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Fui ver O Caçador de Pipas e chorei muito. Menos que quando li o livro, acredite! E este é o grande triunfo dessa obra para mim. A adaptação foi muito fiel, embora achei que conta um pouco que o especatador tenha lido o livro e esqueceram dois detalhes (quem leu o livro sabe, mas um deles seria muito forte). E claro, não há a profundidade do livro, não mostra o quanto a covardia de Amir o torturou por toda a vida, até quando viu que poderia ser bom novamente. O quanto seus atos maldosos são justifcados pela falta do olhar do pai.

Mas é uma história de amizade linda e a coragem e a lealdade de Hassan é algo tão puro e verdadeiro que todos deveriam lembrar desse personagem antes de fazer alguma coisa por alguém e ele faria mil vezes.

O cenário era muito diferente do que eu imaginava em Cabul. Minha visão está impregnada com o Afeganistão pós 11 de setembro, muito mais retrógrado que antes da invasão soviética. Achei eles bem moderninhos, pelo menos na casa de Amir, já que seu pai era rico e liberal. Já a parte que se passa nos EUA me pareceu familiar com a minha imaginação.

O filme não mostra também o quanto de paixão Amir sentia por Soraya como no livro, e acho que por isso me emocionei tanto ao ver a cena do casamento, principalmente na parte da tradição do espelho. Gosto de rituais que marcam uma história de amor.

Como sempre, é um ótimo filme, mas um grande livro sempre vai ser melhor. Confira os dois.

E depois de me apaixonar por um russinho e crianças vietnamitas e um argentininho, também me apaixonei pelas crianças afegãs do filme.

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Pela primeira vez estou sem palavras. O coração quieto e o pensamento tranqüilo.

Às vezes, não usar as palavras é mais difícil que pronunciá-las.

http://artistamuvek.blogspot.com/

Eu não sei se para o bem ou para o mal, mas chega um momento da vida, por mais que doa, por mais que tenha sido mais forte que nunca que a gente sabe que tudo passa.

Só que o tempo nessas horas é relativo, afinal, ninguém sabe o quanto da vida ele vai nos tomar, porque nosso tempo aqui é contado, mas não pode ser medido.

O que vale nisso tudo é que a gente sabe que não existe um único final.

A vida é feita de começos.

Este foi um comentário que escrevi no blog da Lu K. e rendeu um post.

Eu não sei se in vino veritas ou se o que não seja leve o vinho leve.

Mentiras não são leves e nem algumas verdades. Só o tempo é capaz de dar respostas.

Foi quase um dia de fúria. Não sei o que me deu, mas um negócio de nada no trabalho me tirou do sério, aí o computador trancou e foi a deixa para eu extravasar. Saí de cabeça quente e tinha que enfrentar um mercado, ou melhor, um hipermercado. Impaciente no trânsito, buzinei no estacionamento do súper para um cortador de frente… Resolvi então comprar um sorvete para esfriar a cabeça. Chego no Mc Donalds e peço uma casquinha. Eis que a guria me responde: com R$ 2 leva duas. E eu como assim? Se eu sou só uma pessoa?! Como é que alguém oferece para uma pessoa dois sorvetes! E quem iria empurrar o carrinho?

Saí enfezada. O objetivo era comprar produtos de limpeza, já ia aproveitar e descontar a raiva comprando mais e mais… produtos de limpeza, creiam-me! Já estava escolhendo uma vassoura, sendo que tenho umas três em casa… Resolvi pegar leve e o carrinho começou a fazer nhéque nhéque! Fora o meu tamanco que também faz um barulho chato. E uma dor de cabeça horrível me atacando. Por sorte quando vou para fila, está vazia, mas resolvo sair para olhar agendas e claro que não encontrei nada e só me irritei com o carrinho. Cheguei a balançar ele para ver se parava, que nem pessoa quando está roncando. Um homem na minha frente me olhou assustado. Voltei e aí tive que encarar uma fila pequena. Não sei quando foi, talvez quando tomei o paracetamol, mas em casa me acalmei. Ufa! Acho que era fome…

O último episódio de Brothers & Sisters na quarta passada terminou com a Sarah na sala do terapeuta. E ele disse coisas tão bonitas, fortes e verdadeiras que eu gostaria de ter anotado. Daí sábado teve maratona, olhei um dos episódios que tinha perdido e ia ficar ligada no último, já tinha separado o bloco e a caneta para anotar. Daí lembrei que navegando no google para ver se achava a frase fui parar no blog da série e deixei um comentário pedindo pelo trecho, e não é que eles postaram? E até me citaram. Pelo jeito não sou só eu que faço alguma coisa pelos leitores internéticos. Aí vai:

Sarah: Por que você não pode dizer nada? Qualquer coisa que me faça sentir melhor?

Dr. Jude: Não há atalhos, Sarah, na vida ou no amor. Essa dor precisa ser sentida. A alternativa é muito pior. É isso que nos faz ser especial, que nos faz ser lindos, que nos faz ser dignos: a dor de como amamos. A dor é acompanhada por outra coisa, não é mesmo? Com a sua dor há esperança. E é aí que você se encontra: em algum lugar entre a agonia, o otimismo e a fé… Então, você é humana. Você está viva! E é isso que nós temos.

Outras citações que eu gosto de filmes e séries

A tevê estava no mundo mas eu vi que segunda começa mais uma temporada do 24 horas! E desta vez espero poder olhar do início ao fim sem interrupções! A vantagem de estar atrasada com algumas séries é que não sofro com a greve dos roteiristas!

23:59:29
Pi. Pi. Pi.

desperate.jpgBom, fiquei todos esses dias sem aparecer porque aproveitei mais um findi em que fui abandonada e não pude ir para praia como todo mundo podia nesse para continuar olhando Desparate Housewives.

Mais uma série entrou na minha vida e virei  fã e agora tenho que sair desesperada atrás das outras temporadas. Foi no feriadão de Ano-Novo quando fui numa locadora pequena que tem aqui perto de casa (a única agora, pois a grande fechou) e aparentemente mudou de dono que levou todos os filmes. Com poucas opções, peguei a série para olhar. Foram oito capítulos da primeira vez e de sábado até hoje, madrugada de terça, assisti os 14 episódios restantes. E como já imaginava, o final me deixou com vontade de quero mais.

Embora não me identifique muito com essas donas de casas casadas, a série tem um humor que eu gosto, além de seus mistéeerios que não são tão difícieis assim de sacar e aí tu se sente bem por ir desvendando. Além de ser meio bizarro e humor negro ligth. E tem Susan Mayer (lembra da Lois Laine?), como eu gosto da Susan! Cada confusão que ela se mete, o seu jeito desastrado – aí eu me identifico um pouco, mas nossa, como a sorte não anda do lado dela!

Estou com uma listinha de coisas para postar, inclusive sobre outra série… logo logo vou colocando…

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Nos endurecemos a ponto de não reconhecermos um conto de fadas?

Estou sufocando igual a Carrie naquele vestido de noiva horroroso. Acabei de assistir o final da 4ª temporada de Sex and the City, desde que estou olhando em ordem. Na verdade, descobri que já tinha visto a maioria fora de contexto. Mas chorei, chorei… desde o episódio 15, Mudança de Planos.

E estou escrevendo esse post ao som de By Your Side, da Sade. Lembra, no final do episódio que a Samantha decide se entregar ao amor do Richard na borda da piscina? E que no final da temporada ela descobre o que sempre soube: que não dá para se entregar ao amor, só a uma boa transa.

Mas estou sufocada, sem respirar, porque no fundo também fico pensando se não sou do tipo casaudora, se não estou ficando como a Samantha, que ainda quando tenta quebra a cara, muito mais feliz ser fria e distante? I do not know. Mas se a Miranda pôde ter um filho, do jeito que eu me sinto em relação a isso e ela foi até o fim, then

Será que já não deixei passar algum Aidan, porque era perfeito demais? Na verdade, eu ainda preciso encontrá-lo, porque tudo que tive foi Bigs, mas não, hoje eu entendi porque ele faz parte da vida da Carrie e é o seu verdadeiro amor: porque ele é um cara resolvido, com tudo. E ela, como nós mulheres, nem sempre. Mas não sei se perdoaria ele ter se casado, mas sei lá o que vou pensar aos 35. E ela acabou sendo o pivô da separação dele. Hum, dou de ombros nesse momento e entorto a boca, como a Carrie. Quem vai saber?

É isso, eu não quero saber, mas a minha cabeça está sempre girando, e girando… saudade do meu psicólogo. Mesmo sem ver ele há um tempinho não consigo parar de pensar. E hoje fiquei sabendo de algo muito triste que aconteceu com uma amiga, simplesmente desisti.

E já nem falo de amor, mas de humanidade. Onde foi parar? Ninguém mais se importa, é tudo passageiro. Confesso que o permanente, o durável me assusta também, só que ainda não gelei a ponto de parar antes para não sofrer depois. Minha humanidade me diz que nesses casos é melhor nem arriscar. Mas isso é se importar com o outro. E quem se importa? Dá licença, vou ali cuidar de mim.

Até que ficar em Porto Alegre no verão tem suas vantagens. Depois do marasmo, a vida social até que se movimentou um pouco nesta semana. E definitivamente, não vou acompanhar o BBB 8. Não enquanto tiver onde ir para tomar um chopp nesses dias quentes.

Na quarta fui no Punta del Diablo. Adorei o clima mesinhas na rua, a culinária uruguai e a caipirinha de morango de saquê é uma delícia. Não deixe de provar a pizza de pesto!

Hoje conheci o Souq Pub, um bar inspirado no Oriente Médio. A gente senta no chão, escuta música árabe (essas de dança do ventre), impossível não chacoalhar ao menos os ombros. Pretendo voltar lá para beber uma bebida típica, principalmente uma que leva cobertura de morango. E acreditem, experimentei o narguilé!

Revendo O Fabuloso Destino de Amélie Poulain tive a idéia para um meme aqui no blog.

Qual cena você gostaria de viver na vida real?

A minha é o final de  O Fabuloso Destino de Amélie Poulain:

É a representação perfeita do amor: alegria, diversão, cheiro, paixão, admiração, entrega, paz, carinho, sorriso, pele.

A música é a Valse D’Amelie e é isso que significa para mim dançar a Valse D’Amelie, exatamente esta cena. Não foi por acaso que escolhi esse trecho da música na minha formatura. E quem sabe não será a valsa do meu casamento? E pode ter certeza que um dia ainda vou realizá-la e em Paris, como no filme.

Dançar a Valse D’Amelie é viver um amor desse jeitinho, cheio de estratagemas, mas em que se é aceito e compreendido. É voar por aí, ainda que numa lambreta, sentido o cheiro de quem se ama. É brincar, sorrir, viver.

E você, qual cena gostaria de viver? Responda nos comentários.

E para os blogueiros, podem colocar no seu blog quem quiser, mas para que a coisa se espalhe vou pedir para a GiCrisCássia, CamilaVicaLu K. e Fábio

Consegui sair mais cedo do trabalho hoje, empolgada, porque em três anos, finalmente poderia acompanhar o Big Brother desde o início. Eis que chego em casa e a Net continuava fora do ar. Tinha recebido um torpedo às 12h31min avisando que a previsão de retorno era 20h e depois teve essa notícia de que o sinal estava sendo restabelecido. Peguei o telefone disposta a ligar e esperar muito na linha até que alguém me atendesse e eu pudesse reclamar. Mas… meu telefone também é Net! Não adiantava nem ligar o computador para tentar me distrair na rede…

Para não jantar “sozinha” resolvi assistir O Fabuloso Destino de Amélie Poulain de novo. Já o assisti outras tantas pelo mesmo motivo.  Fiquei todo tempo vendo se o sinal não tinha voltado para eu ver o BBB e nada. Eis que quando o filme acabou, troco para a tv e está funcionando e o programa já tinha acabado. Passei para o Multishow e assisti aquele pedaço chato, ao vivo, sem edição e sem entender nada. Que saco. Não é a primeira vez que a Net falha em dia de estréia. Decepcionante.

Sei que tenho aparecido pouco aqui… mas não estou de férias. Sabe como é verão, a gente trabalha demais para os outros tirarem férias, o calor dá preguiça e no fim de semana a gente vai para a praia. Pois foi o que fiz no último findi. Depois das desventuras no feriadão de Ano-Novo (e nem contei todas aqui), resolvi que sou filha de Deus e vou para a praia em todos os finais de semana que folgar. Até porque este estava muito bom e me motivou a pegar a estrada sempre que der.

Mas hoje, depois de chegar em casa depois de trabalhar mais do que deveria (de novo) lembrei porque não gosto tanto dessas aventuras rumo ao litoral norte: desfazer as malas e lavar as roupas cheias de areia. Mas até que arrumei tudo rapidinho. Sem férias, ficar em Porto Alegre seria um verão muito longo. O jeito é voar as tranças sexta sim, sexta não.

amor-nos-tempos-do-colera01.jpgFui ver O amor nos tempos do cólera. Quando vi a propaganda antes da estréia e as poucas opções que haviam no cinema fiquei empolgada com o filme. Depois me disseram que era ruim, mas mesmo assim fui ver na tela grande.

Primeiro as críticas. Realmente é difícil engolir o filme em inglês. Tirando a Fernanda Montenegro e o Javier Bardem (que tem uma incrível capacidade de envelhecer nos papéis, lembram de Mar Adentro?) eu não sei a nacionalidade dos outros atores, mas que inglês não era a sua língua, ah não era. E mesmo que fosse, o filme se passa na Colômbia! Só as crianças falam em espanhol no filme.

A música é toda da Shakira. Tinha torcido o nariz quando fiquei sabendo pelo trailer. Mas quando ouvi Despedida, me lembrou as músicas do filme Frida, e realmente essa é uma música linda e ela interpreta muito bem. O que eu não engoli foi a música Pienso en ti, que eu adorava na época. Mas é do CD Pies Descalzos, muito década de 90 e para mim destoou completamente. Tanto que no final quando suspiro para começar a chorar e toca a música as lágrimas trancaram. Só depois, andando pelo shopping vazio e solitário, como foram os últimos quatro dias, é que derrubei o choro.

Quando a Fermina expulsa o Florentino eu pensei: o amor não vale a pena mesmo. Precisava que o filme me validasse isso. Mas não é bem assim e eu não consigo entender a capacidade dele ter suportado que ela tenha se casado com outro. Será que não sei amar? Mas já tive febre por estar apaixonada. É difícil saber, como constata a Fermina. Mas me espanta o egoísmo. Depois que estava sozinha, para ter companhia, ela fica com ele. Florentino também foi egoísta com mais de seis centenas de mulheres. Mas é como ele disse numa das cartas que mandou para ela e que adoraria lembrar, aquele trecho que ele fala do alfa e ômega, que o amor não é um meio, ou algo assim. Alguém sabe? Vou ter que ler o livro.

Mas aliviei a dor no peito cantando a música:

No hay mas sueños, no hay
No hay mas tiempo, no hay
No hay mas miedo, no hay
No hay mas fuego, no hay
No hay mas vida, no hay
No hay mas vida, no hay
No hay mas rabia, no hay
No hay mas sueño, no hay

Llévame donde estés, llévame
Llévame donde estés, llévame
Cuando alguien se va, él que se queda
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