21012009_1041_008Fui tragada pelo fenômeno Obama. Terça-feira, o histórico 20 de janeiro de 2009, lá estava eu com minha camiseta com o nome dele e de Biden. Fiquei trabalhando no especial do site e acompanhei tudo. Adoro rituais e queria estar lá, ainda que para ver, ou não ver, mas vivenciar, mesmo que de longe o dia em que um sonho, sonho de verdade, dos grandes, se tornou realidade. Só não sei se aguentaria o frio… de até – 15º!

E o show no domingo? O Bono cantou minha música preferida!!! Mas tenho certeza que na hora de  In The Name Of Love eu estava lá, dentro do coração de alguém… 

57236253Sempre fui meio contra os estadunidenses, tenho vontade de conhecer os EUA mais por Sex and the City e nem tanto por medo da arrogância deles me mandarem de volta antes mesmo de sair do aeroporto. Mas temos que admirar o pioneirismo desse povo, não lhes faltou coragem de mudar. Talvez nem tenha nada a ver com isso, talvez foi a oportunidade, porque ninguém mais queria o Bush e o que ele representava, mas foi esse povo que o manteve lá e agora confessou publicamente o erro e revertou o processo.

Terça foi um dia que tive vontade de ser americana, não só por estar elegendo pela primeira vez um presidente negro e jovem, mas por toda esperança que esse Hussein representa, não para um país apenas, mas que parece inspirar o mundo. É um processo de mudança, que achei que tivessemos vivido no Brasil quando Lula foi eleito, mas a decepção foi tão grande… que hoje prefiro considerar que ainda não era ele… E sei que Obama ainda pode decepcionar e terça talvez tenha sido a única oportunidade de estampar com orgulho no peito o seu nome.

Mas ele é um cara determinado, vendo o documentário Barack Obama: O Homem e Sua Jornada que passou no GNT, ele traçou um plano para chegar onde chegou. Ele foi para Chicago para ser um líder comunitário e lutar pelos direitos dos negros, trabalhou lá mas sem raízes nos guetos não era tão bem aceito… a não ser pelas mães que o consideravam um bom partido. E Michelle lhe deu as raízes que ele precisava  (nessa parte achei o documentário meio tendencioso), ela é de uma tradicional família de Chicago. As cenas do seu primeiro discurso, em uma convenção democrata, eu acho, parece cena de filme. Num local que ninguém dá bola para coisa, mas de repente todos param para ouvi-lo e em seguida ele é aclamado. E ele não achava que estas eleições seriam o momento apropriado. Eu acho que foi muito oportunista.

Pelas lentes, a família Obama parece perfeita, o carinho do casal, acho bonito essa demonstração de afeto pública e a gente nota que Michelle também lutou para estar ali ao lado do marido e merece também as homenagens. Sabe se lá quantas coisas ela não renúnciou pelo sonho do marido… um sonho que se tornou o sonho da América! E se ela não tivesse tido paciência?

Acho que tudo isso porque é um casal novo, como há tempos a gente não via… por isso todo esse furor e as teorias sobre as roupas da primeira-dama. Ela parece ser uma mulher que veste o que gosta e era isso. Adorei o termo empregado para seu estilo: “recessão chique”. É a prova que não é preciso grife para ser elegante, mas sim atitude e bom gosto. 

E o slogan da campanha:

Yes, we can!

É inspirador, eu me sinto inspirada e dessa vez ele conseguiu uma camiseta com a frase! Que da outra vez não tinha. É meu lema! E preciso também não só traçar, mas seguir meus planos…

A primeira dança:

O show do U2

Também gostei a apresentação do Garth Brooks com um coral:

Pô, mas daí hoje chego às 6h para trabalhar e dou de cara com aquela notícia de que ele teve que fazer o juramento de novo! Puxa vida!