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Tenho sido apresentada a diversos músicos franceses ou que estão na cena cultural da França. Ainda não tive tempo para me aprofundar em cada um deles. Essa semana estou ouvindo Camille. Ela é especialista em beat box e me identifiquei muito com suas letras.

Esta abaixo traduz o meu momento. É assim que me sinto, uma jovem, mas com experiência e partindo para viver coisas para as quais já sou considerada, peut-être, velha, alguém de cabelos brancos…

http://tipika.blogspot.com/

Je suis à l’age où l’on ne dort nulle part
Les seuls lits dont je rêve sont des quais de gare
J’ai loué un placard pour mes robes d’hiver
J’ai tué les parents

Oh je veux partir sur la seule route où il y a du vent
Je suis la jeune fille aux cheveux blancs

Mon amoureux dit qu’il ne me connaît pas
Il vit loin de tout, il vit trop loin de moi
Sur le plus haut volcan où l’amour est éteint
Il reviendra demain

Oh je veux partir sur la seule route où il y a du vent
Je suis la jeune fille aux cheveux blancs

Oh je veux partir sur la seule route où il y a du vent
Je suis la jeune fille aux cheveux blancs

Je suis la jeune fille aux cheveux blancs
Je suis la jeune fille aux cheveux blancs
Je suis la jeune fille aux cheveux blancs

http://tipika.blogspot.com/

Eu estou na idade em que a gente não dorme mais em qualquer lugar
Os únicos leitos nos quais eu sonho são plataformas de estações

Eu aluguei um armário para os meus vestidos de inverno
Eu assassinei os pais

Eu quero partir na única estrada onde tem o vento
Eu sou a jovem menina de cabelos brancos

O meu amor diz que não me conhece
Ele vive longe de tudo, ele vive longe demais de mim
No vulcão mais alto que o amor extingüiu
Ele retornará amanhã

Eu quero partir na única estrada onde tem o vento
Eu sou a jovem menina de cabelos brancos

Eu quero partir na única estrada onde tem o vento
Eu sou a jovem menina de cabelos brancos

Eu sou a jovem menina de cabelos brancos
Eu sou a jovem menina de cabelos brancos
Eu sou a jovem menina de cabelos brancos…

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Aos 29 anos você já sabe quem são os amigos de verdade e é preciso que eles sejam de fé para ajudar a colocar todas as velinhas no bolo e depois tirar…

Durante muitos anos reclamei dos amigos e da família não estarem presentes no meu aniversário, então resolvi fazer uma festa na praia para tentar reunir todos que são muito importantes na minha vida. Não deu para ser todos, mas enfim… o dia foi muito bem celebrado.

O dia 6 de fevereiro de 2010 estava lindo, bem quente, mas nada que o mar calmo e de águas límpidas (estava bandeira verde!) não recompensasse.

E até alguém que está longe e esteve presente através do pensamento conseguiu me surpreender de uma maneira muito especial!

Prête pour les 30 ans!

Na primeira vez que fiz vestibular na UFRGS eu tinha 18 anos. Agora aos 28 anos fiz de novo. Não estudei nadinha e fiz festa, muita festa, nos meses que antecederam as provas. O resultado foi o mesmo: não passei.

Da primeira vez foi para Letras, agora História da Arte. Na outra vez eu fiz 6 meses de cursinho, pois fiz magistério e fiquei sem ver quase tudo que se aprende no ensino médio: não tive história e nem geografia e muito pouco das exatas.

Passados 11 anos, muitas diferenças. Desta vez não li nem as leituras obrigatórias (e ainda acertei 15 questões de literatura)… Lá em 1999 eu morava em Sapucaia e meu pai me levou todos os dias para Porto Alegre. Como eu fiquei em uma escola no Partenon, no primeiro dia, com medo de não encontrarmos o local a tempo ou ficar presa em engarrafamentos na BR-116 e nas proximidades da escola, fiz meu pai sair tão cedo que chegamos antes de todo mundo, até das provas. Não tinha monitor, nem candidato, ninguém. Era para chegar às 8h e chegamos pelas 6h… Dessa vez eu moro na Capital e tenho carro e me colocaram numa escola há uns 6 quilômetros da minha casa, bem perto. 

Da outra vez tinha cerca de 5 por vaga, nessa 8. Só que para Letras, tinha gente na minha sala que estava tentando há anos em outros cursos mais concorridos e estavam super preparados. Desta vez, fiquei numa sala com muita gente mais velha, até uma senhora de 60 anos que achava que tudo era coisa do governo, até o tema da redação. Tinha pessoas legais, seriam bons colegas. E como o curso de História da Arte é novo e no RS serve mais para hobby do que profissão, tinha gente de várias áreas, inclusive da História, para nos dar um banho na prova.

O clima de vestibular é muito legal. Eu chegava e me sentava na calçada com a galerinha, na sala de aula todo mundo parecia colegas de colégio, daqueles de anos. Porém no quadro tinha o link para consultar o gabarito. Da outra vez eu acompanhava no rádio mesmo: A, de Argentina, B de Brasil… E de Equador…

Quando adolescente, eu era acostumada a não tomar café da manhã. No primeiro dia fiz isso e chegou uma hora que eu só pensava em comida durante a prova. E ainda fiquei sem água porque levei uma garrafinha que não era transparente.

Dessa vez também não sentei bem na frente, como quando eu era CDF. Na prova da Unisinos (onde passei para Jornalismo na primeira vez) os monitores ficaram conversando e me atrapalharam. Aprendi a lição.

Neste ano tinha duas línguas estrangeiras: espanhol e grego, sim, a prova de física era grego para mim. Não hesitei em chutar tudo numa letra só, o problema é que tentei resolver algumas questões e justo essas tinha como resposta a letra que eu escolhi e por pouco não zerei a maldita. As outras exatas também foi um suplício. Não sei se com um ano de cursinho eu conseguiria resolver na boa aquelas questões… Acho que é mais fácil passar na seleção do mestrado.

E apesar de tudo isso, mesmo não tendo virado bixo, acho que não foi tão mal assim. Tinha 258 candidatos. Pensei que eu ficaria com a 257º posição. Mas não, fiquei em 81º lugar. Eram apenas 20 vagas no acesso universal…

Da primeira vez eu ter passado para Jornalismo na Unisinos e não ter entrado para Letras na UFRGS decidiu meu destino. Tem mão dele de novo aí…

Ah! Exatamente hoje, no dia que saiu o listão, faz 4 nos que me formei!

Mover-se é viver!

A frase é do personagem de George Clooney em Amor sem Escalas e, por mais inverossímel que seja a existência dele, sempre viajando, praticamente sem casa, entre uma cidade e outra demitindo funcionários de empresas falidas e fazendo palestras motivacionais para as pessoas não se comprometerem, tudo que ele diz fez muito sentido para mim.

Por muito tempo fiquei enchendo minha mochila de pesadas bagagens: família, relacionamentos, trabalho, casa e contas para pagar. Tudo isso começou bem cedo, antes que eu tivesse me movido e portanto, vivido muitas coisas. E isso ainda está pesando, mas eu já decidi que vou viver.

Embora no filme possa parecer conversinha fiada, mudar de emprego pode sim te trazer oportunidades melhores. Ainda que não sejam melhores oportunidades na carreira, podem ser melhores chances de viver, de ser feliz em diversos setores, a carreira é só mais um deles. Eu não sei se sou inconsequente ou uma sábia, que antes dos 30 cheguei a conclusão que é melhor ser feliz, fazer o que se gosta (ainda que isso não seja o que te faz bater ponto) do que se dedicar a uma carreira, com a qual talvez seja seu único casamento, ou pior, sua única companhia.

E o filme deixa claro como é bem mais difícil não se comprometer do que ao contrário. Requer toda uma técnica, logística e método. No caso de Ryan era viajar, mover-se também pode ser fugir. Mas uma coisa é certa, a solidão só bate se a gente para, e isso vale também para quando a gente se acomoda, seja no trabalho, nos relacionamentos ou adiando sonhos, não tentando compensar um lado não realizado que pode te levar a realizar outros desejos.

:::

Adorei a cena em que eles falam sobre como os critérios para ficar com alguém vão diminuindo quando se vai ficando mais velha. Fui no cinema com uma amiga e antes tomamos chimarrão. E eu lhe disse: temos que ir contando os pontos individuais: é alto, bom papo, magro… cada coisa vai valendo pontos, mesmo que o conjunto não pareça tão interessante. Mas para nós, ter cabelo ainda é imprescindível!

Ando com vontade de relatar coisas do meu cotidiano aqui. Desacostumei mesmo a morar sozinha, ou o mais provável é que estou passando muito tempo em casa, e nem é que esteja me sentindo sozinha, mas estou de novo na fase do “Socorro não estou sentindo nada”, sabe, como na poesia de Alice Ruiz. E isso, invariavelmente, me afasta de pessoas com quem eu poderia estar dividindo meus dias.

Pois bem, hoje começou o vestibular da UFRGS que estou prestando para História da Arte. Fazer vestibular 11 anos depois da primeira vez merece um post com várias observações que deixarei para o final, embora algumas tenha colocado no meu twitter.

Na terça eu vou encontro Orientação Dharma – O Culto a Lost acompanhando uma amiga. Nem estava muito ligada nesse tipo de evento e olho Lost sem fazer divagações ou análises, mas acho que vai ser interessante. Se alguém que me ler for, se apresente por favor!

Nunca pensei que eu gostasse tanto de praia! Não sei se é o calor que parece sempre pior a cada ano, o fato de estar quase todo mundo lá, de familiares a amigos e até as melhores festas, mas queria não ter voltado. Me arrependi de não ter escolhido prestar o vestibular lá. Mas pelo menos a noitada de sexta, na Porto vazia, rendeu. Estava cheia e boa como sempre. O pilequinho meu e de uma amiga nos garantiu muita diversão dançando e conheci pessoas. Só não pude usar meu status de vip porque não tinha fila… aí já era pedir demais. Mas isso já foi o suficiente para me aquietar no sábado de noite. Até quarta, é vestibular. Embora não tenha estudado, pelo menos dormir cedo para não perder o horário é meu compromisso.

E passei a ouvir Lady Gaga. Sei que é faísca atrasada, mas gente, o que é esse clipe de Paparazzi?

Ir numa festa no sábado e na segunda ainda mal poder andar de dor na panturrilha de tanto pular e dançar. Mesmo que você tenha jogado os sapatos de salto altíssimos ao lado da mesa do DJ logo que  chegou na pista. E olha que nem fui na cama elástica que fiquei sabendo que tinha por lá…

E estar ficando velha é… pensar nesse post e esquecer na hora que foi postar e só lembrar dele quando se levantou porque a panturrilha doeu.

Update: continuou doendo na terça…

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