Uma vez eu vi um trailer de um filme sobre um jovem que conhecia uma garota no trem em uma viagem pela Europa e passavam uma única noite juntos. Não guardei o nome do filme o que tornou sua busca por locadoras inútil. Um dia vi que ia passar na tevê, de madrugada. Coloquei um VHS para gravar e assisti o filme no dia seguinte. Adorei, não lembro quantos anos eu tinha na época. Quando ele foi lançado eu tinha 14 anos, então provavelmente assisti antes de me apaixonar pela primeira vez, e talvez por isso, me concentrei na romântica e surreal história e não nas teorias e sentimentos dos personagens.

Em Paris, visitei a livraria onde Celine e Jesse se reencontram em Before Sunset

Nove anos depois, foi lançada a sequência do filme, Before Sunset. Eu tinha 23 anos, a idade de Celine no primeiro filme, e já me sentia como a Celine, então com 32. Transcrevi aqui cenas dela que são exatamente quem eu sou. Pois bem, ontem eu passei a madrugada revendo Before Sunrise e descobri como tenho muitas coisas em comum com a jovem Celine. São coisas que sinto e que nunca consegui colocar dessa maneira, mas é isso:

“I always feel this pressure of being a strong and independent icon of womanhood and not amking it look like my whole life is revolving around some guy. But loving someone and being loved means  so much to me. I always make fun  of it and stuff but isn’t everything we do in life a way to be loved a little more?”

If there’s any kind of magic in this world it must be in the attempt of understanding someone sharing something; I know it’s almost impossible to succeed but who cares, really? The answer must be  in the attempt.”

“I’m the most harmless person. The only person I could really hurt is myself.”

Nessa pequena saleta da charmosa livraria deixei o bilhete colorido perto do espelho falando em como sou Celine e Amélie Poulain

“After a few years how a couple would begin to hate each other by antecipating their reactions or gettin tired of their mannerisms. I think it would be the opposite for me. I think I can really fall in love when I know everything about someone. The way he’s gonna part his hair, wich shirt he’s gonna wear that day, knowing the exact story he’d tell in a given situation. I’m sure that’s when I know I’m really  in love.”

Muitas coisas do que foram ditas naquela noite se concretizaram. Jesse foi pai e bom marido, para pelo menos saber que teve um bom relacionamento. Ela não esqueceu, não seguiu em frente. Deu tudo e ele partiu e essa experiência marcou sua vida e depois disso parou de acreditar no amor. E até hoje não sabemos se 9 anos depois eles tiveram outra chance…

Just one night can change whole two lifes, even if it is a ocean apart. In my surreal and at the same time, real history I’m the american (thanks for God, south american, even that mean one language more between us).

Nine years, is too much, but I think I will feel the same. Seems fugacious, but in the bottom is what marks us more. The connection may still exist, this invisible thread that unites us and scare us.

As partes em que mais me identifico. Agora preciso rever Before Sunset para revistarParis.