Hoje escutando Sweet Disposition, me lembrei de como gosto da palavra surrender. Depois ouvi U2 e tenho a impressão de que eles usam muito em suas músicas também. Tem em pelo menos duas que já levam a palavra no título: Surrender and  Moment of Surrender.

Gosto da palavra e do conceito de “surrender”, porque eu sempre me entrego, me rendo… Na música do Temper Trap eu gosto desse trecho:

And while our bloods still young
It’s so young
It runs
And we won’t stop til it’s over
Won’t stop to surrender

This is the ideia!

Aí lembrei que o Nenhum de Nós usa muito a palavra estranho nas suas canções. Além da música Extraño, que versa sobre isso, também tem em “Desculpe estranho /Eu voltei mais puro do céu” (O Astronautas de Mármore), “Nada mais do que um caminho que se passa / Tão estranho pra quem fica… pra quem fica” (Jornais), “Chegando a lugares que de longe eu enxergava /Um estranho, encostado na parede mostrou os braços” (Eu Caminhava). Em Diga a Ela também tem essa palavra…

E tudo isso me fez lembrar de uma teoria antiga que tenho e acho que nunca postei: todas as músicas vem de Beatles ou Chico Buarque.

Claro, salve o meu exagero, mas já reparou quantas músicas vem desses aí? Seja a letra, regravações… Durante minha vida, desde criança, quando ia descobrindo as músicas, várias vezes me surpreendi ao saber que aquela música que eu gostava tanto cantada por alguém ou era dos Beatles ou do Chico… como diz o Michel Melamed num trecho que publiquei aqui: “por isso se acredito no futuro da humanidade é porque sempre haverá uma canção inédita dos beatles.”

(achei que já tinha escrito aqui sobre como tem música também com a expressão “me abraça e me beija”, “eu quero te beijar, te abraçar”, mas na verdade escrevi sobre várias músicas que fazem a pergunta Onde está você?. Também tem muitas com a expressão: close my eyes…)