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Para todos que acompanharam mais um ano aqui comigo através das minhas alegrias e tristezas, porque um ano tem essa mistura de todos os sentimentos e reúne um monte de experiências, que se não nos fazem crescer, pelo menos nos dão um aviso ou uma sacudida, os bons conselhos de Chico Buarque. Esse ano aprendi a agir duas vezes antes de pensar e foi muito bom. Metas para 2008? Talvez colocar esses outros conselhos em prática. Mas deixa rolar que este é um ano que vai começar como se fosse mais um dia qualquer, só que vou voltar a repetir: “Amanhã farei grandes coisas!”

E não é um livro novo, só mais uma página virada. É a chance de reescrever alguns rascunhos e o principal, criar novas histórias!

Ouça um bom conselhohttp://degliuomini.blogspot.com/
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

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http://cosasminimas.blogspot.comPorto Alegre está completamente vazia. Todo mundo foi aproveitar o feriadão na praia, tomando banho de chuva e olhando para o mar cor de chocolate depois do baita engarrafamento para chegar lá.

Mas eu digo lugares onde você, se é que tem mais alguém além de mim nesta cidade, encontra pessoas. Fui no cinema no Guion Center e a sala estava cheia, tanto que cheguei na hora do filme, já estavam passando os trailers e foi difícil achar uma poltrona (peguei o final do trailer de O amor nos tempos do cólera, a tempo de descobrir que a música que eu gostara tanto na propaganda é da Shakira. Tudo bem, já fui fã dela. Mas porque diabos o filme é inglês?! )

Outro lugar em que se encontram mortais é na balança para pesar frutas e verduras no Zaffari da Lima e Silva. Sério, eu enfrentei uma fila! E até ajudei uma senhora a descobrir o que é aipo. Eu que não entendo nada de vegetais.

Voltei para casa antes da chuva. Aqui também está chovendo, só que o único jogo de cartas que conheço para uma pessoa jogar sozinha é paciência. Então melhor é ir ver os seriados na tv a cabo e os DVDs que aluguei no home. Pelo menos casa na cidade tem mais conforto que casa de praia.

Vi o exôdo inteiro da minha família. Pelo menos ele me manda mensagens de consolo, me dizendo que lá tá um saco também. Nunca mais digo que gosto de ficar sozinha ou peço para todo mundo sumir e me deixar em paz! Essa mágica, que muita gente já quis ver realizada, nunca aconteceu, mas já sei como é.

Lembro dos primeiros anos de faculdade quando via os jornalistas entrando ao vivo na Globo para mostrar o réveillon em diversas partes do Brasil eu pensava que um dia chegaria meu dia. Pois é. Por isso nem vou reclamar (muito). E pensar que estudei para isso! Se ainda pudesse dizer “quem mandou não estudar”…

Meu único consolo é que trabalhando na madrugada posso aproveitar o dia, porque ficar vagando na noite seria muito mais fantasmagórico e bruxuleante.

Ah, terminando de escrever esse post, abriu sol! Aí na praia não tem? Ah, que pena para você!

Não sei se é a perspectiva de ter uma entrada de ano tão chata trabalhando que tornou meu Natal tão bom! Mas faz tempo que não sentia isso. Foi a falta de expectativa também. Aproveitei como nunca esse feriadão.

Mas como eu digo que tudo sempre pode piorar, todo mundo vai viajar e além de passar a madruga trabalhando, também ficarei sola no dia 1°.

Sábado estava escrevendo o post abaixo e faltou luz quando eu estava colocando a última foto. Fiquei meio chateada, pois nunca mais escreveria o texto do mesmo jeito.

E aí fiquei pensando: vai fazer 2007 anos que Jesus nasceu e eu não aprendi ainda que só ele salva! Mas a luz voltou e descobri que o wordpress também!

imagem-157.jpg

Fui lá em Gramado e pedi nessa árvore de todos os santos que Papai Noel traga de presente um grande ano como foi 2007. Um ano onde meu nome foi parar num expediente, um ano de perda de alguns quilos, de encontros e desencontros, algumas dores necessárias para que o melhor pudesse vir e eu pudesse, não ver quem são as pessoas, mas quem eu sou e o que eu mereço de verdade.

Um ano que foi dividido entre primeiro e segundo semestre com perdas e realizações em cada um. Mas a vida é essa balança e eu desconfio que se um lado da coisa dá certo e outro nem tanto é porque sempre viverei a contradição de ter uma idade par em um ano ímpar e eu prefiro os ímpares sempre, tudo que cause o atrito, que não seja perfeito mas que no fundo pode sempre somar mais um, o arbritário, é um TOC ao contrário, ser do contra também é bom. Nadar contra a maré é difícil, mas é muito mais legal quando se chega na margem do que quando a correnteza te traz.

Um ano em que vou terminar dentro da redação trabalhando e que achei que tinha sido um ano não tão bom. Um ano que termina sem expectativas e certezas, mas a Fernanda 2007, modelo 2008 tá em uma ótima fase, as coisas estão ao meu alcance e eu não estou preocupada em correr até elas. E é ótimo não ter expectativas e nem ansiedades. Eu sei que os sonhos vão se realizar e um deles já em 2008.

Estou fazendo minha própria sorte, ela está lançada mas eu tô segurando a cordinha sem que isso me impeça de ter atitude e aproveitar plenamente. Num final de ano de algumas negativas, o saldo é mais que positivo. E eu tenho histórias para contar, isso é o que melhor se pode levar da vida. E uma vida que rende ao menos um post por dia não pode ser desinteressante. E seja por voyerismo, mas para as quase 35 mil visitas neste ano no wordpress, desde que assumi a casa nova no dia 25 de janeiro, alguma coisa que eu digo deve fazer sentido para as pessoas, ou não e isso é o que há de melhor.

Por que quem disse que as coisas precisam fazer sentido?

Eu não ia fazer esse tipo de balanço mas hoje me sinto plenamente inspirada, bem e leve. Tanto que acordei cedo para um domingo e a vida está numa nova fase. Quem disse que é preciso esperar o Ano Novo?

FELIZ NATAL

 imagem-153.jpg

E essa é a minha árvore preferida.
Muito vinho em 2008, já que no vinho está a verdade!

A propósito: se você me tirasse no amigo secreto o que me daria de presente?

Provoque seus leitores em seus blogs também. Acho que o que a gente ganha de presente pode ser revelador sobre o que as pessoas pensam de você.

A propósito 2: eu preciso colocar fora um livro que minha irmã me deu no meu aniversário de 23 anos – Enquanto o amor não vem.

pinball.jpgDeu uma confusão no amigo secreto da empresa. Tinha outra colega Fernanda e quem tirou ela, jurou que tinha me tirado. Tive dois amigos! Mas como não fui na festa, o presente demorou três dias para chegar, pois o meu amigo sempre esquecia. Bom, mas a outra pessoa que me tirou foi a colega que é minha dupla. Me escreveu um cartão lindo e como não tinha olhado a minha lista a tempo, comprou o livro Máquina de Pinball, da Clara Averbuck. Só que este presente foi para a outra Fernanda, já que a outra pessoa que me tirou comprou as latinhas com estampa de Paris que eu tinha pedido.

Mas daí fiquei curiosa para saber que presente ela tinha me comprado. Quando foi me mostrar o livro no site da Cultura disse que tinha tudo a ver comigo. A escritora começou com blogs e aí li a sinopse e concordei.

Mais tarde, em casa, fui adicionar o livro na minha lista da Cultura e li novamente a sinopse e fiquei um tantinho assustada. Num primeiro momento pensei, “não, não tem nada a ver comigo”, mas daí refleti:

Neste livro a autora, Clarah Averbuck, narra a história de Camila, que não tem dinheiro, namorado, televisão nem comida e mora em São Paulo, onde não tem muita sorte. Decide ir para Londres ver os Strokes, enchendo-se de dívidas. A vida lá também não é fácil, resolve voltar, se apaixona, se decepciona, bebe, e mesmo assim consegue rir da própria desgraça enquanto ouve boa música e bebe vodka barata.

Uau! Pensei! Já estive sem dinheiro, sem namorado, sem televisão e sem comida (em casa). Logo que fui morar sozinha era assim. Se bem que ainda não tenho comida em casa.

Bom, eu decidi viajar agora e meu pai não quer porque acha que vou me encher de dívidas. Do Strokes eu só gosto de 12.51. Eu me apaixono e me decepciono e já perdi a ilusão de que isso pode não acontecer de novo. Apesar de ser intensa também no sofrimento, sim eu consigo rir da minha própria desgraça em diversas situações. Tanto que posso dizer que não me considero uma pessoa de sorte, mas me livrar de certas pessoas, embora pareça azar, no fundo foi a minha sorte. Eu ouçou Norah Jones, Diana Krall, Dolores O’Riordan, Madeleine Peyroux, Carla Bruni, U2 e Beatles (concluam se é música boa). Ah e a vodka que tem aqui em casa é Natacha! Se o manual de redação desse blog permitisse, eu colocaria aqui agora um sonoro hahahaha.

Falei brincando esses tempos que ia vender havaianas em Paris para financiar a viagem por lá. Afinal, meu pai e minha irmã são do ramo do calçado, já teria o produto, só pegar com o fornecedor deles. E aí descubro essa comunidade no orkut: Vou a Paris vender havaianas. Já tô dentro! 

Será que eu seria presa se vendesse? Não precisava ficar pela rua vendendo, mas mostrando de cantinho no metrô, para um conhecido aqui e ali… não seria má idéia!

melissa.jpgJamais pensei que aos 26 anos eu voltaria a usar dois ícones da minha infância: melissa e tiara.

Já faz um tempinho que as “melissinhas” voltaram com tudo, vários modelos e cores para as meninas que cresceram com ela. Mas só agora me rendi a Desire + Triton. Vi uma colega com uma vermelha e me apaixonei. Quando fui comprar não tinha dessa cor, mas me apaixonei por outra, a fucsia/violeta.

Outra coisa, que comprei hoje, foi uma tiara. Voltei a usar tiara! Por causa da franja. Tá difícil de encontrar faixinhas específicas para o meu corte, com as da Alinne Moraes na novela e tiaras como as dela também. Também pudera, ela voltou de Paris! Não sei onde li que as tiaras estavam em alta por lá ou em NY. Aqui vai levar dez mil anos, pois as pulseiras e colares que comprei em Buenos Aires em novembro de 2006 agora que viraram moda por aqui.

Mas não sei bem quando foi que as melissas surgiram, acho que foi na década de 80, porque conta a senhora minha mãe que este seria meu nome e aí lançaram as sandálias e ela resolveu trocar para não me chamarem de sapato! E tem muita gente da minha faixa de idade que tem esse nome.

bruni.jpgAdoro a Carla Bruni. Faz pouco tempo que descobri a cantora, sim, cantora. Curto as músicas, sobretudo as em francês. Não sabia nada dela até então. Mas hoje, estampado em todos os noticiários o romance dela com o presidente da França, Nicolas Sarkozy!

E todos enfatizaram sua carreira de modelo, e assim ela será conhecida por acá. Mesmo sendo uma mulher bonita, ela se supera como cantora, mas muita gente nem vai saber disso, afinal só se veio a conhecer por aqui por causa de fofoca.

Para fazer justiça, ouçam Carla Bruni! Ela é muito mais que um rostinho bonito e um affair de alguém famoso. 

  

Pois sempre que escuto Norah Jones tenho a impressão de a música saiu de um filme. Aí de vez em quando revendo filmes que passam na tevê descubro de onde são… Por exemplo, Turn On Me é de Simplesmente Amor. Da cena em que o Rodrigo Santoro vai levar a colega que é apaixonada por ele em casa. Eu tenho a trilha do filme, mas nunca mais escutei, até porque, para variar, as melhores músicas não estão lá. 

The Long Day Is Over é da cena do casamento de American Pie 3 e Don´t Know Why não era só da novela Mulheres Apaixonadas, mas do filme Encontro de Amor.

Eu volto! Sabe como é dezembro… uma festa atrás da outra. Nessa semana emendei quatro consecutivas. Bem hoje tem mais uma, mas adivinhem? tenho outro compromisso também. E tenho passado muito tempo fora de casa, às vezes nem volto para ela. Logo, essa casinha aqui, e o blog dos amigos, também ficam um pouco abandonados.

http://artistamuvek.blogspot.com/Já me queixei aqui dos meus natais e réveillons. Menos do que os finais de ano ruins que tive. Desse aqui eu nem contei o desfecho, mas faltou água, entrei o ano sem tomar banho e não fui na casa do meu primeiro amor (ainda bem, né?! porque isso era uma cilada total). Ano passado eu achei que seria o melhor réveillon da minha vida. Agora posso admitir para mim mesma que foi uma merda e que me senti muito mais sozinha do que todas as vezes que estive sozinha, além de que para isso acontecer, sequer tive um almoço de Ano Novo, pois eu estava num ônibus, voltando de Capão para Porto Alegre para trabalhar, porque ano passado trabalhei no dia 25 e no dia 1°. Achei que nada poderia ser pior, mas sempre pode.

Este ano passarei a virada de 2007 para 2008 dentro da redação, sozinha. Eu sabia! Estava com tanto temor que isso acontecesse que algo dentro de mim me dizia que seria eu. Acho que acabei atraindo, juntando as circustâncias de que nos finais de semana que trabalho sempre é na madruga…

Engraçado que nesses finais de anos chatos que tive, muitas vezes tive vontade de estar trabalhando, para ficar alheia a todas as felicidades fingidas e que de certa forma, invejava, a capacidade de fingir. E já que eu não podia estar na Times Square ou na Champs Elysées… enfim! Este ano eu não estava nesse espírito. Mesmo sem nada programado, estava vivendo a paz de não criar expectativas e mesmo que eu ficasse vendo o show da virada, não me decepcionaria.

A vantagem? Tem uma: não trabalherei no final de semana do Ano-Novo (metade da equipe vai se matar nos quatro dias para folgar nos outros quatro). Então farei três pré-réveillons: na sexta, no sábado e no domingo! Tin, tin!

E o Natal deste ano vai ser o melhor dos últimos, sei lá, desde quando eu acreditava em Papai Noel. Mas eu creio em compensação. Com certeza, 2008 tem tudo para ser um grande ano!

Blusa da Zara, óculos da Arezzo, corte de cabelo com o hair stylist preferido e que andava sumido. Um novo estilo tem preço, auto-estima não.

Não estou sofrendo de patricissi, não. Só estou querendo ser uma mulher mais elegante e misturando estilos para ter o meu próprio. Até porque adoro uma roupinha velha e vivo pendurada na Renner e na C&A. E o novo cabelo, provado e aprovado.

eu3.jpg

Fernanda 2007, modelo 2008

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Estava passando Closer na televisão… impossível não assistir de novo. Adoro o começo, quando The Blowers Daughter parece só uma música linda. E o Jude Law andando, de óculos, lindo. Mas Closer é um filme forte e a música é brutal. Chorei no final, chorei muito e ainda estou chorando, porque depois de anos sem escutar a canção do Damien Rice, ela tá tocando agora no media player.

É como disse a Alice, quem ama não deixa. E assim o amor da sua vida não é mais o amor da sua vida. E a desculpa é sempre a mesma: “eu sou egoísta”. Mas desde quando desumanidade é egoísmo. É claro que os desumanos não sabem a diferença, do contrário não seriam.

Eu já fui deixada porque precisava daquele alguém, que é a desculpa que o Dan dá para a Alice. Também já menti porque não podia dizer a verdade. Hoje acho que o que me atrapalha é justamente não precisar de alguém, independência também é um problema, os covardes que o digam.

E a música… é tão brutal porque é verdadeira:

E então é isso
como você disse que seria
A vida corre fácil pra mim
A maioria das vezes
E então é isso
A história mais curta
Sem amor, sem glória
Sem herói céu dela

Me pergunto se isso é ser forte ou ser fraco, mas às vezes acho que tudo que vai restar é uma história sem amor e sem glória para não ter solidão.

Só que não sei o que é pior. Ficar só é triste, mas saber que aquele não é o amor da sua vida e que talvez isso te impeça de encontá-lo é igualmente triste. Para ficar sozinho é preciso muita coragem e é por isso que todo mundo vive um monte de amores mais ou menos, às vezes magoando e marcando mais algumas pessoas.

E então é isso
Como você falou que deveria ser
Nós dois esqueceremos a brisa

Meus pensamentos…Meus pensamentos…
Até conhecer uma nova pessoa.

E eu ouvi a música três vezes para escrever esse post… mas as lágrimas ainda rolam.

Ainda bem que para quem eu escrevi esse post não me decepcionou…
Perto Demais se perde mesmo o focoRelações, confusões

Não poder usar espartilho (aqueles com um monte de ganchinhos).

Eu sempre quero o mais difícil. Mas claro, o mais fácil nunca é o melhor.

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