Vamos ver se consigo explicar a foto: no centro Clara (Júlia Lemmertz) e Miguel (Marco Ricca). A menina de chapéu é filha da atual esposa do primeiro ex-marido da Clara que é pai da Carol (no fundo). O pequeno no colo dela é o Léo, filho do segundo casamento de Clara. No colo do Miguel a sua filha Júlia. E no carrinho de bebê, o filho do segundo ex-marido de Clara, pai do Léo. Ufa!

Vamos ver se consigo explicar: no centro Clara (Júlia Lemmertz) e Miguel (Marco Ricca). A menina de chapéu é filha da atual esposa do primeiro ex-marido da Clara que é pai da Carol (no fundo). O pequeno no colo dela é o Léo, filho do segundo casamento de Clara. No colo do Miguel a sua filha Júlia. E no carrinho de bebê, o filho do segundo ex-marido de Clara com a nova esposa, portanto irmão do Léo. Ufa!

Há tempos que digo que o conceito de família não é mais pai, mãe e filhos. Provavelmente há uns 15 anos, desde que meu pai casou de novo, aí veio a família da mulher dele, depois minha mãe que tem nova sogra, enteado… e tem a família da família dessas pessoas. Um agregamento de gente.

Pois a televisão finalmente se deu conta e Globo fez a série Tudo novo de novo, que passou a alegrar as minhas noites de sexta-feira.

A história é de Clara (Júlia Lemmertz) uma mulher separada duas vezes e de cada casamento tem um filho. Aí ela começa a namorar Miguel (Marco Ricca) um cara separado que também tem uma filha e é uma confusão de gente, porque tem o filho do ex-marido que é irmão de um dos filhos dela, mas não é nada da outra filha. Os programas de casal com os filhos e as confusões e desajustes entre as crianças de idades diferentes… Olha bem difícil namorar assim… Fora outras confusões que aparecem com os pais deles, ex-mulher que leva golpe do namorado estrangeiro da internet e só se ajeita quando casa com uma outra mulher… Coisas da vida social atual que eu nem pensaria na época que me dei conta que família era algo além dos meus pais e irmãos e demais laços consanguínios, como insistia meu professor de sociologia. Mas é bem um retrato da família atual.

Na última sexta foi o último episódio da temporada. No final estavam todos juntos num passeio e um senhor idoso perguntou para o Léo, um menino muito fofo, se todos aqueles eram seus irmãos quando eles estavam posando para foto. E ele definiu bem: é complicado explicar, mas são todos da minha família.

Espero que venha outras temporadas por aí! O programa é muito bom!

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos

Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou