

Bem, no dia em finalmente resolvi encarar a sério a academia também fazia muito frio e chovia. E apesar de algumas “paradas estratégicas”, pela primeira vez tenho mantido uma frequencia e um vínculo maior que apenas pagar a mensalidade. Acho que o clima do dia é um bom sinal.

A professora de Pilates mudou de novo e novamente uma série de exercícios que não conhecia. Meus pés chegaram a suar por dentro de tanta cãimbra, mas fui até o fim. E como cheguei cedo, ainda caminhei na esteira até a aula começar. Amanhã tenho que ir de novo! De volta à ativa.

pinball.jpgDeu uma confusão no amigo secreto da empresa. Tinha outra colega Fernanda e quem tirou ela, jurou que tinha me tirado. Tive dois amigos! Mas como não fui na festa, o presente demorou três dias para chegar, pois o meu amigo sempre esquecia. Bom, mas a outra pessoa que me tirou foi a colega que é minha dupla. Me escreveu um cartão lindo e como não tinha olhado a minha lista a tempo, comprou o livro Máquina de Pinball, da Clara Averbuck. Só que este presente foi para a outra Fernanda, já que a outra pessoa que me tirou comprou as latinhas com estampa de Paris que eu tinha pedido.

Mas daí fiquei curiosa para saber que presente ela tinha me comprado. Quando foi me mostrar o livro no site da Cultura disse que tinha tudo a ver comigo. A escritora começou com blogs e aí li a sinopse e concordei.

Mais tarde, em casa, fui adicionar o livro na minha lista da Cultura e li novamente a sinopse e fiquei um tantinho assustada. Num primeiro momento pensei, “não, não tem nada a ver comigo”, mas daí refleti:

Neste livro a autora, Clarah Averbuck, narra a história de Camila, que não tem dinheiro, namorado, televisão nem comida e mora em São Paulo, onde não tem muita sorte. Decide ir para Londres ver os Strokes, enchendo-se de dívidas. A vida lá também não é fácil, resolve voltar, se apaixona, se decepciona, bebe, e mesmo assim consegue rir da própria desgraça enquanto ouve boa música e bebe vodka barata.

Uau! Pensei! Já estive sem dinheiro, sem namorado, sem televisão e sem comida (em casa). Logo que fui morar sozinha era assim. Se bem que ainda não tenho comida em casa.

Bom, eu decidi viajar agora e meu pai não quer porque acha que vou me encher de dívidas. Do Strokes eu só gosto de 12.51. Eu me apaixono e me decepciono e já perdi a ilusão de que isso pode não acontecer de novo. Apesar de ser intensa também no sofrimento, sim eu consigo rir da minha própria desgraça em diversas situações. Tanto que posso dizer que não me considero uma pessoa de sorte, mas me livrar de certas pessoas, embora pareça azar, no fundo foi a minha sorte. Eu ouçou Norah Jones, Diana Krall, Dolores O’Riordan, Madeleine Peyroux, Carla Bruni, U2 e Beatles (concluam se é música boa). Ah e a vodka que tem aqui em casa é Natacha! Se o manual de redação desse blog permitisse, eu colocaria aqui agora um sonoro hahahaha.

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