Neste sábado de sol de primavera saí de vestidinho florido para assistir Vicky Cristina Barcelona, o novo filme do Woody Allen, que parece ser leve e apimentado (só não espero sair chocada como nos últimos).

Cheguei na hora da sessão e não estava muito preocupada, afinal a gente fica quase meia hora assistindo trailers e propagandas. Vou comprar os ingressos e descubro que só tem 11 lugares na sala e tinha mais umas seis senhoras comprando também (óbvio, fim de semana de estréia dá nisso).

Ele queria ver Procedimento Operacional Padrão, sobre as torturas de prisioneiros em Abu Ghraib. Mesmo sabendo do seu interesse não tinha nem cogitado para evitar de vez, mas era o único com sessão mais próxima e o oposto do que eu esperava para a minha tarde de sábado: um filme pesado.

Até o apagar das luzes só ficamos nós dois na sala. Pensei que pela primeira vez na vida passaria por essa situação. Mas então entrou um casal (cuja mulher assoou o nariz em alto som durante todo o filme) e depois mais duas pessoas. Já no começo do filme o lanterninha fechou a porta, sentou-se na primeira fila abriu um pacote e depois ouvi o tchiiiiii de um refrigerante sendo aberto. Vai ver era a hora do intervalo e ele resolveu fazer seu lanche na sala praticamente vazia…

Sinceramente, as cenas não me chocaram tanto, mas os militares americanos envolvidos são loucos, tem cara de loucos e não é normal quem se diverte com aquele tipo de coisa, pois o sorriso deles nas fotos é bem de divertimento… e se três pessoas fotografam aquele horror ao mesmo tempo é porque estão achando o máximo. Prefiro me chocar com o dramático inesperado do Woody… fica para semana que vem! Se pelo menos a sala tivesse ficado vazia…

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