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Cadeia alimentar da balada

Uma noite dessas conheci um xará que tinha uma teoria que na balada as pessoas agem como os animais quando querem atrair o sexo oposto. Dançam, balançam os braços, assim como as aves batem as asas e os leões exibem sua juba.

Pois identifiquei também um outro comportamento semelhante ao dos animais. Trata-se dos amigos feios do cara bonito. Eles estabelecem uma relação conhecida na cadeia alimentar como comensalismo.

A definição para o termo é: associação em que um indivíduo aproveita restos de alimentares do outro, sem prejudicá-lo. É o que acontece entre tubarão e rêmoras. O pequeno peixe fica grudado no grande predador dos mares aprveitando as sobras desse que está no topo da cadeia.

Intensivo de nigth

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Ir numa festa no sábado e na segunda ainda mal poder andar de dor na panturrilha de tanto pular e dançar. Mesmo que você tenha jogado os sapatos de salto altíssimos ao lado da mesa do DJ logo que  chegou na pista. E olha que nem fui na cama elástica que fiquei sabendo que tinha por lá…

E estar ficando velha é… pensar nesse post e esquecer na hora que foi postar e só lembrar dele quando se levantou porque a panturrilha doeu.

Update: continuou doendo na terça…

Teve uma época, logo que eu vim morar sozinha em Porto Alegre (bom vendo o post sobre isso foi dois anos depois que já estava morando aqui), que o meu hino e das minhas amigas era: Vou deixar, a vida me levar… agora é I Gotta Feeling. Na última semana, praticamente levei ao pé da letra o Party every day. De quinta a domingo foi uma maratona em que dormi umas 16h no total. Segunda dei uma parada estratégica, mas fiz uma faxina na casa que valeu por uma balada.

Fazendo uma retrospectiva, foi uma festa na quinta, regada a chopp e cosmpolitan. Na sexta, o dia mais especial, dancei muito sertanejo universitário, forró, funk, dance, de tudo. Me diverti horrores movida a caipira de morango, ceva e excelente companhia. Batata frita no café da manhã, umas 6h de sono e chimarrão no parque de aquecimento para um churras onde, além de ele ter preparado uma carne pra lá de especial, tomei vinho, cerveja, espumante, marguerita e absolut de frutas vermelhas. No domingo, para não perder o costume, uma jornada de 8h de trabalho, seguida de uma ida até São Leopoldo para um aniversário de família. Aí não teve jeito, um expresso bem forte foi o meu combustível. Um colega pediu para trocar de horário na segunda e lá fui eu trabalhar às 8h, saí mais cedo, faxinão em casa e fui deitar meio zonza. Na terça, cinema seguido de chopp.  Na quarta o aniversário da Maria, que fui já bem cansada, mas não podia deixar de estar ao lado dessa mais nova amiga que foi uma grata surpresa deste ano, assim como a Nessa, a Mônica, a Camila e a Janaína. E claro que a diversão estava garantida.

Foi uma semana em que recarreguei as pilhas  com muita diversão e carinho. E como alguém disse lá no twitter, quando eu não durmo, fico hiperativa…

Ufa! Cansei. Acho que depois de todo o estresse da outra semana, quando acordei com o susto de meu irmão estar no hospital, eu estava precisando desopilar.

E acho que essa montanha-russa também me ajuda a não pensar em coisas boas que de certa forma me assustam. É uma leve brisa que surgiu numa das noites mais divertidas de todas que antecedeu essa semana maluca. É uma brisa que pode se tornar aquele vento gostoso de chuva. Prefiro ir sentido o vento bater de leve e torcendo para que não seja nenhum vendaval desastroso ou um tornado devastador.

Notei que tenho aproveitado ao máximo as madrugadas dos meus findis, não só porque já trabalhei em muitas, mas também porque o príncipe não vira mais abóbora a meia-noite.

Tive o fim de semana mais astral da minha vida. Mesmo tendo que trabalhar, me diverti muito. Dei uma de Carrie Bradshaw (com direito a Cosmpolitan e tudo) e fiz um intensivo de nigth para pesquisar como anda a balada e a cidade, e também o sexo e a cidade, por que não?

Algumas observações:

:: Ninguém mais dança. Fato! Só ouvi música boa, seja por DJ, dance ou as bandas que tocaram, mas todo mundo contido, no máximo batendo o pezinho, um leve movimento com o corpo ou com a cabeça. Sair dançando ao estilo Mamma Mia, nem pensar! Eu arrisquei levantar os braços algumas vezes, mas não tive seguidores. Rebolar? Só mesmo no funk. Sério, soltar a franga de uma maneira normal, dançar mesmo está em extinção. Tanto que os bares nem se importam de colocar mesas na pista.

:: Como o povo não dança, um pouco que acabou as “correntes migratórias”. Sabe quando a banda para de tocar ou a música está chata e todo mundo começa a circular, procurando para ver se acha pessoas interessantes? Se bem que ninguém parece querer encontrar pessoas interessantes. Está todo mundo meio blasé. E olha, conversar, puxar assunto e fazer amizades deveria ser obrigatório, tipo couvert. Sem ser chato, claro.

:: Os gaúchos são cada vez mais um povo fechado. Já as gaúchas estão precisando ir à luta. Os caras começam escolhendo já quando passam de carro pela fila do local. Agora os cariocas, ah esses sabem viver. Esses descem as escadas para alcançar seus objetivos sem medo de ser feliz ou levar um não.

:: Se animar com algumas músicas “das antigas”, daquelas que nem é do teu tempo, mas que tu conhece porque teus pais ouviam, isso entrega a idade.

:: Caipirinha de morango em dose dupla é roubada se as amigas não bebem. E homem não toma essas bebidinhas de mulherzinha. Vai sobrar pra ti.

:: Não adianta, em todo o lugar, no final da festa, chega uma hora que a constelação de losers se destaca. E olha, alguns estão bem disfarçadinhos de mauricinhos (ainda existe esse termo?) e também não andam assim mais tão corajosos.

:: Banheiros são sempre um capítulo a parte (já escrevi sobre eles uma, duas, três vezes). Em um deles, a área da pia era coletiva, para homens e mulheres. Tem o baita inconveniente de ter que sair sem antes se olhar no espelho. Mas o mais inacreditável, o cúmulo do metrossexualismo, foi um cara me pedir base emprestada para disfaçar as espinhas! Como eu não tinha, pediu então meu batom, e pelo termo correto: isso é um gloss, me disse ele! Ah não, meu gloss importando não!

:: Vi fila no banheiro dos homens e não tinha no das mulheres.

:: Em dois locais diferentes tocou A Fuego Lento.

:: Eu vi dois homens dançando A Fuego Lento juntos! Juro por Deus. Espero que eles sejam um casal. Sério, não posso acreditar que eles também estão fazendo aquela coisa ridícula que as mulheres fazem em festas de dançar juntas quando nenhum homem as tira. Já dizia Tim Maia: “só não pode dançar homem com homem, e nem mulher com mulher. O resto vale”.

:: Em três locais diferentes tocou Amigo Punk. Festa mais que garantida. Nessa hora até teve alguns braços que sacudiram no ar em punhos. Mas poucos, e confesso que o fiz, ainda que timidamente devido às circunstâncias.

:: Cheguei a uma idade em que coisas que eu achava ridículas antes, agora penso: se a pessoa está se divertindo, vai fundo. Vi uma figura peculiar de idade avançada dançando a valer (como eu gostaria de ter dançando a noite toda, como as pessoas dançavam a noite toda antigamente). Poderia parecer ridículo, espalhafatoso. Mas ele tava aproveitando, se divertindo e é isso que vale.

:: Poucos momentos na pista de música eletrônica e tocou Loves is in the Air (remixado, é claro) e Gala. Isso sim é dance! Não esses psy trance. Me empolguei e senti olhares meio que reprovadores pela minha saliência (mas eu só estava dançando normal!). E claro, até tinha gente dançando um pouco mais nessa pista, que era completamente escura ou com aquela luz piscante e estonteante.

: Bom e no final das contas o caneco (de chopp) vai para…

… um cara que às 4h, em frente a um bar que tem uns 3m de comprimento, me diz que chegou agora e me pergunta se é ali que se pega a cerveja!

Meu primeiro cosmopolitan! E nem precisei ir até Nova York ou no Kong, em Paris. Só fui até a Cidade Baixa!

27092009111

Para quem não sabe, é o drink da Carrie e das meninas do Sex and the City. Amei!

Ele ficou na campanha para angariar adversárias, mas estava lá registrando o momento

Pela primeira vez me meti no meio da mulherada para pegar o buquê sem constrangimento. Antes eu ficava lá meio que por ficar, num embate de pego não pego, como se isso pudesse mesmo decidir meu destino, um destino para qual eu ainda não tinha certeza se queria me atirar (mas que admiti aqui )

Então eu ficava no fundo do bolo, me esquivando para não ser derrubada pela mulherada e fingindo que lá seria o lugar ideal. Dessa vez não, fui lépida e faceira, disposta até a mudar de estratégia, ou seja, ficar na frente, porque com a onda de casamentos tenho notado que as noivas não tem força suficiente para jogar as flores além da primeira fila. Bom, não demorou para as desesperadas ficarem na minha frente e eu estar de novo no final. Com salto altíssimo eu não estava muito disposta a disputar os primeiros lugares e muito menos me tapear com as outras convidadas pelo buquê despedaçado, como a rosa que brigou com o cravo na cantiga. Nessas alturas eu comemorava mesmo é o fato de assumir que sim, eu estou querendo pegar o buquê. Pois bem, ao som de “elas estão descontroladas” ele parou na lateral da primeira fila aos pés de uma menina que tá longe do compromisso mas que se agachou e pegou antes da leva de mulheres que se jogou aos seus pés. Humilhação também não, né?

Mas o fato que essa minha disposição tem a ver com meu momento de vida. Algumas mulheres desde os 15 anos já pensam nisso, inclusive ganham coisas para o enxoval nessa data. Eu não, só agora, aos 27 anos, tendo conquistado algumas coisas é que me sinto apta a assumir isso. E o principal é ter alguém ao lado com quem se quer compartilhar a vida, sem isso não há glamour de festa que enseje o desejo de ter a sua. Sou muito mais movida pelos meus sentimentos do que pelas convenções.  E rituais só tem sentindo quando representam o que se sente. 

Também estou influenciada pela moda, casamento está em alta e não há quem não se empolgue ao ver duas pessoas unindo suas vidas, até eles ficam influenciados… E estou na fase dos casamentos (nossa vida é dividida pelas festas: os 15 anos, depois vem as formaturas… e os casamentos dos amigos e familiares – quando começar as festas de 1 aninho aí sim vou achar que estou ficando para titia), se não pintar mais ninguém, a próxima é minha melhor amiga e aí não tem como não se envolver. Desde o da minha irmã tem aparecido muitas festas de casamento, comparando aos últimos, sei lá, 20 anos…

Mas todos os dias eu abro o jornal e olho os anúncios e ainda suspiro por uma bicicleta!

Depois de mais de duas horas na fila, consegui os ingressos! Isso que ela não estava muito grande… E por um preço bem acessível, ficarei na primeira fila do setor vip. Nada mal, né?

Foi linda a festa ontem. Ver duas pessoas unindo suas vidas e declarando seu amor é sempre algo emocionante.

Eu estava começando a chorar quando o noivo desmaiou… Não suportou a emoção. Sei que ele é romântico, a noiva me contou e foi por isso que lá estavam eles, ao pé do altar, segurando um a mão do outro, os olhos nos olhos… o amor é lindo!

Mas nem sempre é fácil. O importante é tirar de letra, como a Mari fez, e cair no samba, como caímos na festa. Felicidade aos noivos!

Uma semana sem escrever!

Nem de férias fiquei tanto tempo assim!

Mas fui acometida por uma gripe que me deixou literalmente em stand by.

A única coisa que fiz desde domingo foi trabalhar (a gripe começou na quinta passada, mas domingo mostrou mais as garrinhas, a foto ao lado explica).

O resto da minha vida está parada. Vou postar algo aqui e ir ali correr atrás do tempo perdido embaixo do edredon.

Mas cem litros de chopp não dava para recusar, né?

Feliz em Feliz

Até que ficar em Porto Alegre no verão tem suas vantagens. Depois do marasmo, a vida social até que se movimentou um pouco nesta semana. E definitivamente, não vou acompanhar o BBB 8. Não enquanto tiver onde ir para tomar um chopp nesses dias quentes.

Na quarta fui no Punta del Diablo. Adorei o clima mesinhas na rua, a culinária uruguai e a caipirinha de morango de saquê é uma delícia. Não deixe de provar a pizza de pesto!

Hoje conheci o Souq Pub, um bar inspirado no Oriente Médio. A gente senta no chão, escuta música árabe (essas de dança do ventre), impossível não chacoalhar ao menos os ombros. Pretendo voltar lá para beber uma bebida típica, principalmente uma que leva cobertura de morango. E acreditem, experimentei o narguilé!

Eu volto! Sabe como é dezembro… uma festa atrás da outra. Nessa semana emendei quatro consecutivas. Bem hoje tem mais uma, mas adivinhem? tenho outro compromisso também. E tenho passado muito tempo fora de casa, às vezes nem volto para ela. Logo, essa casinha aqui, e o blog dos amigos, também ficam um pouco abandonados.

Descobri porque as gueixas ficam com a face tão rosada. Só pode ser o efeito do saquê.
Foi só tomar e o calorão subir, ainda bem que eu não uso blush.

Taí, amei a caipirinha de morango de saquê, e o próprio saquê puro, que gentilmente ganhei como um extra.

Na Madras
Ok, não se assustem! Meu pai também lê meu blog agora.
Eu não estava fumando! Só fazendo pose.

Fui na danceteria mais nova da cidade. Lugar legal, gente muito bonita e que se olha, não anda de nariz empinado. Um sistema chatinho, anti bebum caloteiro, mas tudo bem. O som eu não curti nem um pouco, mas sabia que na quinta seria apenas eletrônico e fui disposta a agüentar. Elevei ao máximo aquela condição de pés parados e corpo mexendo. Mas para minha surpresa, não é preciso mais dançar para estar na pista. Tinha muita gente parada. Vai ver é esse som que não tem começo, não tem nome, cantor ou fim.

Encontrei um fotógrafo da minha época de baladeira. É bom saber que mesmo alguns anos depois eu melhorei. Elogios não faltaram. É sempre bom para o ego, né? E uma festinha dessas é muito boa para o super ego também! Esqueci de tudo.

Bom, há alguns anos atrás quando eu ia direto para a náite (a gíria ainda vale?), eu via as mulheres desesperadas. E achava isso um saco, porque eu ia para me divertir. Mas agora o fenômeno é o contrário!

Gosto muito da segurança que os anos me deram. Poder chegar num lugar sozinha para encontrar as amigas e ir até o bar ou o banheiro sem elas. Curtir com alguém, e voltar para a rodinha das meninas, sem arrependimentos e sentindo-se poderosa.

E vamos combinar, com caipirinha de morango, qualquer noite é garantida.

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