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Depois de me programar para ir no sábado e depois no domingo, acabei indo na Feira do Livro somente nesta segunda. Uma visita curta, antes de ir trabalhar, só de reconhecimento. Mas tinha que levar uma sacolinha com o tema do ano…

Encontrada uma mini-gramática por R$ 10 não hesitei. Não cheguei a tirar minha lista da bolsa. Estou querendo controlar os gastos, e sábado fui na Cultura e tem muitos livros com os mesmos descontos da Feira.

Peguei o canhoto da minha inscrição nas oficinas de Designer Editorial, que me levará a Feira por mais três dias e já vi que esse ano minha perdição será mesmo numa banca com livros de arte lá na Área Internacional. O preço é o mesmo das livrarias, mas na compra de dois livros desta coleção, o terceiro sai de graça. Uma breve olhada e já tinha decidido por quatro! Sem contar que há muito o que garimpar neste estande.

Ainda tenho que fazer um tour pelos museus, que desde que me mudei do Centro não visitei mais, aproveitar outras atividades paralelas e uma volta na Feira só para curtir o clima: comer pipoca entre as bancas, tomar um chopp no Margs, comer tapioca na banca da Bahia, comprar cocadas e doces de Pelotas.

Mas para mim, o melhor da Feira neste ano, é a companhia…

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Virei referência para mim mesma. Procurando a frase do post abaixo no Google, para escrevê-la corretamente, o link que apareceu foi deste blog.


Uma vez no ônibus, voltando de Porto Alegre para Sapucaia, tarde da noite, depois de passar o dia no hospital com meu irmão recém nascido, comprei de um surdo um cartãozinho só porque tinha esta frase:

“Se Deus permite nascer uma criança diferente é porque ainda acredita na humanidade”.

Ainda estávamos lidando com as limitações que ele teria pela frente.

Quando vi esta história dos irmãos gêmeos que nasceram com cores diferentes logo pensei que tem o dedo do Criador aí querendo derrubar alguns preconceitos.

Os fumantes que me perdoem, mas sair à noite em bares, restaurantes e casas noturnas e não voltar fedendo a cigarro não tem preço.

Sem contar que desde que começou a valer a lei que proíbe o fumo nestes locais posso escolher o lugar que mais me agradar sem ter que ouvir que se trata de área para fumantes.

A gente sempre ouve falar que artistas das mais diversas áreas bebem ou usam drogas. Não sei se isso lhes aumenta o genio inventivo. Mas ontem, depois de dois choppinhos, quando cheguei em casa, minha cabeça fervilhava em idéias para posts. Tudo devidamente anotado no Moleskine, vou publicando aos poucos.

Desde julho estamos marcando na agenda o especial U2 no Cherry Blues. Ontem fomos. Para quem curte o som da banda, o clima não podia ser mais irlandês. Gostei.

Abro meu e-mail hoje e a Unisinos está me oferecendo mestrado em Filosofia…

Não deu de novo.

Dessa vez não tem vagas para ingresso diplomado em Filosofia. Culpa da tevê, que está popularizando o amor ao saber. No vestibular, tem mais candidatos por vaga do que em Letras. E não consigo cogitar a hipótese de fazer vestibular novamente. No primeiro, com cursinho, rodei em Letras…

Na verdade estava em dúvida e até com um pouco de preguiça de encarar uma nova graduação. Talvez tenha sido melhor assim. Até porque para quem ia “descansar” este ano, aula três vezes por semana não foi ficar tão parada assim e vou continuar com elas no ano que vem.

E além do mais não fiz nada de muito concreto para exercitar o corpo. Larguei a natação, a hidroginástica e não busquei minha bicicleta na praia. Comprei uma ergométrica e um carro. Ou seja: progressos zero!

Taí, gostei.

Um programa de mulherzinha com personalidade.

Depois, Feira do Livro, que é para alimentar o lado intelectual.

Bom roteiro para uma tarde de sábado de primavera.

Milionário fura obra de Picasso que tinha acabado de vender

Embora eu não tenha visto, um enterro de anão foi realizado.

O menor homem do mundo, reconhecido pelo Guiness, o ator dominicano Nelson De la Rosa, morreu no último domingo.

O homenzinho tinha apenas 54 centímetros de altura.

Pagar muito caro por comidinhas em tele-entrega.

Livro novo na minha cabeceira e na prateleira ali ao lado.

Como é bom ler romance. Não dá vontade de parar.

Eu procuro intercalar entre crônicas, técnicos e romances, bem como autores. Comprei alguns do Cony de uma vez só quando ele vinha na Feira do Livro para autografar Quem matou Vargas, mas ficou doente e acabou não vindo. Depois de ler Romance sem palavras, O Ventre e Quase Memória, dei um bom tempo para pegar outra obra dele.

Pilatos, ao que tudo indica, é engraçado. Mas nas primeiras páginas que li não consegui ainda passar do espanto e da pena pelo personagem ter tido seu pênis decepado.

Até miojo de mãe é melhor!

Teoria comprovada no fim de semana. Domingo de noite meu irmão pediu para a mãe fazer um miojo pra ele e dei umas garfadas no prato da criança. E não é que estava uma delícia?!

Desde que fui morar sozinha, eu adotei a regra que miojo lá em casa, só se for para fazer como massa, com um molho mais elaborado do que aquilo que vem no pacote.
Mas às vezes, a correria é tanta, que quebro a regra. Só que a massa parece uma sopa! E agora a minha mãe me deu uma dica. Mas aposto que jamais ficará tão bom quanto o dela.

Dizem que a sexta-feira 13 é dia de azar. Não creio muito nisso. Mas fato é que hoje me acordei às 7h30min para ir à aula de Espanhol. Saí tranqüila, cidade deserta, clima de feriadão. Chego no curso e a escola está fechada! Quem mandou faltar a aula da semana passada para ficar dormindo?!

E a cada sexta-feira 13 volta a minha dúvida:

Sempre que o primeiro dia do mês cai num domingo tem sexta-feira 13.

Será que é pelo fato de o dia 2 ser numa 2ª, o dia 3 na 3ª, o dia 4 na 4ª, o dia 5 na 5ª e o dia 6 na 6ª?


La tierra giró para acercarnos,
giró sobre sí misma y en nosotros,
hasta juntarnos por fin en este sueño

(La tierra giró para acercarnos, Eugenio Montejo, citado no filme 21 Gramas)

Além de História da Arte Brasileira, comecei na semana passada outro curso de História da Arte: Vanguardas Históricas.

Entrei na metade do semestre e minha primeira aula foi sobre impressionismo e pós-impressionismo. Estudamos Edgar Degas e Paul Cézanne.

Perdi a história da fotografia, que eu não curto muito, apesar de gostar de foto. E como minha professora é super detalhista e não deixa passar nada, tudo indica que o curso continua no ano que vem. E agora estou compreendendo melhor tudo que estou lendo no meu livro de cabeceira (indicação ali ao lado).

Foi interessante ver a influência dos instântaneos (novidade na fotografia da época) na obra de Degas, que pintava momentos, como os eternizados pelas câmeras e com enquadramentos e cortes, tal como uma fotografia. Eu que diriamente vivo dando um corte aqui e ali nas fotos que vão para o jornal, adorei saber que isso também foi usado na pintura. Além do toque voyeur, onde seus personagens aparecem sempre como que observados (veja na pintura abaixo).

Já Cézanne, que vamos continuar estudando na próxima aula, para mim, seu maior atributo é acabar um pouco com a genialidade de Picasso, pois o cubismo começou com as pinceladas geometrizadas e as perspectivas múltiplas nas naturezas mortas de Cézanne. Mas ainda vamos estudar o artista espanhol, e hoje, comprei um livro sobre ele. Pode ser que eu me renda ao gênio e o aclame como o maior. Mas para mim, mestre mesmo é Mondrian


A banheira, Edgar Degas, 1886, Museu de Orsay

Hoje na aula de História da Arte Brasileira estudamos Lygia Clark e fizemos um de seus trabalhos. Essa artista que foi abandonando a moldura nos quadros e depois saindo da parede, foi pioneira na interação do especatdor que deixou de fazer uma contemplação passiva para ter percepções sensoriais ao “usar” os não-objetos que ela criava.

Fizemos a obra Caminhando, que consiste em criar uma espécie de fita de moebus com uma tira de papel presa na ponta com uma leve torção (nas fotos a própria Lygia fazendo sua arte). Aí escolhe-se um lugar por onde começar a cortar (nas extremidades ou centro da fita) e vai-se cortando em linha reta até chegar ao ponto inicial. Daí é preciso novamente escolher um caminho, para que a fita não se rompa. A única regra é essa, não romper a fita.

Durante o exercício é necessário fazer uma reflexão e eu vi uma metáfora da vida na minha frente. Comecei a cortar no canto esquerdo. Achei que no centro seria mais fácil, mas quando chegasse ao ponto de partida, poderia ser mais difícil ir para os lados. Escolhido o caminho, comecei a cortar em linha reta, cuidando para não pender para os lados e sair fora da tira. Começar nem sempre é fácil e nem todo mundo tem a oportunidade de seguir na direção mais simples para chegar ao seu objetivo.

Na segunda volta, a minha ansiedade fez com que eu cortasse a tira mais grossa e também porque fiquei com medo de me perder no caminho. Com isso, quase passei do ponto de partida, correndo o risco de passá-lo e romper a trilha. Consegui chegar aonde queria, mas com a tira tão grossa da última volta, não havia mais papel e percebi que a ansiedade só nos faz viver menos.

Tivesse feito com mais paciência, com tiras mais finas, poderia ir até o último “fio de vida”.

Depois de ouvir o comentário do Luiz Zini Pires no programa Gaúcha Hoje sobre o CD The Little Willis, da banda da Norah Jones, não resisi e comprei o disco.

Com canções de jazz que passeiam por diversos estilos da música norte-americana, inclusive o country, em tempos de mp3 e cópias de CD, valeu a pena investir alguns reais para escutar um pouco daquilo que para mim é boa música.

Estou mesmo precisando de férias.
Até dormindo eu sonho que estou trabalhando…

Papa deve abolir limbo para crianças

Apesar de esses conceitos serem um tanto abstratos e hoje significar até mesmo um estado de consciência, é estranho ver um homem, ainda que o Papa, fazendo mudanças nas coisas divinas.

O tempo que tenho, nem sempre é o que quero.
O tempo que quero, nem sempre é o que tenho.
O tempo não é justo.
E foi-se o tempo em que tínhamos nosso próprio tempo.

Fui deixando passar e esqueci de postar aqui. Na edição 436 de 25 de setembro, a revista Época acabou com um dos maiores clichês do jornalismo (de que a grande matéria, o diferencial é quando o homem morde o cachorro e não o contrário).

Um chinês mordeu um urso panda em Pequim e saiu apenas uma pequena nota na seção Primeiro Plano.

Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
Agora assiste a tudo em cima do muro

(Ideologia – Cazuza)

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