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“Para sempre é muito tempo. O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo…”

Mario Quintana

Estava procurando esta frase na internet pois conhecia só o último verso, quando minha amiga veio me trazer um livro sobre o humor cotidiano de Quintana. Selecionou para mim de outros que o editor estava distribuindo na redação. Coincidência, isso às vezes acontece.

Mas estava frase hoje ganha um novo sentido para mim. Não parece mais triste, pelo contrário. A saudade faz as coisas, os momentos, virarem eternos dentro da gente.

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“Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite”. Eu não! Tô aqui, numa noite solitária, bom nem tanto, pela web. Depois da sexta que eu tive, qualquer sábado fica insignificante. E também, tinha um amigo online no msn e em seguida, o responsável pela sexta se conectou. Até que não foi tão mal. Até porque, depois de dois dias consecutivos de festa, com um dia de trabalho no meio, não ia aguentar mais nada, além do chimarrão que tomei com a minha mãe hoje.

Acabo de descobrir que estréia nos cinemas de Porto Alegre, nesta sexta, Eterno Amor. o novo filme de Jean-Pierre Jeunet, diretor de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Quem me conhece ou me descobriu através do orkut, sabe da minha paixão por esse filme. Até bem pouco tempo atrás a minha foto no orkut era uma da Amélie, só troquei porque tive que trocar minha descrição também, já que não tenho mais a idade dela.

Assisti ao trailer, e deu para ver que o filme é tão fofo quanto o outro. Não deve superá-lo, mas parece ser muito bom. Daqueles que nos levam às lágrimas e nos fazem acreditar em amores eternos.

Foi uma grata surpresa descobrir isso hoje. Tenho em meu computador um arquivo que salvei no dia 3 de novembro de 2004 onde coloquei uma matéria que saiu no Diário Catarinense, falando sobre o filme. Guardei porque me interessei logo de cara. E hoje, assim não mais que de repente, descubro que o filme está entrando em cartaz. Essas pequenas coisas da vida é que nos dão uma sensação de felicidade. O inesperado é sempre uma grata surpresa.

Provavelmente eu vou assistir o filme nesta semana, pois tem outros que estão em cartaz a mais tempo que quero ver. Mas assim que for ao cinema, eu coloco minhas impressões sobre Eterno Amor aqui.

Os velhos sempre chegam antes.

Idoso tem mania de chegar antes. Talvez por isso sempre tenha filas no INSS, porque muito antes de começar o atendimento, lá estão eles. Talvez seja o medo de não saber mais quanto tempo se tem, de chegar tarde demais… Quem sabe eu mesma não farei isso no futuro.

Mas percebi isso hoje, quando estava na aula de natação. Faltavam uns 15 minutos para terminar minha aula, da qual eu era a única aluna hoje, quando a turma da terceira idade que faz hidroginástica começou a chegar e ficar na borda da piscina, já prontos, com seus pesos agarrados ao corpo. Me senti pressionada, como se tivesse que acabar minha aula. Mas ainda faltava um bom tempo. Quando estava na penúltima chegada, ouvi o professor gritar: “Cuidado com a nadadora”. Viro para o lado e a minha raia, que já eram duas, estava sendo invadida pelos anciãos do Men Sana in Corpore Sano. Nem pude fazer os últimos 50 metros, pois do outro lado, as crianças já inauguravam seu horário no dia.

“Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes
Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou”.
Raul Seixas

“Triste não é mudar de idéias, triste é não ter idéias para mudar.”
Barão de Itararé

Solteiro sempre tem penetra na sua foto.

Já viu que quando você vai em aniversários de 15 anos, casamentos ou formaturas, os anfitriões tiram fotos com os casais e núcleos familiares presentes? Fotos exclusivas, com cada casal, cada família. Mas já notou que os solteiros acabam sempre reunidos com outras pessoas que estão avulsas também e saem numa única foto?
Pois é, solteiro sempre tem penetra na sua foto.

Depois do baile de formatura da Fabico que fui no sábado, posso dizer que me senti uma pequena. Literalmente e como em A Vida como ela é de Nelson Rodrigues.

Por uma dessas coincidências do destino acabei indo ao show do mago da música. Há muito tempo sabia que haveria este show, mas como era no mesmo dia do aniversário de meu pequeno irmão, desisti de ir. Porém, ontem, uma hora antes do show uma amiga me ofereceu um convite de outra que não poderia ir. Aceitei na hora e fui conferir o mestre. Não conhecia nada da sua música. A única referência que tinha dele era do documentário Janela da Alma e dos perfis que li para o show. Dizia que ele tirava música de “instrumentos inusitados” como uma chaleira. Achei interessante e pioneiro de sua parte, pois ultimamente tem surgido vários grupos que tiram som de latas de lixo e outros objetos, como o Stomp.

Pois os show foi maravilhoso. Me impressionou a música que ele tira desde um instrumento clássico como um piano, até o de um apito infantil. Até mesmo o momento em que ele bebe água no show tem som, pois ele tira música da garrafinha de água mineral e da água que serviu no copo. Você vê a paixaõ que ele tem pela música, chega a transpirar de seus poros e contagia o público. Ele mesmo disse que sua religião é a música.

O show começou com uma entrada triunfal de Hermeto tocando um berrante, de onde saiu um som de sax… não sei que notas ele faz, fato é que com sua mão em frente a abertura do berrante ele conseguiu tirar vários tipos de sons. Depois ele tocou uma chaleira, como se fosse trompete! E no final, o inusitado instrumento soou um som de berrante! Como pode? Mas o músico não se contentou e pôs todo mundo para emitir sons com ele. E também não faltaram a sanfona, uma flauta esquisita, violão e viola. Estes dois últimos tocados e embalados pela voz aguda de sua “patroa” Aline Morena.

Mas de meus olhos observadores e minha língua afiada não escaparam uma comparação. Hermeto estava vestido de calças brancas e uma camisa vermelha com estampas. Quando ele tirou seu chapéu para agradecer os aplausos, e sua barba e cabelos compridos e brancos ficaram mais evidentes parecia o papai noel, e pelos trajes, que estava de férias em Miami. Mas bobagens à parte, o show foi maravilhoso. A música tem um poder de se traduzir em todas as linguagens e fazer a gente viajar embalada pelos seus sons. Linguagem esta que entende tudo, como na dupla que ele fez com Aline Morena em que os sons que ela emita com a boca pareciam conversar com os da sanfona. E eu, sem entender nada, conseguia compreender tudo.

E é ao som de sua música que publico este post agora.

Pensando na conjuntura atual dos relacionamentos e com um bando de gente que não quer nada sério com ninguém (clube a qual pertenço no momento) elaborei estas regrinhas básicas para qualquer mau-partido, ou melhor, um não-partido, já que você não está na fita para namoro, relacionamentos duradouros, muito menos noivado e casamento, palavra esta que não está no seu dicionário, mesmo que dito informalmente como “juntar os trapos”.

Antes de mais nada, e isso não é regra, mas sim conduta: seja honesto, digo que você é um mau ou não-partido.

E lembre-se: em primeiro lugar você, em segundo também você. Em terceiro, você pode começar a pensar no outro, porque afinal de contas ele é parte fundamental. As regras servem tanto para homens quanto para as mulheres. Vamos a elas:

• Não ligue no dia seguinte.
• Não crie vínculos, mas também não se desprenda totalmente. A qualquer hora você pode precisar novamente.
• Não esqueça roupas ou qualquer outro objeto pessoal na casa do outro (a). Isto incluiu o seu cheiro entre os lençóis. Evitará lembrar sua presença.
• Não circule em público com quem você tem este tipo de relação.
• Não se apaixone.
• Não diga nada que pode ser usado contra você no futuro.
• Não corra atrás, ou corra. Afinal, se você não quer nada com a pessoa não precisa fingir algumas posturas, coisa que costumamos fazer quando queremos fisgar alguém.
• E por último, em hipótese nenhuma: NÃO SE APAIXONE.

Ontem escutei Legião Urbana. Fazia muito tempo que não escutava Renato Russo e sua poesia. Sem contar um dia muito triste que escutei o álbum A Tempestade, que é bem deprê.

Separei alguns versos que acho de uma profundidade verdadeira e que bate fundo lá nos cantinhos mais escondidos do sentimento da gente.

A primeira é Giz, que vou colocar na íntegra porque é uma das minhas preferidas. Toda ela é perfeita e em alguns momentos da minha vida falava por mim. O trecho
Desenho toda a calçada/Acaba o giz, tem tijolo de construção/Eu rabisco o sol que a chuva apagou tem uma metáfora poética que me encanta.

Giz

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém
Aparecer ou quando quero
Quando quero

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És, parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto
Só um pouquinho infeliz

Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem…
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei

O Descobrimento do Brasil

Será que você vai saber
O quanto penso em você com o meu coração ?
Quem está agora ao teu lado ?
Quem para sempre está ?
Quem para sempre estará ?

Vinte E Nove

Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais
passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de saturno
Decidi começar a viver
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar e a pedir perdão
E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez

Assisti ontem o segundo tempo do jogo do Internacional x Santa Cruz. Eu sou gremista, mas estava na casa de meu avô e tinha dormido a tarde toda, então quando acordei e me sentei no sofá, fiquei ali assistindo o jogo. Pois uma menina que não gosta de futebol não tem outro comentário a fazer, se não falar dos jogadores. Tomei um susto logo no início ao ver o jogador Tinga. O ex jogador do Grêmio, que já é feio que dói, está deixando o cabelo crescer. E como se não bastasse o seu visual horrendo, ainda prendeu as madeixas para cima, como a Xuxa fazia no tempo do Xou da Xuxa, lá pelos anos 80. Talvez ele pense, que assim como o Ronaldinho Gaúcho que agora é cabeludo, também se torne o melhor jogador do mundo. Mas não levo fé. Mesmo com meus poucos conhecimentos deu para ver que ele não fez grande coisa na partida. E meu avô, daí vejo que tenho a quem puxar, não perdoa: “Se o time perder o campeonato, ele vende os cabelos para ganhar um dinheirinho”.

Mas nem só de feiosos vive o Inter. Que gracinha é o Rodrigo Paulista. Sem falar que o time tem Fernandão e dá até para arriscar o Gavilán. Se eu estiver totalmente equivocada, ou parecendo uma pessoa de total mau gosto, me absolvam, pois depois que falei que o panamenho Baloy era bonito, minha opinião não é mais parâmetro para nada em termos de beleza.

Nas férias fui a Torres. Um lugar de onde tenho muitas lembranças boas que na perspectiva de hoje eu até ache ruim. Na verdade não senti nada, nem de bom, nem de ruim de estar lá. Mas lembranças são inúteis, suscitam algo que existiu por um tempo e depois como dizer que o momento foi verdadeiro?

Eu fui no dia 18 de janeiro, e nos dias que antecederam esta data, mesmo sem saber que eu ia voltar a Torres, eu pensava nela como uma data que faria e que na verdade fez um ano. Dependendo da perspectiva que se fala da coisa. E cheguei a conclusão que o tempo verbal futuro do pretérito é que é o mais-que-perfeito. Quem pode pensar em algo que deveria se concretizar no futuro, porque existe no presente, mas que já deve ser falado como passado?

Mas mais coincidência do que fazer a viagem para este lugar, e neste dia, foi a música que escutei na ida:

A minha vida, eu preciso mudar todo o dia
Pra escapar da rotina dos meus desejos por seus beijos
Dos meus sonhos eu procuro acordar e perseguir meus sonhos
Mas a realidade que vem depois não é bem aquela que planejei

E a que eu escutei na volta:

Foi pouco tempo
Mas valeu, vivi
Cada segundo.
Quero o tempo que passou…

Mas o mais incrível disso tudo, e a prova de que estou diferente, é que só me lembrei que este dia, afinal era a tal data, dois dias depois. E fiquei feliz com isso. Como diria a Alice Ruiz, que sempre tem as palavras certas:

sem saudade de você
sem saudade de mim
o passado passou enfim

Meu signo no horóscopo chinês é o Galo. E já que a minha relação com os números ímpares não consegue ser muito feliz, pode ser que o horóscopo oriental me de uma ajudinha. Que o ano do Galo seja o meu ano!

Olha as informações que peguei no AOL – Astral

Às 22h29 desta terça-feira, teve início o Ano-Novo Chinês. Segundo o horóscopo local, 2005 será regido pelo Galo

Por Paula Moura, da Redação AOL

Nesta terça-feira de Carnaval começou um novo ciclo no calendário chinês: o Ano do Galo. Para os chineses, o Ano-Novo só começa na segunda Lua Nova do ano. No dia 8 fevereiro, exatamente às 22h29 (horário de Brasília), terminou o Ano do Macaco e tem início o Ano do Galo, um período regido pela exigência e pela vaidade.

Para os asiáticos, este é um ano péssimo para casamentos: os noivos tendem a exigir demais de seus parceiros.

De acordo estudiosa Maria do Carmo Azevedo, o horóscopo chinês não faz adivinhações, porém, pode revelar algumas nuances que afetarão a vida das pessoas. “As pessoas estarão mais seguras de si e prontas para o amor e para a guerra. Também vão querer fazer as coisas sempre do seu jeito”, completa a pesquisadora.

O Galo facilita atitudes ligadas à exigência. O ar altivo do animal que anuncia o despertar do dia afetará também a vaidade. “Todos vão falar muito e com eloqüência, podendo complicar o óbvio e se ofender facilmente”, analisa. “Portanto, para não se complicar é importante evitar discussões bobas e gastos demasiados com roupas e beleza.”

Canto de apresentação do Galo

“Eu estou a postos

Para anunciar a chegada do dia,

E para anunciar sua partida.

Eu me fortaleço com a pontualidade e a precisão.

Todas as coisas serão recolocadas em lugar certo.

Eu sou o capataz exigente.

O administrador sempre vigilante.

Eu procuro ordem perfeita em meu mundo.

Eu represento a dedicação inquebrantável.

EU SOU O GALO.

Além de um bicho, os signos também se ligam aos cinco elementos tradicionais da cultura chinesa: fogo, terra, água, metal e madeira. No horóscopo popular, 2005 é o ano do Galo de Madeira. Porém, o “Livro de Luo” e o “Mapa do Rio”, definem o ano como Galo de Terra. “Esse elemento traz a calma e a esperança de paz para o mundo”, explica Maria do Carmo.

Se a teoria estiver certa, esse deve ser um Ano do Galo atípico. Ao longo da História, os períodos regidos por esse animal foram marcados por acontecimentos que abalaram ou no mínimo comoveram o mundo: Veja:

1969 – Chegada do Homem à Lua; Festival de Woodstock

1981 – Papa João Paulo II sofre atentado; Escândalo Irã-Contras; Casamento de Diana Spencer com o Príncipe Charles

1993 – Divisão da Tchecoslováquia; Criação da União Européia; Massacre da Candelária

Como 2005 começou sob a sombra do Tsunami na Ásia, que matou mais de 250 mil pessoas, no fim do ano passado, é melhor cruzar os dedos. Ou melhor, respeitar a figura do Galo.

Conheça a origem do Horóscopo Chinês

Diz a lenda que Buda, à beira da morte, chamou todos os animais ao seu encontro. Contudo, apenas 12 bichos compareceram: o rato, o boi, o tigre, o coelho, o dragão, a serpente, o cavalo, o carneiro, o macaco, o galo, o cachorro e o porco (ou javali) . Como recompensa, cada um deles deu o nome a um ano lunar.

Daí por diante, cada ano do calendário passou a ser regido por um desses animais. Dizem que, durante o seu reinado, esses bichos influenciam tanto as pessoas que nascem naquele ano quanto o próprio Planeta Terra.

Um ditado popular chinês diz que pessoas nascidas em um ano regido pelo Macaco, por exemplo, têm um Macaco “escondido em seu coração” .

Escutei a música The Blower’s Daughter exaustivamente e ela entra para a lista das músicas que me fazem parar para escutar, seja onde eu estiver. As outras duas são Linger e Lucha de Gigantes.

Fui assistir ao filme ontem. Adorei! Além de tudo de bom que tem nele, não se sai do cinema suspirando e lamentando porque a vida da gente não é como no filme. A história é realidade pura. E sou como Alice, me identifiquei com ela quando Dan a deixa. Mas o melhor de tudo é a música do filme. É linda na letra, na melodia, nos acordes, na voz… Segue a letra:

Damien Rice – The blower’s daughter (A filha do soprador/professor de música)

Então é assim

do jeito que você disse que seria

a vida segue fácil pra mim

na maior parte do tempo

e então é assim

a história resumida

sem amor, sem glória

sem heroí nos céus dela

Não consigo tirar os meus olhos de você

Não consigo tirar os meus olhos de você

Não consigo tirar os meus olhos de você

Não consigo tirar os meus olhos de você

Não consigo tirar os meus olhos de você

Não consigo tirar os meus olhos de você

Então é assim

do jeito que você disse que deveria ser

nos esqueceremos da brisa

na maior parte do tempo

então é assim

a água mais fria

a filha do professor de música

a rejeição do discípulo

Não consigo tirar os meus olhos de você

Não consigo tirar os meus olhos de você

Não consigo tirar os meus olhos de você

Não consigo tirar os meus olhos de você

Não consigo tirar os meus olhos de você

Não consigo tirar os meus olhos …

Direi que eu odeio você?

Direi que eu quero que…

você deixe tudo pra trás?

Não consigo tirar a minha mente de você

Não consigo tirar a minha mente de você

Não consigo tirar a minha mente de você

Não consigo tirar a minha mente de você

Não consigo tirar a minha mente de você

Não consigo tirar a minha mente…

Minha mente

minha mente

Até que eu ache alguém novo…

P.S.: Damien Rice era apaixonado por uma garota mais velha, filha de um professor de clarinete(soprador).

Do blog de uma amiga…

comprar camisinha, dizia meu ex-namorado, é uma coisa constrangedora. você chega no balcão com o pacotinho entre os dedos e o atendente, inevitavelmente, pensa “vai transar, hein?”. você até imagina o cara da farmácia com aquele sorisinho safado e uma leve piscadela de olho dizendo isso pra você enquanto finge que o pacotinho que enrola trata-se de uma inocente aspirina. eu jamais concordei com ele. comprar um pacote de camisinha na farmácia é como comprar uma inocente aspirina. até ontem.



estava eu e uma amiga vindo para minha casa onde nos vestiríamos para comemorar o aniversário dela. conversa vai, conversa vem, nos lembramos que nenhum das duas estava com suas imprescindíveis reservas de camisinha em dia. uma coisa absolutamente necessária na bolsa de qualquer pessoa. passamos na farmácia, alegres como duas catorritas. um pacotinho para cada uma. no balcão, uma senhora que devia estar perto dos 55 anos (sendo bastante generosa…) passa o leitor de código de barras, dá o preço, pagamos, pergunta se embala separadamente, respondemos afirmativo, nos entrega os embrulinhos, agradecemos, dispara:



– Bom Carnaval pra vocês.

Envelheço na cidade!!!!

Na descrição que fiz sobre mim no orkut, escrevi que sou uma quase jornalista que está na idade da Amèlie Poulain e de quando Ernesto Guevara fez sua viagem de moto pela América do Sul.

Pois domingo me despedi desta idade maravilhosa, sem conhecer sequer o meu país e sem me imiscuir na vida de ninguém. E no final do ano, deixo de ser uma quase, para enfim, de fato e de direito, ser Jornalista, com j maiúsculo. Por que já se vão cinco anos que trabalho metida neste meio e só depois de seis anos é que terei meu diploma (talvez se eu fizesse uma revolução, como Che, ou me imiscuísse mais como Amèlie, talvez essa realidade fosse outra).

Mas voltando a minha nova idade, se comparada com a de Che, posso dizer que estou ultrapassando uma fase e é hora de ter um ideal. O dele se pôs em prática pegando em armas. Qual será a minha bandeira de luta e com que armas vou lutar em pleno terceiro milênio? Acho que não ter um ideal não é uma bandeira que só eu carrego não. E há muito tempo que eu penso que quando se tem um ideal a gente e as pessoas a nossa volta acabam sofrendo e historicamente isto acaba sendo aceitável. Além de Che Guevara, cito na ficção (vi o filme, não lembro se é baseado em fatos reais) O Crime do Padre Amaro, que por seu ideal de ser sacerdote, acabou tendo atitudes que contrariavam a própria ideologia do seu ideal, mas ele foi perseguido e alcançado, e era isso que importava a ele. Num exemplo mais pós-moderno, temos Jack Bauer, um herói que mata seus próprios colegas e destruiu sua família em nome de seu país. Então não sei até que ponto a vida que eu levo é sem sentido.

E falando em idade, eu sempre tenho uma idade par num ano ímpar e vice-versa. Eu adoro os números ímpares, sendo até um pouco supersticiosa em relação a isso. E já fazem alguns anos que as coisas boas acontecem para mim durante o primeiro semestre do ano e as ruins no segundo. Sendo que no primeiro mês do primeiro semestre eu tenho idade ímpar. Também nasci num dia e mês par, mas o ano é ímpar. Se depender dos números… no fundo é tudo bobagem, mas eu constato e faço relações todos os dias com muito mais coisas do que esse pequeno exemplo. E esse ano não está sendo diferente. Está tudo legal agora, a diferença é que agora eu estou no controle, e nada vai fazer com que isso mude.

Este trecho da música do Skank retrata bem o momento que estou passando. É as coisa mudam, mudaram!

Vou deixar a vida me levar

Pra onde ela quiser

Estou no meu lugar

Você já sabe onde é

É, não conte o tempo por nós dois

Pois, a qualquer hora posso estar de volta

Depois que a noite terminar

Vou deixar a vida me levar

Pra onde ela quiser

Seguir a direção

De uma estrela qualquer

É, não quero hora pra voltar, não

Conheço bem a solidão, me solta

E deixa a sorte me buscar

Um prato fundo pra toda fome que há no mundo…

Adoro esta música do Zeca Baleiro que ele compôs com a minha poeta preferida: Alice Ruiz. Eles fizeram pensando em duas pessoas que estão se conhecendo, e ainda pouco sabem uma da outra.

Quase Nada

De você sei quase nada

Pra onde vai ou porque veio

Nem mesmo sei

Qual é a parte da tua estrada

No meu caminho

Será um atalho

Ou um desvio

Um rio raso

Um passo em falso

Um prato fundo

Pra toda fome

Que há no mundo

Noite alta que revele

Um passeio pela pele

Dia claro madrugada

De nós dois não sei mais nada

De você sei quase nada

Pra onde vai ou porque veio

Nem mesmo sei

Qual é a parte da tua estrada

No meu caminho

Será um atalho

Ou um desvio

Um rio raso

Um passo em falso

Um prato fundo

Pra toda fome

Que há no mundo

Se tudo passa com se explica

O amor que fica nessa parada

Amor que chega sem dar aviso

Não é preciso saber mais nada

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