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Quando fui para França estava chateada só por uma coisa: ia perder a premiere de Sex and the City 2. Até então eu não tinha ido a nenhuma premiere em Londres, mas eu não podia perder de ver o quarteto. Para minha sorte, o lançamento nas terras inglesas foi no dia 27 de maio, quando eu já tinha voltado. Ninguém tinha muita certeza, foi uma amiga falando para outra. Cheguei lá pelas 16h sem nem saber que horas começava. Eu estava usando um vestido e meias parecidas com estas da Carrie, do primeiro filme.

Esperei uma amiga na estação, como ela estava atrasada e a minha outra amiga já estava lá resolvi seguir a legião de solteiras que se encaminhava para Leicester Square. Quando cheguei havia sido aberto um corredor para o pessoal que estava montando o tapete vermelho em frente ao cinema Odeon. Corri para outro lado para encontrar minha amiga e fiquei de olho, quando o corredor fosse fechado eu tentaria ficar mais na frente. E foi o que aconteceu, eu era a segunda, mas abriram o vão novamente e um intrometido se cplocou na minha frente. Ele não tinha nem onde colocar os pés pois ninguém gostou e estava pressionando para que ele saísse… Ali descobri que elas chegariam às 18h pela mesma afro inglesinha que ficou irritada porque de vez em quando eu virava para trás e conversava com minha amiga que tinha ficado mais fora do aperto. O motivo era que a conversa atravessa o seu rosto!

O problema é que fiquei bem perto da entrada do cinema e a premiere, onde elas deram entrevistas e posaram para fotos, aconteceu dentro da praça, que quando cheguei já estava fechada. Foram quase 3h de espera e vendo muitos anônimos e celebridades locais passando pelo tapete vermelho. Então quando a Miranda (Cynthia Nixon) apareceu, desceu as escadas junto com os anônimos, quando me dei conta ela estava lá do outro lado perto dos fãs e quase entrando no cinema. Estava diferente com o cabelo mais comprido e não veio para o nosso lado. Depois veio a Samantha (Kim Cattrall) e como a Cynthia foi direto no lado oposto onde eu estava. Quando o povo do meu lado e eu realizamos que elas não viriam para o nosso lado, começamos a gritar desesperados. Kim veio meio a contragosto e passou rapidamente. Logo em seguida tinha entrado ele: Mr. Big (Chris Noth) que quando ouviu nosso chamado veio correndo e de braços abertos. Muito charmoso!  Eu ainda não tinha me adptado com a câmera da minha amiga e com o empurra-empurra. Resultado: não vi ele tanto quanto gostaria e nem consegui boas fotos. Charlotte (Kristin Davis) estava radiante no seu vestido dourado, mas foi outra que só ficou do outro lado.

Até que ela apareceu: Carrie (Sarah Jessica Parker), super simpática, dando atenção com calma para todos os fãs. Ela não parava de dizer: thank you, thank you, com um sorrisão e linda num negro vestido do Alexander McQueen. Ela eu vi bastante, tirei muitas fotos, mas poucas se salvaram também… E ela é linda, igual se vê na tevê. As revistas usam muito photoshop, mas não precisa…

Eu tinha medo que acabasse a minha ilusão de que elas existem e estão lá em Nova York seguindo suas vidas, não mais solteiras como muitas que foram lá para vê-las. Agora eu sei que elas existem, principalmente porque a Sara Jessica Parker me passou muito a impressão de ser a Carrie Bradshaw que eu conheço e que tantas vezes me inspirou aqui no blog.

Nesta foto publicada pelo Guardian dá para ver meu cabelo. Estou entre a loira e o cabeção do cara que se meteu na nossa frente

Clique aqui para ver mais fotos da premiere

Sarah Jessica Parker, Cynthia Nixon, Kristin Davis and Kim Cattrall on the red carpet Photograph: Dave M. Benett/Getty - guardian.co.uk

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A versão London da foto do topo do blog.

A que está aí em cima tirei em San Telmo, Buenos Aires. Essa aqui na Abbey Road, ao lado dos estúdio de mesmo nome onde os Beatles gravaram e tiraram a famosa foto atravessando a faixa de segurança. Acho que cada uma tem bem a ver com cada lugar…

A Gi comentou que gosto de tirar fotos em portas, tenho outras, mas essas duas é que são mais parecidas. De repente vira uma mania, vou começar a tirar nos lugares diferentes que eu conhecer.

Depois de começar a falar sozinha, hoje me peguei falando comigo em voz alta em inglês…

Sempre fui de empreitadas, na escola participei de mutirão de pintura das salas de aula, da criação do conselho escolar. Ajudei, junto com mais três amigas, a erguer todinha de novo a biblioteca da nossa escola do ensino médio, desde separar e catalogar os livros, pintar móveis, fazer fichas até atender os alunos. No meu último emprego participei do nascimento de um novo e importante site de notícias. Nos últimos meses no Brasil trabalhei com meu pai e fizemos a reforma na loja matriz, empreitada grande desmontar e montar tudo de novo. Agora aqui em Londres me candidatei para um trabalho voluntário numa galeria de arte. Chegando para a entrevista, o espaço ainda estava fechado. Lá fui eu ajudar na montagem. Desde o letreiro da fachada, mailing, arrumação das máquinas do café, design de posters… e hoje, quando só eu de voluntária estava lá, o espaço finalmente foi inaugurado! É legal fazer parte de alguma coisa desde o começo, a gente se envolve mais. E trabalhar em Brick Lane é muito legal! Hoje acho que foi o dia que mais vi gente de todos os tipos…

Pois é, há dois dias fez um mês que cheguei nessa terra onde as pessoas não se vestem, se fantasiam. Hoje cozinhei pela segunda vez. Na semana passada fiz uma lasanha para uma visita, hoje fiz carne moída para montar wraps, ficou tri bom. Fora a minha inconfundível receita de miojo com molho de atum que rola de vez em quando. No mais é o bom e velho café, breakfast no jantar com minhas duas novas manias: pancake e coleslaw.

Hoje consegui entender uma mensagem inteirinha pela primeira vez dos alto falantes da estação do tube… E Londres tem me ensinado a ser paciente e moderada. Em outras épocas eu compraria tudo que visse pela frente e tenho evitado de ir até na Primark. Prova da minha moderação é que tenho uma garrafa de champagne, champagne mesmo, da França, na minha geladeira e ainda não abri!

Antes a minha visão do mundo era estreita e meu mundo particular se resumia em um apartamento.

Hoje ampliei os horizontes e meu mundo particular se resume em uma cama de solteiro.

A temperatura subiu hoje um pouco mais, não sei quanto foi exatamente, cerca de 16ºC. Eu saí de manga comprida fininha e de noite até de vestido com meia-calça. Mas tinha gente já de manga curta, bermuda, sandália… para quem mora aqui, os primeiros sinas de primavera já é quase como se fosse verão, ainda mais depois de um inverno bem rigoroso. Olha como ficaram os pubs em Covent Garden:

Pessoas nas calçadas, dentro dos pubs só os casacos… a caixa de correio virou mesa de bar.

Falando em bebidas, hoje pela primeira vez procurei bebidinhas no super. Achei garrafinhas de espumante por um pound e pouco, garrafinhas de vinho fáceis de abrir e o melhor, tem Jack Daniel’s com coca-cola e rum com coca-cola em latinhas!

A distância de casa aproxima as pessoas.

Londres está me fazendo mudar. Estou olhando uns posts de 2007 (logo explico porque) e vejo que essa cidade já tornou uma mentira em verdade, verão não é mais argumento e mudou algumas das minhas manias.

Ontem eu cheguei em casa e sentei com o laptop na sala. Liguei o rádio, fiz um lanche. Igualzinho quando eu morava sozinha em Porto Alegre. A diferença é que lá eu ligava a televisão e aqui eu não moro sozinha, mas sim com mais seis pessoas. Três são gaúchos, então no meu primeiro findi teve churrasco e chimarrão. E nessa semana temos mais dois moradores, os pais de uma colega. Aos poucos o pessoal foi chegando e ficamos batendo papo. Nem sempre isso acontece, tem dias que nem vejo as pessoas. A convivência é bem pacífica e nem tem fila para tomar banho. Já me sinto bem adaptada à casa e aos poucos à cidade, essa big city que parece tão pequena com suas clássicas casinhas. Não andei muito ainda pelo meu bairro, que mais parece a Indía, tem mais lojas de saris do que de roupas ocidentais. Vou mais até a avenida principal e me limito a chegar a estação do tube ou o supermercado. Mas saio todos os dias e tirando as diferenças do Brasil, de resto é como se eu estivesse em casa. Nunca pensei que eu pudesse me adaptar tão facilmente a uma mudança tão grande. Claro que estar rodeada de brasileiros facilita e ao mesmo tempo atrapalha. E como tem brasileiro em Londres! Sempre se encontra por tudo que é lugar.

Nos primeiros dias tudo é novidade, eu mandava e-mails para a família e amigos contando detalhes de como são as coisas aqui, como os caixas eletrônicos serem na calçada, os carros poderem estacionar de ambos os lados se a rua é de mão dupla, o transporte é o que há de mais caro, mas muito eficiente, bem mais que o trânsito, por isso não sinto falta nenhuma do meu carro. No meu primeiro dia no tube era aquela tensão, em pé em frente a porta cuidando cada estação. Depois eu comecei a sentar e ler o jornal free que tem no metrô. Hoje até voltei cochilando. Eu saio bem cedo de casa para ir para aula e a central line é muito lotada, mas muito lotada, mas aqui funciona o esquema das pessoas esperarem quem está dentro sair do vagão para entrar, ficam do lado direito da escada rolante e o que mais digo é sorry, porque se alguém mal encosta em ti se desculpa. Coisas pequenas, mas é nelas que sinto grande diferença e gosto de viver aqui. Sem contar a segurança. Tem coisa melhor que poder sair de noite e voltar para casa sem se preocupar? E voltar de metrô ou ônibus…

Uma das coisas que eu achei que me deixaria muito de mau-humor é o clima. Eu não gosto do inverno e sempre odiei chuva. Pois aqui chove todos os dias, sem exceção. Já acostumei a nem usar guarda-chuva, coloco uma boina por causa do óculos e pronto. Em caso de chuva forte até uso, mas preciso logo de um casaco impermeável com capuz que daí não carrego mais o guarda-chuva mesmo. E tem lugares de roupas muito baratas aqui, comida no super também é barata e tem muita variedade de comida congelada e boa, coisas que a gente não encontra aí.

Nesses 10 dias eu vi um russinho e um chinezinho muito fofinhos no trem que me fizeram sorrir. Já vi gente vestida de tudo que é jeito e ninguém repara nos outros. Isso é outra coisa boa daqui. Nenhum inglês foi mal educado comigo, sempre tive ajuda quando precisei, coisa de até me acompanharem até a esquina para me mostrar onde fica o que eu estava procurando porque eu não entendia bem o que eles diziam. Vi no metrô umas meninas fantasiadas de animais indo para uma festa e ninguém dava bola. Até que um cara entrou e pego de surpresa começou a rir e logo pediu desculpa, mas todo mundo se divertiu com a situação. Aliás, o tube na sexta-feira é muito animado porque todo mundo está indo para a festa. Fiz amizades que ainda parece que estou lá em Poa com as gurias. Eu vi um pai puxando a filha por uma coleira, um mendingo atirado num dos corredores das estações do metrô com duas latas de cerveja em volta e rindo à toa e já consegui fazer piadinha com os ingleses.

Ainda não visitei todos os pontos principais, mas estou fazendo com calma. E no Big Ben e na Tower Bridge quero voltar de noite. O Palácio de Buckingham achei bem chinfrinho. Ainda não vi a troca da guarda. Já fui na The National Gallery e vi muitos, mas muitos dos quadros que estudava em slide na aula de História da Arte, inclusive os girassóis de Van Gogh, obra do do Degas, Cézanne, Monet, Renoir, Klimt. Tem muita obra acadêmica, que não gosto muito, mas não posso deixar de dizer que fiquei impressionada em como a pintura parece real de um jeito que a fotografia nunca vai conseguir traduzir. Também fui na exposição The Real Van Gogh, The Artist and His Letters, na Royal Academy of Arts. Impressionante! Tem obras de museus do mundo todo, inclusive do Museu Van Gogh, de Amsterdã, e algumas obras de coleção particular. Tem desenhos e mesmo neles tem uma luz que na pintura é incrível de um jeito que só Van Gogh fazia. Sem contar as pinceladas e nos tons dos azuis apaixonantes. A exposição é paga, não é muito barata, e todo dia tem filas enormes. Não sei se são só turistas ou se realmente as pessoas se importam. Mas fica todo mundo calmamente andandando praticamente em fila para ver as obras e não dá confusão. E vi algumas esculturas com os belos movimentos de Rodin no museu Victoria and Albert Museum. Ainda tenho que voltar nesses lugares porque é impossível ver tudo num dia só, sem contar outros mil lugares para visitar ainda.

Londres é multicultural e por isso é um pouco difícil ter contato com a cultura inglesa, ainda não me sinto em completa imersão. Mas passado o perído de adaptação, esse é meu próximo objetivo.

Ainda não deu tempo de escrever aqui, mas só posso dizer uma coisa: minha primeira semana em Londres foi muito intensa e ao mesmo tempo easy.

Parece que já moro aqui há um tempão, já fiz muitas amizades e estou amando viver aqui. Eu volto pra contar com mais calma.

Que o velho mundo me traga novas teorias.

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