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Não fui no show do Zeca Baleiro. Cheguei de um churras sem condições… Mas fiquei escutando o novo CD Baladas Do Asfalto & Outros Blues, na internet. Todas as músicas sem execeção tem a ver comigo! Acho que o Zeca está vivendo uma fase parecida com a minha. A propósito: estou muuuuito a fim desse CD, se alguém quiser fazer uma boa ação de fim de ano me dê de presente. Please!!!!

Solidão em si, solidão por não ser compreendido, solidãop por amar demais. Assim se resume as poesias do Baleiro nessas canções.

Abaixo alguns trechos de quase todas as músicas do novo disco:

Me dê um beijo, meu amor
Só eu vejo o mundo com meus olhos

E meu coração bate como um pandeiro num samba dobrado
Vou pisando asfalto entre os automóveis
Mesmo o mais sozinho nunca fica só
Sempre haverá um idiota ao redor

Eu sinto como se eu seguisse os meus sapatos por aí
Há alguns dias atrás vendi minha alma a um velho apache
Não é que eu ache que o mundo tenha salvação

Mas como diria o intrépido cowboy, fitando o bandido indócil
A alma é o segredo, a alma é o segredo
A alma é o segredo do negócio

(Balada do Asfalto)

Essa é a noite do cachorro doido
Fina fera, magro bicho
Olho duro, espessa baba
Latindo pra lua o seu capricho
Só a noite é que sabe que a vida não tem jeito
Que pro escuro de um poema
Qualquer ganido é bom pretexto

(Cachorro doido)

E eu digo
calma alma minha
calminha
ainda não é hora de partir

então ficamos
minha alma e eu
olhando o corpo teu
sem entender
como é que a alma entra nessa história
afinal o amor é tão carnal
eu bem que tento
tento entender
mas a minha alma não quer nem saber
só quer entrar em você
como tantas vezes já me viu fazer

E eu digo
calma alma minha
calminha
você tem muito o que aprender

(Alma nova)

Eu gosto de você
Com uma força bruta que não entendo bem

(Mulher amada)

A solidão é meu cigarro
Não sei de nada e não sou de ninguém
Eu entro no meu carro e corro
Corro demais só pra te ver meu bem

Um vinho, um travo amargo e morro
Eu sigo só porque é o que me convém
Minha canção é meu socorro
Se o mar virar sertão, o que é que tem?

Dias vão, dias vem, uns em vão, outros nem…
Quem saberá a cura do meu coração senão eu?

Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu

O amor é pedra no abismo
A meio passo entre o mal e o bem

Com meus botões a noite cismo
Pra que os trilhos, se não passa o trem?
Os mortos sabem mais que os vivos
Sabem o gosto que a morte tem
Pra rir tem todos os motivos
Os seus segredos vão contar a quem?

(Cigarro)

Um coração maior que tudo
se tudo é meu mas quem sou eu além de tudo
na ante-sala do dentista ouço meu musak
minhalma dorme num velho porão
rima de almanaque
tudo que se vê prá que crer
tudo que se crê pra que ter
tudo que se tem prá quem?

(Musak)

O mel amargo, o meu coração
De onde quer que tudo venha
Tudo irá pra onde nada nunca se alcança

Tenho a memória de tudo que existe
Tudo que é triste e alegre ou não
Eu guardo as flores mortas na sala
Eu faço sala pro tempo

Ainda que tarde, agora que é tarde
Sempre é cedo, cedo
Ainda que tarde, agora que é noite
Eu sinto medo…

(Amargo)

Algumas merecem um post único e vem depois…

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Acho que encontrei mesmo minha turma. Porém, fica uma pergunta: como curar um porre adquirido durante o dia?

O mundo é mesmo pequeno. E como se não bastasse, jornalista anda sempre em bando.

Conforme a hora vai avançando nas noites de trabalho vai crescendo uma formiga dentro de mim. Tenho que comer doces. Voltei a ser chocólatra, vício que já tinha me livrado.

Eu me preocupava com a perda de neurônios entre uma bebidinha aqui, uma cevinha ali, um porre acolá.

Mas estudar também nos faz gastar muitas dessas células que não se regeneram, logo…

(esqueci o que ia concluir. Será que eles já se foram???)

É triste. Mas hoje que saí de carro sozinha, dirigindo com o consentimento e mais do que isso, por sugestão do meu pai, estacionei no sol e queimei a mão no volante.

Mas logo passou… E me saí muito bem. Não lembro da última vez que peguei o carro. Mas com certeza ficar no volante sem a presença de familiares dá muito mais confiança.

Lamentávelmente, e para o bem ou para o mal, embora seja mais para a primeira opção acredito que é isto que acontecerá comigo no próximo relacionamento: Ligadura e vasectomina no coração.

Mas sinceramente, ainda acredito que possa ser diferente. Acredito que posso tropeçar naquele com quem passarei o resto de meus dias e voltarei de mãos dadas do súper, mesmo carregando várias sacolas, como vi um velho casal de vizinhos meus. Porque o amor é isso. Simples assim.

Sequer conheço Fulano,
vejo Fulano tão curto,
Fulano jamais me vê,

Quanto ao resto da poesia
Eu não sei
Só ele poderá me dizer
Se vai dar samba
fazer rima
ou virar prosa

Da série Poesia que me tirou o sono

Harry Potter e o Cálice de Fogo é um fenômeno além das telas. É a maior bilheteria da semana passada no Brasil e nos Estados Unidos. Só o que chama atenção é a diferença entre o segundo colocado.

No Brasil o bruxinho arrecadou R$ 8,8 milhões, e o segundo colocado no ranking, O galinho Chicken Little R$ 951 mil. Já nos Estados Unidos, Harry arrecadou US$ 54,9 milhões, e o segundo lugar, Johnny e June, apenas US$ 19,7 milhões.

Qual será a mágia secreta que J. K. Rolling não revelou nem no livro nem nas telas?

Eu estou conformada em perder o show do Madredeus, na próxima terça. Primeiro porque trabalho no horário, segundo porque é muuuito caro (entre R$ 100 e R$ 200) e terceiro porque o Teatro do Sesi é longe. E já que vieram em 1999, em 2010 eles devem voltar a Porto Alegre.

Mas não vou me conformar em perder o show do Zeca Baleiro, que é num sábado e que tem um preço acessível (R$ 30 e 60). Ainda que seja no distante Teatro do Sesi. Novamente me falta companhia. E desta vez a companhia tem que ter carro ou estar disposta a rachar um táxi.

Se alguém vai ou sabe de alguém que vai, por favor me avise!!!

Se alguém quiser me fretar, eu pago a gasolina.

Da outra vez fiquei sabendo no dia seguinte que um casal de amigos foi no último show dele em Porto Alegre. Era mais barato, mais perto e não era lançamento de disco como agora, ou seja, eu ia ter todas as letras na ponta da língua.

Cinco minutos dentro a Livraria Cultura. Cinco! E não resisti e comprei mais um livro!

Eu atravessei a cidade hoje para ir comprar o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal lá para presentear meu irmão e ele iniciar sua coleção. Meu inconsciente, só pode ter sido ele, me prendeu em outras compras no Iguatemi até 20h55min. A Cultura fecha às 21h no domingo. Pois entrei lá obejtiva, peguei o Harry e só fui dar uma olhada se tinha alguma coisa do Nelson Rodrigues (ou mudou de lugar ou não tinha nada) e uma olhadinha na biografia da Danuza Leão. O leitor de preços não funcionou, as luzes já se apagavam. Mas um funcionário passava com dois deles na mão. Perguntei o valor, de R$ 38, para R$ 30,40 para clientes Mais Cultura, o que é meu caso! Não dava para resistir né?!

Cheguei a conclusão que tenho que parar de acumular livros. Pois tá todo mundo falando da autobriografia da Danuza (a Cláudia Laitano contou o final! uma matéria de uma revista tinha deixado no ar, ela contou! mas enfim…), tá todo mundo falando da Vida sexual da mulher feia, entre outros que tenho mas não estou lendo!

Tenho uma relação com os livros parecida com que tenho com roupas que gosto muito. Espero uma ocasião especial para usá-las e para lê-los… Mas tô mudando com o primeiro intem, a ponto de comprar e já sair usando. Também vou comprar e sair lendo de agora em diante… Só que com a fila que está não sei o que ler assim que terminar de ler Mrs. Dalloway, que estou enrolando, enrolando…

E conversando com o Márcio Pinheiro a respeito da matéria que ele fez sobre o livro da Danuza e que citei no meu post, descobri que biografias são um vício. Ele disse que lê até de pessoas que não gosta. Eu não li nenhuma ainda, já tenho duas. Tenho quase certeza que irei me viciar sim.

Assim como as mulheres não são mais criadas para casar, como era antigamente, que aprendiam a bordar, cozinhar, entre outros afazeres domésticos, os homens também não. Tem muitos aí que mal trocam uma lâmpada.

Tivemos nosso encontro anual de “luluzinhas” hoje. Estava muito legal, mas eu queria ter alguém para quem voltar. Tudo que eu deixo quando saio de casa é a internet e tudo para o que eu volto é a internet. E ainda assim não encontro todas as pessoas que eu gostaria de encontrar. E para piorar a situação, chego aqui no blog e encontro comentários desagradáveis. Não dá para acreditar que tem gente que perde seu tempo atasanando os outros sem motivo. E o pior, pessoas que já se disseram amigas. E o pior, não fiz nada para elas. Quer saber, sem comentários…

Eu sempre tive o poder incrível de despertar amizades e desafetos ao extremo. Sou do tipo que ou me amam ou me odeiam. Eu tenho consciência disso. Mas é uma consciência tranqüila, porque não fiz nada de errado para que nem uma nem outra das coisas acontecesse. O santo da gente não bate com o de todo mundo. Eu mesmo já senti isso em relação algumas pessoas, mas fico na minha. Respeito. Agora vir encher o meu saco já é demais. Será que não há nada mais agradável e interessante para eles fazerem?

Aos demais leitores e amigos, desculpem o desabafo.


Não sei porque, mas na janela da minha sala está sempre ventando. Sempre!

Na do quarto, que fica ao lado isto não acontece. Mesmo com esse calor de hoje venta e tenho que fechar o vidro. Agora mesmo estou escrevendo e sendo esmagada pela cortina empurrada pelo vento.

Mario Quintana diz que a dor do vento é não ser colorido. Acho que ele chora na minha janela.

Com o friozinho que tem feito à noite, resolvi tomar um café quando cheguei do trabalho ontem, depois da meia-noite e depois disso deitar o mais cedo possível para acordar num horário razoável no dia seguinte para ir a Sapucaia.

Só que a cafeína liberou poesia. Eu não conseguia dormir e várias coisas vinham na minha cabeça. Acendia a luminária, pegava a agenda e escrevia. Voltava a tentar dormir e nada. Acessos de inspiração me cutucaram até às 4h30min. Quando enfim pensei que ia dormir, minha mente me assalta querendo formular este post!

Eu era metida a poetisa quando tinha uns 10-12 anos. Cheguei uma vez a escrever um poema, que não lembro, mas era algo como “Sou poeta sem descanso/Estou sempre a criar/Se estou no meu canto, logo uma inspiração bate e tenho que me levantar…”

Foi o que me aconteceu esta madrugada. E a culpa não é do café. Nos meus tempos de offline, em que trabalhava até às 4h, 5h da manhã, eu sempre tomava café antes dormir.

Mas enfim, toda essa verborragia mental, fruto da minha insônia, será publicada acompanhada da descrição “Da série poesia que me tirou o sono”. A primeira delas vaí aí:

Uma xícara de café
fez dormir meu sono
e despertar a poesia

E cá estou eu,
me virando na cama
com os versos
a me revirar o pensamento.

E o sono,
que era sempre companheiro
deu bom dia para a rima
e agora só sonho de olhos abertos
tudo em prosa e verso.

Uma colega de trabalho falava que na estética que ela freqüenta os homens fazem as unhas e tiram a sombrancelha. Aí um colega revidou dizendo que “não tira nem os cabelinhos do nariz”. Falei que ele era retrossexual, homens que tem um jeito mais desligado, mais homem como antigamente. Mas pelo jeito está categoria está entrando em extinção. Abri um encarte de farmácia hoje e encontro esmalte para homens. É uma base, mas exlusiva para o público masculino. Estes dias fui tomar banho na casa da minha mãe e encontrei uma embalagem de xampú cinza. Fui olhar, era Elsélve, da L’oréal para homens. Mas o esmalte realmente me surpreendeu!

Sobre novelas:

• As novelas das 18h sempre tem como mote as chantagens.
Exemplos: Força de um desejo, Alma Gêmea, Como uma Onda

• As novelas das 19h tem sempre histórias mirabolantes, irreais e cômicas.
Exemplos: Kubanacan, Uga Uga e Bang-Bang

• As novelas das 8 (que é das 21h) o desenrolar da trama se dá sempre pelos desencontros
Exemplos: Terra Nostra, Senhora do Destino, América

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