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Estou entrando de férias hoje. Não com a cabeça tão tranqüila como desejava, por conta de uma rasteira computacional que me fez perder o trabalho de um dia inteiro que terei que refazer todinho. Mas vou para praia hoje mesmo, curtir o Réveillon, estender este descanso por mais uns dias e voltarei para fazer o tal trabalho. Mas depois posso voltar para o litoral, pois as férias do trabalho oficial se estende até o dia 23 de janeiro.

Até lá não devo escrever nada por aqui. Embora esteja sem muitas expectativas, espero ter novidades na volta. Nem que seja comentários do vários livros que estou levando para ler. E se bater uma inspiração, escrevo a mão, que é uma coisa gostosa de se fazer deitado na rede e depois publico aqui.

“Quando bate a saudade eu vou pro mar

Fecho os meus olhos e sinto você chega

Você… Chega”

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Voltei a usar o Livro da Tribo. Será minha agenda 2005. E como tudo nela é incomum, os dados de identificação não poderiam ser diferente. Tem perguntas do tipo comida preferida, onde te acham de dia e de noite e em que eu acredito e não acredito. Para estas duas perguntas coloquei a mesma resposta: Deus e amor, sendo que na primeira acrescentei também coerência e contradição.

Teria várias coisas para escrever justificando estas respostas, mas estou bem e falar nisso traria à tona lágrimas, tristezas, enfim, sentimentos que estou varrendo para debaixo do tapete. Inclusive estar bem para mim é uma contradição. Engraçado como a gente consegue mudar, embora eu não goste da mudança alheia e nem consiga compreendê-la. Na verdade me conformei, é isto. Eu me olho no espelho quando acordo e me admiro como consegui me recuperar tão rápido (isto que lá se vão 4 meses e alguns dias!) e me pergunto se queria que as coisas tivessem mudado. Minha resposta é sempre negativa. Mas mudou e eu não tenho mais nada a fazer. Esperar que o destino seja meu consolo de que me reserva coisa melhor. E pensando bem, tem que ser melhor mesmo. Porque ninguém com quem estive até agora correspondeu minhas expectativas de uma vida a dois. Mas vai dizer isso para meu coração quando ele está apaixonado? Ele é cego e surdo… me faz mergulhar fundo e tirar o ônus e o bônus de tanto envolvimento.

Apesar de já ter passado da maioridade penal e civil (se é que estes termos ainda existem depois que o novo código entrou em vigor) ainda vivia sobre a divisão de filha de pais separados: Natal com a mãe, Réveillon com o pai. Mas este ano mudou. Meu pai vai ficar com os familiares da mulher dele e me deu carta de alforria. Logo pensei em fazer mil coisas. Viajar este ano, além do litoral norte, não estava nos meus planos, acabou entrando na pauta, mas durando pouco tempo. Cheguei tarde. Pacotes, hotéis, tá tudo lotado. As alternativas que restaram são caras e não tô a fim de gastar com uma viagem pouco planejada… Vou deixar para as próximas férias, que era o plano incial. Então lá vou eu para o Balneário Nordeste… em Imbé mesmo. Só espero que seja melhor que no outro ano, quando fui dormir à 1h da manhã com pouco álcool na cabeça. Mas também estou consciente da minha escolha. Decidi que não vou me aborrecer se isto se repetir novamente, embora, existam outras alternativas. Se nada rolar. Vou pegar uma champanhe boa e um pouco mais cara das que estiverem na ceia e vou beber sozinha sentada na areia olhando para o mar.

É tão ruim ter que me forçar uma postura, me policiar, olhar com o canto do olho quando alguém se movimenta na sala para o meu olhar não cruzar com o de alguém. E duro é saber que tudo isso que é sacrificante e inatural para mim, deve ser um alívio para o outro alguém.

Nunca perdi para a morte alguém muito próximo. Não sei o que é esta dor. Mas ela me parece ser mais fácil de lidar pois traz um consolo: a morte é involuntária. Já as outras perdas, ah estas sim já experimentei, e são bem amargas, pois se tem plena consciência que se perdeu alguém simplesmente porque ela não deseja mais estar ao seu lado, ela escolheu isto e tenho que conviver com a escolha alheia sem que a minha possa sequer ter alguma chance.

Hoje o que mais me deixa triste nem é o amor não correspondido, nem sei se ele ainda existe. Há um misto de sentimentos dentro de mim que não consigo mais dizer o que sinto, só um sentimento consigo identificar: as coisas quando mudam não tem mais volta e nada como 129 dias depois do outro.

A propósito, fiquei livre das branquinhas. Já que estou cheia de clichês hoje, aí vai mais um: aquilo que não te mata, te fortalece e estou conseguindo viver. Tenho certeza que a consulta da sexta, 10 da manhã, e outras que virão, vão me ajudar, e muito! Acho que agora vou ter um outro tipo de sofrimento, o de descobrir falhas e erros inconsciêntes que terei que mudar se quiser ser feliz e ter alguém ao meu lado. Só sinto por ter descoberto isto um pouco tarde demais em relação a UMA pessoa.

Olhares são traiçoeiros. Estava revirando um bloco e achei um rascunho de um pequeno texto que escrevi para uma pessoa no dia dos namorados. Terminava assim: gosto de me perder no teu olhar e ver o quanto de certeza posso ter deste amor. E exatamente um mês depois, é mesmo, foi em 12 de agosto, um mês depois descobri que o que eu via naqueles olhos eram mentira. Olhos são traiçoeiros e os nossos são os que mais nos enganam. Eu é que via amor naqueles olhos, quando não tinha nada disso. Dizem que o amor é cego, pode não ser, mas que cria uma ilusão, isto cria. Meu primeiro namorado, que me magoou profundamente, não olhava nos olhos enquanto eu falava com ele. E sempre considerei isso muito sério, mas só fui me dar conta depois, quando descobri quem realmente ele era. Comecei a lembrar e em todo o tempo que passamos juntos ele não olhava nos olhos, e os meus, traiçoeiros, nunca se deram conta disso.

Cheguei, somente hoje, há 15 dias de tirar férias, que realmente estou precisando de descanso. Sabe quando tem uma coisa no trabalho que você teima em fazer errado? Preciso de férias. Desde março de 2003 que não tenho um merecido descanso, oficial chamado férias. Porque no início deste ano emendei nove dias na praia, mas não eram férias, eram apenas folgas prolongadas, de quem tinha trabalhado todo o Natal para poder gozar de tal descanso.

Mas amanhã estarei de folga! Já é uma boa coisa, assim no final de uma semana em que vou trabalhar sábado e trabalhei mais de 10h na segunda. Quero ir ao cinema, bater perna no shopping e finalmente comprar o livro O Jogo da Amarelinha que prometi que seria o primeiro livro que compraria quando entregasse o Trabalho de Conclusão e só não foi porque não tinha na livraria quando lá fui. Também quero aproveitar os pontos acumulados por ser cliente Cultura para ganhar um desconto, já que a publicação não é muito barata! Mas amanhã ele estará lá, por que já providenciei que guardassem um dos três exemplares que estavam na loja e depois vou ao aniversário de uma colega, que se não me engano, diz que este livro mudou a vida dela. Mas para mim, o que pode me ajudar a mudar a vida é a consulta que tenho às 10h de sexta. Espero estar sóbria e não ter que depender das branquinhas!

“A ironia é uma tristeza que, não podendo chorar, ri.”

Jacinto Benavente, dramaturgo espanhol

Há alguns anos já não tenho espírito natalino. Acabo sempre fazendo coisas que eu não gosto na noite de Natal e no dia, sempre trabalho, já há uns quatro anos. Quando pequena, sempre gostei de participar da decoração da árvore, ver os presentes irem tomando conta do seus pés. Depois que cresci, e como todo adulto perdi as ilusões, esta foi uma das datas que passou a ser a mais sem graça de todas.

Sem falar que a data ficou super comercial. É terminar o Dia das Crianças e as lojas já começam a colocar luzinhas e bolas coloridas lembrando o consumidor de que é hora de gastar novamente. Fim de semana passado fui a dois shoppings. No Bourbou Contry vi um presépio e parei para olhar, muito lindo. Já no Iguatemi, depois de algumas circuladas é que me dei por conta da existência da decoração natalina e comecei a observar: coringas andando em balanços, vários Papai Noel e no lugar dos duendes como auxiliares, haviam gigantes bonecos lego. Decoração moderna, mas e as tradições?

Estava resistindo a colocar alguma coisa na minha casa que lembrasse o Natal. Ano passado a grana tava curta e tinha tantas outras coisas que eu precisava comprar para a casa que desperdiçar com uma árvore seria ruim. Este ano, não queria nada que me lembrasse o Natal, pois cada vez mais é uma data triste para mim. Não ganho presentes de alguém que me ame fora os meus familiares. E não é pelo presente, mas é porque gostaria de ser lembrada por alguém que amo e que tivesse o mesmo sentimento por mim. Será o meu 23º Natal sozinha e já não suporto mais isso. Mas acabei comprando um pequeno presépio e colocando na escrivaninha lá de casa, afinal, Natal é celebração do nascimento de Jesus, o resto foi tudo inventado, como todas as outras coisas que nos fazem sofrer.

Cansei das promessas iniciais. As pessoas falam coisas e depois não cumprem, não continuam a falar e mulheres trouxas como eu, que continuam no mesmo clima conseguem parecer idiotas.

Eu quero sair desta e ter uma nova vida. Hoje dei um passo para fazer algo que me ajude nesta nova empreitada, mas é duro ter que lembrar de esquecer alguém todos os dias, jurar para si mesmo que esta pessoa não existe, acreditar nisto e isto tudo desmanchar como gelo ao sol às 16h, todos os dias. Fico vendo sem enxergar, cruzando por esse alguém como se ao meu lado nada estivesse, ouvindo seu nome sendo pronunciado como o de um estranho, um estranho que já compartilhou o sono comigo. Ouço a sua voz, mas quero estar surda.

Ontem comprei A Casa de Carlyle e outros esboços, livro de memórias da Virgínia Woolf enquanto ela estava em depressão. Isto talvez agrave mais ainda a minha própria, que tento disfarçar perdendo alguns anos da minha vida em noites mal dormidas e de bebedeiras que não suporto. Mas é fato que tenho admirado muito os suícidas. Até hoje para mim não há resposta para este paradoxo: tirar a própria vida é um ato de coragem ou covardia?

Eu trago um soluço preso dentro de mim e já perdi muito tempo tentando me livrar dele. Mas às vezes eu me contenho, chorar não muda nada do que já está feito e mesmo que mudasse, quando uma verdade se apresenta sem pedir licença e destrói todo e qualquer tipo de sonho, expectativa e até mesmo realidade nada mais pode ser feito. O coração doido da gente teima em ter esperança, mas os fatos mudam tudo e nunca mais as coisas voltam a ser as mesmas.

É isto, o pesadelo do TCC – Trabalho de Conclusão de Curso acabou!!!!!!!!!

Agora só falta terminar a faculdade. Mais um ano… mas esse vai passar mais de pressa que todos os outros cinco que fiquei lá.

Estou com mil idéias, mil pensamentos tristes, mil inconformações, mil coisas em que eu não acredito e algumas pessoas que ainda não consigo acreditar no que fazem dizem ou pensam, e o pior é que me incluo entre estas criaturas.

Então, como não tenho tempo de escrever mil coisas, vou só colocar umas pequenas bobagens aqui.

Hoje vou escrever minha primeira matéria de “verdade”, isto é legal, pois a pouco tempo atrás não tinha nenhuma perspectiva que isto acontecesse. E amanhã é a minha banca do Trabalho de Conclusão de Curso. Meu orientador está otimista, mais do que eu. Já tô naquelas de que passar está bom. Embora tenha me empolgado hoje fazendo a apresentação. Já fui tri CDF, mas hoje vejo que com algumas coisas não vale tanto esforço, claro que não é o caso do TCC, mas hoje mesmo fiquei sabendo que tirei 9,0 no final de uma cadeira, mesma nota do outro bimestre e neste último eu faltei mais aulas, fiz menos trabalhos e tudo nas coxas… aí dá uma indignação tirar uma nota dessas nestas condições!

Mas estou tranqüila, indo a festas, sem procurar muito. Até porque já me acharam, falta eu decidir se quero mesmo ser achada.

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