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Finalmente trouxe o vídeo cassete da casa da minha mãe. Além de Páginas da Vida, também estou gravando o Vale a Pena Ver de Novo, que está reprisando Chocolate com Pimenta, e Sex And The City.

Foi uma pena ter perdido os primeiros capítulos da novela do Maneco, pricipalmente para ver a Holanda e suas tulipas, a minha flor preferida, como já disse aqui. Mas quanto a trama, além da leitura de resumos e dos comercias, os dias que minha mãe passou comigo também foram para me colocar a par do pé da história.

Quanto ao Vale a Pena Ver de Novo, eu sempre dou uma olhadinha antes de ir trabalhar. Às vezes enquanto me arrumo. Mas Chocolate com Pimenta é uma novela imperdível e não assisti desde o início na outra vez. Agora eu tomo banho antes dela começar, e programo o vídeo para começar a gravar quando estou saindo.

Já Sex And The City sempre tive curiosidade, mas na época que passou eu não tinha Net. E agora passa no Multishow. Assisti num sábado e gostei. Fui olhar a grade de programação e durante a semana só passa em horários que estou trabalhando ou de madrugada (2h30 e 8h, sim 8h da manhã é madrugada pra mim). Então, mais uma utilidade para o bom e velho vídeo cassete.

Eu sei, eu sei que você deve estar pensando que eu sou viciada. Sim, em novelas, em televisão. Desconfio que se eu tivesse o pacote mais completo da tevê a cabo eu não dormiria mais.

(quanto ao que eu disse no post sobre as tulipas vermelhas, mudei de idéia. elas assim em diversas cores também são lindas. estas eu tirei deste site, que descobri por acaso nos favoritos do computador que uso no trabalho. pena que os preços são tão salgados)

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Depois de 12 dias longe um do outro, eu e meu namorado conseguimos fazer um programa juntos. Algo inédito e que, provalmente, não consegueremos fazer mais.

Ao mesmo tempo, eu almocei com ele e ele jantou comigo.

Isso aconteceu enquanto conversávamos no msn e porque no Líbano, onde ele está, são seis horas a mais que aqui.

Meu irmão estava passando uns dias de férias na minha casa. Domingo, quando dava a previsão do tempo no Teledomingo, ele me sai com a seguinte pergunta:

– Fê, os jornalistas conversavam com Deus para saber se vai chover?

Sábado fui assistir Superman – O Retorno . Já no início, a expectativa pelo começo do filme ao som da trilha do Homem de Aço. Súper! Quando ele faz o primeiro salvamento no filme, e a trilha toca novamente, confesso: meus olhos se encheram de lágrimas.

Apesar de ainda admirar o Homem-Aranha, descoberto tardiamente como relatei neste post (onde faço outras considerações sobre os super-heróis), não adianta, o Superman é, e sempre foi o maior. E a semelhança do Brandon Routh com o Christopher Reeve ajuda muito. Porque mudanças de atores me incomodam. Já a Lois foi meio difícil de engolir. Para mim, a eterna mocinha é Teri Hatcher do seriado Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman

Escrevi que existe o complexo de Clark Kent, mas que achava que escolhi ser jornalista por causa da Lois Lane, para ver se também conquistava o coração do charmoso jornalista.

Sendo assim, posso dizer que qualquer semelhança entre editor assistente de Internacional e meu conceito de Superman não são meras coincidências.

Sábado quando eu comecei a ler Quase Tudo, da Danuza Leão, ele chegou. Domingo, enquanto ele não vinha, iniciei na leitura.

Fui procurar este post que escrevi tempos atrás e vejo que restou apenas minha admiração pela Danuza em optar pela solidão. Terça-feira, completando 4 meses de namoro, ele embarcou para Israel e agora sei que não nasci para viver sozinha. A viagem, em princípio, é curta, mas a sua ausência já parece infinita.

Mas como na vida nada é em vão, este tempo em que aprendi a ficar só me dá novas perpectivas para este período, que deve se repetir outras vezes.

Sempre há coisas para se fazer quando se está sozinha. Seja aquelas que a gente vai deixando de lado porque acaba tendo outras programações, seja se permitir deixar a casa mais bagunçada porque não haverá uma visita mais freqüente. E é inevitável que o outro provoque uma invasão e a vida mude. Mas se permitir isto também é um grande passo e tem a ver com a intensidade dos sentimentos.

Nesses quatro meses, é a quarta viagem que nos separa por alguns dias (três dele e uma minha). Desta vez demorei mais a me acostumar com a idéia, não só porque se trata do Oriente Médio, mas principalmente porque estou vivendo os novos tempos!

Penélope, con su bolso de piel marron,
y su zapatos de tacon y su vestido de domingo
Penélope, se sienta en un banco del anden
y espera que llegue el primer tren meneando el abanico

Dicen en el pueblo que un caminante
paro su reloj una tarde de primavera,
adios amor mio no me llores volvere,
antes que de los sauces caingan las hojas

Piensa en mi volvere por ti
pobre infeliz te paro tu reloj infantil
una tarde plomiza de abril cuando fue tu amante
se marchito en tu huerto hasta la ultima flor
no hay ni uun sauce en la calle mayor para Penélope

Penélope, triste esa fuerza de esperar
tus ojos parecen brillar si un tren silba a lo lejos
Penélope uno tras otro los ve pasar mira sus caras
les oye hablar para ella son muñecos

Dicen en el pueblo que el caminante volviola
encontro en su banco de pino verde
la llamo Penélope mi amante fiel mi paz
deja ya de tejer sueños en tu mente

Mirame soy tu amor regrese
le sonrio con los ojos llenitos de ayer
no era asi su cara ni su piel no es quien yo espero
y se quedo con su bolso de piel marron y
sus zapatitos de tacon sentada en la estacion
sentada en la estacion

Penélope (Diego Torres, composição Jhon Williams)

Assisti quarta-feira, no Programa do Jô, uma entrevista com o sociólogo francês Dominique Wolton que estava falando sobre seu novo livro Elogio do Grande Público, que trata sobre a televisão aberta.

A discussão abordou também questões da comunicação em geral, e o autor já escreveu outros livros sobre outras mídias. Discurso bem interessante. Só discordei quando ele e o Jô ficaram falando que era desnecessário televisão em celular. Compararam que essas coisas não funcionariam assim como o rádio não acabou com o jornal, a tevê não acabou com o rádio e a internet não acabou com nada disso. Wolton exemplificou dizendo que cada coisa tem uma função, que as pessoas usam a tevê para se informar e se divertir e o celular para as relações afetivas. Daí argumentou com algo que eu já havia constatado: quando alguém atende o celular, sempre é perguntado onde se encontra.

De um modo geral me pareceu dois senhores que não acreditam que cada vez mais vamos ter que conviver com a convergência tecnológica. Essa história do celular não vai ser de um dia para o outro, mas já existe. E está bem próximo e há um bom tempinho. Há quase dois anos assisti a Band num celular. No final do ano passado a Vivo começou a explorar mais o serviço que já oferecia. Ainda meio que sem saber como, pois era totalmente gratuito.

Hoje em dia só se consome muitos produtos eletroportáteis quem não tem noção de convergência. Eu aposentei meu mini sistem (com CD e duplo deck – para fitas k7, lembram?). Meu home theater virou meu som. Bem mais poderoso, diga-se de passagem. Mantenho o mini system por causa do rádio AM e FM, que eu não escuto porque tenho um portátil. E teria a opção de comprar um home já com rádio, ou ainda escutar na internet, tendo o dial do mundo inteiro à disposição. Para escutar música, seleciono o que quero ouvir pelos mp3 no micro ou no dvd. E ainda tem o rádio relógio, o exemplo mais arcaico de convergência.

Vivemos num mundo em que usamos o telefone para escrever. Para falar usamos o computador através da internet, que ainda possibilita assistir filmes e escutar músicas. No DVD eu ouço músicas e vejo fotos. Posso acessar a internet da geladeira(esse sim, meio desnecessário), mas também posso ver tevê numa geladeira (útil, pois muita gente tem tevê na cozinha, embora esse é um exemplo de convergência que não vale a pena. Os dois eletrodomésticos separados custam infinitamente menos).

Quem tem iPod não precisa ter som no quarto. Basta comprar as caixinhas de som apropriada e pronto, se faz uma festa. E a tevê no celular… ah, quem não queria assistir a novela no ônibus ou metrô voltando do trabalho no horário das 18h? Ou uma partida de futebol? Pior seria ter que andar com um rádio portátil, uma tevê portátil, o iPod e o celular na bolsa!

Gostei da sensibilidade da coluna Leitura labial, do Nilson Souza e da sacada no final do texto.

Mas para mim, não é importante saber o que dizem os outros.
Quando leio nos lábios de quem realmente importa, um grito surdo e delicado, dizendo o mesmo que eu sinto e me decifrando já é como se eu tivesse um grande poder:

– Eu te amo.

Não há ouvinte que não se faça de surdo para entender essa frase.

Roubei a dica daqui e o comentário que fiz é que originou este post.

Saída nada à francesa

O clima de impunidade no Brasil impera até mesmo sobre as vilãs de novelas.

Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã

(Samba e Amor, Chico Buarque)

Hoje retornei a este lugar. Quase um ano depois. E não fui sozinha. Finalmente pude levar alguém quem tem a aprovação do meu coração. Alguém como eu, que pode entender a beleza e transformar um simples passeio para tomar sol, num grande momento.

E os acontecimentos a que me referia era sobre o pouco que eu sabia de uma possibilidade de trabalhar onde desejava. E estou eu.

E o melhor, não tinha pedras do caminho para jogar no rio como a Amélie Poulain. Neste ano que passou, eu aprendi a não juntá-las. As dificuldades fazem parte do caminho, de qualquer caminho. Não preciso carregar esse peso no bolso para depois descarregar. Eu posso driblar as pedras, brincar com elas e deixá-las onde elas devem ficar.

Se tinha algo que eu tinha que fazer hoje, era me conjugar com o sol e água e agradecer a Deus todas as coisas boas que ele vem me proporcionando. Sobretudo o amor. Dele provém tudo. E aí, é só fazer como o as águas do rio que refletem a beleza do sol e deixar o sorriso transbordar mostrando que é possível ser feliz.

… porque atrás vem gente que vai mentir, se engalfinhar e encher muito o nosso saco para ganhar um voto.

Como diz a campanha sobre eleições da MTV:

“Lá vem mais papo furado.
Prepare o saco, os ovos e os tomates”!

Esta expressão do Ronaldinho Gaúcho resume tudo. Ele não fez suas jogadas de moleque, mas aí parece uma criança que fez coisa errada. Dá impressão de que ele não acreditou, como nós, que também desacreditamos e esmorecemos, como os jogadores, antes da partida terminar. E, parece também, que ele viu um filme passar na sua frente, como deve ser antes da morte. FIM. A imagem mais sincera que meus olhos captaram ontem na tevê, logo que o juiz apitou o final do Brasil na Copa da Alemanha, ficará eternizada através deste registro do fotógrafo Ivan Sekretarev da Associated Press.

Lembra do Tião Galinha, da novela Renascer, que ganhava a vida enfiando o pé na lama e catando caranguejo? Pois eu e a fotógrafa Adriana Franciosi fomos atrás de um desses catadores na vida real, lá em Comandatuba, que fica perto de Ilhéus, onde se passou a novela.

Além da matéria sobre a beleza e mordomias da Ilha de Comandatuba, a rotina de João Siri rendeu uma matéria no caderno Ambiente, que saiu na última quinta-feira.

Matéria no Caderno Ambiente de 29 de junho de 2006
Contracapa da Zero Hora de 29 de junho de 2006

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