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“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente”. (Carlos Drummond de Andrade)

Engraçado mais hoje por ser último dia de trabalho do ano as coisas estavam bem diferentes. Festinhas para comemorar os êxitos de 2005, as pessoas agindo um pouco mais leve como se o que fosse feito hoje zerasse amanhã à meia-noite e um segundo (já que um segundo será adicionado aos relógios de todo mundo logo antes da zero hora – horário de Greenwich – na véspera do Ano Novo). Ganhei mais abraços do que no Natal e até eu mesma estava com mais espírito… é a esperança se renovando, como bem diz o Drummond.

Desejo a todos que curtem minhas exquisioTeorias um ótimo 2006. Que este ano possamos realizar não apenas nossos objetivos, mas também, os sonhos.

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“No fim de tudo, pode-se dizer sem exageros que sempre resta o desejo.”
Freud

No final deste ano é o que me resta:

• A volta de desejo de um beijo não dado há sete anos atrás
• O desejo de novamente ser uma pequena
• O desejo por um tímido

Os livros lidos durante 2005:

1 – O Jogo da Amarelinha, Julio Cortázar
2 – A Menina sem Estrela, Nelson Rodrigues
3 – Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
4 – Ora Bolas – O Humor Cotidiano de Mario Quintana, Juarez Fonseca
5 – Sexo na Cabeça, Luis Fernando Verissimo
6 – Amestrando Orgasmos, Ruy Castro
7 – O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald
8 – As Cidades Invisíveis, Italo Calvino
9 – O Relógio de Pascal, Caio Túlio Costa
10 – A Tapas e Pontapés, Diogo Mainardi
11 – Mafalda, n°5, Quino
12 – Contos de Bolsos, Vários autores
13 – Se um Viajante numa Noite de Inverno,Italo Calvino
14 – Apologia de Sócrates/Banquete, Platão
15 – Quase Memória, Carlos Heitor Cony
16 – A Casa de Carlyle e outros esboços – Virginia Woolf
17 – Risíveis Amores, Milan Kundera (releitura)
18 – Sombras de Reis Barbudos, José J. Veiga (releitura)
19 – El Hacedor, Jorge Luis Borges
20 – Dom Casmurro, Machado de Assis
21 – Regurgitofagia, Michel Melamed
22 – Mrs. Dalloway, Virgina Woolf
23 – A Vida Sexual da Mulher Feia, Claudia Tajes
24 – O Anjo Pornográfico, Ruy Castro (em andamento)

Me engasguei sozinha em casa com um pedaço de fruta. O pavor habitual que ocorre em situações como essa foi potencializado pelo fato de não ter ninguém por perto que pudesse me dar aquela bofetada nas costas para que eu desembuchasse!

Comecei a dar golpes na minha nuca e forçar a garganta para expelir o que estava literalemente atravessado na minha garganta. Fui até a cozinha já sentindo o ar escapar, a procura de água ou alguma coisa, quando senti o bolo rasgando meu esôfago. Ufa! Nunca mais serei tão esganada. Pelo menos não enquanto estiver sem ninguém por perto.

A única que fiz foi terminar de ler Mrs. Dalloway que comecei em novembro e me arrastei até sábado passado. Mas cumpri!

Tem vários trechos e frases maravilhosas. Mas a narrativa me dá déficit de atenção. É confusa. Certamente terei que lê-lo novamente. Mas agora já no finalzinho, separei este trecho, que acho que tem haver com esse momento de final de ano:

“Ter feito coisas milhões de vezes enriquece-as, embora possa dizer-se que lhes tira a superfície. O passado nos enriquece e a experiência, e o ter amado uma ou duas vezes, pois se adquire o poder, que falta à juventude, de ir direito ao fim, de fazer o que bem se entende, sem dar importância aos outros, e de mover-se pelo mundo sem grandes expectativas, o que, no entanto, não era inteiramente certo para ele, pelo menos naquela noite, pois saía a fim de ir a uma festa, na sua idade, certo de que ia ter uma nova experiência. Mas que experiência?”

Terminei de ler A Vida Sexual da Mulher Feia. Realmente é do tipo que se lê em uma sentada. Até poupei para ter o que ler enquanto estava longe de casa.

Mas domingo, depois que saí do msn é que me dei conta que fiz uma coisa legítima de mulher feia, segundo as teorias do livro: fiquei dando conselhos sentimentais para um amigo que terminou um relacionamento recentemente. Embora esteja num fase bem mulher feia, não tinha nenhuma segunda intenção nisto. A única intenção era falar aquele monte de clichês que já me ajudaram a sair da fossa um dia. E ouvir as pessoas, que acho que tenho vocação para isto.

Andei lendo alguns blogs aí que falam como foi o seu Natal. O meu este ano foi bem peculiar, e mais decadente. Minha mãe me mata se ler isso e ainda vai dizer que estou me fazendo de vítima. Mas não bastasse desde os meus oito anos de idade as festas serem divididas em Natal com a mãe e Ano Novo com o pai, este ano, porque minha irmã ficará com o noivo na praia no réveillon tivemos que dividir a noite de Natal entre pai e mãe. Meia-noite com o pai e a família e amigos de sua mulher, minha irmã e o noivo e meus avós. Depois da uma, com a minha mãe, minha irmã e o noivo, meu pequeno irmão e o marido da minha mãe. Antes disso eles estavam com a família dele.

Sabe o que eu sinto? Que apesar desta fragmentada família ser a minha, cada um tem uma família para si e eu fico sobrando. Já sinto isso há anos porque em 24 anos nunca ganhei além de beijo no rosto na noite de Natal. Mas toda essa romaria da noite de 24 para 25 de dezembro de 2005 me deixou bem claro isso.

E além do mais, entregue todos os presentes (não posso me queixar, foi o ano em que mais ganhei presentes não dados por mim mesma) um pensamento me passou pela minha cabeça: é passou o Natal e o tal espírito natalino passou longe de mim. É uma pena! Eu gosto de datas, de celebrar datas, dos ritos, das tradições, mas simplesmente não os sinto mais. Vislumbrei para mim uma noite perfeita de Natal assistindo um bom DVD (de preferência no home theater do pai), principalmente um bem água com açúcar para chorar bastante e achar que pelo menos no filmes os amores são possíveis. Mas a locadora estava fechada na véspera e os que alugaram lá é casa era tudo filme de ação. Até assisti um drama, mas não muito empolgante.

Agora é tentar fazer o que for menos pior no réveillon. Perspectivas: a casa do pai, se ele não for para praia (não poderei ir pois trabalho dia 1º), a casa da mãe com a família do marido dela que adora escândalos e uma passada na casa de uma amiga, cujo um dos filhos foi minha primeira paixão de adolescência. Tomara que eu encontre a locadora aberta no sábado.

Comecei a ler hoje A vida sexual da mulher feia, da Claudia Tajes.
É mais deprimente do que engraçado. Como a mulher feia é um estado de espírito, acho que estou passando por essa fase.

Mas o livro é muito bom! Estou adorando.

O jogador Cacá se casou neste final de semana. Foi se o último príncipe encantado!

E ele era dos príncipes clássicos: lindo, porte atlético, rico, religioso (a ponto de não aceitar sexo antes do casamento). Quer mais ou já chega?

Um deses não me aparece para eu corromper!

Bom com a banda larga até não se fica mais sozinho no msn. Mas as pessoas vão dormir e ficam ali, ausentes.

Acabo de rever a cena do filme Um Homeme de Família em que o Nicolas Cage escuta e canta La Donna è Mobile. Adoro esta cena e adoro a música por causa dela.

Esta foi a semana mais curta e mais longa do ano. E coincidentemente, minha agenda tem um defeito que só agora percebi: de 20 a 26 de dezembro os dias estão duplicados!

E antes de perceber o erro, eu marquei um compromisso duas vezes na página repetida do dia 21.

Já escrevi dois post sobre banheiros de locais que freqëntei. Pois fui pensando e vi que tenho muitas histórias e observações sobre estes locais públicos, então resolvi relatá-las aqui.

Para começar, imagems, sem comentários do banheiro legal que tem no bar cubano Sierra Maestra. Tirei estas fotos em abril. Agora não me perguntem o que eu fazia com a câmera dentro do banheiro.

Segunda a sugestão das gurias nos comentários do meu post sobre viagens fui pesquisar no google sobre roteiros. E descobri esta agência que tem pacotes de viagens para solteiros!

O texto de apresentação do Turismo Single (que é até assinado), é cômico, para não dizer deprimente.

Começa assim:

“A sociedade contemporânea, devido à correria do dia a dia, ao trabalho e, principalmente à falta de tempo, tem feito com que as pessoas não encontrem o seu par ideal com facilidade, assim, não se casam, casam mais tarde ou descasam. De acordo com o IBGE, existem cerca de 74 milhões de solteiros no Brasil, isso sem contar os separados, viúvos, divorciados e aposentados, que somam mais 11 milhões de solitários.”

No final relata as vantagens de um vôo fretado “lotado de gente que tem como objetivo passar alguns dias no mesmo destino que você”, dizendo que inclusive pode se encontrar a alma gêmea!

Confere lá. Mas termina assim: “Não passe suas férias assistindo televisão e comendo pipoca, escolha uma cidade interessante e monte sua programação. Quem sabe se em uma viagem dessas uma pessoa especial consegue fisgar seu coração?”.

Se fosse para combinar de nadar juntas, eu e a Tahi, jamais teríamos caído na água. Pois hoje estou no vestiário do clube me preparando para aula de natação e ela aparece, para a mesma finalidade.

Foi se o tempo em que solidão era dar boa noite para o Cid Moreira. Hoje em dia é ficar sozinho no msn.

Pela primeira vez, desde 2001, vou folgar no Natal e trabalhar no Ano Novo.
Vamos ver o que será menos pior.

Eu desde os três anos de idade dizia que queria ser advogada, para escrever bastante. Virei jornalista. Uma jornalista que não escreve.

Conversando com um ilustre leitor deste blog, que é advogado, descobri que ele dizia que seria jornalista!

Eu já disse aqui que o mercado está perdendo muito dinheiro em não investir nos solteiros. Como tornar o dia 15 de agosto uma data comercial com o slogan “Dê um presente a sim mesmo!”

Pois além de não encontrar mais leite de meio litro no supermercado eu também não vejo pacotes de viagens para pessoas da minha idade. A Tia Iara está até promovendo viagens a Disney para a terceira idade! Mas para solteiros ainda não balzaquianos nada…

Queria muito viajar nas minhas férias, seja agora no verão, seja mais tarde quando tirarei os dias que restarem. Mas não me animo em ir sozinha. Já me acostumei com a solidão de quem vive só. Viajar seria demais. Além disso, acho que meu superego original não irá se distanciar tanto a ponto que eu faça coisas sozinhas numa viagem que eu não faço em Porto Alegre.

Para quem gosta de arte e nunca pode comprar aqueles livros carissímos uma boa dica é uma coleção da editora Paisagem que tem vários títulos como Monet, Leonardo, Miguel Ângelo, Frida Kahlo, Kandinsky, Cézanne, Botticelli, entre outros por um preço bem acessível.

Na Cultura custa R$ 29,90. Na Saraiva De R$ 39,90 está por R$ 23,90. Vi ontem quando estava saindo da Mega Store. Fui comprar o presente do amigo secreto. Só não voltei para levar um do Mondrian porque as filas de final de ano são desanimadoras.

Ganhei o novo CD do Zeca Baleiro, Baladas Do Asfalto & Outros Blues. Quem fez a boa ação de fim de ano como eu havia pedido

Agora este blog tem uma comunidade no orkut.

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Que final de ano mais sem graça!

Para mim é como o primeiro Dia da Criança quando eu já não era mais uma infante.

Meu Amor, Minha Flor, Minha Menina
(Zeca Baleiro)

Meu amor minha flor minha menina
Solidão não cura com aspirina
Tanto que eu queria o teu amor
Vem me trazer calor, fervor, fervura
Me vestir do terno da ternura
Sexo também é bom negócio
O melhor da vida é isso e ócio
Isso é ócio

Minha cara, minha Carolina
A saudade ainda vai bater no teto
Até um canalha precisa de afeto
Dor não cura com penicilina

Meu amor minha flor minha menina
Tanto que eu queria o teu amor
Tanto amor em mim como um quebranto
Tanto amor em mim, em ti nem tanto

Há mais solidão no aeroporto
Que num quarto de hotel barato
Antes o atrito que o contrato

Telefone não basta ao desejo
O que mais invejo é o que não vejo
O céu é azul, o mar também

Se bem que o mar as vezes muda,
Não suporto livros de auto-ajuda
Vem me ajudar, me dá seu bem

Voltei a cair na água hoje. Depois de mais de um ano sem praticar nenhum exercício físico, fiz uma aula de hidroginástica para ver se gostava. E vou voltar a nadar também. No início achei a aula chata. E era só eu e os veteranos. Não bastasse eles serem o público cativo desta modalidade esportiva, meus horários são de aposentado.

Tirando os dances cafonas, relembrar algumas músicas antigas até que foi bom. E fiz muita força. Parecia até que estava na musculação, porém, com a vantagem de não passar calor e não ter muito impacto. Vamos ver se eu agüento. Do contrário, ficarei só com a natação.

Meu coração cada vez tem prazo de validade mais curto. Canso rápido dos amores furtivos. Das paixões platônicas.

Qualquer novidade é obsoleta. As pessoas me dizem para ter calma. Mas eu tenho urgência.

Uma urgência calma. Divagar também é pressa. Mas essa urgência não tem pressa.

Tudo o que espero são acontecimentos. Daqueles capazes de me tirarem do eixo.

Fui procurar comunidades do Zeca Baleiro no Orkut e descobri que assim como o Michel Melamed, também tem uma comunidade: Eu daria pro Zeca Baleiro. E quando descobri a do Melamed tinha menos membros que a do Zeca!

Aí resolvi pesquisar pra quem as pessoas do Orkut dariam. Nossa, tem comunidades, no mínimo, curiosas! Usei como busca a expressão “eu daria”. Olha só os mais engraçados na ordem de maior número de pessoas:

• †Eu daria pro Marilyn Manson† (observem as cruzinhas)

• Eu daria para o Fabio Jr. (não sei se é ele ou o Jorge Tadeu, mas a comunidade dele tem mais gente que a do Chico Buarque, porque tem “eu daria para o Chico Buarque, lógico).

• Eu daria a bunda pro Danrlei (sem comentários)

• Eu daria para o Lirinha! (confesso que também me encantei por ele durante o show do Cordel do Fogo Encantado)

• Eu daria pro José Dirceu! (considerando que a ex-mulher, aquela que viveu com ele achando que ele era outra pessoa durante os anos de ditadura, nunca mais se casou de novo é que o homenzinho deve ter seus encantos)

• Eu daria pra Avril (é assim mesmo, a comunidade não aceita quem quer comer a Avril Lavigne)

• Eu daria para o Max Steel! (vou parar de dar esses bonecos para o meu irmão!)

• Eu daria a um casado gostoso (se não for gostoso não vale)

• Eu daria p/ um vampiro! iai? (tá mas onde se acha um?)

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