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valentin04.jpg

Eu vi Valentin no DVD duas vezes num desses finais de semana. Há anos eu tinha assistido no cinema lá da Casa de Cultura (que na época era ali, eu morava na esquina) e não comentei aqui.

Chorei em todas as vezes que vi. E não consigo esquecer dele dizendo: Que feo, no? E lamentando por uma parte de sua vida que tinha encerrado. E ele fala das pessoas que passam pela vida e parecem não estar vivendo. Tenho tentado lembrar disso e tratando de pôr em prática planos, como ele fez. Afinal, já não tenho mais oito anos para cultivar a vontade de ser astronauta como desculpa para fugir dos problemas desse planeta.

E se um dia tiver um filho, acho que ele vai se chamar Valentin. E vou dizer para ele: hola Vale! E da próxima vez que for a Buenos Aires vou procurar pelos lugares onde a película foi filmada.

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Essa coisa de sair durante a semana me deixa longe do blog por alguns dias, no findi eu tô quebrada e vejo muitos filmes e ainda não consegui postar tudo que eu queria.

Mas o mês de outubro encerrou com um recorde. O blog atingiu o auge de visitas desde que vim para essa nova casa, em dezembro. Neste mês foram quase 5 mil visitas, 4981 para ser mais específica. O total já passou de 26 mil visitas (tá ali do lado). Eu acho bastante, afinal o blog só é divulgado no blog de amigos. Eesses dias um leitor do blog via RSS reclamou que eu tinha colocado somente o resumo dos posts. Tinha feito isso porque deixo a casa bonita e quero que as pessoas venham até aqui e engordem a estatística. Daí ele disse: mas tu blog no es comercial! Ele tem razão, por isso fico contente com cada leitor que aqui chega.

E ultimamente tem diminuido o número de lurkers (pessoas que entram aqui e não comentam). Vire e mexe aparece um leitor novo se apresentando. Fico contente!

Obrigada a você!

donowatoso 

A solidão é meu cigarro
Não sei de nada e não sou de ninguém
Eu entro no meu carro e corro
Corro demais só pra te ver meu bem
Um vinho, um travo amargo e morro
Eu sigo só porque é o que me convém
Minha canção é meu socorro
Se o mar virar sertão, o que é que tem?
Dias vão, dias vem, uns em vão, outros nem…
Quem saberá a cura do meu coração senão eu?
Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu
O amor é pedra no abismo
A meio passo entre o mal e o bem
Com meus botões a noite cismo
Pra que os trilhos, se não passa o trem?
Os mortos sabem mais que os vivos
Sabem o gosto que a morte tem
Pra rir tem todos os motivos
Os seus segredos vão contar a quem?
(Zeca Baleiro)

Pois fui buscar tranqüilamente uma foto minha entre as de uma viagem, mesmo depois de ter feito o que disse na teoria n° 51, e lá ainda restavam algumas para me assombrar.

Terminei de ver a 3ª temporada de Lost. E estou perdida. Desde de que o desastre começou na minha vida, fiquei vendo a série para me desligar. E agora terminou. E estou que nem o Jack, minha casa tá do mesmo jeito que a dele e sem bilhete livre eu não posso nem andar por aí. Não seria nada mal cair numa ilha e equecer da vida. Well, tô no mesmo momento que o doctor. Só que ele não tinha consciência de quanto tinha se achado ao estar perdido. Preciso me perder, porque eu já não acredito no resgate.

 lost2.jpg

E com esse quarteto aí não seria nada mal! O Jack, com quem me identifico, por amar demais e não conseguir esquecer. O Sawyer para me divertir (em todos os sentidos), o Sayid para cuidar de mim e o Desmond que é um homem bom, mas covarde e abandonador, embora agora ele tenha se dado conta disso.

Eu já fiz aquele teste para saber quem eu seria em Lost. E acreditem! Deu empate entre o Jack, o Sawyer e a Kate!

Alguns dias sem entrar na internet em casa e no dia que entrei o wordpress estava fora…

Eu ando querendo estar fora desse lugar, vontade de ir embora, para longe ou para perto. De jogar tudo para cima, de mudar de vida, mesmo que não seja para melhor. Vontade de ir para um lugar onde simplesmente andar na rua é ver pessoas, é se divertir. Ficar no meio da multidão para se sentir menos ou mais sozinho. Um lugar tipo Nova York, um lugar que agregue tudo em todos os lugares, não como em Porto Alegre que no máximo se encontra meia quadra com coisas juntas para passear. Um lugar onde se possa bater perna com estilo sem ser no shopping. Sair correndo, como o Forrest Gump. Ou ir até mesmo de volta ao lar. O importante é ir, cansei de ficar.

Algumas pessoas realmente fazem parte da tua vida. Mesmo que seja de passagem, elas ficam na tua história.

Outras, só servem para estragar as fotos de viagens e de momentos importantes da vida da gente.

Ainda bem que existe shift + delete.

Na Madras
Ok, não se assustem! Meu pai também lê meu blog agora.
Eu não estava fumando! Só fazendo pose.

Então ele me fez sorrir e conseguiu me ganhar.

Fui na danceteria mais nova da cidade. Lugar legal, gente muito bonita e que se olha, não anda de nariz empinado. Um sistema chatinho, anti bebum caloteiro, mas tudo bem. O som eu não curti nem um pouco, mas sabia que na quinta seria apenas eletrônico e fui disposta a agüentar. Elevei ao máximo aquela condição de pés parados e corpo mexendo. Mas para minha surpresa, não é preciso mais dançar para estar na pista. Tinha muita gente parada. Vai ver é esse som que não tem começo, não tem nome, cantor ou fim.

Encontrei um fotógrafo da minha época de baladeira. É bom saber que mesmo alguns anos depois eu melhorei. Elogios não faltaram. É sempre bom para o ego, né? E uma festinha dessas é muito boa para o super ego também! Esqueci de tudo.

Bom, há alguns anos atrás quando eu ia direto para a náite (a gíria ainda vale?), eu via as mulheres desesperadas. E achava isso um saco, porque eu ia para me divertir. Mas agora o fenômeno é o contrário!

Gosto muito da segurança que os anos me deram. Poder chegar num lugar sozinha para encontrar as amigas e ir até o bar ou o banheiro sem elas. Curtir com alguém, e voltar para a rodinha das meninas, sem arrependimentos e sentindo-se poderosa.

E vamos combinar, com caipirinha de morango, qualquer noite é garantida.

caixa.jpgNa minha cabeceira ainda estava uma caixa cheia de palavras. Algumas imagens também. Colocadas ali de improviso, quando as palavras começaram a perder o sentido. Algumas partidas, rasgadas.

Consegui ler coisas como “isso não vai acontecer”, e outras tantas palavras-momentos, palavras escritas com o peso da eternidade e com sentido volátil, enroladas em envelopes coloridos. Palavras que perderam o sentido quatro dias depois.

Palavras. Quem disse que elas têm sentido? Quem disse que elas têm sentimentos? Somos nós que enxergamos além da tinta e papel. E a visão engana. E o que as palavras significam é aleatório, por que foi escolhido assim em determinado momento. Palavra poderia ser nada. E nada poderia ser palavra.

Joguei a caixa num canto. No lugar em que estavam aquelas palavras, que um dia foram realidade, agora estavam atrapalhando os meus sonhos.

E não derrubei nenhuma lágrima. Só o nariz escorreu. Pode parecer nojento, mas é tudo que vale a pena derramar por essas palavras agora.

bonecas-russas06.jpgAssisti a continuação de Albergue Espanhol. Em Bonecas Russas, tudo que os 30 anos fez com o Xavier foi transformá-lo em mais babaca ainda. Desses que o mundo está cheio e que vire-e-mexe cruzam nosso caminho. Mas numa coisa ele tem razão: Por que tenho que parar de sonhar? Mas é justamente quando ele se depara com o sonho que age como um babaca, achando que está dando uma de esperto. Típico.

Mas adorei a teoria das bonecas russas. Será que um dia a gente pára de perguntar se será a última? O problema é que o jogo está sendo jogado dos dois lados. A minha última boneca, pode não ser a do outro. Por isso que amor para mim é como coincidência: raro e passageiro. É só o tempo de buscar outra boneca. E para acreditar que determinada é a última e não ter vontade de puxar para ver se tem mais alguma é preciso coragem. Coisa que falta aos babacas. E não tratar as pessoas como bonecas, no sentido de objeto.

Eu não lembrava que a personagem da Audrey Tautou vinha para o Fórum Social em Porto Alegre. É engraçado. E pena que o italiano continua aparecendo pouco.

Mas adorei ver Paris, me decidir mais por Barcelona, talvez, do que Madri. Eu não lembrava que Albergue Espanhol se passava em Barcelona… e um conhecido que voltou de lá recentemente, depois de uma temporada de um ano, também me deu a dica. E fiquei com mais vontade de conhecer São Petersburgo.

Desde que descobri a cidade das noites brancas me interessei. Queria ver como eu, uma pessoa tão noturna, reagiria ao sol da meia-noite. Pelo menos, dormir com a luz, não seria um problema e poderia voltar ao fuso das pessoas normais. Além de ter museus com importantes obras de arte. Vai para a lista…

Vire e mexe eu me desaponto com Deus. Alguns desses desapontamentos estão espalhados por posts, questionamentos e dúvidas. Mas dois fatos recentes me mostram que Deus está vendo, está sim. Que as coisas podem estar acontecendo em esferas diferentes, as tais linhas tortas, mas que ele de alguma forma promove justiça.

Não que eu esteja torcendo contra, pelo contrário, aquilo que eu ainda torci a favor, deu certo. Mas acho que se o amor tem algum poder é de fazer o universo conspirar a nosso favor e para quem põe isso fora, o efeito só pode ser o contrário. Não estou rindo, nem feliz, só constatando e precisando desabafar. E isso mostra que devo ter paciência para as coisas boas que estão reservadas para mim.

Foi um sábado de experimentar coisas novas, como atravessar a cidade dirigindo, literalmente: Zona Norte – Zona Sul e comer pasta ao pesto, mas tudo regado ao bom e velho vinho.

Quatro anos morando sozinha e estou ficando paranóica.

Estava tomando banho agora de madrugada e comecei a ouvir barulhos, como se fosse a porta do apartamento sendo batida. Imaginei as piores coisas, cheguei a desligar o chuveiro duas vezes. E saí do banho chorando. Ainda estou chorando.

Pela primeira vez senti medo de estar sozinha. Nem na primeira noite fora de casa, quando ainda nem tinham ligado a luz do apartamento, eu me senti assim. No final das contas era só o vento. E solidão por solidão, melhor essa, mais cruel e mais verdadeira. Sem enganação. Porque não é preciso estar sozinho para ser sozinho. E mesmo junto, agora a opção é ser sozinha, para me preservar.

Dá medo. Mas medo passa. E um pouco de fraqueza não faz mal a ninguém. Já cansei de muitas coisas e ser forte é uma delas. No momento, podem tomar todas as decisões por mim, até mesmo sobre onde ir, o que comer e beber. Eu já tenho coisas demais para decidir. Cansei!

Fui trabalhar hoje e ainda era manhã. Quando entrei no msn recebi a mensagem que tinha um e-mail. Fui ver e era uma música do Anis, Avec le Vent, direto da França.

Deu mais cor a esse dia cinza de feriado e trabalho.

Quarta-feira minha colega de trabalho me pediu o telefone da estética que costumo freqüentar. Ela ligou, marcou e falou que tinha conseguido.

Chego em casa e nessa rotina virada que ando levando, na manhã do dia seguinte, não sei se sonhei ou pensei, enfim, ela comentava comigo que tinha ido na estética e gostado.

De tarde, no trabalho ela me diz: fui no salão e gostei! Fiquei meio zonza.

Déjà vu!

Ela me disse que tinha sido atendida pela Rose, e eu meio sem reação disse: “ela é muito querida”. Só que nem acho tanto assim e não tive coragem de dizer que tinha tido um déjà vu! Acho que eu levei uns segundos para entender.

Agora estava olhando o terceiro epísódio da 3ª Temporada de Lost e o Hurley teve um déjà vu e então lembrei e vim aqui postar.

Pois é, finalmente comecei a ver a 3ª Temporada. Estou com ela há um tempão, só que a pessoa que me emprestou não tinha os primeiros episódios. Outra me emprestou mas não teve jeito de rodar no meu computador. Agora, já que saiu em DVD, aluguei os primeiros episódios.

maquina.jpg

Mercè López  

Num domingo desses, uma das assistentes que trabalha comigo comentou: “como tu digita rápido!”.

Aí contei que eu fiz curso de datilografia (eu sou do tempo da datilografia!), que no curso que fiz, as teclas (eram teclas?) da máquina de escrever ficavam tapadas e um desenho do teclado ficava num grande quadro na nossa frente, por isso consigo digitar rápido e olhando para a tela. Preenchi muita folha com asdfg, o método usado nos cursinhos para usar os cinco dedos. Essa foi a parte que não aprendi bem, porque como meu dedo mindinho é torto, ele escorregava e trancava no meio dos ferros do teclado.

Nossa! Eu já tenho histórias para contar para estudantes de jornalismo que trabalham comigo. Eu era uma estudante de jornalismo até ontem, ops acho que já é anteontem. Eu trabalho com pessoas que nasceram depois de 1986! Eu, definitivamente, estou ficando velha!

Foi estranho arrumar a cama e saber que eu não dormiria nela. Sexta-feira fui trabalhar a meia-noite e saí de lá às 9h da manhã. A madrugada passou voando! Tinha treino da Fórmula-1, julgamento do Gudbem e mais algumas rotinas específicas… quando vi, já era dia lá fora.

Do trabalho dirigi direto até Sapucaia e dormi umas três horas durante a tarde. Voltei tarde para casa e fui dormir perto de meia-noite. No domigo, trabalhar às 7h, depois café com uma amiga. Chego em casa e tenho alguns contratempos domésticos. Vou dormir pelas 23h e não consigo. Passo quase toda a noite em claro e até hoje estou quebrada.

 Acho que isso justifica minha ausência por aqui. Nunca quis que um fim de semana chegasse tão rápido!

Hoje dei o segundo passo, recortei e colei mais um pedacinho desse sonho.

Aí estou em casa, assitindo televisão e vejo este comercial que diz simplesmente para:

Fazer

Ato de criar, realizar
Fazer é ir atrás do que você quer
É o oposto de ficar sentado esperando
Fazer é necessidade fisiológica
Até dormindo, porque a mente está fazendo sonhos

Você pode fazer a favor ou contra
O que interessa é fazer do seu jeito.
Para os aventureiros, fazer é ir em frente
Para os medrosos, é uma retirada

Você é o que você faz
Por isso as estátuas que nos perdoem
Mas somos a favor de quem quer fazer algo
Difícil ou impossível
Que dê frio no estômogo
Que expresse, que mova as idéias
Fazer
Porque a felicidade não é um alvo fixo

Se não viu a propaganda na tevê, assista ao vídeo, vale a pena:

elizabethtown-poster03.jpgEssa semana finalmente assisti ao filme Tudo Acontece em Elizabethtown. E adorei!

No dia do maior fracasso da sua vida profissional, a qual Drew Baylor (Orlando Bloom) dedicou oito anos e acabou levando a empresa em que trabalhava a um prejuízo de quase um bilhão, ele descobre que seu pai morreu. Se o filme pudesse ser resumido em uma palavra seria “vida”. Porque todo o contexto da morte leva à vida. Tudo tem uma perspectiva alegre, como parecia ser o falecido. A morte sacudiu as pessoas e fez nosso personagem fracassado, que só via como saída o suícidio, ainda que de forma cômica, ter que encontrar toda a família e se deparar com o amor no meio da viagem.

Impossível não se identificar com Drew perdido e surpreso no meio de uma família tão grande, com a qual ele pouco conviveu, pois moram em Elizabethtown, Kentucky. De ver sua mãe querendo fazer tudo que nunca tinha feito antes ao ficar viúva e fugir da perda. E do jeito espontâneo e cheio de estratagemas da Claire (Kirsten Dunst). Dentro de mim habita alguém como ela, só que nem sempre consigo agir assim. Eu usaria uma boina preta e não vermelha. Mas comprei uma sandália encarnada. Um dia ainda serei a pessoa tão diferente por fora como sinto ser por dentro. Nesse dia terei deixado de me preocupar com o olhar dos outros.

No caminho de volta, Drew volta de carro para Oregon e o mapa que Claire lhe prepara é muito Amélie, é muito eu! Cheio de estratagemas, essa viagem solitária o levará à vida.

E a trilha da viagem e do filme é bacana, já baixei. Nenhuma música marcante, pois creio que há uma diferente para cada cena. Há muita vida na trilha musical também. E parece que amor e sucesso nunca andam juntos mesmo.

Mas destaco essa passagem da personagem de Kirsten Dunst, que brinca com seu nome, por ser ela uma garota comum:

Quer ser mesmo grande?
Então tenha coragem de cair e ficar por aí.
Faça-os imaginar por que ainda está sorrindo.
Isso é a verdadeira grandeza para mim.
Mas não me ouça, sou uma Claire.

Foi sem querer. Eu vinha cuidando se algum carro ia cruzar a avenida Praia de Belas para poder passar o sinal fechado. Quando vi tinha uma barreira na minha frente. Vazia, só com os brigadianos ali. E o que eu fiz? Desviei rapidamente da barreira e passei o sinal fechado na frente dos policiais!

Pelo jeito eu e meu carro não levantavam nenhuma suspeita, pois sabe lá Deus o que poderia ter acontecido!

O passado me assombra e olho para o futuro e tenho medo.

Medo de dizer novamente algumas coisas que depois terei que esquecer. Medo de assumir sentimentos e depois ter que renunciá-los.

E não sei o que é pior nessa vida: se nunca mais ter coragem de pronunciar o amor ou pronunciar até o ponto de ter que abdicar dele.

Dizem que quem está na chuva é para se molhar. Mas também que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Raios! Já foram três. No primeiro eu perdi o medo, afinal, o que eu mais temia aconteceu. Eu não sabia que podia acontecer de novo e de novo. Mas como diz a música Nem 5 minutos guardados, do Titãs: “não há pára-raio contra o que vem de baixo”.

E mais “não há guarda-chuva contra o amor”, embora eu quisesse um guarda-chuva e um guarda-sol que é para ele não me pegar mais, faça tempo bom ou ruim.

Mas eu sigo com meu mantra. Só eu vejo o mundo com meus olhos, como diz o Zeca Baleiro.

Ergui e olhei minha prateleira de livros de comunicação, arte, filosofia e teóricos (além da Mafalda que está aàporque é grande). O laranja do Nietzsche saltou aos olhos!A Vica me passou a tarefa! Como meu computador fica rodeado de livros, assim que terminei de ler o meme, ergui a cabeça para a prateleira de cima, e o primeiro que dei de cara foi a Gaia Ciência, do Nietzsche (deve ser por causa da capa laranja). Eu não li ele todo, mas está cheio de maracações de trechos que gostei. Alguns até já foram postados aqui no blog.

Regras:
1.- Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2.- Abra-o na página 161;
3.- Procurar a 5ª frase, completa;
4.- Postar essa frase em seu blog;
5.- Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6.- Repassar para outros 5 blogs.

“Todas as vivências reluziam de outra forma, pois um deus brilhava através delas; e também todas as decisões e perspectivas quanto ao futuro remoto: pois as pessoas tinham oráculos e avisos secretos e acreditavam nas profecias”.

Vou passar para a Lu, Gi, Cris, FábioMila. Mas se mais alguém quiser fazer, fique à vontade.

E não é que o Sapucaiense foi para a primeira divisão do Campeonato Gaúcho? O campo do time é bem perto de casa. Na minha infância, muitas bolas dos jogos que lá aconteciam, caíam no pátio da nossa casa. E quando começaram as primeiras tentativas de ter um time fixo, há uns seis anos, eu trabalhava no jornal da cidade e de vez em quando fazia matéria sobre eles. Alguns jogos eu só fotografava no fim de semana porque era pertinho de casa. Na época eu era estagiária e folgava no findi.

Meu avô, com seus 86 anos se emocionou na partida do clube que ele já fez parte da diretoria. Quando cheguei em Sapucaia, no sábado, ainda peguei a rua da nossa casa fechada para as comemorações. Segundo a matéria do jornal Vale dos Sinos, até o trem buzinou na passagem do carro de bombeiros pela cidade.

Finalmente fui na exposição No Ar – 50 anos de Vida. Muito legal, principalmente aquele vídeo com edição de imagens de várias épocas. Show de bola. E não é que em uma das fotos do livro dos 50 anos da firma eu apareço? Ah e aquele secador de cabelo dos anos 30 eu tinha lá em casa. Se eu soubesse que era tão antigo tinha guardado! E olha que ele funcionava. Cheguei a usar e lembro do cheiro que saía dele.

Não deu tempo de ir na Bienal. Aliás, estou completamente por fora e isso me angustia. Não fui mais nas aulas de História da Arte, inclusive perdi uma que foi no Santander. Mas ainda me recupero.

Assisti também Scoop – O grande furo, do Woody Allen. De vez em quando é bom ver filmes em que nem tudo corresponde a realidade, onde a ficção ganha as asas da imaginação e coisas inverossímeis tornam-se possíveis e engraçadas. 

media.jpgDepois de quase dois meses, finalmente chegou a tradução que encomendei de We the media, do Dan Gillmor.

Como o livro em português só tinha de uma editora de Portugal, tive que esperar ele ser importado e demorou mais que as seis semanas prometidas. Mas é a bíblia do jornalista de web 2.0. Com certeza vai valer a pena.

Sábado busquei ele na Cultura. Agora é arranjar tempo para devorá-lo. 

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