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Não tenho dinheiro pra pagar a minha ioga
Não tenho dinheiro pra bancar a minha droga
Eu não tenho renda pra descolar a merenda
Cansei de ser duro vou botar minh’alma à venda
Eu não tenho grana pra sair com o meu broto
Eu não compro roupa por isso que eu ando roto
Nada vem de graça nem o pão nem a cachaça
Quero ser o caçador, ando cansado de ser caça

(Babylon – Zeca Baleiro)

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“Mas o que foi nunca mais será”.

Vou me entorpecer bebendo vinho, eu sigo só o meu caminho…

Foi a garrafa toda. Depois que passei a morar sozinha fiquei mais egoísta…

Agora vamô combiná, depois que consegui abrir a garrafa sozinha, com um saca-rolha comum, não preciso de mais nada. Depois de alguma força e perseverança, quando ouvi o “ploc”, senti o prazer da superação feminina. Tá preciso sim. Gurias, quando eu marcar o chá de casa nova, aceito ganhar aqueles saca-rolhas de bracinho, que é béeem mais fácil para abrir a garrafa.

Apesar de ser machista, gosto de algumas coisas da Maria Rita que soam feministas…

Cara Valente

Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar com o coração, olha lá
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente
Mas, veja só
A gente sabe

Esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai, não

Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver na pior

Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver nesse mundo de mágoas
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver na pior

(composição: Marcelo Camelo)

Acho que agora, meio que tardiamente, vou conseguir, entrar de fato, na minha concha. Coisa difícil para uma aquariana, mas minha herança de ascendente em Câncer vai me ajudar.

É hora de retormar as Regras básicas para um mau-partido, dar um tempo e ver realmente onde quero estar ou chegar.

Já estava inventando de incursionar pela noite hoje de novo. Mas achei melhor ficar na companhia de um bom Merlot…

E sabe de uma coisa, meu coração está bem mais leve. Estou melhor do que estive nas últimas duas semanas, quando estava me cobrando uma resposta, que agora vejo que não preciso dar. E estava fazendo isso de coração apertado, porque não conseguia ter acesso a toda verdade, estava vendo em partes. Mas agora, estou vendo face a face, e isso me tranqüiliza. Tenho uma gana por verdade, deve ser por isso que resolvi ser jornalista, fico futucando até saber o máximo de coisas sobre determinada situação ou pessoas. Gostaria de ser onisciente e onipresente. Oh may, queria ser Deus!!!!

“Depois que um corpo comporta outro corpo
nenhum coração suporta o pouco”.

Alice Ruiz

Sempre fui contra aos sutiãs com enchimento. Tenho peitos pequenos, mas que adianta enganar se na hora h né…

Mas me rendi aos sutiãs de bolha… Toda a mulherada está usando, até quem tem peitão. Além de levantar a comissão de frente, descobri outras vantagens da tal peça: é anti-amasso (o cara mais ousado que já vem passando a mão acaba acariciando só a espuma) e ninguém percebe quando você está de farol aceso.

DELETE ou SHIFT + DELETE?

Depois das máscaras caídas
O teatro fecha as cortinas
Mas outros espetáculos virão.

Não é hora de virar a página
Nem de começar um novo capítulo
Chegou o momento de abrir um novo livro

Confiança é fundamental. E é como neurônio… não se regenera!

A minha vontade, (porra, caralho) era falar um monte de baixarias da vida (merda, vai tomar no c.) alheia. Ofender com vontade. Mas acho que todas essas amarguras que aqui desabafei já estão de bom tamanho.

“Depois do feriado da separação,
bate uma tristeza inconsolável.
Porque o amor é um dia útil.”

Fabrício Carpinejar (com quem estive no mesmo ônibus circular da Unisinos hoje)

Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta o meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece.
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.

Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades.
Tinhamos a idéia, você mudou os planos
Tinhamos um plano, você mudou de idéia

Já passou, já passou – quem sabe outro dia.

Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.

Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.

(Legião Urbana – Sereníssima (grifo meu, Sereníssima é o caralho!)

Senti o soco no estômago do filme na vida real. Completar o quatrilho só depende de mim. Engraçado que posso até montar um cartaz igual ao do filme com as fotos que tenho…

Mas isso não é para mim, estava esquecendo a minha ética. Foi bom fazer inscursões para descobrir quem sou de verdade. E foi bom também não ser eu, porque assim, não fui exclusividade de ninguém nem dei todo meu potencial. Mas nunca desrespeitei ninguém. Bom senso e respeito com os sentimentos dos outros não é coisa que se aprenda vivendo, já nasce com a gente.

E de todas as lições, ainda preciso aprender a me colocar em primeiro lugar, sempre. Com essas de não querer magoar os outros, fiz de tudo para não dar motivos para apego ou paixão. Esqueci de mim… Mas azar de quem perdeu e com certeza não foi eu!

Podem me chamar de exagerada. Sou mesmo. Porque procuro ser o mais justa possível. Dou exagero, cobro exagero. E querem pisar nos meus calos, que pisem. Só não se digam amigos… Posso até estar errada… mas acho que sempre fui clara e justa!

Não dá pé não tem pé nem cabeça
não tem ninguém que mereça
não tem coração que esqueça
não tem jeito mesmo
não tem dó no peito
não tem nem talvez ter feito
o que você me fez desapareça
cresça e desapareça

(Bicho de Sete Cabeças – Zeca Baleiro)

Hoje o blog está completando seu primeiro ano de existência!

Vou voltar na primavera
Que era tudo que eu queria
Levo, terra, nova daqui
Quero ver o passaredo
Pelos portos de Lisboa
Voa, voa, que eu chego já
Mas se alguém segura o leme
Dessa nave incandescente
Que incendeia minha vida
Que era viajante lenta
Tão faminta da alegria
Hoje é porto de partida
Ah, vira, virou, meu coração navegador
Ah, gira, girou essa galera

(composição Kleiton e Kledir)

“A nossa própria alma apanha-nos em flagrante nos espelhos que olhamos sem querer.”
Mario Quintana

Acho que esse espelho para onde olhei, acabou flagrando meu coração também…

Depois do parto de ouriço que foi a mudança, feita praticamente sem a minha presença, finalmente ontem, consegui colocar tudo em ordem e curtir a nova morada.

Porém temo o que vou encontrar hoje, quando chegar em casa, pois quando saí estavam terminando a reforma na área de serviço.

Foi um estresse danado no sábado, quando posei no apê novo no meio de uma bagunça sem fim. Tadeu, mais uma vez gracias pela paciência. Ele acompanhou, via torpedo, minuto a minuto, da minha empreitada. E a todos os amigos que ofereceram ajuda, meu agradecimento.

Eu morava num JK, com uma cozinha menor que um banheiro decente. Agora tenho um quarto, uma sala e uma cozinha de gente. Estou me sentindo meio só. Parece que a casa é grande demais para mim. Mas sei que isso passa. Mudar é estranho. Você vai para um ambiente todo diferente, mas todas as tuas coisas estão lá!

Do Centro, onde morava, vou levar saudades do cinema na Casa de Cultura nos domingos a noite, podendo voltar a pé, às 22 e tanta da noite para casa. Da comida boa e barata do Alto Astral II, que ficava embaixo do prédio. Do quarto do poeta, que presenciou silenciosamente meus momentos de profunda tristeza. Da padaria Andradas e a maravilhosa torta de morango que eles fazem. Do pão com gergelim do Zaffari. De como é fácil encontrar tudo no pequeno Nacional do Rua da Praia Shopping (agora eu moro perto do Big, que é um hipermercado). De atalhar pelo shopping em dias de chuva. Do pôr-de-sol que não vi no Gazômetro. Do Circular Praça XV. Sentirei falta até de coisas pouco agradáveis, como o sino das Dores que tocava domingo de manhã e no sábado à tarde que me trazia algumas lembranças. Do toque da troca de guarda no quartel às 8 da matina e da banda marcial que tocava pelo menos uma vez por mês. E das lembranças boas que lá tive, que quero esquecê-las. A principal resolução para a casa nova, já que lá terei uma morada permante, é cuidar bem que tipo de coisa lá viverei, para não marcá-la de lembranças boas que possam se tornar ruins ou em vão… Mas ainda estarei perto do Rio, bem mais perto, podendo vê-lo da frente do meu prédio… e só não o enxergo da minha janela porque há muitas árvores no condomínio, o que não é menos agradavél, pois antes eu só tinha a cinza e a dureza dos prédios que estavam a minha volta.

Vai ter show do Zeca Baleiro, dia 2 de junho no Opinião. Quem não vai me deixar ir sozinha?

talvez
entre tantas
palavras
submetidas
seja preciso
dizer nada

(Lau Siqueira)

A casa caiu.
A fila acabou.

Estou me mudando neste findi. Apartamento próprio. Todo reformado. Alguns móveis novos. Estou na expecativa de agora poder arrumar tudo do meu jeito…

Assim que tiver ok convido os amigos para uma Festa no Apê!

Uma semana que começa mal tem que terminar mal.

Vivi uma situação ruim no sábado. Recebi uma triste notícia na segunda. E hoje tive a confirmação de uma suspeita.

É Tadeu. Você tem razão, acho que o amor não existe mais mesmo. Mas como, se nós o buscamos justamente porque já o sentimos ao menos uma vez (no momento de nossa concepção)?

Eu volto a reafirmar para mim tudo que a personagem de Antes do Pôr-do-Sol disse. Principalmente no que diz respeito a casamento.

Engraçado como as pessoas podem mudar suas convicções por outras… Nem tudo é apenas ceder para o bem comum ou fazer por amor. Às vezes é só por convenção social. Anotem: ou vou virar uma obstinada e que quem quiser ficar comigo vai ter que fazer do meu jeito. Chega de querer entender, agradar, abrir mão. Ou casamento é uma palavra que estará para sempre fora do meu dicionário.

Eu estou sem casa!

Os caras do insanus publicaram conversa que furtei por aí…

Depois do filme Closer e toda repercussão que ele teve. E até mesmo as minhas próprias confusões internas, andei meio cansada de todo emaranhado que é a teia dos relacionamentos amorosos – que na maioria das vezes de amor não tem nada.

Pois me deparei com a seguinte declaração de Tom Wolfe em matéria do Segundo Caderno , da edição do dia 14 de maio de Zero Hora:

“Quando eu era garoto, dizia-se que havia se alcançado a primeira base quando se conhecia alguém e havia toque e algum conhecimento; a segunda, quando se conseguia um beijo de língua; a terceira, quando havia sexo oral, e fechava-se com a quarta, o sexo. Hoje, a primeira é o beijo de língua, a segunda, o sexo oral, a terceira, o sexo, e a quarta, as pessoas apresentarem-se umas às outras.”

Me dá uma certa tristeza, remorso e até dor de consciência e me sinto traída por mim mesma por compactuar com uma época como esta. Mas acho que este não é um fenômeno atual. Nelson Rodrigues já havia profetizado:

“Os nossos jovens, de ambos os sexos, esquecem antes de amar e sentem o tédio antes do desejo…”

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