Atcha! O figurino e a maquiagem da Juliana Paes eram impecáveis. Um dia queria me caracterizar assim!

Atcha! O figurino e a maquiagem da Juliana Paes eram impecáveis. Um dia queria me caracterizar assim!

Eu sou noveleira assumida, mas poucas vezes escrevi sobre novela aqui. Mas em tempos de twitter, em que leio os comentários em tempo real da Gloria Perez, vou ter que comentar sobre o último capítulo de Caminho das Índias para não encher meu twitter. E é como falaram por lá, final de novela é tipo final do Brasileirão para as mulheres.

Só por isso, porque essa novela não tem nada de tão especial para mim e nem olhava ela no início. Comecei a olhar mesmo durante a reforma do meu apê, já que minha família, como a maioria das famílias brasileiras, se reúne em frente a tv no horário nobre.

Bem, e como jornalista não faço nenhuma obsevação crítica ou mais apurada sobre as novelas. Sou do tipo a Tele-Tonta. Lembra? Aquela personagem da Cláudia Raia em Não Fuja da Raia, que era criada em frente a televisão e assistia a tudo. Já me apelidaram uma vez de arquivo Vídeo Show. Sou meio assim, desligo quando ligo a tv e aproveito para esquecer os problemas e sou levada pela emoção.(E enquanto assistia, baixou aqui o cd de músicas indianas da novela, tem uma que gosto em especial, outras enjoaram. Mas quem não comprou o CD Coração Cigano de Explode Coração que atire a primeira pedra, tá eu tenho esse CD. Não se preocupem que essas febres passam, não o escuto desde o tempo da novela)

Pois bem, o final de Caminho das Índias. Quando o Raj apareceu para reencontrar a Maya meu coração quase parou. Controlei o choro para ver melhor a cena, mas não me empolgou depois. Achei mal feita. Até podia ser interpretada de outro jeito: Maya se jogou no ganges, morreu afogada e encontrou Raj na outra vida. Tudo bem tirar as pessoas que estavam em volta, mas ela se vestir de ouro e ainda por cima chegar assim na casa…

O tão esperado “FIM”, podia ter sido na hora da dança coletiva, bem ao estilo Bollywood e que lembra as novelas antigas. Tinha um tempo que o elenco aparecia todo no final, juntos em uma festa, ou simplesmente dando um tchauzinho. Já que anos  80 tá na moda… eu curtia isso. Talvez porque eu era criança e ali eu conseguia separar ficção da realidade. E o “eu te amo da Maya” e do Raj ficou forçado. Cena dispensável. Parecia novela mexicana (aliás não foi a única vez, talvez a última, nessa novela).

A Tônia casar com o louco do Tarso tudo bem, mas não abrindo mão de uma bolsa de estudos no Exterior, né? E o resto, nada era surpresa. E o Bahuan quase nem apareceu no final, ele que era o protagonista… Mas o Rodrigo Lombardi roubou a cena e mereceu! E gostei dos muitos perdões da família Ananda. O importante é ser feliz, o resto é o resto, e final de novela tem que ser assim mesmo. Até gosto de filmes que não tem final feliz, de vez em quando é bom para cair na real. Mas um filme tem duas horas. Não dá para perder meses para não se emocionar no final. E como diz minha teoria nº 19, o que importa mesmo é o conteúdo, o recheio… neste caso, o caminho!