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Acho que saber conviver bem com a rotina é o maior dos milagres. Seja sozinho, seja a dois. Mas não dá para ser em exagero como eu, que sou tão rotineira a ponto de ficar doente quando ela muda muito. Geralmente a manifestação do estresse se dá através de dores na garganta, e em algumas mudanças mais bruscas, até febre.

Mas em falando de amor, a melhor definição que encontrei a até hoje para este sentimento é do Albert Camus:

“Amar uma pessoa significa querer envelhecer com ela.”

Vivo me questionando, e acho que não sou a única, se amor é eterno ou não. O que posso dizer é que só descobrimos que não é eterno depois que termina. E aí, como é que fica? Ou não fica? Como diz o mesmo Camus “Saber amar não é amar. Amar é não saber”.

E amor é rotina. Não tem outro jeito. As inconstâncias, os sentimentos mais vorazes, a cabeça virada, o coração batendo adoidado, o pensamento que não se ocupa com outra coisa se não com aquele que se ama, isso é paixão. Duas pessoas só conseguem ficar juntas por muito tempo quando sabem entender que amor é rotina e aceitam isso. E não estou sendo pessimista, bem pelo contrário, acho uma dávida entender isso. Só não dá para confundir com acomodação, que daí não há relacionamento que resista.

A rotina é boa. A minha teoria é que ela nos garante a continuidade do que somos.

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Eu desejo do amor uma rotina alegre, a ilusão do para sempre todos os dias e do ser que me amar, uma contemplação literária.

Onde eu estava com a cabeça quando saí de casa e verificando que as passagens de ônibus não estavam no bolsinho lateral da bolsa onde sempre coloco e me dirigi de volta a casa, vasculhando o bolso principal tentando encontrar os tais vales, subi sete andares, me atrasei para o trabalho e colocando o pé dentro de casa lembrei que os ditos estavam no bolso da parte de trás da bolsa?

Essa perda de memória recente começa a me preocupar. Sem contar as diversas vezes que levanto da minha confortável cadeira no trabalho para ir até o banheiro lavar os óculos, faço outras coisas por lá e volto, com as lentes borradas.

Nunca falei muito de televisão aqui. Sou uma apaixonada e acrítica desta mídia, mesmo com a minha formação em comunicação. Pois vou aproveitar o momento dos 40 anos da Globo e do especial Dramaturgia de ontem para escrever algumas coisas.

Adorei o especial. A televisão tem esse poder de mexer com nossas emoções e criar identificações, portanto, nos prender. E foi o que aconteceu ontem comigo. Sou muito parecida com a Rosa, personagem do especial, vivido por Adriana Esteves. Primeiro pela paixão pela televisão e novelas, em segundo pelo medo de amar.

Como ela, já me imaginei dentro de algumas novelas e minha memória guarda considerável espaço para informações novelísticas. Os colegas no trabalho me apelidaram de Arquivo do Video Show.

Me surpreendeu a história de ontem por ter romance, mas não da maneira clichê de sempre. A Globo teve uma grande sacada em retratar uma mulher com medo de amar e que separava o sexo disso. Esta é a mulher da nossa sociedade atual. Eu sou essa mulher atualmente. E pelo mesmo motivo da personagem: a falta de sucesso no amor de nossos pais. Chamem de trauma, traição do subconsciente. Eu chamo de constatação. Por mais que saiba que o que aconteceu com minha mãe, pode não acontecer comigo, uso as palavras de Rosa: “Prefiro não arriscar”. Pior que isso, já arrisquei. E mais que isso. Sem saber só me ligo a pessoas em que o abandono é iminente. Mesmo que eu não saiba, mesmo que elas não saibam. Acontece. É sempre assim. Consciente disso tudo tenho que procurar mudar, já que não tenho um Zeca (Reynaldo Gianecchini) para voltar quando não sentir mais tal temor. Mas ainda não sei como fazer isso. E sem me dar conta ainda me declaro apaixonada pelo Peter Parker. Não que eu queira um super-herói para mim, mas porque quero o mais difícil, o irreal, quero aquilo que não vai fazer se concretizar o amor na minha vida e conseqüentemente, não me fazer sofrer. Mas também sei que o preço a pagar por isso é abrir mão de pequenas felicidades, do gosto de experimentar que às vezes se torna tão amargo, mas isso é viver, sonhar… E como a Rosa, eu não tenho um sonho e isso me angustia, e muito. Pois como diz Mario Quintana, uma vida não basta ser vivida, também precisa ser sonhada.

Eu canto:
“Diga Bom Dia! Com a Globo diga!”

ou

“Que educaaar é tudo
Tudo!
Pra melhorar o mundo
Que a gente tem”

Vou incomodar muita gente…

Onde eu andava com a cabeça quando peguei minha correspondência, entrei no elevador, subi sete andares, adentrei o corredor e com as mãos ocupadas com as contas e compras não encontrei as chaves. Me dirigi ao elevador, vasculhando a bolsa e pensando que talvez tivesse deixado o molho na fechadura da caixa de correio. Apertei o térreo e então lembrei que as chaves estavam no bolso do casaco e lá se vai sete andares abaixo e sete andares acima, só por uma traição da minha memória de elefante e uma pequena crise de perda de memória recente. Aliás, não sei como meu cérebro pode ser tão incoerente!

Estão me incomodando hoje. Nunca noto sua presença, já até lavei o rosto com elas, só me dei conta quando as hastes interromperam o caminho. Mas hoje sinto sua presença. E não está sendo nada agradável. Acho que estou enxergando mais do que preciso…

Um dos meus músicos preferidos escreveu sobre um dos meus escritores preferidos. E conseguiu captar bem o espírito da coisa…

Meu Nome É Nelson Rodrigues
Composição: Zeca Baleiro

sou do tempo em que as atrizes tinham alma
sou do tempo em que farmácia só vendia remédio
sou do tempo em que jornal de domingo se lia no domingo
sou do tempo em que até os canalhas choravam
sou do tempo em que os ladrões eram elegantes
sou do tempo em que até os automóveis davam bom dia

Sempre achei um horror as pessoas que não conseguem acertar o buraco certo da privada e acabam molhando todo o assento. Principalmente quando isso ocorre nos banheiros femininos.

Mas tem um banheiro em que isso é justificável: o banheiro de bar.

É fato, não preciso de rodeios para dizer aqui que as mulheres não sentam nas privadas, fazem a necessidade em pé, como os homens, porém diferente. Mas, depois de tomar umas e outras, usando saltos generosos, fica meio difícil se equilibrar sobre o vaso sanitário. E aí vem uma outra coisa que constatei: estes banheiros tem pequenas dimensões justamente para que possa se apoiar nas paredes.

Todo mundo tende a fazer coisas que não faz normalmente quando está longe do ambiente onde vive, mora ou das pessoas que conhece. Quem nunca extrapolpu em viagens ou no meio de estranhos?

Isso tem um nome: distanciamento do superego original. Ou seja, a psicologia explica.

Pois ontem tive a maior prova disso, porém, ao contrário. Voltei a minha cidade, onde nasci e vivi até os 22 anos de idade, para uma festa de família. Tinha música, a galera toda dançou a valer. Mas eu não, passei o todo tempo sentada, relembrando velhos tempos com a minha melhor amiga, que também deixou esta cidade e foi morar na Capital.

Quem me conhece, sabe que eu não resisto a uma musiquinha. Até no bar cubano eu tenho vontade de sair dançando. Cheguei a conclusão que a cidade onde moro há quase dois anos não se inseriu ainda no meu superego.

Ih, será que posso perder o controle?

Existem cabeludos.

Até hoje eu não sabia porque alguns cadastros da internet solicitam que você preencha um campo igual a uma imagem com códigos alfa-numéricos sugeridos pelo servidor. Igual aquele para votar no Big Brother. Geralmente as letras e números estão desalinhadas e destorcidas, entre rabiscos, que é para confundir. Confesso que às vezes fico com receio de colocar um item errado.

Pois hoje criando uma comunidade no orkut, que agora está em português, havia uma pergunta que explica porque tenho que preencher tal campo:

Você é uma pessoa de verdade?

Talvez seja para provar que eu tenho o polegar opositor e o tele-encéfalo altamente desenvolvido.

Venho de uma cidade de 150 mil habitantes da Região Metropolitana (como jornalista estou dando os dados, daí digam o que quiser – cidade pequena, frog down city, interior). E tem coisas que vejo em Porto Alegre que nunca vi acontecerem aqui (estou em minha terra natal hoje). E isto me faz me encantar mais ainda por essa pequena grande cidade, a Capital dos gaúchos.

Para exemplificar o que estou dizendo vou citar duas situações que fazem parte do meu cotidiano:

Circular Praça XV

O C2 é o ônibus que me esforço para utilizar para ir ao trabalho, já que ele é demorado e dá muitas voltas, mas é o único que passa mais perto de casa. Mas o que quero registrar aqui, é a minha admiração ao ver que praticamente todas as pessoas que entram no coletivo cumprimentam o cobrador e o motorista. E muitos dos passageiros trocam idéias com o segundo como se fossem velhos conhecidos, falando dos filhos, netos…

E em datas comemorativas o ônibus é decorado com fitas coloridas e balões. No fundo sempre tem um cartaz com cartolina (lembra da cartolina?) escrito Aos nossos passageiros desejamos uma Feliz Páscoa… e por aí vai.

Churras na Andradas

Outra coisa curiosa é um pessoal que faz churrasco numa calçada da Andradas perto da João Manoel. Acho que eles se juntam com o dono do bar da frente, que empresta umas mesinhas e dale assar carne no passeio! Com direito a avental e tudo para o assador!

São pequenas coisas que fazem diferença numa cidade que apesar disso tem muitas indiferenças.

Metamorfose Ambulante

A relativização dos meus dogmas acontece diariamente. A inconstância é a única regra. As mudanças são perceptíveis a cada novo raiar de sol. Por isto, nunca me conhecerei, porque no momento em que me conhecer já serei outro eu. E esta infinitude de individualidades é a razão de todo o meu sofrimento e alegrias, porque o exterior é sempre o mesmo, mas os meus olhos mudam.

Patrícia Santana Nunes (Livro da Tribo)

Eu não me posiciono. Afinal, ficar em cima do muro também é uma escolha.

Saí hoje espalhando várias opiniões nos blogs que leio diariamente. Vários assuntos polêmicos surgiram por aí e fui comentando. Daí lembrei que na véspera do reveillón fui de carona para praia com um amigo, que levou outros dois juntos. Como eu não os conhecia, fomos conversando e várias vezes eles solicitaram que eu opinasse sobre alguma coisa, e eu sempre ficando em cima do muro, nem dizendo sou contra ou sou a favor, sempre tendo justificativa para ambos os lados. Até que um deles me perguntou: “Mas tu não tem opinião?!”

Pensei muito sobre aquilo e me senti mal. Depois entendi que fazia parte de um perfil meu que estou abandonando: a menina certinha que quer agradar a todos. E descobri que não optar também é uma escolha, a minha escolha.

E as opiniões que emiti blogs afora também não tem posicionamento. Num deles até me defini: sou radical, e uma pessoa radical analisa as coisas pela base, e é isso mesmo. A questão era sobre a lei aprovada permitindo que animais sejam sacrificados em rituais religiosos. Até agora ninguém sabe se sou a favor ou contra a lei, mas analiso o fato de que pessoas que matam galinhas para comer e para rituais não tem diferença, a morte para “a franga” é a mesma. E isso é analisar da raiz.

Então é isso:

Não me posiciono e isso é uma posição! Sou radical e diplomática.
Meu nome é contradição.

O gás de cozinha durar 1 ano e 8 meses.

Eu me tornei um caso sério, desde que parei de levar as coisas a sério.

Mas será o Benedito?
Não, Bento XVI!

Os super-heróis sempre têm um monte de mulher correndo atrás deles e o mérito deles está em justamente não sair comendo todas.

Assisti há umas duas semanas o filme Homem-Aranha porque passou na televisão. Tinha resistido até então ao cinema e ao DVD. Na verdade tinha preconceito. Achava que não valia a pena. Pois estava enganada! Como fã que sempre fui do Superman, era difícil para mim trair Clark Kent. Está certo que ele sempre preferiu a Lois Lane, mas eu continuei fiel, primeiro ao vivido pelo Christopher Reeve e depois de relutar um pouco, me rendi ao Dean Cain, o último Superman da série que passou na Globo.

Existe o complexo de Clark Kent, de que jornalistas recém-formados podem agir como um super-herói com poderes de intervenção concreta na sociedade. Mas acho que escolhi mesmo ser jornalista por causa da Lois Lane, para ver se também conquistava o coração do charmoso jornalista.

E neste fim de semana viu o Spider-Man 2. E como gostei! Estou apaixonada pelo Peter Parker. Ele é fofo, CDF, fortinho na medida certa, íntegro e ainda usa óculos! O que mais eu poderia querer?

Ser a Mary Jane…

Pois é, posso estar falando um monte de lugar comum aqui, mas é fato que só descobri as virtudes do Homem-Aranha agora. Nunca tinha lido as histórias em quadrinhos, sou da geração da Turma da Mônica, no máximo um Tio Patinhas…

O que encanta no Aranha é o seu conflito e claro, o fato de amar incondicionalmente a M.J.. Tá certo que o Superman também sempre foi fiel a Lois, mas a figura mais frágil do Spider-Man é mais convincente. Ele não tem nervos de aço, mas tem um coração doce. E ainda é fotógrafo! Área que tem me interessado mais ultimamente.

Depois de ver o filme e toda a questão de responsabilidade que o poder lhe trouxe, fiquei pensando nos homens da nossa sociedade. Não existe nenhum com super-poderes, mas muitos que por possuir poder financeiro, político, fama e popularidade acabam se perdendo. Não é nem preciso usar exemplos surreais. Quantos homens por aí, por menor conquista que tenham, não se deixam levar e acabam esquecendo de quem amam.

Para mim, que não sou mais criança, a grande virtude de um super-herói é o respeito e amor pleno. Mesmo achando que não podia ficar com Mary Jane, devido as suas responsabilidades, o Homem-Aranha não a traiu nunca.

Eu quero um Peter Parke para mim! (suspiro)

Com a gripe, a dor de garganta e a conjuntivite que se instalaram no meu corpo terei que passar o sábado como uma eremita.

Acho que nosso corpo se adapta ao meio. Uma só vez tive tendinite. Trabalhava como repórter, digitava muito. Depois fiz trabalhos que a dependência do micro era muito maior, como diagramação e tratamento de imagem. Passava todo tempo em frente a ele e com o braço direito pendurado no mouse e o esquerdo a postos para os atalhos. E nunca mais tive tal lesão nos tendões.

Pois ontem fiz uma prova, toda escrita a mão. Preenchi uma folha A4 pautada dos dois lados e saí com uma dor horrível no braço. Durante o exame tinha que parar e massagear a mão para poder continuar escrevendo. Só que uma folha frente e verso preenchida a mão não é nada se comparado a tudo que escrevia durante uma aula do ensino médio ou fundamental. Eram praticamente 4h dando uma de copista. Mas depois vieram os xeroxs da vida e, adeus quadro negro! Os trabalhos digitados em computador… fato é que hoje meu corpo aceita muito mais a atividade da informática do que a escrita manual. Acho que nosso corpo vai mesmo se adaptando. Dos Australopithecus até o Homo sapiens, passando pelo Homem de Neanderthal e Homo erectus muito houve de evolução; A condição física foi se transformando para a sobrevivência, devido a fatores climáticos, geográficos e para ter condições de catar o próprio alimento.

Eu nasci no meio da revolução da informática. Peguei tanto a fase em que ela não existia no meu cotidiano, quanto agora que é a minha realidade, meu trabalho, mesmo tendo uma profissão anterior a isso. Será que as próximas gerações já vão nascer com uma alteração genética para estarem aptos a digitar com mais facilidade, usar o mouse com precisão e ler no monitor sem que tenha que enrugar os olhos. Tudo isso sem prejudicar a saúde?

Mi primer amigo virtual tiene nombre de angel.

Jamais confie nos professores que usam terno e gravata. Pelo menos no jornalismo. Eles querem te ralar.

Uma pessoa de teorias já mais revela suas práticas.

A gente percebe que perde a inocência no dia que abre o último ovo de Páscoa para curar uma ressaca.

Não queria deixar de publicar alguma coisa hoje. Mas o assunto que mais está me inspirando no momento é longo e hoje digitei muito no trabalho. Enfim, “minhas mãos estão cansadas” para FALAR sobre isso. Dos posts que tenho na manga, nenhum serve para o dia de hoje. Embora sejam teorias gerais, acho que hoje não é o dia deles.

Lembrei que antigamente eu guardava os posts pré-publicação no próprio blog. Percorri minha lista e não o encontrei. Alterei a visualização para 300 (estava em 100, o que significa que já ultrapassei este número em publicação aqui no blog) e lá estava com o seguinte título: Vários a editar.

Entrei e vejam o que escrevi no dia 10/1/2005 :

Quarto do poeta

Faz tempo que não vou ao quarto do poeta, reproduzido na Casa de Cultura Mario Quintana. Este lugar costumava ser um refúgio para mim quando me sentia deprimida. E a única pessoa que sabia disso até agora, me deu motivos para que eu voltasse lá, mas não fui. Estes dias cheguei evitar, pois agora ao invés de sair um pouco mais animada, acho que me sentirei pior se lá for. O motivo é simples: descobri que não nasci para viver sozinha, embora pareça ser este o meu destino, irremediavelmente. E foi assim que Mario Quintana viveu e morreu: sozinho, num quarto de hotel. E por falar nele, aí vai um poeminha:

Do Amoroso Esquecimento

Eu agora – que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?

Bom saber que as coisas mudaram. Nem todas. A partir de agora várias pessoas vão saber do meu refúgio, mas até então isso era previlégio de um único. O poeminha, quando minha cabeça pára, faz sentido. Na maior parte do tempo não. Já voltei ao quarto do poeta, mas quando lá fui da última vez foi só por ir, pois estava percorrendo todos os andares da Casa. Fiquei surpresa em saber que aumentaram o vidro até a altura do chão e agora é mais fácil de ver como vivia Quintana. E este foi o único sentimento daquele dia.

Realmente não nasci para viver sozinha, ninguém nasceu. Embora tenha descoberto o gosto insosso da solidão e até o aprovei por um tempo, há algumas semanas, esse fantasma me atormentou por dias, mas passou, pois descobri que este não é meu destino. Por enquanto é só a maneira como moro. Se eu for divagar sobre a solidão não paro mais, afinal, somos mesmo sozinho, indivíduo, único, mas tivemos a graça do convívio, da amizade, da troca, do toque, do amor. E tanto companhia quanto solidão tem o seu valor.

Abaixo do post do poeta, tinha dois textos do Galeano guardados para também futuras publicações aqui no exquisio: A pequena morte , que já publiquei. E a propósito, ainda estou precisando de uma, e o seguinte, que é o que estou fazendo agora:

Recordar: Do latim re-cordis, tornar a passar pelo coração.

É uma pena que não consigo colocar fotos aqui, pois tenho provas da minha maior superação conquistada até hoje. Neste fim de semana fui para o sítio de meu amigo Tadeu e acreditem, convivi dois dias com um rottweiler, um pitt bull e um pastor alemão andando soltos no meio da gente. E o que é pior (ou melhor) tirei fotos com eles. Não cheguei a me abraçar nos “animaizinhos”, de certa forma consegui impor que não adiantava chegar muito perto que não iam receber afagos efusivos, mas enfim cheguei tão perto quanto de outros cãezinhos mais delicados. Para quem não é muito chegada aos bichos foi uma superação e tanto!

Outra superação do fim de semana foi ter me curado da terrível ressaca e conseguir participar da degustação de vinhos. E fecho com Miles Raymond, o personagem vivido por Paul Giamatti em Sideways: gostei muito do Pinot Noir e muito pouco da Cabernet. Mas o Merlot também é muito bom. Mas depois de três garrafas, até o vinho mais simples que compramos para usar no molho do maravilhoso strogonoff da Karen foi tomado com muita empolgação.

E lá sei foi a minha promessa de não beber… Então retifico: só vinho, só vinho!!! Pois domingo acordei cedo para um domingo e me sentindo muito bem. Vamos ver até quando o vinho consegue ser inofensivo para mim.

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