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Por isso se me falam ‘dando’, pode ser dando zebra, dando de ombros, as costas, mancada, a volta por cima, mole, a bunda, certo, na vista, bandeira, show, o braço a torcer, no couro, dando tudo, dando certo, errado, pro gasto, adoidado, a mínima, conta do recado.

Regurgitofagia, Michel Melamed

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Pela primeira vez não senti vontade de escrever hoje. Gostaria de compartilhar o que fiz neste sábado, mas sem minhas elucubrações costumeiras.

Vou só relatar assim, então, de modo simples: assisti Match Point, o novo filme do Woody Allen com a Páti. Filme surpreendente, óperas maravilhosas! Como eu gosto de óperas e como queria conhecer mais. Ia publicar isso aqui outro dia de um outro jeito. Pena eu não ter o mesmo poder aquisitivo do Roberto Jefferson para me dar ao luxo de gastar R$ 500 em DVD de óperas na Cultura. Eu não tinha tesão por DVD, mas agora tenho… quando tinha me livrado do vício de comprar CDs! Comprei na promoção Beleza Roubada. A Páti não lembrava do nome, mas comentou sobre ele comigo. Depois achei em promo.

Fui trocar meu vale presente na Cultura, encomendei o DVD da Vida como Ela é por um preço que eu não esperava e cabe direitinho no vale. Mas gastei quase o mesmo com a coletânea Mau Humor do Ruy Castro. Encontrei o Márcio e a Cássia lá. Cássia, não te dei muita atenção mas estava emocionada com o DVD. A propósito, tu já viu o Match Point? Sei que tu gosta do Allen. O DVD com o folhetim mais famoso do mestre só vem depois do Carnaval (ainda bem que o vendedor não usou essas palavras que eu iria me lembrar novamente como não gosto mais desta data. Por falar nisso eu até tinha prometido quando meu irmão nasceu que eu odiaria para sempre essa festa pagã. Isso porque, como eu, ele nasceu numa sexta de carnaval, e isto quase lhe custou a vida porque ele precisava ser transferido de hospital e ninguém mexeria o traseiro gordo num feriado como este. Mas depois disso fui a carnavais e ele tem alegria para viver e conhecer muita gente em outros carnavais. A Mari me acompanhou também no passeio. Fui no super e voltei para casa. Há tempos esperava por um sábado sozinha no aconchego do meu lar, mas decididamente eu não quero mais ficar sozinha.

No final de tudo, o que posso dizer é que eu saí de casa com muito bom humor e empolgada mesmo com chuva. E agora vejo que a vontade de escrever até voltou, mas estes últimos dois post foram de uma verborragia!

Quarta fui dormir às 4h da manhã fuçando no meu brinquedo novo. Comprei um Home Theater e para estreiar um DVD do U2. Os apelos são muitos e nestas situações, sou influenciável. Mas não deu para comprar Vertigo. Comprei um em promoção: Rattle And Hum (pesquisando para o blog descobri que é de 1988).

Contrariando as diversas porcarias de CDs que já comprei em promoções, o DVD é bem bom. Tem várias das músicas conhecidas até àquela época e funciona como uma espécie de documentário. Tem mais músicas do que no CD original e tem shows de vários lugares da turnê dos EUA. E também é bacana porque algumas coisas são P&B e outras coloridas. E tem a gravação de I Still Haven’t Found What I’m Looking For com um coral gospel.

Engraçado, no shopping tava todo mundo comentando sobre o U2. As vitrines pipocavam de CDs e DVDs e eu, sou isca fácil. Me empolgo rápido e fácil com as coisas de uma meneira intensa.

E o Bono… ah, o Bono era um guri. Bem bonitinho… Mas ele é um homem que tem o privilégio, pelo menos aos meus olhos, de ter a dualidade de ser bom quando novo e velho (talvez porque ele esteja em cima de um palco até hoje, vide minha teoria). Mas com certeza o papo político daquela época não era levado tão a sério como agora, já que ele está bem mais crescidinho.

Depois de testar o DVD, fui testar mp3. E descobri num CD desprezado várias músicas do U2. Yes, agora podia escutá-los até enjoar.

Quando resolvi dormir, tirei a tevê do AV e estava dando Perfurme de Mulher. Nunca assisti todo este filme mas vi que esteva na principal cena e parei para assistir bem quando ele chama a moça para dançar e ela diz que o namorado chegará em um minuto. E o personagem do Al Pacino responde que num minuto se vive uma vida”. Antes disso ele comenta sobre o perfume dela, ou seja, esta cena resume o filme. Depois fiquei escutando aquele maravilhoso tango. O mais lindo que já escutei.

É num momento se vive mesmo uma vida. É só ver a tal da Katilce que ao subir no palco e beijar o Bono tudo mudou: celebridade instantânea, seu orkut invadido, sua personalidade clonada no site de relacionamentos e alvo da inveja, que lhe rendeu elogios e ofensas. Depois disso o que importa tudo que ela fez para chegar lá. Dormir sozinha na fila durante duas noites não foi mais sacrifício nenhum. Suplantou tudo.

Aí ontem chego em casa, vou ler a matéria da gaúcha (é sempre tem um gaúcho metido em tudo) que subiu no palco na segunda noite. Não teve o mesmo glamour da primeira, pois este show não foi transmitido ao vivo, mas se chama Desirê e pediu que a banda cantasse em sua homenagem a música Desire, que é de qual álbum? Rattle And Hum

E o cara é mesmo um fenômeo. Ainda amanhã ele estará na mídia! Quase uma semana. Mais do que os sessentões do Stones conseguiram.

Eu detesto carnaval, definitivamente.

Há anos, trabalhar era uma fuga. Mas agora eu não quero mais… ah não! Ter que se concentrar com aquele som de bateria da tevê no fundo… não dá!

Nas várias vezes que tive vontade de fazer algum programa e convidei vários amigos diferentes e nenhum pode ou quis me fazer companhia eu pensava “às vezes eu queria ser uma ilha”.

Em diversos momentos estive para publicar isso e não fiz. Estes dias abri o livro Regurgitofagia, do Michel Melamed, numa página que está marcada porque tem um trecho que quero publicar aqui e encontrei outra frase muito interessante que já tinha lido. Acho que foi esta frase que me fez mudar de idéia e conseqüentemente não publicar tal pensamento:

“Ilha é uma pessoa cercada de mágoas por todos os lados…”

Afirmei hoje que se eu fosse alçada ao palco do U2 no show, como aconteceu com a Katilce, que virou mais uma celebridade instantânaa eu não me contentaria com um selinho. Agarraria o Bono (em tese, é claro, porque numa situação dessas não dá para prever as reações).

Mas isso porque tenho uma teoria, que já nem sei se já não publiquei: em cima do palco o cara sempre tem um quê a mais. Seja cantor, ator, barítono até. O palco o deixa charmoso, gostoso, bonito.

Resolvi escutar mais um pouco do CD do Madredeus acompanhando as letras.
E algumas lágrimas brotaram e fui dormir mais aliviada.

Fiquei fazendo analogias sobre este trecho de Névoas Da Madrugada:

A noite já vai longa
e amanhece, não tarda
Antes de ser manhã,
há-de ser, Madrugada

Fiquei pensando que a gente vive achando que tem a vida inteira pela frente e quando vê, já era ontem e “amanhece, não tarda”…

Hoje a Pati me emprestou outro CD, que tem Haja o que houver. Mais um final de noite embalada pela voz celestial da Teresa Salgueiro.

Está ali ao lado o blog da Deti, figura ímpar que conheci numa das melhores fases da vida: a adolescência. Nós aprontamos muito no grupo de jovens.

A vida de casada, como ela é (já gostei do nome porque lembra o folhetim mais famoso do Nelson) promete contar as dores e delícias da vida de casada, de certa forma um contraponto as minhas dores e delícias de morar sozinha.

Acabei de assistir ao show do U2. Comecei vendo na redação e terminei em casa.
Descobri que eu queria ter estado lá. Já que pude ler as letras, fiquei impressionada com a beleza e poesia.

Com a música final, que nem sei qual é, me bateu uma vontade de chorar. Mas não consegui… bem como diz a música Peixe vivo: “a minha alma chorou tanto que de pranto está vazia”. Descobri que pior que o choro é tê-lo preso. Por isso resolvi vir aqui postar. Estou agoniada e não vou conseguir dormir. E também não conseguirei antes de escutar novamente One:.

Está melhorando
Ou você se sente a mesma?
Bem, as coisas vão ficar mais fáceis para você
agora que você tem alguém para culpar?

Você diz
Um amor
Uma vida
Quando é uma necessidade na noite
Um amor
Temos que compartilha-lho
Ele te abandona, baby
Se você não cuida dele

Eu te desapontei?
Ou deixei um gosto ruim em sua boca?
Você age como se nunca tivesse tido amor
E quer que eu continue sem nenhum

Bem, é muito tarde
Esta noite
Para trazer o passado à tona
Somos um
Mas não somos os mesmos

Temos que carregar um ao outro
Carregar um ao outro
Um…

Você veio aqui pelo perdão?
Você veio levantar os mortos?
Você veio aqui bancar o Jesus
para os leprosos que você inventa?
Eu te pedi muito?
Mais do que devia?

Você não me deu nada
Agora é tudo que eu tenho
Somos um
Mas não somos os mesmos
Ferimos um ao outro
E estamos fazendo de novo

Você diz
O amor é um templo
O amor é a lei suprema
O amor é um templo
Amor a lei suprema
Você me pede para entrar
E então você me faz rastejar
E eu não posso continuar me agarrando ao que você tem
Quando tudo que você tem é dor
Um amor
Um sangue
Uma vida
Você tem que fazer o que deve

Uma vida
Um com o outro
Irmãs
Irmãos
Uma vida
Mas não somos os mesmos
Temos que carregar um ao outro
Carregar um ao outro

Um

Assistindo ao show dos Stones pela tevê no sábado concluí que só conhecia quatro músicas de toda a apresentação. Quatro! Mais do que isso, me dei conta que tem bandas e músicas estrangeiras que eu gosto e sequer sei o que elas cantam e o que pensam e de certa forma, pregam. Porque a música tem esse poder. Tudo por culpa de outra ignorância minha que é não saber inglês. Coisa que pretendo resolver este ano. Mas sei que precisarei de muita determinação. É como aprender balé aos 25 anos. E o que é pior, eu não gosto deste “balé”.

Hoje estou assistindo ao show do U2. Pela tevê também. Parece beeeem mais empolgante que o dos Rolling Stones (não sei até que ponto isso tem influência por eu preferir os irlandeses aos ingleses). E uma coisa boa: tem legenda!

Eu já adorava Beautiful Day, que pelo menos isso eu sei o que significa e sempre dá uma coisa positiva na gente. Um lindo dia é sempre algo que nos faz bem, mesmo que tudo mais a volta esteja uma droga.

E pela tradução descobri uma mensagem mais bonita ainda:

Está um lindo dia, o céu desaba
E você sente como se fosse um lindo dia.
Está um lindo dia,
Não o deixe escapar…

Para mim que detesto os dias chuvosos, estou precisando de que coisas aconteçam para que eu continue achando que ainda assim é um lindo dia.

Consegui emprestado um CD do Madredeus. Como gostaria de ter ido no show em dezembro. Que Rolling Stones, que nada!

Amei esta música, me identifiquei.

No Meu Jardim (Sementes à Terra)

Nascem mais ervas no chão
Do que flores no meu jardim
Regadas pela solidão
Que só tu plantaste em mim

Caem as folhas no Verão
Recobrem o teu roseiral
Não encontro explicação
para este outono anormal

Deito as sementes à terra
Espero que cresçam enfim
Como cresceu o amor
Que já tiveste por mim

Mas passam-se luas e luas
Passa a chuva o sol e o vento
E só nasce um pensamento
Sem cor, só de um tom cinzento

Pergunto-me se alguém
Sentiu tamanha tristeza
Que até baralha também
As forças da natureza

Os cinemas andam repletos de filmes bacanas, pelo menos parecem, principalmente para mim que não vou num sessão a séculos. É o efeito Oscar.

Fiz um esforço e acho que o último filme que assisti na telona foi Harry Potter e o Cálice de Fogo, logo que ele estreiou. Pois com o meu horário de trabalho só me resta o sábado para ver filmes e neste agora não vai dar.

Fato é que preciso me atualizar. Do contrário, o inverno vai ser hibernando assistindo os lançamentos de DVD que perdi no cinema.

“Viajar é mudar o cenário da solidão”.

Mario Quintana

Ser abordado por um estranho no ônibus ou numa fila comentando sobre o calor que faz lá fora ou a chuva que não pára é normal. Típica conversa clichê que serve para iniciar um papo e passar o tempo nessas situações. Mas estranhei muito quando estava me refrescando no mar gaúcho (que este ano quando finalmente conheci Santa Catarina ele estava limpo e morno aqui pelos pagos) e um senhor me diz: “tá boa a água, né?”.

Mal balancei a cabeça para não dar trela. Na certa queria impressionar o filho adolescente mostrando como começar um papo com uma mulher (tsc, tsc).

Há uma semana do meu aniversário, quando tal situação ocorreu, pensei eu com as cordinhas do meu biquíni: é duro chegar numa idade onde só se causa furor em homens de meia-idade.

Férias DESPENTEIA!

Como prometido, dia 13 de fevereiro, estou de volta!
Vou atualizar as leituras dos blogs ali do lado e agradeço a todos os comentários! Li todos e se ainda for pertinente eu vou comentando.

Logo colocarei aqui todos os meus devaneios e exquisio teorias que me ocorreram durante o período em que a minha mente também deveria ter ficado de ócio…

Completei ontem, dia 6 de fevereiro, 1/4 de século!!!!

Talvez o meu medo de envelhecer me fez comemorar esta data marcante longe de todos. Estou em Balneário Camburiú, em Santa Catarina, um lugar maravilhoso e a natureza me deu de presente um sol escandalte e um mar calmo. Estou com meu pai e cia. ltda. Longe dos amigos, das mesas de bar e do tradicional trago de aniversário que sempre acaba na Lima e Silva. Mas foi muito bom.

Considero 25 ano a travessia, uma idade em que já se é mais “adulto” mesmo, pois se está mais perto dos 30 e agora só se vai pra frente. Logo os 20 e poucos anos serão coisa do passado. Este tem sido um ano maravilhosos até agora, formatura, uma viagem inesperada e maravilhosa… E sempre achei que nesta idade eu teria que ter mais algumas conquistas pessoais, mas acho que tratei de outras que me levarão até ela e que me fazem estar aqui hoje, teclando de tão lindo lugar. E estou lendo Memórias de minhas putas tristes, do Gabriel Garcia Marquez o que me dá uma esperança renovada de que para amar não tem idade.

Só o amor suporta a celulite.

A unha comprida deixa a mulher uma incapacitada. Sequer consigo abrir uma lata de refrigerantes!

Eu teria um longo e chatissímo post sobre o triângulo amoroso na Casa. Mas resumindo, além de complexo de Celine, do filme Antes do Pôr-do-sol, também tenho complexo de Mari do BBB6.

Mesmo de férias não aguentei a saudades do blog. Obrigada pelos recadinhos de todos vocês. Como a audiência não caiu, mesmo com a minha ausência, vou deixar os posts que der tempo de digitar…

Continuo lendo a briografia do Nelson Rodrigues e estou indo para Santa Catarina no domingo, ainda sem destino certo (no momento estou numa lan em Tramandaí). Espero poder postar de lá algumas coisas que minha mão não se conteve e escreveu em pedaços de papel encontrados na minha bolsa. Pela primeira vez não tenho agendas em forma de diário nem trouxe cadernos para o litoral… mas minha cabeça não pára de fervilhar posts!

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