Após descobrir um filme francês na tv educativa, coisa que tem acontecido com certa frequência aos finais de semana, assisti ao documentário Love Interrupted (é possível ver online), sobre a história de dois casais que se separaram na juventude e se reencontraram décadas depois. Muito interessante e dá um certo aperto no coração saber que mesmo com amor duas pessoas podem não ficar juntas pelas circunstâncias ou pela distância.

Uma psicóloga entrevistada disse que quando alguém perde um amor ela nunca mais se reconecta com outra pessoa da mesma forma e até mesmo durante um casamento ela fica contida. Faz sentido para mim. Sempre pode haver o reencontro, como aconteceu aqui e nas histórias contada pelo documentário canadense.  Mas sempre fico com a sensação de que a gente tem que viver o amor agora, enquanto ele está acontecendo, embora tudo ao redor pareça impedi-lo. Por que décadas depois é mais fácil mesmo que ainda existam mais obstáculos, como estar casado e ter filhos? Será a urgência da velhice? Mas então os rompantes da juventude devem servir para nos fazer perder a razão, não? A diferença é que quanto mais velhos, mais donos somos dos nossos próprios narizes. Só pode ser isso. Ou com o tempo seguir seu coração parece mais racional que seguir sua cabeça. Je ne sais pas.

E  fica a música de um dos casais de Love Interrupted: