Eu olhei no mapa antes de sair de casa, mas a voz doce do Jorge Drexler me distraiu no meio do caminho e eu me perdi antes de chegar no encontro para fãs de Lost, que foi realizado ontem, na Escola de Design da Unisinos. Fui com a Jana, que tinha direito de levar um convidado. Chegamos cedo para tomar um café e colocar o papo em dia. Deixei o carro estacionado na quadra de basquete, passei pela área da entrada, o saguão, e fomos para o café, que ficava no subsolo, descendo por uma convidativa escadinha.

Olha eu aí twittando durante a palestra

Quando chegamos na recepção e dei meu nome, a Ana Guerra, da Mundocult, disse: “ah, tu twitou que vinha no encontro, e tu tem um blog, né?”. Depois fomos para o auditório, o pessoal comentou que teria brindes no final e eu brinquei: vou ganhar. Aí os palestrantes falavam da ilha e tal  e uma hora comentei, olhando para os janelões, que aquele local parecia uma ilha, pois tinha muitas árvores e um gramado. E então me dei conta: eu já dormi nesse lugar!!!!

A escola ocupa o prédio do antigo Instituto de Pastoral da Juventude (IPJ), onde fui pela primeira vez aos 13 anos para uma assembléia da Pastoral da Juventude Estudantil (PJE). Eu recém tinha entrado no grupo de jovens, e precoce, já fui escolhida para representá-los em instância estadual. Tirando as vezes que dormi em casa de coleguinhas de escola, foi a primeira vez que posei fora de casa. Aí comecei a percorrer os olhos e tudo fazia sentido. O auditório era onde aconteciam as reuniões e as festas, as diversas janelinhas que se via dali eram os quartos. O café era o refeitório que tinha um cardápio fixo sempre que tinha retiros. E aí fui tomada por muitas boas lembranças e fiquei boquiaberta. Muito Lost isso. E como não reconheci? Na época, eu guria da região metropolitana, conhecia muito pouco da Capital. Lembro que tinha marcado que era numa ruazinha “arvorida” que a gente dobrava vindo pela Carlos Gomes, como vim pela Nilo não me dei conta… e tantas memórias acumuladas… a gente vai mesmo esquecendo das coisas.

No meio da palestra comentei com a minha amiga sobre esse meu post sobre Lost e a minha teoria sobre a série: Quando eles se perderam é que se encontraram! E ela achou a frase “profunda e filosófica”. No final, a surpresa era para que olhassemos embaixo da cadeira para ver quem tinha ganhado brindes, e eu, como tinha sentido, fui uma das contempladas… e o prêmio? O livro A filosofia de Lost! Coincidência?

Eu devia ser a única pessoa lá que só viu a série e não participou de mais nada, mas na internet tem um um outro mundo sobre Lost. Tinha fãs empolgados, como um que tatuou a palavra “lost” no braço e todos ficaram com a vontade de conversar entre si e trocar ideias. Então foi criado um ponto de encontro virtual para que a gente possa marcar o próximo encontro real…

A viagem está chegando ao fim e os mistérios continuam… todos nós fãs também estamos perdidos, mas ontem a gente se encontrou.

Outros posts em que falo sobre Lost